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Kong: A Ilha da Caveira

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Kong: A Ilha da Caveira

Minha Classificação:
Kong: A Ilha da Caveira The Movie DB
de Jordan Vogt-Roberts
Título Original: Kong: Skull Island
Estreia: 08/03/2017
País: EUA
Gênero: Ação, Aventura, Fantasia
Roteiro: Dan Gilroy, Max Borenstein
Elenco: Tom Hiddleston, Samuel L. Jackson, Brie Larson, John Goodman, John C. Reilly, Jing Tian
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Kong: A Ilha da Caveira é a milionésima refilmagem do clássico King Kong de 1933. Em 1973 um grupo de cientistas e militares viajam para a mítica Ilha da Caveira para desbravar os mistérios desse lugar, e lá encontram criaturas que ainda estão na Era dos Gigantes da Terra, entre elas, Kong. 

Como toda boa esposa, preciso assistir aos filmes que meu marido (Tom Hiddleston) faz, portanto resolvi assistir Kong: A Ilha da Caveira para prestigiá-lo. Achei que fosse ser bem ruim, mas não é que é bom?! Gostei muito da proposta desse novo King Kong, e também gostei que o diretor teve um ótimo timing dos acontecimentos: não parece enrolação em momento nenhum. Todos os personagens são bem justificados e o tempo que as coisas levam para acontecer foi ótimo, Jordan Vogt-Roberts teve uma ótima noção de que a história tinha de se desenrolar na Ilha da Caveira mesmo. A primeira aparição do Kong é sensacional, realmente bonita de se ver e entretém muito bem o espectador – na verdade ele prende do início ao fim. O elenco é muito diverso, tem europeu, americano, asiático, negro e mulheres, o que é positivo, e o melhor é que essas mulheres não são donzelas em perigo (mais positivo ainda)! Achei esse filme um pouco  sanguinolento, o que pra mim, trouxe maior veracidade à história porque, afinal de contas, são animais gigantes massacrando pessoas que estão invadindo a casa deles. Ah, esses outros animais gigantes da Ilha também ajudam a criar essa sensação de verdade porque seria super estranho se só tivesse o Kong de enorme e o resto dos bichinhos (muito criativos, diga-se de passagem) serem tamanho padrão.

Penso que o ritmo do filme é muito bem estabelecido, ainda mais por causa desses animais que citei acima, que criam momentos de tensão o tempo todo, fazendo com que Kong não seja a única ameaça. Tom Hiddleston (mais conhecido como meu marido) convence muito bem no papel do Capitão James Conrad, Brie Larsson sempre incrível é uma mocinha bem corajosa e feminista para 1973 e John Goodman é excepcional como Randa. Samuel L. Jackson não sai da sua zona de conforto e banca o comandante militar Packard meio vilanesco, o que me incomoda por ser mais do mesmo, mas não tira o mérito do filme. Os personagens secundários têm seus papéis bem estabelecidos e não são simplesmente jogados para fazer número na história, embora o lance do Chapman (Toby Kebbell) não tenha nem me convencido nem me comovido (realmente não vi muita razão para aquilo no filme, mas entendo o diretor e roteiristas).

O filme é visualmente lindo, e o diretor Jordan Vogt-Roberts teve bastante cuidado para filmar e editar o longa. Os cortes de cena são muito bem feitos, ele usa e abusa de iluminação colorida nas cenas – o que torna certos momentos até triviais em cenas esteticamente lindas ou dita o tom de tensão de certos momentos do filme – além da fotografia sensacional. Vogt-Roberts também usa planos detalhe, fechados e câmera lenta com muita sabedoria, pensando em carregar o filme de significado; o que pode ser visto em cenas muito emblemáticas e extremamente bem dirigidas. Os planos abertos da Ilha da Caveira são lindíssimos e fazem com que o espectador queira visitar o lugar paradisíaco. O roteiro é muito bom, com pontos de humor bem colocados e cenas bem objetivas. Uma das coisas que mais gostei foi que as cenas de ação são muito claras no sentido visual, não existe isso de câmera tremida ou cena escura demais, então dá para acompanhar tudo que está acontecendo na tela sem ficar quebrando a cabeça: pontos positivos para a direção e a montagem das cenas. A computação gráfica é um pouco medíocre, mas em momento nenhum (pelo menos para mim) corta a suspensão da crença ali proposta. O filme aceita muito bem seu papel de remake e dá linha para continuação, e penso que iria assistir sim porque é um longa bem gostoso de se ver, portanto, recomendo caso você esteja procurando um bom filme de ação com elementos clássicos.