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Thor: Ragnarok

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Thor: Ragnarok

Minha Classificação:
Thor: Ragnarok The Movie DB
de Taika Waititi
Título Original: Thor: Ragnarok
Roteiro: Craig Kyle, Christopher Yost, Eric Pearson
Elenco: Chris Hemsworth, Tom Hiddleston, Cate Blanchett, Idris Elba, Mark Ruffalo, Anthony Hopkins
Estreia: 25/10/2017
País: Australia
Gênero: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção científica

Thor: Ragnarok é o terceiro filme do Deus do Trovão, em que após procurar as jóias do infinito pelo universo afora e não obter sucesso, Thor volta para Asgard para se consultar com seu pai, Odin, já que os nove mundos que Odin cuida estão em estado de calamidade. Thor então fica sabendo do Ragnarok, uma profecia que indica o fim de seu mundo e que já está sendo cumprida por ninguém menos que Hela, a Deusa da Morte. Ele então vai parar em Sakaar, vira um gladiador e encontra Hulk, juntando assim um grupo para reaver Asgard das cinzas de Hela.

Como boa fã da Marvel, fui ao cinema assistir Thor: Ragnarok e antes de qualquer coisa, preciso destacar que esse filme é, de longe, um dos melhores desse universo. Deixar o filme na mão de Taika Waititi talvez tenha sido uma das decisões mais acertadas que a Marvel já tomou, porque os filmes de Thor eram conhecidos por serem mais sérios e obscuros, e esse terceiro longa ri de sua desgraça do começo ao fim. Desde os primeiros cartazes e o teaser (com essa trilha sonora incrível) dava pra ver que os ares de Ragnarok iam mudar completamente a franquia Thor, e amém que mudou para melhor! A direção é absurdamente incrível em todos os momentos: das cenas mais sérias e tensas às de comédia e luta, é tudo impecável.

O roteiro segue uma linha de ação e aventura, com toques de humor pontuais, mas não cansativos. Penso que o filme não foi “engraçado demais” como muitas pessoas reclamaram, mas faz um bom contraponto com a obscuridade dos anteriores sem menosprezar o grande problema que é a queda de Asgard. Particularmente, achei muitos momentos super divertidos e tanto direção, como montagem e trilha sonora contribuem muito para a experiência incrível que é Thor: Ragnarok – na metade do filme, já queria assistir outra vez. A direção de arte e o figurino são extremamente bem feitos, coloridos na medida certa e condizentes com os personagens (a coroa de Hela é exatamente como nas HQs, que coisa linda!) e locações. A fotografia é escura nos momentos certos, mas o filme em si é bem definido: Sakaar é um pouco mais colorida, extravagante, enquanto Asgard é mais fria (e segue-se essa linha até na presença ou não de Hela, achei muito bom, como se ela deixasse o lugar por onde passa doente). A computação gráfica é sensacional e realmente suspende a crença do espectador, e as cenas de luta são extremamente bem coreografadas e dirigidas, acreditei muito que a galera tava se socando…

Chris Hemsworth dá mais uma vez vida a Thor e prova nesse filme que o Deus do Trovão é sério mas também descontraído, desastrado e pode fazer escolhas infelizes. (O amor da minha vida) Tom Hiddleston está de volta (a internet pira!!!!!) – depois de quatro anos fora do universo Marvel – como Loki, o Deus das Trapaças com seu humor negro e obviamente, pilantragem. Mark Ruffalo é um Hulk (com um CGI fantástico) convencido, cômico e campeão gladiador do Grão-Mestre sensacional de Jeff Goldblum. Cate Blanchett é uma rainha da atuação como a vilã Hela que samba na cara de todo mundo e é poderosíssima. Destaque também para a badass Catadora 142 de Tessa Thompson e para, claro, Heimdall guardião do Bifrost de Asgard de Idris Elba. Ah, tem a participação de um personagem super importante no universo Marvel e um outro que ganhou meu coração, super fofo e protagonizado pelo diretor do filme! Uma das coisas que mais me chamou atenção nesse longa foi que cada personagem teve seu espaço sem tirar em momento nenhum o protagonismo de Thor, sem afetar o ritmo do filme e enriquecendo mais ainda a história.

Tão lindo…

Thor: Ragnarok tem duas cenas pós-créditos, mas apenas a primeira é de suma importância para os próximos longas do universo Marvel, a segunda é só engraçada, mas vale a pena assistir. Recomendo fortemente esse filme para quem gosta de super-heróis, comédia e aventura, mas também para quem está apenas procurando um bom entretenimento. Enfim, aguardo ansiosamente Pantera Negra para saber qual vai ser a deixa para Vingadores: Guerra Infinita, porque estou sentindo que vai dar muito muito ruim e quero ver como essa galera poderosa aí vai se virar numa Terra com Thanos, o ser mais poderoso das galáxias.

Kong: A Ilha da Caveira

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Kong: A Ilha da Caveira

Minha Classificação:
Kong: A Ilha da Caveira The Movie DB
de Jordan Vogt-Roberts
Título Original: Kong: Skull Island
Roteiro: Dan Gilroy, Max Borenstein
Elenco: Tom Hiddleston, Samuel L. Jackson, Brie Larson, John Goodman, John C. Reilly, Jing Tian
Estreia: 08/03/2017
País: EUA
Gênero: Ação, Aventura, Fantasia
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Kong: A Ilha da Caveira é a milionésima refilmagem do clássico King Kong de 1933. Em 1973 um grupo de cientistas e militares viajam para a mítica Ilha da Caveira para desbravar os mistérios desse lugar, e lá encontram criaturas que ainda estão na Era dos Gigantes da Terra, entre elas, Kong. 

Como toda boa esposa, preciso assistir aos filmes que meu marido (Tom Hiddleston) faz, portanto resolvi assistir Kong: A Ilha da Caveira para prestigiá-lo. Achei que fosse ser bem ruim, mas não é que é bom?! Gostei muito da proposta desse novo King Kong, e também gostei que o diretor teve um ótimo timing dos acontecimentos: não parece enrolação em momento nenhum. Todos os personagens são bem justificados e o tempo que as coisas levam para acontecer foi ótimo, Jordan Vogt-Roberts teve uma ótima noção de que a história tinha de se desenrolar na Ilha da Caveira mesmo. A primeira aparição do Kong é sensacional, realmente bonita de se ver e entretém muito bem o espectador – na verdade ele prende do início ao fim. O elenco é muito diverso, tem europeu, americano, asiático, negro e mulheres, o que é positivo, e o melhor é que essas mulheres não são donzelas em perigo (mais positivo ainda)! Achei esse filme um pouco  sanguinolento, o que pra mim, trouxe maior veracidade à história porque, afinal de contas, são animais gigantes massacrando pessoas que estão invadindo a casa deles. Ah, esses outros animais gigantes da Ilha também ajudam a criar essa sensação de verdade porque seria super estranho se só tivesse o Kong de enorme e o resto dos bichinhos (muito criativos, diga-se de passagem) serem tamanho padrão.

Penso que o ritmo do filme é muito bem estabelecido, ainda mais por causa desses animais que citei acima, que criam momentos de tensão o tempo todo, fazendo com que Kong não seja a única ameaça. Tom Hiddleston (mais conhecido como meu marido) convence muito bem no papel do Capitão James Conrad, Brie Larsson sempre incrível é uma mocinha bem corajosa e feminista para 1973 e John Goodman é excepcional como Randa. Samuel L. Jackson não sai da sua zona de conforto e banca o comandante militar Packard meio vilanesco, o que me incomoda por ser mais do mesmo, mas não tira o mérito do filme. Os personagens secundários têm seus papéis bem estabelecidos e não são simplesmente jogados para fazer número na história, embora o lance do Chapman (Toby Kebbell) não tenha nem me convencido nem me comovido (realmente não vi muita razão para aquilo no filme, mas entendo o diretor e roteiristas).

O filme é visualmente lindo, e o diretor Jordan Vogt-Roberts teve bastante cuidado para filmar e editar o longa. Os cortes de cena são muito bem feitos, ele usa e abusa de iluminação colorida nas cenas – o que torna certos momentos até triviais em cenas esteticamente lindas ou dita o tom de tensão de certos momentos do filme – além da fotografia sensacional. Vogt-Roberts também usa planos detalhe, fechados e câmera lenta com muita sabedoria, pensando em carregar o filme de significado; o que pode ser visto em cenas muito emblemáticas e extremamente bem dirigidas. Os planos abertos da Ilha da Caveira são lindíssimos e fazem com que o espectador queira visitar o lugar paradisíaco. O roteiro é muito bom, com pontos de humor bem colocados e cenas bem objetivas. Uma das coisas que mais gostei foi que as cenas de ação são muito claras no sentido visual, não existe isso de câmera tremida ou cena escura demais, então dá para acompanhar tudo que está acontecendo na tela sem ficar quebrando a cabeça: pontos positivos para a direção e a montagem das cenas. A computação gráfica é um pouco medíocre, mas em momento nenhum (pelo menos para mim) corta a suspensão da crença ali proposta. O filme aceita muito bem seu papel de remake e dá linha para continuação, e penso que iria assistir sim porque é um longa bem gostoso de se ver, portanto, recomendo caso você esteja procurando um bom filme de ação com elementos clássicos.