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O Império Final – Mistborn 1

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    Livros da série Mistborn (Nascidos das Brumas):

  1. O Império Final
  2. O Poço da Ascensão
  3. O Herói das Eras
O Império Final – Mistborn 1

Minha Classificação:
Mistborn: O Império Final (Mistborn, #1) goodreads
de
Publicação: em 2014
Gêneros: ,
ISBN: 9788580448641
Título Original: Mistborn : The Final Empire
Páginas: 608
Tradução: Marcia Blasques
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Capa original

O Império Final é uma teocracia ditatorial comandada com mãos de ferro pelo Senhor Soberano e seus Obrigadores e Inquisidores de Aço. A sociedade é dividida entre nobres e skaa, estes últimos vivem em condições miseráveis: tomam surras frequentes, trabalham em regime de escravidão e morrem de fome e doenças o tempo todo. É na capital desse mundo cujos dias de sol vermelho e chuvas de cinzas se contrapõem com noites de brumas densas, Luthadel, que mora Vin, uma skaa que vive com uma gangue de ladrões que dão golpes em nobres. Também vive Kelsier, o Sobrevivente de Hathsin e chefe de uma das maiores gangues do submundo de Luthadel. Eles querem melhorar o mundo, que supostamente foi salvo pelo Herói das Eras… Mas onde foi que este falhou?

E a crueldade era a mais prática das emoções. Pág. 30

Certo dia no twitter, vi várias pessoas indicando Mistborn como leitura. Curiosa que sou, comecei a ler o ebook, porém tenho sérios problemas com livros que têm mapas – só consigo acompanhar o que acontece direito caso consiga olhar o mapa com muita frequência, então esperei e comprei o livro (a trilogia na verdade, cof cof) físico, e cá estou, muito feliz. Penso que nunca tenha lido antes um livro de alta fantasia assim tão complexamente ótimo como O Império Final. A heterogeneidade da história não está só na sociedade construída por Brandon Sanderson, mas também nos personagens e em como o enredo da trama se desenrola solenemente até um final cheio de reviravoltas imprevisíveis (sério, fui otária umas cem vezes no fim do livro e não poderia estar mais satisfeita).

– O quê? – Ham perguntou. – Roubo? Assassinato?
– Um pouco dos dois – Kelsier disse. – E, ao mesmo tempo, nenhum deles. Cavaleiros, esse não será um trabalho normal. Será algo diferente de tudo o que qualquer gangue tenha tentado. Vamos ajudar Yeden a derrubar o Império Final. Pág. 79

O livro é dividido em cinco partes, cada uma com vários capítulos. Cada capítulo é encimado por um pedaço do diário do Herói das Eras, que supostamente enfrentou as Profundezas e salvou a humanidade. Através disso, temos um vislumbre do mundo antes do domínio do Senhor Soberano, antes das chuvas frequentes de cinzas, do sol vermelho e das plantas marrons; e também da jornada do Herói até livrar o mundo das Profundezas. Como a história é narrada em terceira pessoa, temos ponto de vista de Vin e Kelsier – mas através dos planos deles, podemos vislumbrar a nobreza, os ministérios e até os exércitos do Senhor Soberano. A construção de mundo do autor é tão plausível que é impossível não se envolver com os acontecimentos e não torcer para que a gangue finalmente alcance seu objetivo: a narrativa é densa ao mesmo tempo que é bem explicadinha, de uma forma que o leitor que está imergindo ali entenda tudo sem maiores problemas. O que devo ressaltar é que sim, existem sequências de ações pontuais e frenéticas ao longo do livro (principalmente no final), mas é em suma uma trama política, de espionagem e jogos de poder que são condizentes com uma revolução popular junto com um golpe de estado. São seiscentas páginas de história que narram de forma muito leve um plano mirabolante e como ele se desdobra, além das consequências dele, e com elementos fantásticos (alomancia e feruquemia) usados com frequência sim, mas com sabedoria para que não se obscureça o fator principal que é a mudança do status quo – e gostei demais disso no livro! Disso e claro, dos personagens…

– O truque é nunca parar de procurar. Sempre há outro segredo. Pág. 90

Vin é uma skaa ladra, mas é forte, determinada, muitas vezes teimosa e também ingênua, sincera, corajosa e muito inteligente. Os traumas passados dela são muito bem construídos e só enriquecem mais a personagem, a tornam mais fácil de gostar e também faz com que suas atitudes sejam plausíveis. O mesmo acontece com Kelsier, e enquanto Vin é taciturna e direta, ele é um poço de carisma. De longe o personagem mais engraçado do livro, ele conquista pela sua loucura descabida, pelo seu senso de liderança e seus atos imprevisíveis e ardilosos como Nascido das Brumas. Os personagens secundários podem parecer menos importantes, mas Brandon Sanderson constrói uma atmosfera tão envolvente que quando o leitor se dá conta, ele já se sente parte da gangue. Ham, Brisa, Trevo, Yeden, Fantasma, Marsh, Sazed e Renoux, todos têm seu papel bem delineado na história e todos são importantes. Destaque para Sazed, que tem uma história prévia sensacional e de suma importância no livro – além de ele ser um personagem muito maravilhoso; e Ham, o Brutamontes filósofo que consegue ser super fofo. É importante dizer também que todos os personagens têm crescimento e desenvolvimento em O Império Final, não só os protagonistas. E ao longo do enredo, o autor nos deixa ansiosos e tensos o tempo todo – mesmo com as palhaçadas de Kelsier e as brincadeirinhas entre os membros da gangue, além dos planos da rebelião em si – porque a presença intimidadora do Senhor Soberano e seu poder pairam como uma ameaça velada mas ainda assim sufocante em cada página, colocando o perigo ali a todo o tempo…

– Os melhores mentirosos são aqueles que dizem a verdade na maior parte das vezes. Pág. 265

Tanto os plot twists como os personagens como as tramas políticas fazem de O Império Final uma leitura completa e incomparável para os fãs de fantasia. Por mais que faça parte de uma trilogia, esse primeiro livro é extremamente bem amarrado, o que me fez questionar o que haveria de história sobrando para mais dois volumes – e volumes maiores do que esse primeiro. Então me veio a cabeça que Brandon Sanderson cita muitos elementos importantes e determinantes do Império Final que ainda não aparecem ativamente nesse primeiro livro, então sim, ainda há muito pano para a manga, e pretendo continuar a leitura nesse universo até o fim.

Casamento por Conveniência – Marriage to a Billionaire 1

Por 7803 Acessos

    Livros da série Marriage To A Billionaire:

  1. Casamento por conveniência
  2. The Marriage Trap
  3. The Marriage Mistake
  4. The Marriage Merger
Casamento por Conveniência – Marriage to a Billionaire 1

Minha Classificação:
Casamento por Conveniência (Marriage to a Billionaire, #1) goodreads
de
Publicação: em 2014
Gênero:
ISBN: 9788544100035
Título Original: The Marriage Bargain
Páginas: 240
Tradução: Thais Paiva
Compre em lojas confiáveis:
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Capa original

Alexa está desesperada para ajudar sua família. Eles estão afundados em dívidas por conta de uma doença de seu pai e, para tentar se ajudar, ela faz uma fogueira para Mãe Terra pedindo um marido com 150 mil dólares disponíveis – e uma lista de outras qualidades, claro. Nick irá herdar a empresa de arquitetura de seu tio, mas com uma condição: se casar. Para que possa realizar seu sonho de colocar a Dreamscape Enterprises no topo, Nick encontra em Alexa a esposa falsa perfeita.

Ela precisava de um homem.
De preferência, um homem que tivesse cento e cinquenta mil dólares sobrando. Pág. 7

Enquanto tento desesperadamente não terminar Trono de Vidro 5, resolvi pegar mil livros para ler na frente dele, e Casamento por Conveniência foi uma dessas indicações. É o tipo de leitura rápida, mas que prende e realmente, dentre tantos romances eróticos nessa vida, tem personalidade! A história em si é aquela água com açúcar de sempre: uma moça querendo resolver um problema encontra moço querendo resolver problema, se casam com determinadas regras e acabam se apaixonando. Não é spoiler, porque lendo a sinopse do livro já dá para prever que eles vão se apaixonar, mas o modo como Jennifer Probst escreve é diferente, com uma narrativa engraçada e umas situações cômicas nem sempre pontuais, mas sempre engraçadas.

Foi então que Nick percebeu que estivera errado desde o início. Muito errado. Alexandria Maria McKenzie era perfeitamente capaz de derrotá-lo no pôquer – não porque soubesse blefar, mas porque estava disposta a perder.
Era também uma adversária muito competente no jogo do sério. Pág. 39

O que mais me fez gostar desse livro não foi o clichêzão (porque é bem isso), mas a forma como a autora desenvolve os personagens. Nick é um babaca e sim, ele muda bastante ao longo do livro de uma forma sucinta, bem construída e crível; agora Alexa é uma deusa. A amei desde o começo da história e ela sabe pôr Nick em seu devido lugar, tem uma personalidade maravilhosa e me arrancou gostosas gargalhadas do começo ao fim. As discussões em que ela coloca o Nick quando lembra dos tempos de infância deles são absurdas e engraçadas. Maggie, a irmã de Nick e melhor amiga de Alexa tem seu espaço, não só como elo mas também como parceira cômica do casal protagonista.

Seu trato com o diabo seria em seus próprios termos. Pág. 59

Esse é o primeiro volume de uma série com 4 livros, porém penso que a LeYa não vá publicar os outros três, pois Casamento por Conveniência é de 2014 e no site da editora não há nenhuma informação sobre futuras publicações de Jennifer Probst. Estou tentada a ler os outros em ebook em inglês mesmo porque gostei demais de como ela desenvolveu o clichê, mas vamos observar.

 

Rainha das Sombras – Trono de Vidro 4

Por 7174 Acessos

    Livros da série Trono de Vidro:

  1. Trono de Vidro
    1. A Lâmina da Assassina
  2. Coroa da Meia-noite
  3. Herdeira do Fogo
  4. Rainha das Sombras
  5. Império de Tempestades (Tomo 1) | Império de Tempestades (Tomo 2)
  6. Ainda sem título
Rainha das Sombras – Trono de Vidro 4

Minha Classificação:
Rainha das Sombras (Trono de Vidro, #4) goodreads
de
Publicação: em 2016
Gênero:
ISBN: 9788501106841
Título Original: Queen of Shadows
Páginas: 644
Tradução: Mariana Kohnert
Compre em lojas confiáveis:
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Capa original

Esse é o quarto volume da série Trono de Vidro, portanto, CONTÉM SPOILERS dos três livros anterioresAqui está o que achei de Trono de Vidro, Coroa da Meia-Noite e Herdeira do Fogo.

Celaena Sardothien não existe mais. Aelin Ashryver Galathynius, Coração de Fogo e rainha de Terrasen está de volta a Forte da Fenda para tentar matar o rei de Adarlan. Mas também para lidar com seu antigo mestre traidor Arobynn Hamel, com a extinção da magia no continente, com os demônios valg comandados pelo rei, com os rebeldes da cidade e com seu amigo escravizado Dorian. Entre outros problemas. Será que a jovem rainha conseguirá se manter fiel a si mesma diante de tantos desafios?

– Não se pode colocar muita fé em fofocas, mas chegaram notícias de Wendlyn há cerca de um mês. Diziam que uma certa rainha perdida deu um show espetacular para uma legião invasora de Adarlan. Na verdade, acredito que o título agora usado pelos nossos queridos amigos no império seja “rainha vadia e cuspidora de fogo”. Pág. 23

É absolutamente incrível a evolução que Sarah J. Maas carrega em sua escrita. A cada livro lançado a autora me ganha mais e nossa, Rainha das Sombras é disparado o melhor livro da série. Por ter mais de seiscentas páginas, esse quarto volume pode parecer intimidante e meu primeiro pensamento foi que ou seria muito muito bom, ou seria péssimo: foi além de incrível! A maneira que a história se desenvolve é extremamente fluida, de maneira que nem dá para sentir passar; parte porque é super bem escrita, parte porque é uma avalanche sem fim de acontecimentos, parte porque tem muitas cenas de ação e luta e também parte porque tem inúmeras reviravoltas importantes e surpreendentes.

Chaol vira Aelin matar. Fazia um tempo desde que a vira lutar por diversão.
E ela estava se divertindo horrores com aquilo. Pág. 201

Além disso, temos também vários pontos de vista – por mais que o livro seja narrado em terceira pessoa, hora estamos em Adarlan na mente atormentada de Dorian, ou nas reuniões secretas dos rebeldes de Chaol, ou no apartamento de Aelin bolando um plano ou em Morath com Manon Bico Negro e seu clã de bruxas. A complexidade na série Trono de Vidro é tão espetacular que evoluímos de uma só ameaça para inúmeras com diferentes graus de risco, mas todas desenvolvidas de forma plausível para enriquecer e alimentar a história ao passo que entramos em vários pontos diferentes de Erilea com diversos personagens diferentes, sendo eles novos ou já conhecidos pelo leitor, e tendo suas profundidades exploradas em diferentes níveis, mas sem obscurecer o papel de cada um.

– Ah? – ronronou Aelin, e ele se preparou para a tempestade. – E qual mensagem isso passa? De que sou uma vadia? Como se o que eu faço na privacidade de meu quarto, com meu corpo, fosse da conta de alguém. Pág. 260

Confesso que não fiquei nem um pouco surpresa com o crescimento de Aelin como personagem, principalmente nesse quarto volume. A rainha assassina está mais mordaz, com seu humor negro afiadíssimo, seus planos insanos e seu sangue frio tão característico. Aelin é a inteligência em pessoa e deixava os homens que a acompanhavam boquiabertos ao saberem  de suas armações (o leitor também, claro), e a autora se certificou de que nenhuma ação da assassina fosse despropositada – a rainha não dava ponto sem nó. Obviamente esse foi o ponto alto do livro, já que na maioria das vezes Sarah J. Maas conseguiu contrabalançar o humor no contexto de tensão crescente da história, coisa que já descobri que ela faz muito bem. Por mais que eu conseguisse prever alguns eventos que tomaram forma na narrativa, não me incomodei com isso porque tudo se passava de forma um pouco inusitada, e a capacidade que a autora tem de fazer tudo dar errado muito rápido sempre me deixa sem chão, mesmo isto sendo presente em todas as suas obras. O final foi imprevisível e lindo lindo lindo, e quando terminei a leitura, estava com aquele quentinho gostoso no coração por mais que saiba que o pior ainda está por vir. Ah, todos os ships viraram OTPs, obrigada Sarah J. Maas rs!