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#57: A Rainha de Tearling – A Rainha de Tearling 1, Erika Johansen

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A Rainha de Tearling (A Rainha de Tearling, #1)

A Rainha de Tearling (A Rainha de Tearling, #1) goodreads
de Erika Johansen
Série: A Rainha de Tearling #1
ISBN: 9788556510280
Compre em lojas confiáveis:
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Primeira frase da página 100:
E você?

Do que se trata o livro?
O livro acompanha a jornada da futura rainha de Tear, Kelsea. Ela foi criada longe do castelo e em segredo numa cabana no meio da floresta. O livro inicia quando sua escolta chega para levá-la de volta para reivindicar o trono ocupado por seu tio. Após uma vida isolada e sem saber quem é o seu pai, ou como foi o reinado da sua mãe, ela adentra um reino cheio de promessas, mentiras, escravidão e uma ameaça de guerra dos reinos vizinhos.

O que está achando até agora?
O livro é bom, mas extremamente lento. Os capítulos são longos e as coisas demoram a acontecer, Por outro lado a autora foge da maioria dos clichês com protagonistas femininas e eu gosto disso, gosto que ela não seja nem fodona, nem indefesa. Gosto que ela explore seus limites, mas saiba que eles existem.

O que está achando da personagem principal?
A Kelsea é uma mistura de firmeza e indecisão, eu sei que parece contraditório, mas por estarmos na cabeça da personagem isso fica claro. Ela foi criada para governar e aprendeu história, política, línguas e outras habilidades pertinentes a uma rainha. Porém, nada sabe de concreto sobre sua mãe, sobre seu exílio ou mesmo sobre as condições do reino que ela governará. Por isso mesmo querendo demonstrar firmeza em suas decisões, ela ainda é muito insegura sobre suas atitudes.

Melhor quote até agora:

Rainha tear, você estará morta em uma semana ou será a monarca mais temível que este reino já conheceu. Não vejo meio-termo.

Vai continuar lendo?
Sim! Estou com ele há algum tempo e pretendo terminá-lo ainda esse mês.

Última frase da página:
Clava assentiu, a determinação visível em seu semblante calejado.

It – A Coisa

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It – A Coisa

Minha Classificação:
It: A coisa goodreads
de
Publicação: em 2014
Gênero:
ISBN: 9788581051529
Título Original: It
Páginas: 1103
Tradução: Regina Winarski
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Capa original

(…) uma sensação de que Derry era fria, de que Derry era dura, de que Derry estava cagando se qualquer um deles vivia ou morria, e muito menos se eles triunfariam sobre Pennywise, o Palhaço.

Esse é o primeiro livro do Stephen King que eu leio por motivos de: sou extremamente medrosa. Porém depois de assistir Stranger Things e ouvir que era parecido com It – A Coisa, fiquei completamente louca para ler o livro. Ver resenhas que falavam que não era um livro muito assustador também ajudou. Por isso depois de me deparar com uma promoção do e-book na Amazon, eu comprei e li no celular, isso mesmo, aquele tijolo de 1103 páginas no celular, e não me arrependi. 

Somo jogados em 1957, Derry, Maine, quando um garoto de seis anos, George, sai de casa para brincar na chuva com um barquinho e acaba encontrando um palhaço no bueiro, dessa forma somos apresentados a cidade de Derry. A narrativa vai acompanhar dois momentos da cidade, 1958 quando o clube dos otários se reúne pela primeira vez e em 1985 quando voltam para cumprir uma promessa há muito esquecida. O clube dos otários é formado por sete crianças, Bill, Eddie, Mike, Richie, Stan, Bervely e Ben, todos possuem aquela marca que os tornam diferentes, gordo, gago, negro, judeu, e acabam sendo alvos dos garotos grandes na escola, e nas férias de verão de 1958 pareceu natural que eles acabassem juntos, afinal eles eram os otários. Mas outra coisa os marcava além de suas características físicas, todos tiveram uma experiência assustadora e conseguiram sobreviver apesar do número cada vez mais alto de crianças desparecidas e mortas em Derry, é quando eles decidem que precisam matar A Coisa que está fazendo isso e começam a bolar planos e se testarem diante do perigo de uma forma que apenas crianças são capazes.

Naquele outono de 1957, oito meses antes de os verdadeiros horrores começarem e 28 anos antes do confronto final, Bill Gago tinha 10 anos.

Exite um monstro em Derry, uma coisa que consegue assumir várias formas e que faz você ficar cara a cara com o seu pior medo, porém quanto mais você vai descobrindo sobre essa coisa junto com o clube dos otários, menos importância ela tem, no sentido do terror eu quero dizer, não que não tenha algumas cenas assustadoras, contudo você está completamente preso na história dessas crianças que precisam enfrentar seus medos e reforçar os laços de amizade entre si para conseguirem sobreviver e isso é o verdadeiro foco, não a coisa.

King consegue retratar muito bem a voz dessas crianças, uma mistura de inocência e malícia, bondade e crueldade que fazem parte da infância. Quando recebem a ligação e descobrem que precisam voltar para Derry eles já não se lembram o que aconteceu no verão de 1958 e vão relembrar aos poucos os eventos daquele ano ao mesmo tempo em que precisam recuperar a fé e as possibilidades do mundo ser mais estranho do que aparenta, tal qual uma criança acredita, se quiserem sair vivos mais uma vez desse confronto.  E essa dualidade de sentimentos, lembranças, laços e desafios é muito bem manipulada pelo autor, alternando entre 1985 e 1958 ele vai complementando as histórias e tecendo um longo suspense que culmina na lembrança completa dos eventos, alcançando o ápice da narrativa no confronto final. 

Entretanto alguns pontos precisam ser apontados, o livro é demasiadamente longo, o cuidado em contar todas as possibilidades de história e registrar eventos passados antes mesmo de 1957 acaba quebrando o ritmo de leitura, o autor quer te deixar imerso em Derry e constrói aos poucos o entendimento do leitor com a cidade e como as coisas foram se passando lá até chegar em 1985. Esse é um ponto que eu poderia relevar e ainda assim o livro ganharia cinco estrelas, porém eis que no fim da história, em 96%, ele dá um rumo para os personagens, principalmente para a Bervely, única garota do grupo, que eu achei completamente desnecessário, ele poderia ter solucionado o problema de outra forma, mesmo que essa solução tenha sido embalada de forma simples, com a crença que era necessário acontecer e que foi apenas mais uma coisa das muitas que eles fizeram e que sabiam que tinham que fazer, eu não consegui engolir e foi um banho de água fria a cena para mim, principalmente porque se só tivesse meninos ele não teria usado essa solução, e é uma construção cruel, porque entendemos que não tinha como só ter meninos, pois tinham que ser aqueles sete e mais ninguém, portanto não existiria a possibilidade da Bervely não estar ali. 

Mas Deus favorece os bêbados, as crianças pequenas e os profundamente entorpecidos;

Sem esquecer as ressalvas acima, esse é um bom livro para quem também é medroso, mas quer ler uma boa história de medo e terror, com crianças vivendo aventuras e laços de amizade.

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O Retorno de Izabel – Na Companhia de Assassinos 2

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    Livros da série Na Companhia de Assassinos:

  1. A Morte de Sarai
  2. O Retorno de Izabel
  3. O Cisne e o Chacal
  4. Seeds of Iniquity
  5. The Black Wolf
  6. Behind The Hands That Kill
O Retorno de Izabel – Na Companhia de Assassinos 2

Minha Classificação:
O Retorno de Izabel (In the Company of Killers, #2) goodreads
de
Publicação: em 2015
Gêneros: ,
ISBN: 9788581052960
Título Original: Reviving Izabel
Páginas: 232
Tradução: Michele Vartuli
Compre em lojas confiáveis:
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Capa original

Já se passaram oito meses desde que Sarai fugiu da fortaleza onde era cativa no México, e ela está se esforçando ao máximo para ter uma vida normal. Está morando com a Sra. Gregory, tem uma melhor amiga chamada Dahlia e até um namorado, Eric – mas é óbvio que ela não consegue esquecer Victor. Assistindo a um antigo conhecido nos noticiários, a vingança desperta o coração de Sarai e ela parte em busca de sangue, mas seus erros e amadorismo a farão reencontrar seu amor assassino.

Acho que a vingança sempre encontra um caminho, mesmo nos gestos mais insignificantes. Pág. 34

Sarai está de volta, e dessa vez, mais venenosa do que nunca. Juro que eu tinha medo de Redmerski perder a mão nesse segundo livro da série, fazendo sabe-se lá o quê com a trama para poder continuar vendendo livros, mas que grata surpresa eu tive quando li o começo do livro e já pensei “isso vai ser ótimo”, e foi. Sarai está ainda mais forte, corajosa, inconsequente e inteligente, e nesse livro ela finalmente consegue se achar no universo da série. Já Victor ganha um tom mais humano, mais “crível”, digamos assim, e deixa de ser aquela coisa fantasiosa para se tornar alguém que o leitor consegue imaginar (se identificar nem tanto né, o cara é um assassino a sangue frio desde 9 anos). Os motivos dos dois se reencontrarem são mega plausíveis e ditam o tom do livro – que é parecido com o primeiro, mas não igual a ponto de fazer perder a curiosidade e não querer saber como aquilo vai acabar. Penso que o desenrolo da história é ótimo, e a autora foi linda em escolher um livro pequeno (231 páginas) ao invés de ficar enchendo linguiça com o que quer que fosse, isso decairia, e muito, a qualidade do livro. E nesse volume, temos o que justifica o terceiro livro, que é do Fredrik, personagem que apareceu bem mais em O Retorno de Izabel, e preciso dizer, conquistou meu coração – embora só tenham umas duas páginas de ponto de vista dele e que esse ponto seja uma memória.

Mas não vou a lugar algum. A não ser para o inferno, talvez, e logo. Pág. 188

Eu estava muito ansiosa para ler O Retorno de Izabel para saber se iria ser tão bom quanto o primeiro livro, e penso que é sim. Aquele ritmo acelerado de se contar a história está presente nesse segundo volume, embora agora haja um pouco mais de tempo para respirar. Mais uma vez, o livro é narrado em primeira pessoa tanto por Victor como por Sarai e isso é fundamental para a história ser o que é. Confesso que fui pega de surpresa pelo final do livro: não é nada digno de Gillian Flynn, mas mesmo assim tomei um tapinha de leve na cara. A opção de fazer um final narrado como foi, para mim é inteligentíssima, porque amarrou bem o núcleo Sarai/Victor, dando maior espaço para os personagens dos livros futuros. Pretendo terminar o terceiro livro logo, só que o ruim é ter que esperar pelos próximos volumes – um alento é que o terceiro volume da série é do Fredrik, meu amorzinho.