Você está em: Início / Tag / Serie 5 Estrelas

The Marvelous Mrs. Maisel

Por 1931 Acessos

The Marvelous Mrs. Maisel

Minha Classificação:
The Marvelous Mrs. Maisel - 2017 The Movie DB
de Amy Sherman-Palladino
Status: 1 temporada (renovada)
Episódios vistos: 1
Elenco: Rachel Brosnahan, Alex Borstein, Tony Shalhoub, Marin Hinkle
Gênero: Drama, Comédia
Canal Original: Amazon
Canal no Brasil: Amazon
Duração do Episódio: 57 minutos

Essa sinopse tem leves SPOILERS apenas do primeiro episódio, mas se não quiser saber, pode pular esse parágrafo.
No final dos anos 50, Midge Maisel é a esposa e mãe perfeita: sempre com cabelo, roupa e maquiagens impecáveis e sempre disposta a cozinhar o que for preciso para que o marido consiga uma vaga para sua apresentação de stand up num clube de Nova Iorque. O marido sonha em ser um comediante de sucesso, mas ele não tem a menor graça, enquanto Maise é engraçada mesmo quando não está tentando ser. Claro que isso se torna um problema no casamento deles, mas também desperta em Maise a descoberta de um sonho que ela nem sabia que tinha.

Desde o revival de Gilmore Girls em novembro do ano passado eu estou profundamente decepcionada com a Amy Sherman-Palladino, tanto que o Piloto de The Marvelous Mrs. Maisel estava disponível na Terra desde março e só agora me convenci de que valia a pena dar uma chance. A série se passa nos anos 50, então na primeira metade do episódio eu fiquei muito nervosa com a forma como a Midge estava sendo retratada, mas tudo o que me incomodou acabou tendo um propósito para a segunda parte do episódio e – acredito – para o restante da série. Gostei tanto de tudo que estou quase esquecendo as quatro últimas palavras de Gilmore Girls. Quase.

A protagonista, assim como as de Gilmore Girls e Bunheads (e como a própria Amy Sherman, diga-se de passagem), é extremamente engraçada e fala super rápido. Com essas características não sei porque levou tanto tempo para que uma dessas personagens fosse comediante stand up. Quando eu li a sinopse e vi que a série era sobre isso, fez tanto sentido na minha cabeça que eu sabia que ia dar certo. A escolha de fazer dessa uma série de época também foi muito acertada porque a caracterização da década está perfeita, tanto no ambiente quanto no figurino. Além disso é muito legal ver como as coisas que acontecem a Midge, que hoje são comuns, eram um problema enorme para a sociedade há tão pouco tempo. Dá para ver como algumas coisas evoluíram, mas sem deixar de notar que muitas outras continuam iguais.

O piloto, apesar de ter quase uma hora de duração, passa bem rápido e consegue apresentar bem os personagens e a vida deles, além de deixar tudo acertado para que a série continue durante as próximas duas temporadas. Isso mesmo, a série nem estreou oficialmente ainda e já foi renovada para duas temporadas. É a primeira vez que a Amazon renova uma série por duas temporadas de uma vez só. YOU GO GIRL. A estreia oficial está marcada para 29 de novembro na Amazon Prime (não sei se vai estrear também no Brasil).

The Sinner

Por 2681 Acessos

The Sinner

Minha Classificação:
The Sinner - 2017 The Movie DB
de Derek Simonds
Status: 1 temporada (finalizada)
Episódios vistos: 8
Elenco: Jessica Biel, Bill Pullman, Christopher Abbott, Abby Miller, Dohn Norwood, Patti D'Arbanville
Gênero: Drama, Mistério
Canal Original: USA Network
Canal no Brasil: Netflix
Duração do Episódio: 45 minutos
Assistir The Sinner online: Netflix

Cora Tannetti é uma jovem mãe que comete um assassinato, sem nem saber porquê. Como as razões do crime estão cercadas de mistério e a assassina parece não ter noção do motivo, o Detetive Harry Ambrose resolve investigar a história a fundo e assim percebe que há muito mais nessa trama do que se imagina a princípio. 

BANHO DE SANGUE NA PRAIA: Dona de casa enlouquece

Assim que entrou na Netflix, fiquei curiosa para assistir The Sinner porque era com a Jessica Biel e também uma minissérie de suspense com um nome bem apelativo. Assisti um episódio e o mistério envolvendo o assassinato de Frankie e o passado de Cora já me pegou de tal forma que só fiquei satisfeita quando terminei a série inteira. Infelizmente esse post vai se ater aos quesitos mais técnicos e etc porque não posso dar spoilers, mas vou tentar descrever o quanto essa série é única e incrível. Ah, The Sinner é a adaptação do livro de mesmo nome da autora Petra Hammesfahr – apenas fiquei sabendo disso ao terminar a série, caso contrário, poderia ter lido o livro antes. 

Eu não sei. Apenas o fiz. E não sei porquê.

O roteiro de The Sinner é apenas sensacional. Tirando a grande revelação que está, claro, na Parte VIII, todos os episódios são interessantes e o espectador se vê ali tentando entender, junto com Cora e com o Detetive Ambrose, o que aconteceu no passado da moça para que ela matasse Frankie Belmont (Eric Todd). Aliás, a cena do assassinato é tão nada a ver que até levei um susto, porque é num momento totalmente inesperado! Cada pedaço de memória reconquistado por Cora é destrinchado, e o suspense da série só vai crescendo com o passar dos episódios – o fim da Parte III é o ponto de virada, o momento em que você que tava vendo a série por puro entretenimento passa a não sossegar enquanto não termina. Esse roteiro incrível também acompanha a vida do Detetive Ambrose e o quanto a família do marido de Cora está sofrendo com a sua prisão, tudo isso em paralelo com a investigação do crime, mas sem perder dramaticidade em momento algum. A complexidade dos personagens secundários é muito bem explorada, mas o que chama atenção realmente é o passado de Cora, que podemos ver através de flashbacks que vão montando o quebra-cabeças do que realmente aconteceu em julho de 2012.

Ainda sobre a memória de Cora, temos momentos que mostram o passado dela como um todo e o que aconteceu em 2012. No fim isso se junta, mas é muito interessante testemunhar a criação de Cora e como as pessoas de sua vida influenciaram seu eu do passado, que reflete no seu eu do presente. A relação conturbada com a mãe e com o pai, a irmã doente… Tudo influi para que o suspense dos acontecimentos da série se tornem psicológicos também, o que enriquece ainda mais o enredo. Os recursos de câmera e fotografia são usados com maestria para pontuar o passado e o presente de Cora: quando temos um flashback, a fotografia se torna mais quente; já no presente, a fotografia é mais fria. Penso que dois fatores fazem The Sinner ser tão excepcional: o roteiro e as performances. Jessica Biel dá tudo de si como Cora, cativando o espectador no seu sofrimento e angústia. Bill Pullman é o problemático e curioso Detetive Ambrose, Christopher Abbott é o marido de Cora, Mason, Enid Graham é a mãe extremamente religiosa de Cora e Jacob Pitts é J. D., traficante de drogas. Recomendo essa série para qualquer amante de suspense ou de uma história muito bem contada, porque The Sinner é realmente muito muito incrível e mostra que somos todos frutos do nosso ambiente. E que final, senhoras e senhores!!!!!!!!!

Sherlock

Por 4357 Acessos

Para conferir a resenha do livro "Um Estudo em Vermelho – Sherlock Holmes 1", clique aqui.

Sherlock

Minha Classificação:
Sherlock - 2010 The Movie DB
de Steven Moffat
Status: 4 temporadas (renovada)
Episódios vistos: 12
Elenco: Mark Gatiss, Una Stubbs, Benedict Cumberbatch, Rupert Graves, Amanda Abbington, Martin Freeman
Gênero: Crime, Drama, Mistério
Canal Original: BBC One, Public Broadcasting Service
Duração do Episódio: 90 minutos
Compre em lojas confiáveis:
submarinoamericanasshoptime
A compra pode render comissão ao blog.

Sherlock Holmes é um “consulting detective”, isto é, ele é consultado pela Scotland Yard quando os detetives da força policial não dão conta do trabalho (mas também trabalha como detetive particular em raras vezes). O problema é que ele é um sociopata muitíssimo inteligente, portanto tem uma péssima relação com todos ao seu redor por ser inteligente demais e se achar superior aos reles mortais. E o Dr. John Watson, um veterano da guerra do Afeganistão, o conhece por um acaso e vai dividir o apartamento com Sherlock, mas acaba dividindo também a investigação dos crimes de seu amigo. É a adaptação das obras de Sir Arthur Conan Doyle para o século XXI!

Por mais que seja uma grande amante de livros, ainda não tirei um tempinho para ler as aventuras de Sherlock Holmes, mas confesso que estava ansiosa para assistir Sherlock há um tempinho. Gosto muito de séries britânicas e e inclusive já assisti Elementary, outra série baseada nas obras de Sir Arthur Conan Doyle, porém não me prendeu a ponto de acompanhar até hoje. Penso que Sherlock será diferente porque oh meu Deus essa série! O roteiro é tão maravilhoso que mantém a gente na ponta do assento do começo ao fim do episódio, o que, digamos de passagem, é um trabalho incrivelmente bem feito porque um episódio tem uma hora e meia de duração! Isso é porque são apenas três episódios por ano, e já aconteceu de a série ficar três anos em hiato (muito muito triste). E é tudo tão bem escrito, desenvolvido e atuado que o episódio passava e ficava com aquela sensação de “já acabou?”. A fotografia da série é linda, o figurino é super plausível e os casos – que são divididos por episódios – são muito interessantes e complexos, tanto que eu me pegava espremendo o cérebro para saber quem foi que fez o quê, mas apenas descobria junto com Sherlock e Watson.

É meu rosto…?

Nem preciso dizer que o grande destaque de Sherlock está nas interpretações né?! Benedict Cumberbatch garantiu seu lugar em Hollywood porque de fato, é um ator excepcional. Ele encarna tão bem o inteligente insuportável sociopata meio maluco e completamente sem noção que às vezes até eu rolava os olhos para ele. Amo como Benedict consegue seguir o raciocínio não linear de Sherlock, como ele fala super rápido que quase ninguém acompanha e as caras que ele faz! Já Martin Freeman (mais conhecido como Bilbo Bolseiro) é um Watson nada passivo, super inteligente, muito (muito muito muito) fofo e que é praticamente a parte “humana” de Sherlock. A sintonia dele com Benedict é sensacional a ponto de um parecer a extensão do corpo do outro. Junte isso tudo com outros mil atores competentes e você vai ter a adaptação icônica que é Sherlock.

Gracinha <3

Confesso que em momento algum houve suspensão da crença por minha parte e me emocionei demais com tudo que acontecia com todos os personagens (o fim da segunda temporada me arrancou inúmeras lágrimas). E olha que legal: dá para ler o blog do Watson na vida real! Se você sabe inglês e se interessou ou gosta da série, clica aqui para acessar. Ah, o Benedict e o Martin atuaram juntos de novo em O Hobbit: A Desolação de Smaug e na internet tem vários vídeos das coletivas de imprensa e tapetes vermelhos em que o Martin zuava o Benedict, ou seja, muito amor por esses dois e por essa série! Super recomendo, porque além de ser a adaptação perfeita, dá para fazer maratona em um dia só na Netflix e é uma obra com dinâmica única, que envolve o espectador – sinto que virei fangirl (inclusive me encontro loucamente apaixonada pelo Martin Freeman nesse momento).