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Girlboss – 1° Temporada

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Girlboss – 1° Temporada

Minha Classificação:
Girlboss - 2017 The Movie DB
de Kay Cannon
Status: 1 temporada (cancelada)
Episódios vistos: 13
Elenco: Britt Robertson, Josh Couch, Ellie Reed, Alphonso McAuley
Gênero: Comédia
Canal Original: Netflix
Canal no Brasil: Netflix
Duração do Episódio: 30 minutos
Assistir Girlboss online: Netflix

Essa série baseada em fatos reais conta a história de Sophia que aos 20 e poucos anos não sabe muito bem o que quer fazer da vida até que ao vender uma jaqueta de brechó no eBay com um lucro significativo, decide investir seu tempo reformando roupas para vender o que eventualmente a leva a ser dona da marca de sucesso NastyGal.

Eu não sou ligada em moda e nem entendo nada sobre o assunto, por isso a Sophie Amoruso fez sucesso no eBay, lançou o site da NastyGal, transformou a empresa num sucesso milionário, “faliu” a NastyGal e eu nem soube. Vim realmente me interessar pela história dela com a iminência do lançamento da série da Netflix. Antes do lançamento eu li o livro #Girlboss porque estava realmente interessada na história real (obs: adorei o livro), mas a série foi, para mim, um tanto decepcionante.

No começo de cada episódio tem um aviso de que a série foi inspirada livremente nos eventos reais, ou seja, não dá pra esperar que se atenha totalmente aos fatos, mas apesar de eu achar a história real (a do livro) MUITO mais interessante, a série para mim teve outros problemas, a começar pela escolha da atriz para viver a protagonista. A primeira vez que me lembro de ter visto a Britt Robertson foi na finada Life Unexpected onde eu achei que ela tinha zero carisma, mas podia ser a personagem né? Porém em Girlboss pude confirmar que o problema é realmente a atriz. Mesmo quando ela tentava fazer uma piada acabava saindo totalmente sem graça por causa disso, o que foi bom para a Ellie Reed que, interpretando Annie, a melhor amiga da Sophia, brilhou em todas as cenas.

Mas Girlboss tem sim diversos pontos positivos como amizade feminina, girl power, figurino maravilhoso, trilha sonora, referência a The O.C. (só quem viveu a morte da Marissa na época vai entender a dor das personagens aqui) e RuPaul como o alívio cômico quando a Annie não estava em cena. Além disso algumas escolhas de direção me deixaram completamente apaixonada, como por exemplo o episódio 10, dirigido pela rainha Jamie Babbit (se você não conhece o trabalho dela aproveita). É muito difícil retratar no cinema/tv os fóruns, mensagens e salas de bate papo, mas nesse episódio eles encontraram uma forma totalmente criativa e visual de fazer isso. Sério, fiquei muito encantada.

Segundo, esse tópico devia se chamar O Homem Elefante de David Lynch.

No último episódio da temporada, dirigido pelo Christian Ditter, adorei a forma como eles demonstraram uma lembrança recorrente, em vez de mostrar a mesma cena 100 vezes pra mostrar que a personagem pensou nisso 100 vezes, foi usada uma música e um plano detalhe que passaram a mesma ideia mas de uma forma diferente do clichê de sempre. Também amei muito os cortes rápidos usados num diálogo sério no final do episódio. Tornou a cena mais forte, real e interessante dessa forma.

No geral Girlboss é divertidinha e espero que seja renovada porque quero muito ver a falta de carisma da Britt poder ser usada corretamente para quando a Sophia se tornar a mulher que criou um império do nada. É uma série que provavelmente não vai mudar sua vida, mas serve de bom passatempo para as horas livres. Caso queira uma história realmente boa, o livro tá sempre aí pra isso né?

A Sophia de verdade

Luke Cage – Parte 1

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Luke Cage – Parte 1

Minha Classificação:
Luke Cage - 2016 The Movie DB
de Cheo Hodari Coker
Status: 1 temporada (renovada)
Episódios vistos: 13
Elenco: Mike Colter, Simone Missick, Theo Rossi, Alfre Woodard
Gênero: Drama, Ficção científica, Fantasia
Canal Original: Netflix
Canal no Brasil: Netflix
Duração do Episódio: 46 minutos
Assistir Luke Cage online: Netflix

Antes de tudo preciso dizer que nunca li as HQs de Luke Cage, vi o personagem apenas em Alias de Jessica Jones onde ele aparece bem pouco, portanto a minha opinião é apenas sobre a série, sem comparação com os quadrinhos.

luke_comehere

Luke Cage acompanha a história do super-herói em questão depois dos eventos de Jessica Jones. Agora ele saiu de Hell’s Kitchen para o Queens e precisa lidar com os fantasmas de seu passado para conseguir seguir em frente.

A série é boa? É. É a melhor da Marvel? Não. Luke Cage funcionou para mim melhor como um retrato de seu tempo do que como série de super-herói. A representatividade negra e a questão da violência policial americana são o foco maior na história que não é muito mais do que isso, pois ficou devendo em muitos aspectos. Os primeiros episódios foram marcados por: um roteiro preguiçoso, fraco e recheado de clichês; um vilão que era ao mesmo tempo um ótimo personagem e um antagonista que não era páreo para o Luke. Confesso que a princípio continuei vendo apenas pela promessa de que algo melhor poderia acontecer. Alguns episódios depois foram de fato excelentes mas o resto ficou muito aquém das minhas expectativas.

Explicando melhor os meus problemas com o roteiro, eu fiquei o tempo inteiro com a sensação de que eles tinham muito episódio para pouca história então tudo foi esticado demais mesmo que não fizesse sentido. Como por exemplo quando o Luke se machucou e depois disso tiveram uns 3 episódios com aquele ~suspense~ de “ó será que o protagonista vai morrer?”. Gente, o dia que um protagonista de série da Marvel morrer no meio de uma temporada pode se preparar que o apocalipse zumbi tá chegando.

Como ponto positivo, no entanto, para mim o maior trunfo foi com certeza a escolha de elenco desde seu personagem principal até os atores em papéis menores. Inclusive vamos aqui falar de Mike Colter. Eu já o conhecia porque ele fez um papel recorrente em The Good Wife, onde era um dos clientes mais assustadores de Alicia, sempre que ele aparecia eu já me arrepiava / morria de medo. Agora como o herói bonitão ele entregou mais uma vez exatamente o que foi pedido e tinha uma vibe totalmente diferente da que tinha como Lemond Bishop.

lemond_bishop

*olha ele em The Good Wife* Você não me machuca, e eu não machuco você.

O final da temporada deixou montado o plot para a próxima, as últimas cenas foram praticamente um teaser do que está por vir. O futuro parece promissor, mas parece também não ter muitas novidades, só pelo que já foi mostrado imagino tudo o que vai acontecer. A próxima temporada promete ação, mas pelo visto tudo que me incomodou vai acontecer de novo. Talvez eu até continue acompanhando, mas não veja tudo em um final de semana o que pode até me fazer gostar mais e ignorar os defeitos que me irritaram na temporada inicial.

luke-cage-bullets

Esse post foi a parte 1 porque na quarta-feira a Mayra vem com a opinião dela sobre a série (que ainda não sei com certeza mas acredito ser bem mais favorável que a minha). Quando estiver no ar coloco o link aqui Olha o link :)

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Dexter 8×12 – Remember the monsters? (Series Finale)

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Dexter 8×12 – Remember the monsters? (Series Finale)

Minha Classificação:
Dexter - 2006 The Movie DB
de James Manos, Jr.
Status: 8 temporadas (finalizada)
Episódios vistos: 96
Elenco: Michael C. Hall, Jennifer Carpenter, David Zayas, James Remar
Gênero: Drama, Mistério
Canal Original: Showtime
Canal no Brasil: FX, Liv, A&E e RedeTV!
Duração do Episódio: 50 minutos

O texto abaixo representa a minha opinião. Talvez você tenha amado as temporadas finais de Dexter e até o Series Finale e eu não te julgo. Não é culpa sua se você nunca viu uma série boa de verdade (não me mata).

Exceto pela seção Teste Drive eu dificilmente escrevo posts sobre episódio, normalmente falo da série como um todo, mas depois de passar 5 anos (comecei em 2008) e 8 temporadas ao lado de Dexter, eu PRECISAVA desabafar sobre o Series Finale. Questão de necessidade mesmo. E antes de começar a dar minha opinião concreta, eu queria resumir o que achei desse final em apenas uma palavra: RISOS. Dexter que durante muito tempo foi uma das melhores e mais geniais séries de TV acabou como uma piada. E uma das bem ruins.

Eu me lembro do começo da série, aquela apresentação sobre um serial killer que tinha um emprego e namorada pra manter as aparências, com um código pra nunca ser pego ao matar pessoas que ele achava que mereciam ser mortas. Eu me lembro disso tudo, mas os roteiristas das últimas temporadas não. No final, toda a caracterização do personagem já tinha ido por água abaixo. Você pode chamar isso de evolução de personagem, mas eu acho que o pessoal perdeu a mão. Não dá pra apresentar um personagem como serial killer e depois enchê-lo de sentimentos só porque sim. Simplesmente não faz sentido.

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