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Alias Grace

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Alias Grace

Minha Classificação:
Alias Grace - 2017 The Movie DB
de Sarah Polley
Status: 1 temporada (finalizada)
Episódios vistos: 6
Elenco: Sarah Gadon, Edward Holcroft, Anna Paquin, Rebecca Liddiard, Kerr Logan, Zachary Levi
Gênero: Crime, Drama
Canal Original: Canadian Broadcasting Corporation
Canal no Brasil: Netflix
Duração do Episódio: 45 minutos
Assistir Alias Grace online: Netflix

A série é baseada no livro de mesmo nome (lançado no Brasil como “Vulgo Grace”) de Margaret Atwood, mesma autora de O Conto de Aia (The Handmaid’s Tale). Livro e sua adaptação são baseados na história real de Grace Marks que foi acusada de assassinato no século XIX. A série começa quando o Dr. Simon Jordan é contratado por um grupo que acredita na inocência de Grace e pede ao psicólogo para ajudá-los a provar. A série foi criada pela Sarah Polley que eu conheço dos trabalhos como atriz em Minha Vida Sem Mim e Madrugada dos Mortos.

Eu assisti o primeiro episódio e, apesar de saber que ao todo são apenas seis episódios, fiquei com vontade de desistir. A ideia da série é ótima, eu não conhecia a da vida real e fiquei muito curiosa, mas o maior problema que eu tive no início foi a atuação da protagonista. Grace é uma personagem misteriosa e o espectador não sabe se pode ou não confiar no que ela fala, mas a atriz não demonstra nenhuma expressão no olhar ou de nenhuma outra maneira. Não conheço muito bem o trabalho da Sarah Gadon então não sei se essa foi uma escolha (estranha) para a protagonista ou se ela não foi realmente capaz de demonstrar o que precisava. Independente de ter sido proposital ou não, isso me incomodou muito e não consegui simpatizar ou torcer pela Grace, pelo menos não num primeiro momento.

Apesar de não ter sido conquistada logo de cara, insisti e no terceiro episódio acho que a série começou a fluir melhor e a partir daí eu comecei a aproveitar mais a história e acabei sendo recompensada por uma narradora em quem eu não podia confiar e um final bonito de se ver com todos os elementos que me fazem feliz. O desfecho inclusive traz umas revelações interessantes que eu ainda não sei dizer se aconteceram também na história real, assim que acabar de escrever aqui vou pesquisar mais sobre a Grace Marks real porque é tudo interessante demais para eu deixar passar.

Alias Grace, diferente de The Handmaid’s Tale não dá um show na fotografia e direção (nem na atuação da protagonista) e se garante apenas na história que conta. Os seis episódios foram suficientes para tudo o que precisava ser contado e não notei nenhuma cena que existisse só para passar o tempo e achei todos os acontecimentos importantes para a trama. O final ficou bem resolvido, mas acho que algumas pessoas vão terminar querendo mais respostas do que a série está disposta a oferecer. Eu particularmente gostei muito de como terminou e essa é uma parte que eu não mudaria. Apesar de não ser uma série 5 estrelas, na minha opinião, merece uma chance e acho que vale a pena já que é super curtinha e tem uma história que se torna ainda mais surpreendente se você mantiver em mente que é real.

The Killing – Além de um Crime

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The Killing – Além de um Crime

Minha Classificação:
The Killing - 2011 The Movie DB
de Veena Sud
Status: 4 temporadas (finalizada)
Episódios vistos: 44
Elenco: Mireille Enos, Joel Kinnaman, Gregg Henry, Joan Allen, Tyler Ross, Sterling Beaumon
Gênero: Drama, Crime
Canal Original: AMC, Netflix
Canal no Brasil: Netflix
Duração do Episódio: 59 minutos
Assistir The Killing online: Netflix

Linden está no último dia de seu trabalho na polícia, a partir de amanhã ela vai morar em outra cidade com o filho adolescente e o noivo. No começo do dia a polícia encontra pistas que levam a crer que uma adolescente foi assassinada e Linden fica obcecada pelo caso. Em vez de treinar Holder para ser seu substituto, talvez seja necessário treiná-lo para ser seu parceiro pois ela não consegue abrir mão do caso sem antes encontrar o responsável pelo crime. Aquela história clássica de policial se aposentando + policial novato, eu sei, mas acredita em mim, a série tem bons momentos.

Pensei por um segundo que tinha te perdido, logo agora que estava me acostumando com você.

Quando a série estava no ar muita gente falava sobre ela e suas reviravoltas. Vi um vídeo com a criadora da série e fiquei curiosa, mas o que me convenceu a finalmente dar uma chance foi saber que o Piloto da série era dirigido pela Patty Jenkins (a mesma que dirigiu Mulher Maravilha pois é). Nos episódios das duas primeiras temporadas têm muitas mulheres diretoras e roteiristas (nas outras esqueci de reparar se tinha também) o que ainda hoje, infelizmente, é bem raro. 

Falando nas duas primeiras temporadas, esse é o tempo que levou para resolverem o primeiro caso da série. Mas foi uma história grande, bem pensada e cheia de reviravoltas (as pessoas não mentiram, tem reviravolta pra caramba mesmo). Levou o tempo necessário para realmente chegar onde precisava. A solução do crime inclusive é de destruir qualquer pessoa, até hoje só de lembrar eu fico triste. Apesar de ser boa e ter as qualidades que citei acima, a série foi cancelada nesse ponto, porém ressuscitada para mais duas temporadas onde finalmente acabou de vez.

Ele não está armado!

Não sei se com o cancelamento da série, as melhores pessoas responsáveis pela série saíram e foram fazer outras coisas, só sei que as temporadas finais não lembram em nada o brilhantismo de antes. As histórias são forçadas e previsíveis. Até tem um ou outro mistério, mas prestando um pouco de atenção dá para desvendar qualquer dúvida ainda nos primeiros episódios. Confesso que só continuei vendo por esperanças de que fosse melhorar – mas não melhorou. Os últimos minutos do Series Finale inclusive foram totalmente desnecessários e eu vou seguir minha vida fingindo que nunca existiram.

Agora deixa eu falar sobre Sarah Linden, a protagonista. Ela é mulher e (tudo o que eu vou falar aqui parece comum, mas se você vir outras séries do gênero vai reparar que não é): anda sempre com o mesmo penteado, com roupas largas, sapato baixo, sem maquiagem, não se interessa por romance, dentre muitas outras diferenças. Independente de ter perdido qualidade na trama, The Killing tem muito a ensinar para outras séries. Sei também que o fato de ter uma mulher como showrunner faz total diferença na escolha de criar uma protagonista que parece uma pessoa de verdade (não estou dizendo que na vida não existam mulheres que tem qualidades opostas às de Linden, estou dizendo no entanto que aqui na vida real existe mulher de todo jeito e não só as dos moldes da maioria das obras da TV/cinema).

Se eu te deixei com vontade de dar uma chance para The Killing, veja de coração aberto aproveitando que tem na Netflix. E se não sentir vontade de continuar depois do final da segunda temporada, lembra que não tá perdendo nada e vai ver outra série. Se quiser sugestões, olha essas séries 5 estrelas.

Girlboss – 1° Temporada

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Girlboss – 1° Temporada

Minha Classificação:
Girlboss - 2017 The Movie DB
de Kay Cannon
Status: 1 temporada (cancelada)
Episódios vistos: 13
Elenco: Britt Robertson, Josh Couch, Ellie Reed, Alphonso McAuley
Gênero: Comédia
Canal Original: Netflix
Canal no Brasil: Netflix
Duração do Episódio: 30 minutos
Assistir Girlboss online: Netflix

Essa série baseada em fatos reais conta a história de Sophia que aos 20 e poucos anos não sabe muito bem o que quer fazer da vida até que ao vender uma jaqueta de brechó no eBay com um lucro significativo, decide investir seu tempo reformando roupas para vender o que eventualmente a leva a ser dona da marca de sucesso NastyGal.

Eu não sou ligada em moda e nem entendo nada sobre o assunto, por isso a Sophie Amoruso fez sucesso no eBay, lançou o site da NastyGal, transformou a empresa num sucesso milionário, “faliu” a NastyGal e eu nem soube. Vim realmente me interessar pela história dela com a iminência do lançamento da série da Netflix. Antes do lançamento eu li o livro #Girlboss porque estava realmente interessada na história real (obs: adorei o livro), mas a série foi, para mim, um tanto decepcionante.

No começo de cada episódio tem um aviso de que a série foi inspirada livremente nos eventos reais, ou seja, não dá pra esperar que se atenha totalmente aos fatos, mas apesar de eu achar a história real (a do livro) MUITO mais interessante, a série para mim teve outros problemas, a começar pela escolha da atriz para viver a protagonista. A primeira vez que me lembro de ter visto a Britt Robertson foi na finada Life Unexpected onde eu achei que ela tinha zero carisma, mas podia ser a personagem né? Porém em Girlboss pude confirmar que o problema é realmente a atriz. Mesmo quando ela tentava fazer uma piada acabava saindo totalmente sem graça por causa disso, o que foi bom para a Ellie Reed que, interpretando Annie, a melhor amiga da Sophia, brilhou em todas as cenas.

Mas Girlboss tem sim diversos pontos positivos como amizade feminina, girl power, figurino maravilhoso, trilha sonora, referência a The O.C. (só quem viveu a morte da Marissa na época vai entender a dor das personagens aqui) e RuPaul como o alívio cômico quando a Annie não estava em cena. Além disso algumas escolhas de direção me deixaram completamente apaixonada, como por exemplo o episódio 10, dirigido pela rainha Jamie Babbit (se você não conhece o trabalho dela aproveita). É muito difícil retratar no cinema/tv os fóruns, mensagens e salas de bate papo, mas nesse episódio eles encontraram uma forma totalmente criativa e visual de fazer isso. Sério, fiquei muito encantada.

Segundo, esse tópico devia se chamar O Homem Elefante de David Lynch.

No último episódio da temporada, dirigido pelo Christian Ditter, adorei a forma como eles demonstraram uma lembrança recorrente, em vez de mostrar a mesma cena 100 vezes pra mostrar que a personagem pensou nisso 100 vezes, foi usada uma música e um plano detalhe que passaram a mesma ideia mas de uma forma diferente do clichê de sempre. Também amei muito os cortes rápidos usados num diálogo sério no final do episódio. Tornou a cena mais forte, real e interessante dessa forma.

No geral Girlboss é divertidinha e espero que seja renovada porque quero muito ver a falta de carisma da Britt poder ser usada corretamente para quando a Sophia se tornar a mulher que criou um império do nada. É uma série que provavelmente não vai mudar sua vida, mas serve de bom passatempo para as horas livres. Caso queira uma história realmente boa, o livro tá sempre aí pra isso né?

A Sophia de verdade