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Minha Vida (Não Tão) Perfeita

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Minha Vida (Não Tão) Perfeita

Minha Classificação:
Minha Vida (Não Tão) Perfeita goodreads
de
Publicação: em 2017
Gênero:
ISBN: 9788501109927
Título Original: My Not So Perfect Life
Páginas: 406
Tradução: Carolina Caires Coelho
Nível no Idioma Original: Intermediário
Compre em lojas confiáveis:
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Capa original

Katie/Cat cresceu no interior com o sonho de um dia viver e trabalhar em Londres. Aos 26 anos finalmente o sonho se tornou realidade mas não exatamente do jeito que ela esperava. Ela tem um emprego bem menos glamouroso do que o planejado e mora num apartamento minúsculo com duas pessoas estranhas. Essa é a verdade da vida de Katie/Cat, mas quando ela posta suas fotos nas redes sociais tenta passar a impressão de ser mais feliz do que realmente é. Mas como o que está ruim sempre pode piorar, Katie/Cat acaba passando por uma série de imprevistos que a fazem questionar seus sonhos e escolhas.

“Eu quero o toque dele. Mas quero a voz dele também. Seus pensamentos e piadas… suas preocupações e tristezas… suas teorias e devaneios. Todas as suas partes secretas que eu nunca imaginei que existiam.”

Eu adoro (quase) tudo que a Sophie Kinsella escreve, se vai lançar livro dela eu já tô planejando comprar sem nem ler a sinopse. Dito isso, eu preciso falar que esse livro infelizmente não me conquistou. Todas as coisas que eu amo nos livros da autora – protagonista cativante, par romântico interessante, situações de extrema vergonha alheia – não aconteceram aqui. Eu não consegui simpatizar com a Katie/Cat e o romance instantâneo me incomodou demais. A história em si também não trouxe nada de novo, as reviravoltas podiam ser previstas com muitas páginas de antecedência e as vergonhas foram tão poucas que pareciam ter sido inscritas por alguém que se inspira na Kinsella ao invés de ter sido por ela própria.

No último livro único adulto da autora (A Lua de Mel), ela focou um pouco mais em família e amizade feminina e repetiu a fórmula em My Not So Perfect Life, dando mais atenção a essas partes da vida da personagem, deixando carreira e principalmente romance como assuntos menos importantes. Apesar de ser uma coisa nova no trabalho da Kinsella, isso foi o que mais gostei nesse livro, além de ter adorado ver coisas da vida real na história, como a necessidade de “vender” uma vida perfeita nas redes sociais e a crise de 20 e poucos anos onde você já esperava estar com a vida toda no lugar, mas na verdade não sabe nem por onde começar ainda.

“Ela é um pesadelo. Ela é perfeita e ela é um pesadelo. As duas coisas.”

Apesar de eu ter dado “só” 3 estrelas na avaliação, não é que o livro tenha sido de todo ruim, eu consegui sim dar umas risadas, mas passei muito tempo evitando continuar a leitura porque nada do que acontecia me interessava. De todos os livros que já li da autora esse é o que menos gosto, inclusive considerando Becky Bloom que acho bem ruim, e fiquei muito decepcionada porque os livros dela costumam ser sucesso garantido na minha vida. Obviamente vou ler os outros livros que forem lançados futuramente, mas vou torcer para que o próximo me faça chorar de rir na rua como os anteriores.

OBS: Esse livro foi lido originalmente em inglês, mas após o lançamento nacional as informações técnicas foram atualizadas. Em seu idioma original, o nível de dificuldade é intermediário.

It Ends With Us

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It Ends With Us

Minha Classificação:
It Ends with Us goodreads
de
Publicação: em 2016
Gênero:
ISBN: 9781471156267
Páginas: 376
Nível no Idioma Original: Fácil
Lançamento no Brasil: Sem Previsão
Compre em lojas confiáveis:
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Lily Bloom nunca teve uma vida fácil, por isso ela trabalha muito pra alcançar seus objetivos, tanto que se mudou de uma pequena cidade no Maine para Boston. No dia do funeral de seu pai ela resolve ir para o telhado de um prédio alto para pensar e lá acidentalmente conhece o neurocirurgião Ryle Kincaid. Ela acaba se apaixonando por ele e a vida de repente parece incrível, mesmo depois de anos mantendo pensamentos em seu primeiro amor, Atlas Corrigan, que decide reaparecer. Mas às vezes a pessoa que você ama também é capaz de te machucar.

Adoro quando o céu me faz sentir insignificante. Adoro isso esta noite. (Tradução livre)

Dia desses de madrugada, minha amiga falou desse livro pra mim. Disse que tinha terminado e não conseguia dormir, então é óbvio que procurei o livro na hora. Ela também me disse que era melhor ler sem saber do que se tratava, mas quando vi a capa, já tive uma pequena noção. Então comecei a lê-lo de noite e só consegui dormir depois de ter terminado, porque a leitura é muito fluida e o assunto muito sério. Não sei o que deu na cabeça dessas autoras que andam fazendo livros sobre relacionamento abusivo, mas vocês estão fazendo um grande favor para muitas pessoas! It Ends With Us aborda o mesmo assunto de Amor Amargo, mas de uma maneira totalmente diferente. O único fator em comum às duas histórias além do tema é a narrativa em primeira pessoa, o que nos faz ter mais empatia pela visão da personagem, que no caso, é a Lily. É sempre bom avisar que esse livro contém cenas fortes, então pode ser gatilho para alguém.

Lily é uma moça de 23 anos que se graduou na faculdade e trabalha numa firma de negócios, mas larga o emprego para abrir sua própria loja de flores. Ela é fruto de um lar disfuncional, onde seu pai abusava de sua mãe frequentemente, portanto, ela sempre bate na tecla de que isso não vai acontecer com si porque ela não vai deixar, mas não é assim que o mundo funciona. Confesso que no começo me apaixonei pelo Abusador (vou pôr assim para não dar spoilers), só que sendo quem sou, já comecei a ler o livro montando os diversos rumos que a narrativa podia tomar porque existem meio que dois tempos no romance: o passado de Lily, e o presente. O passado é contado através de um diário dela, sendo que numa maneira diferente da narrativa comum do livro, porque ela o escrevia como se fossem cartas para a apresentadora Ellen DeGeneres, e através destas, conhecemos sua relação prévia (e linda) com Atlas, portanto parece que Lily conversa conosco. Penso que a autora faz isso para que o leitor fique mais próximo da personagem, até porque as cartas são alternadas com o presente, então sente-se o sofrimento da Lily de agora mais intensamente porque conhecemos seu sofrimento passado, entende?! Inclusive uma coisa que gostei muito foram as referências à Dory, personagem de Procurando Nemo/Procurando Dory – dublada originalmente por Ellen DeGeneres -; realmente pegou no meu coração de fã da Disney ali naquele contexto. Esse livro quase me fez chorar diversas vezes.

Onde estão as pessoas que perguntam sequer o porquê dos homens serem abusivos? Não é neles que toda a culpa deveria estar? (Tradução livre)

Na capa da edição que peguei há uma frase da Kami Garcia dizendo que “toda pessoa com um batimento cardíaco deveria ler esse livro” e eu não poderia concordar mais. Essa história é o famoso “tapa sem mão” que muita gente precisa para parar de falar besteira por aí. Em 2017 ainda existem pessoas reproduzindo discurso de que se a mulher abusada não deixa o abusador é porque ela é safada ou burra ou qualquer outro adjetivo depreciativo que se possa imaginar. It Ends With Us veio para desconstruir toda e qualquer visão, preconceituosa ou não, de quem está vendo a relação de fora. Poxa, a Lily teve um pai abusador, sempre se convenceu de que nunca ia se sujeitar a abusos, é uma mulher forte e resoluta mas a vida não é como nós queremos. É muito difícil, para não dizer excruciante, para um ser humano admitir que aquele que se ama não te faz bem, que aquela pessoa tão querida, tão importante, pode te machucar – tanto psicologicamente como fisicamente. Abusos podem acontecer em qualquer família, em qualquer situação! Ao longo do livro e da narração de Lily, consegui entender um pouco melhor como um relacionamento abusivo funciona, pois a visão e a maneira de escrever de Colleen Hoover é sensacional e diferente, não tem como explicar direito, só lendo mesmo.

Ademais, amei a história prévia de Lily e Atlas e a maneira em que foi posta no contexto, pois não serve de alívio para o que vai acontecer: serve como um conhecimento dos personagens e um acalento no coração do leitor para a autora vir depois e te destruir. Sempre bom. As mulheres de Colleen Hoover são fantásticas e me apaixonei por Alyssa, Jenny e claro, Lily; é muito lindo quando as autoras dessa vida conseguem dar a dimensão necessária para personagens femininas mesmo que não sejam as protagonistas. E o final do livro é ótimo, particularmente a cena do hospital deveria ser impressa e colada em todos os postes e locais públicos de fácil acesso do planeta – de repente assim faríamos um mundo melhor e mais igualitário -, além disso, a nota da autora no fim do livro é excelente e importantíssima! Por fim, recomendo demais essa leitura, seja qual for a sua idade e seu sexo. Espero que It Ends With Us não demore muito mais para chegar ao Brasil, porque que foi lançado em agosto do ano passado (já tinha dado tempo de traduzir né, vamos agilizar isso aí!) e considero leitura obrigatória na vida.

Maestra

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Maestra

Minha Classificação:
Maestra goodreads
de
Publicação: em 2016
Gênero:
ISBN: 9788568432655
Páginas: 320
Tradução: Júlio de Andrade Filho
Compre em lojas confiáveis:
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Capa original

Há um tempo atrás me foi enviado um e-mail anunciando o lançamento desse livro, e o que mais me chamou atenção não foi nem a capa, mas sim o que estava escrito bem no cabeçalho “[…] Irá agradar fãs de Os Homens Que Não Amavam As Mulheres e Garota Exemplar“. Então no dia 16 desse mês, o dia do lançamento, fui na Travessa do lado da minha faculdade (sim, sim, um perigo) e comprei-o sem mesmo piscar. E ai como o The New York Times (autor da frase) está errado…

Judith Rashleigh é uma mestre em artes que tem um subemprego em uma das galerias de artes mais famosas do mundo, a British Pictures. Ela é puro potencial desperdiçado, e por isso odeia seu emprego, seus chefes metidos a besta e seu salário horrendo. Num dia, ela encontra uma antiga colega de escola, Leanne, numa estação de trem em Londres e esta a chama para “curtir uma noite” numa boate em que ela seria acompanhante – não prostituta – e lá, Judith (ou Lauren, seu novo nome) conhece um banqueiro rico e começa a se envolver no mundo da riqueza e se afogar cada vez mais nas tramas misteriosas dos aristocratas onde quem é o mais inteligente sempre leva vantagem: é matar ou morrer, muitas vezes, literalmente.

O ódio é melhor. O ódio mantém você frio, o mantém se movendo rápido, o mantém solitário. Se você precisar se tornar outra pessoa, a solidão é um bom lugar para começar. Pág. 40

Judith é aquilo que estamos acostumadas a ver: uma moça que tinha tudo pra dar certo na carreira dela, mas que é pisada diariamente na sua tentativa de ser reconhecida e chegar até o topo; então ela é demitida e meu Deus, e agora? Ela apenas se aproveita da ingenuidade dos outros e da sua inteligência para seu benefício próprio, e isso não é nem um pouco ruim, claro que não. O que pega é como isso foi desenvolvido dentro do livro. Sinto que a autora tinha uma vontade muito grande de criar um ar misterioso e conspiratório envolvendo o mundo das artes só que em algum lugar ela perdeu a mão e começou a escrever uma história que, no fim, me pareceu um pouco repetitiva e sem pé nem cabeça.

Dou alguns pontos para a protagonista: Judith é uma mulher resoluta, inteligentíssima, ótima em ler as pessoas e às vezes até voraz para conseguir o que quer. Só que ao longo do livro a vemos em paisagens lindíssimas da Itália, da França fazendo sabe-se Deus o quê, já que a maneira que Judy age para conseguir o que quer me deixou meio duvidosa às vezes – não do tipo “hmmm, será que vai dar certo?” mas “putz, não tô entendendo nada que está acontecendo nesse livro, alguém me ajuda?”. Tudo parece fácil e fantasioso demais, sabe?!

Se há uma coisa que ser mulher me ensinou é, quando em dúvida, banque a tola. Pág. 164

Friso que, pra mim, foi um disparate muito grande da editora colocar aquela frase que eu citei lá em cima em destaque na capa do livro. Quem lê o que eu escrevo aqui no blog sabe que eu sou fangirl enlouquecida tanto de Millennium como de Gillian Flynn, portanto é só colocar uma frase envolvendo um ou os dois em capa de livro que eu compro sem pensar, então comparar Maestra, que é bem ruinzinho, com minha série de livros favorita/uma de minhas autoras favoritas, para mim, foi falta de consideração com meu intelecto e com meu precioso dinheiro. Eu só coloquei 3 estrelas ali porque na parte final do livro a Judith realmente me fez de trouxa e eu entendi e bati palmas para o que ela fez, mas se não fosse isso, daria duas estrelas só porque eu gostei da forma como ela julga muito bem o caráter alheio e se usa disso e da sua experiência de vida para tirar vantagem dos outros.

Ah, assim como A Garota no Trem, perdi um tempo precioso da minha vida lendo esse livro; e ah, os direitos desse livro foram comprados para se tornarem um filme – que eu não pretendo ver não, muito obrigada.

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