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O Ceifador – Arc of a Scythe 1

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    Livros da série Arc of a Scythe:

  1. O Ceifador
  2. Thunderhead
O Ceifador – Arc of a Scythe 1

Minha Classificação:
O Ceifador (Arc of a Scythe, #1) goodreads
de
Publicação: em 2017
Gêneros: ,
ISBN: 9788555340352
Título Original: Scythe
Páginas: 448
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Capa original

Em um futuro distópico a humanidade venceu a morte, as doenças e os problemas sociais. Tutelados pela Nimbo-Cúmulo, uma evolução da nuvem, essa inteligência artificial media e pondera todas as relações e providencia todas as necessidades da sociedade. Persiste um único problema, espaço, mesmo com todo o conhecimento possível disponível na Nimbo-Cúmulo, a humanidade não foi capaz de colonizar outros planetas e por isso é criado a Ceifa uma “instituição” separada e independente da Nimbo-Cúmulo que tem como missão coletar vidas.

Somos instruídos a anotar não apenas nossos atos, mas também nossos sentimentos, porque deve-se saber que temos sentimentos. Remorso. Arrependimento. Sofrimentos grandes demais para suportarmos. Porque, se não sentíssemos nada, que espécie de monstro seríamos?

Os Ceifadores possuem total liberdade de coleta desde que se mantenham próximos das metas numéricas, sociais e raciais estipuladas pela Ceifa, quem e como será coletado depende unicamente da vontade do Ceifador. Nesse contexto conhecemos Citra e Rowan que se tornarão aprendizes de Ceifadores e serão treinados nas várias formas de matar/coletar.

 Uma ceifadora havia coletado pouquíssimas pessoas ricas. Ela foi repreendida e recebeu ordens de coletar apenas milionárias até o próximo conclave.

O ponto forte desse livro, na minha opinião, é o enredo e os dilemas apresentados por essa sociedade que estão teoricamente livres de problemas. Talvez o que mais me fez refletir foi sobre a percepção de imortalidade que eles possuem. Já que a única forma de morrer é sendo coletado e a coleta é aleatória, as pessoas vivem como se não fossem morrer e isso é deprimente aqui. Uma vez que todo conhecimento está guardado na Nimbo-Cúmulo e as pessoas não precisam mais fazer diferença em nenhuma área de conhecimento, elas ficam sem objetivos na vida, com vidas pessoais bagunçadas e sem laços muitos fortes, e isso reflete uma sociedade deturpada, preocupada apenas com coisas fúteis e vivendo sem razão. E é bizarro pensar assim, porque afinal não queremos erradicar a fome? a miséria? encontrar a cura de todas as doenças? sim, queremos -só para deixar claro- mas já que ninguém mais morre, essas coisas não fazem mais diferença para eles. Isso me deixou extremamente angustiada, inclusive em alguma parte do livro é insinuado que a Nimbo-Cúmulo ainda mantém uma certa dose de desigualdade social para que as pessoas não fiquem completamente em estupor, vivendo todas iguais, e sim aqui faz sentido.

Nesse mesma sociedade temos os ceifadores, que estão acima da lei e são ao mesmo tempo as pessoas mais importantes da pirâmide social e párias completos. Eles vivem com o peso de matar em um mundo que não há mortes e com o peso de se matar quando acharem que a hora chegou. E apesar de terem que cumprir os mandamentos da Ceifa, há brechas e distorções e isso ocasiona em um questionamento da causa deles e de como eles devem agir, no final de cada capítulo foi colocado a entrada de diário de um ceifador e é interessante entender o sentimento deles para com a morte, as diferentes formas de coletar vidas e principalmente como eles imaginam o futuro.

Nunca houve tantas maquinações e armadilhas na Ceifa.

Falei pouco dos personagens, porque acho que eles ficaram diminuídos em comparação com a história, porém cada um deles tem seu momento. Não gostei muito como certas atitudes e sentimentos ficaram sem desenvolvimento, por ter dois protagonistas o foco ficou muito em um só, e portanto apesar do outro falar da mudança que estava ocorrendo, eu não vi muito dessa mudança acontecer e o final pareceu levemente forçado. Não é um livro perfeito, ou mesmo redondinho nas explanações, mas é um livro que traz questionamentos e me fez pensar sobre porque vivemos e queremos alcançar. Estou com uma expectativa alta para o segundo livro, principalmente pelo rumo que o autor decidiu tomar para dar seguimento nessa história, espero, de verdade, não me decepcionar.

#55: O Ceifador – Scythe 1, Neal Shusterman

Por 4709 Acessos

O Ceifador (Scythe, #1)

O Ceifador (Scythe, #1) goodreads
de Neal Shusterman
Série: Scythe #1
ISBN: 9788555340352
Compre em lojas confiáveis:
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Primeira frase da página 100:
É nosso trabalho saber.

Do que se trata o livro?
Em um futuro -distópico?- o conhecimento acumulado na nuvem se tornou uma inteligência artificial com consciência, evoluindo para a Nimbo-Cúmulo. Esse conhecimento permitiu a derrubada de políticos, erradicação da morte e da desigualdade social extrema. Porém, já que as pessoas não morrem mais naturalmente se fez necessário criar uma mecanismo para matá-las, evitando uma superpopulação. Para isso foi criado a Ceifa, uma espécie de instituição, que designa Ceifadores para coletar vidas, eles não estão sob o julgo da Nimbo-Cúmulo e estão acima de qualquer lei, menos das que foram criadas pela Ceifa.

O que está achando até agora?
Muito interessante. Filosoficamente o livro traz questionamentos importantes sobre a finitude da vida e as possibilidades de se viver indefinidamente, com todo conhecimento ao alcance e sem objetivos concretos para almejar. Como a vida deixa de ser importante quando você sabe que ela não vai acabar. O questionamento moral e social que os Ceifadores enfrentam, dos outros e deles mesmos, também é outro fator importante dentro dessa história, que mostra mais uma vez que o grande mal do mundo é o homem.

O que está achando da personagem principal?
São dois protagonistas: Citra e Rowan. Ambos estão numa situação que não queriam estar, mas entendem que é necessário. Por enquanto foi desenvolvido mais o mundo do que os personagens, mesmo que eles sejam os narradores da história. Por enquanto eles são apenas ok, formiguinhas em um plano maior.

Melhor quote até agora:

O conserto de pontes e planejamento urbano poderia ser entregue à Nimbo-Cúmulo, mas tirar uma vida era um ato de consciência e senso moral. Como não se podia comprovar que a Nimbo-Cúmulo tinha nenhum dos dois, nasceu a Ceifa. Não lamento essa decisão, mas sempre me pergunto se a Nimbo-Cúmulo teria feito um trabalho melhor.

Vai continuar lendo?
Com certeza! Nada como um questionamento moral para animar as coisas. Não consigo tirar essa história e esse mundo da minha cabeça, mesmo quando não estou lendo me pego pensando nos possíveis desdobramentos e atitudes que a sociedade tomou e fico traçando paralelos com o nosso mundo.

Última frase da página:
Citra ficou fascinada com a forma como Rowan se comportou.

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