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Melhores e Piores Filmes de 2017

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Como em todos anos, esses são filmes que vimos em 2017, não necessariamente estreias do ano.

Melhores

CAMILA: Esse filme foi um hino. Há muito se esperava um filme protagonizado por uma heroína e ele finalmente aconteceu. Foi uma história de origem bem contada e que destaca os pontos fortes da personagem. Ver a Diana se importando e acreditando na humanidade em meio ao cenário caótico que é a Primeira Guerra foi impactante. A cena das trincheiras é de arrepiar, ali eu sabia que o filme iria mexer comigo e que seria um dos melhores do ano.

CIBELE: Eu tava com expectativas demais para esse filme!! Finalmente Diana de Temiscira ganhou o filme que merece. Gal Gadot estava perfeita no papel, além disso o roteiro e direção foram um show à parte. Eu normalmente não tenho paciência de rever filmes de super heróis, mas esse eu vejo toda hora. Amém Patty Jenkins.

MAYRA: Amém Diana! Não o filme que queríamos, mas o que precisávamos nesse ano. Feminista até não poder mais (pode sim), dirigido por mulher, protagonizado por uma Mulher Maravilha corajosa e que não deixa homem nenhum mandar nela. O que mais gostei nesse filme é que os homens sabem seu lugar, principalmente Steve, e em momento nenhum obliteram o protagonismo da maior super-heroína do mundo. O roteiro é bom, a fotografia é (amém) mais clara do que os outros filmes da DC dirigidos por Zack Snyder e complementa ultra bem o novo universo DC – aliás, o melhor filme da DC até hoje. Parabéns para todas as envolvidas.

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Moonlight: Sob a Luz do Luar

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Moonlight: Sob a Luz do Luar

Minha Classificação:
Moonlight: Sob a Luz do Luar The Movie DB
de Barry Jenkins
Título Original: Moonlight
Roteiro: Barry Jenkins (roteiro), Tarell Alvin McCraney (história)
Elenco: Mahershala Ali, Shariff Earp, Duan Sanderson, Alex R. Hibbert
Estreia: 18 Nov 2016
País: EUA
Gênero: Drama
Duração: 111 min

Desde a cerimônia do Oscar domingo, não se fala de outra coisa na internet: o plot twist que deu o grande Oscar da noite para Moonlight e não para o favorito (porém bem meia boca) La La Land. Aproveitando esse gancho, resolvi escrever sobre esse filme que quebrou mas ganhou meu coração.

Moonlight é uma crônica sobre a infância, adolescência e fase adulta de Chiron, um menino negro e gay que vive em uma vizinhança perigosa.

Para falar a verdade, não consegui escrever muito bem essa sinopse, escrevi e reescrevi diversas vezes até ter que pegar a oficial. Pode parecer desinteressante, mas esse filme está muito muito longe disso. Estava curiosa desde quando anunciaram os indicados ao Oscar para assistir esse filme e o priorizei na minha lista. Mal sabia eu que ia me apaixonar perdidamente, porque Moonlight é uma obra de arte única e extremamente tocante. O que torna esse longa tão especial não é a sinopse em si, mas o modo como ela é tratada cinematograficamente.

Nesse filme temos um estudo de personagem extremamente poético e comovente, e essa pegada bucólica está presente no roteiro, na fotografia (lindíssima), na direção de arte e em todos os elementos do filme, o que é super importante para dar dimensão àquela história sendo contada ali. O filme é dividido em três capítulos: Little, Chiron e Black, cada um uma fase da vida do protagonista, e honestamente, não precisei chegar nem na segunda fase do filme para estar envolvida com o enredo. Os elementos cinematográficos ajudam demais nesse sentido.

A cor azul está sempre presente no longa, seja no céu, mar, em móveis ou numa mochila, e claro, na luz das cenas. Na verdade, as cores são muito bem usadas e seus significados explorados durante o filme: vermelho (associado à mãe de Chiron), roxo e amarelo também se fazem muito usuais. Inclusive a cena mais linda do filme, para mim, se passa num imenso azul, e ali temos a explicação do nome do filme, que não é nem um pouco forçada, mas sim uma situação linda e emocional em sua profundidade simples; também por conta da atuação incrível de Mahershala Ali (a quem eu amo desde Luke Cage). Aliás, todos nesse filme atuam imensamente bem, desde o menininho que faz o Little até a lindona Janelle Monaé, que é uma cantora e agora atriz.

Esta obra é aquele tipo de filme que deve ser apreciado de coração e mente abertos, e me encantei tanto que nem senti o tempo de duração pesar. O que nos leva ao final do filme: tão lindo, tão puro que me pegava pensando nele depois e chorando que nem uma idiota. Essa obra prima cinematográfica é sobre sentimentos que a humanidade está precisando trabalhar mais (nunca pensei que em 2017 fosse pensar nisso, mas enfim): autoconhecimento, respeito, perdão, remissão de pecados e aceitação. Penso que todo apreciador de cinema deve assistir Moonlight, porque realmente é imperdível. Até brinquei com a Cibele que existe uma Mayra antes e uma depois desse filme.

Além disso tudo, há de se reconhecer a evolução que foi o Oscar desse filme, pois o elenco é todo negro e a história não é o usual que a Academia gosta de premiar. E aqui entra a maravilha que foi o erro no palco, não só pelos memes incríveis gerados, mas para vermos que todos os tipos de público e obras devem ser reconhecidos, e que por mais que Hollywood (e eu também) ame musicais – que contemplam em suma atores brancos -, está na hora de reconhecer que existem outros tipos de seres humanos no mundo que merecem igual espaço num lugar conhecido pelo elitismo. Confesso que quando li a mensagem da Cibele pela manhã me dizendo que meu filme preferido desse ano havia ganhado o maior prêmio da noite, chorei de felicidade e dancei sozinha e abracei pessoas sem motivo nenhum. É esse amor que tenho por Moonlight e se isso é suficiente para você, vá assistir o filme e me diz o que achou aí nos comentários.