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Melhores e Piores Filmes de 2017

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Como em todos anos, esses são filmes que vimos em 2017, não necessariamente estreias do ano.

Melhores

CAMILA: Esse filme foi um hino. Há muito se esperava um filme protagonizado por uma heroína e ele finalmente aconteceu. Foi uma história de origem bem contada e que destaca os pontos fortes da personagem. Ver a Diana se importando e acreditando na humanidade em meio ao cenário caótico que é a Primeira Guerra foi impactante. A cena das trincheiras é de arrepiar, ali eu sabia que o filme iria mexer comigo e que seria um dos melhores do ano.

CIBELE: Eu tava com expectativas demais para esse filme!! Finalmente Diana de Temiscira ganhou o filme que merece. Gal Gadot estava perfeita no papel, além disso o roteiro e direção foram um show à parte. Eu normalmente não tenho paciência de rever filmes de super heróis, mas esse eu vejo toda hora. Amém Patty Jenkins.

MAYRA: Amém Diana! Não o filme que queríamos, mas o que precisávamos nesse ano. Feminista até não poder mais (pode sim), dirigido por mulher, protagonizado por uma Mulher Maravilha corajosa e que não deixa homem nenhum mandar nela. O que mais gostei nesse filme é que os homens sabem seu lugar, principalmente Steve, e em momento nenhum obliteram o protagonismo da maior super-heroína do mundo. O roteiro é bom, a fotografia é (amém) mais clara do que os outros filmes da DC dirigidos por Zack Snyder e complementa ultra bem o novo universo DC – aliás, o melhor filme da DC até hoje. Parabéns para todas as envolvidas.

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Moana – Um Mar de Aventuras

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Moana – Um Mar de Aventuras

Minha Classificação:
Moana – Um Mar de Aventuras The Movie DB
de Ron Clements, Don Hall, John Musker, Chris Williams
Título Original: Moana
Roteiro: Jared Bush (roteiro)
Elenco: Auli'i Cravalho, Dwayne Johnson, Rachel House, Temuera Morrison
Estreia: 5 de Janeiro de 2017
País: USA
Gênero: Animation, Aventura, Comédia
Duração: 107 min

Moana é a filha do chefe dos aldeões de Motunui e portanto deve liderar seu povo um dia. Mesmo que o mar a chame, seu pai não deixa ninguém atravessar a barreira de corais que limita a laguna do oceano; porém a sua ilha corre perigo por causa de uma antiga maldição, então Moana enfrentará seu destino para poder salvar quem ama.

Aproveitando o ensejo de Moana (e Zootopia também!!!!!!!) ter sido indicado ao Oscar, vim aqui dar texto à minha mais nova obsessão. Essa nova princesa polinésia da Disney ganhou um cantinho no meu coração, e tá junto com A Bela e a Fera, no topo dos meus longas preferidos da fábrica de sonhos. Não é só porque a protagonista supostamente (beijos pra Cibele) seja parecida comigo, mas Moana merece todos os louvores que a sua alta bilheteria no Brasil está lhe proporcionando. Aviso de antemão que esse post terá mais gifs que o comum, mas sem spoilers, claro!

A ideia do longa surgiu porque Ron Clements e John Musker (responsáveis por clássicos como Aladdin, Hércules e A Pequena Sereia) não conseguiram ter os direitos autorais liberados para uma adaptação de um livro infantil, portanto tiveram que desenvolver uma ideia original. Pesquisando, eles ficaram curiosos com o fato de que povos polinésios que sempre foram desbravadores terem parado de navegar por cerca de mil anos, e depois voltaram do nada. Está aí a oportunidade perfeita de encaixar uma adolescente apaixonada pelo mar e por seu povo! Moana é uma verdadeira líder destemida e com uma força de vontade que deixa marmanjos (e semi deuses) de bobeira. Aqui, assim como em Valente (outra produção maravilhosa da Disney), não há interesse amoroso da protagonista, e realmente isso só reafirma que as meninas e mulheres independentes do mundo real estão sendo adaptadas para os desenhos do maior estúdio de animação do mundo. A jornada da personagem é em busca de si mesma, o que é uma razão mais do que válida para se aventurar por aí. Além disso, só pelo fato de Moana ter uma ascendência diferente da maioria das princesas da Disney, já conta pontos positivos. Representatividade é muito importante!

O longa é visualmente lindo (nossa, a parte do Tamatoa!), e como assisti tanto em 3D como em 2D, não vi muita diferença na qualidade da imagem; mas a melhor opção é realmente o 3D. Os criadores não se prenderam à representação fiel dos cenários reais, eles fizeram o possível para ser crível ao espectador, porque afinal, é uma animação né?! As músicas são muito legais e How Far I’ll Go está concorrendo ao Oscar também. Gente, que orgulho! As tatuagens interativas do Maui e o Oceano ser um personagem ativo no filme foram duas sacadas sensacionais que só enriqueceram o longa, por mais que possa parecer exagero. Não é. Ah, e é claro que Moana é recheado de easter eggs (pistas comuns de outros filmes nos filmes da Disney): tem de Operação Big Hero, Frozen, A Pequena Sereia, Lilo & Stitch e alguns mais. As referências não param por aí, e tem piadas com a vida real para todo lado, inclusive tirando sarro das outras princesas… Só amor infinito.

*Gritos continuam*

Para conseguir deixar esse filme incrível como é, a galera da Disney teve que desenvolver dois programas específicos: um para o Oceano e o outro para os cabelos dos personagens, principalmente de Moana. Legal, né?! O do Oceano foi uma melhora do software que fazia nevar em Arendelle (não sabe onde é, vai ver Frozen). Ainda no assunto cabelo, vocês sabiam que a Moana prende o dela? Não é o máximo?! É lindo ver como a Disney finalmente reconheceu que às vezes cabelo grande atrapalha, ainda mais na hora de cruzar um oceano. O físico da nossa heroína maravilhosa também foi um passo a frente, porque a compleição dela não é delicada como a da Cinderela ou a da Bela, por exemplo, o corpo de Moana condiz com a personagem e suas atitudes. O rosto do Maui foi moldado com base no de Dwayne Johnson (conhecido como The Rock), já que o personagem foi feito para ele; agora imagina que legal você ganhar de presente um personagem da Disney? A Auli’i Cravalho mexia bastante nos cabelos, portanto os criadores do filme resolveram colocar isso na Moana, lindo né?!
Se você ainda não assistiu esse filme, faça o favor de ir agora. Agora. Tô falando bem sério.

P.S.: Estou me sentindo ofendida com as pessoas em geral não gostando do Heihei (frango) mas sim do Pua (porco). Gente, dá pra gostar dos dois e também vamos reconhecer a importância e o carisma do Heihei, porque ele é o melhor e mais engraçado (burro sim, mas releva) frango do universo. Beijão.

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