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Top 3 – Filmes que eu Vi Recentemente e Já Quero Ver de Novo

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Em Ritmo de Fuga

O jovem Baby (Ansel Elgort) tem uma mania curiosa: ele precisa ouvir músicas o tempo todo para silenciar o zumbido que perturba seus ouvidos desde um acidente na infância. Mesmo assim, o rapaz revela-se um motorista excelente, e começa a trabalhar para uma gangue de criminosos. Quando um assalto a banco não sai como planejado, ele cai na estrada em fuga.

Falou Edgar Wright, falou eu correndo pro cinema. Ele sabe fazer comédia de um jeito tão diferente e todos os filmes dele tem um cuidado muito grande na edição o que torna tudo ainda melhor. Ele não sabe desenvolver as personagens femininas, isso é um fato, mas você já viu como ele editou o filme para seguir as batidas das músicas? Como o protagonista passa a maior parte do tempo ouvindo música, a trilha sonora é grande parte da história. O roteiro não tem nada de surpreendente, mas você já viu a cena em que o Baby tá andando na rua ouvindo música e a letra está escrita nos muros?

 

A Incrível Jessica James

Uma aspirante a dramaturga em Nova York, Jessica James (Jessica Williams), se esforça para superar um recente rompimento com o namorado (Lakeith Lee Stanfield). Ela vê a luz no fim do túnel quando conhece Boone (Chris O’Dowd), um recém-divorciado. Juntos, eles descobrem uma maneira de viver nesses tempos difíceis, e, entretanto, percebem que gostam um do outro.

Sabe aqueles dias em que você tá se sentindo mal (com ou sem motivo) e só quer ficar em casa vendo filme? Tenho boas notícias para você! Pode colocar “A Incrível Jessica James” na sua lista para esses dias. Eu amei demais a protagonista que é a rainha da auto estima. Assim como “Em Ritmo de Fuga” me fez sentir vontade de sair por aí dirigindo rápido e com música alta, Jessica James me fez querer sair por aí com a roupa que eu quiser me sentindo maravilhosa e me chamando de unicórnio (vê o filme que você vai entender).

Seria meu sonho?

 

Love

Murphy (Karl Glusman) está frustrado com a vida que leva, ao lado da mulher (Klara Kristin) e do filho. Um dia, ele recebe um telefonema da mãe de sua ex-namorada, Electra (Aomi Muyock), perguntando se ele sabe onde ela está, já que está desaparecida há meses. Mesmo sem a encontrar há anos, a ligação desencadeia uma forte onda saudosista em Murphy, que começa a relembrar fatos marcantes do relacionamento que tiveram.

Esse é polêmico e, pelas opiniões que eu vi, tende a ser um filme para amar ou odiar. Eu amei. Não tive a oportunidade de ver em 3D, mas queria muito ter visto. O filme tem muitas cenas de sexo explícito e é daí que surge toda a polêmica. Eu achei todas as cenas muito bem feitas e eu adoro a capacidade do Gaspar Noé (diretor do filme) de nos fazer sentir o que o protagonista sente. Eu não concordo com 99% das atitudes dele, mas consegui sentir o que ele sentia e por isso terminei o filme bem impactada e chateada. É estranho quando isso acontece, mas também maravilhoso.

Love – 2° Temporada

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Love – 2° Temporada

Minha Classificação:
Love - 2016 The Movie DB
de Judd Apatow
Status: 2 temporadas (renovada)
Episódios vistos: 22
Elenco: Gillian Jacobs, Paul Rust, Claudia O'Doherty, Jordan Rock
Gênero: Comédia, Drama
Canal Original: Netflix
Canal no Brasil: Netflix
Duração do Episódio: 37 minutos
Assistir Love online: Netflix

Love em sua segunda temporada continua acompanhando a tentativa de relacionamento de Mickey e Gus que continuam cometendo mais erros que acertos enquanto tentam fazer as coisas darem certo entre eles e na vida em geral.

Essa é uma série que adoro, quando tem episódios novos eu vejo tudo de uma vez, mas quando não tem episódios novos eu não sinto falta nem penso como estão os personagens (oi, sim, pra outras séries eu penso como estão as pessoas fictícias). A segunda temporada chegou na Netflix por esses dias e eu enrolei um pouco pra começar a ver porque achei que não estava na vibe de romance (realmente não estou), mas Love não traz esse amor feliz e leve de outras histórias, aqui os personagens tem uns problemas sérios na vida e umas personalidades complexas o que “desromantiza” um pouco o romance. Torna mais real e menos idealizado o que foi bom para mim que estou um pouco sem ânimo para pessoas fictícias felizes.

Não posso negar que esse tipo de série dá um alívio de ver que não é só a vida real que não é perfeita. Porque em Love se alguma coisa dá errada nunca é culpa de fatores externos, sempre das pessoas diretamente envolvidas, eles vivem fazendo escolhas erradas e se boicotando. Assistir essa história é como ouvir uma amiga contando uma besteira enorme que ela quer fazer sem poder impedir.

No entanto o maior defeito de Love para mim, é o roteiro que não vai pra lugar nenhum. A história roda e volta sempre pro mesmo ponto, os personagens não evoluem, mas mesmo assim não consigo deixar de gostar bastante. Como ponto positivo, esse é o tipo de narrativa que pode durar a vida inteira e ter 600 temporadas porque os episódios tem sim muitos bons momentos, mas desenvolvimento quase zero no tema principal em duas temporadas e 22 episódios até agora.

Dentre os personagens, os amigos do casal principal são sempre mais agradáveis que os protagonistas que não tem o maior carisma do mundo, mas apesar disso, a Mickey é minha personagem favorita da série. Adoro personagens que cometem muitos erros e são imperfeitos e ela é muito assim. Já o Gus é chato demais, tedioso até, é aquele “bom moço”, perfeito que poderia ter uma personalidade mais desenvolvida para ser um par digno da Mickey.

Mesmo com os pontos citados acima, a série já foi renovada para a terceira temporada que eu vou ver com certeza, mesmo com a impressão de que vai acontecer de novo tudo o que já aconteceu até aqui porque se seguir o padrão vai ser assim mesmo. Enquanto não temos novos episódios fico na torcida de um desenvolvimento maior na história e que o Gus ganhe mais complexidade. Mas mesmo se não mudar nada eu vou assistir tudo de uma vez e dar 5 estrelas de novo, então quem liga?

Love – 1° Temporada

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Love – 1° Temporada

Minha Classificação:
Love - 2015 The Movie DB
de Metin Balekoğlu
Status: 2 temporadas (renovada)
Episódios vistos: 59
Elenco: Gillian Jacobs, Paul Rust, Claudia O'Doherty, Jordan Rock
Gênero: Comédia, Romance
Canal Original: Star TV
Canal no Brasil: Netflix
Duração do Episódio: 120 minutos
Assistir Love online: Netflix

Série do Judd Apatow, que produziu e/ou dirigiu praticamente todas as comédias comentadas nos últimos anos (Missão Madrinha de Casamento, Descompensada, Ligeiramente Grávidos, O Virgem de 40 Anos, etc), conta a história de Mickey e Gus que aos 30 e poucos anos se conhecem e passam a viver uma história de amor sem o glamour de contos de fada presente na maioria das histórias de ficção.

Eu tava louca de ansiedade para assistir Love e quando saiu eu maratonei direto porque já amei logo de cara. A Mickey está longe de ser uma mulher perfeita como tantas nessa série e na ficção em geral. Parece que a Gillian Jacobs foi feita para esse tipo de personagem porque ela já era meio assim no pouco de Community que eu vi e na quarta temporada de Girls onde ficou só alguns episódios mas para mim foi a mais marcante dos personagens temporários. O Paul Rust que faz o Gus eu já tinha visto em outras coisas (alô ele está até em Bastardos Inglórios) mas não conseguia lembrar, só percebi que já o tinha visto antes ao olhar a lista de seus trabalhos no IMDB.

A narrativa de Love é lenta e a série leva o tempo que for necessário para apresentar os personagens antes que você possa torcer por um romance, o que eu gostei muito porque faz com que eles sejam mais do que um relacionamento. Vemos desde seus trabalhos até o que gostam de fazer para se divertir (vou abrir esse parênteses aqui para falar que as festas do Gus são a coisa mais legal que eu já vi. Ele e os amigos se reúnem para fazer músicas tema para filmes que não tem música tema. Quão maravilhoso??). Tudo isso, junto com as pessoas de seus círculos de amizade, são mais do que detalhes na trama e foram de grande importância para a construção da personalidade dos principais.

LoveRuinedMyLife

Esperar por amor destruiu a porra da minha vida.

O Judd Apatow é famoso por comédias como eu disse acima, mas não acho que Love se encaixe nesse gênero. Talvez por não ser o único criador, temos também o nome da Lesley Arfin (que assim como o próprio Judd, faz parte da equipe de Girls) e do próprio Paul Rust, a série está mais para drama com raros toques de humor (ou dramédia como chamam). A trama é bem legal e a história flui bem do começo ao fim, em nenhum momento senti que as coisas aconteciam como pretexto ou falta de ideias, mas sim como desenvolvimento natural da narrativa.

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A primeira temporada tem apenas 10 (ótimos) episódios e não tem segunda temporada prevista, mesmo se por um acaso enorme não for renovada, para mim o final foi bastante digno, apesar de ter deixado o tema principal em aberto. Eu recomendo demais que você veja Love mas já aconselho que separe parte do seu dia porque a vontade de maratonar a série inteira de uma vez só vai ser inevitável.

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