Você está em: Início / Tag / Lido Em Ingles

The Best of Adam Sharp

por • 4689 Acessos

The Best of Adam Sharp

Minha Classificação:
The Best of Adam Sharp goodreads
de
Publicação: em 2017
Gêneros: ,
ISBN: 9781250130402
Título Original: The Best of Adam Sharp
Páginas: 352
Nível do idioma: Intermediário
Lançamento no Brasil: Sem Previsão
Compre em lojas confiáveis:
amazonkindle
A compra pode render comissão ao blog.

O livro é dividido em duas partes (passado e presente) então para ninguém dizer que estou dando spoilers, vou fazer um resumo baseado na sinopse oficial. Adam Sharp tem 50 anos, trabalha com TI e é pianista nas horas vagas. Há mais de duas décadas ele conheceu Angelina, uma atriz australiana, por quem se apaixonou perdidamente. Mesmo tantos anos depois ele ainda não consegue parar de pensar nela. Quando seu relacionamento atual já está por um fio ele recebe uma mensagem de Angelina e tem que decidir o que fazer.

“Minha vida emocional era toda sobre a Angelina, e tem sido por um tempo, certamente desde a ligação pelo Skype, e sem dúvidas desde que eu ouço músicas pensando nela. Eu estava decepcionando Claire e eu mesmo ao deixar este relacionamento continuar.”

Eu sou facilmente seduzida por sinopses, essa então com um título que me lembra música e um pianista, não poderia ter passado batido pela minha vida. O coração apaixonado por Alta Fidelidade chega a bater mais rápido nessa hora. Apesar de eu não ter sido muito feliz com O Projeto Rosie, o primeiro livro que li do autor, resolvi dar uma chance a The Best of Adam Sharp só por esses motivos. E, sem surpresa nenhuma, eu não fui feliz de novo.

A história em si não é de todo ruim, mas teve uma falha enorme pra mim: pessoas que se amam porque sim. O tempo todo o autor enfatiza como o Adam ainda ama a Angelina e passa metade do livro mostrando o relacionamento deles de 20 e tantos anos atrás e realmente foram dois personagens que se divertiram muito juntos. Mas eles se amaram por que mesmo? Em uma história onde o amor entre duas pessoas é o tema maior, eu preciso saber o que essas pessoas tem de tão especial uma para a outra para entender e até torcer por elas. De amor infinito gratuito já basta os livros do Nicholas Sparks.

O propósito da história, que é resolver um amor mal resolvido, é válido e eu gostei muito, apesar da solução também ter sido simples e sem conflitos. Realmente não dava pra esperar muito dado o problema que eu citei no parágrafo anterior.

“O que estava faltando na minha vida? O que estava me prendendo?”

Como ponto positivo eu aponto apenas a trilha sonora recomendada pelo autor para ser ouvida durante a leitura. Os personagens mencionam diversas músicas da playlist (que está disponível no Spotify e no Deezer) que está recheada de músicas boas que vão de The Beatles a Cher. A lista das músicas pode ser encontrada aqui.

Eu percebo que falei mais mal do que bem do livro e mesmo assim dei 3 estrelas para ele, mas foi uma pela capa, uma pela trilha e outra pela ideia. Eu realmente queria muito ter gostado, os elementos necessários estavam todos lá, mas infelizmente a criação dos personagens e desenvolvimento da história passaram muito longe de algo que pudesse realmente me agradar.

My Not So Perfect Life

por • 4944 Acessos

My Not So Perfect Life

Minha Classificação:
My Not So Perfect Life goodreads
de
Publicação: em 2017
Gênero:
ISBN: 9780593074794
Páginas: 438
Nível do idioma: Intermediário
Lançamento no Brasil: Sem Previsão
Compre em lojas confiáveis:
amazonkindle
A compra pode render comissão ao blog.

Katie/Cat cresceu no interior com o sonho de um dia viver e trabalhar em Londres. Aos 26 anos finalmente o sonho se tornou realidade mas não exatamente do jeito que ela esperava. Ela tem um emprego bem menos glamouroso do que o planejado e mora num apartamento minúsculo com duas pessoas estranhas. Essa é a verdade da vida de Katie/Cat, mas quando ela posta suas fotos nas redes sociais tenta passar a impressão de ser mais feliz do que realmente é. Mas como o que está ruim sempre pode piorar, Katie/Cat acaba passando por uma série de imprevistos que a fazem questionar seus sonhos e escolhas.

“Eu quero o toque dele. Mas quero a voz dele também. Seus pensamentos e piadas… suas preocupações e tristezas… suas teorias e devaneios. Todas as suas partes secretas que eu nunca imaginei que existiam.”

Eu adoro (quase) tudo que a Sophie Kinsella escreve, se vai lançar livro dela eu já tô planejando comprar sem nem ler a sinopse. Dito isso, eu preciso falar que esse livro infelizmente não me conquistou. Todas as coisas que eu amo nos livros da autora – protagonista cativante, par romântico interessante, situações de extrema vergonha alheia – não aconteceram aqui. Eu não consegui simpatizar com a Katie/Cat e o romance instantâneo me incomodou demais. A história em si também não trouxe nada de novo, as reviravoltas podiam ser previstas com muitas páginas de antecedência e as vergonhas foram tão poucas que pareciam ter sido inscritas por alguém que se inspira na Kinsella ao invés de ter sido por ela própria.

No último livro único adulto da autora (A Lua de Mel), ela focou um pouco mais em família e amizade feminina e repetiu a fórmula em My Not So Perfect Life, dando mais atenção a essas partes da vida da personagem, deixando carreira e principalmente romance como assuntos menos importantes. Apesar de ser uma coisa nova no trabalho da Kinsella, isso foi o que mais gostei nesse livro, além de ter adorado ver coisas da vida real na história, como a necessidade de “vender” uma vida perfeita nas redes sociais e a crise de 20 e poucos anos onde você já esperava estar com a vida toda no lugar, mas na verdade não sabe nem por onde começar ainda.

“Ela é um pesadelo. Ela é perfeita e ela é um pesadelo. As duas coisas.”

Apesar de eu ter dado “só” 3 estrelas na avaliação, não é que o livro tenha sido de todo ruim, eu consegui sim dar umas risadas, mas passei muito tempo evitando continuar a leitura porque nada do que acontecia me interessava. De todos os livros que já li da autora esse é o que menos gosto, inclusive considerando Becky Bloom que acho bem ruim, e fiquei muito decepcionada porque os livros dela costumam ser sucesso garantido na minha vida. Obviamente vou ler os outros livros que forem lançados futuramente, mas vou torcer para que o próximo me faça chorar de rir na rua como os anteriores.

Broken Souls – Eric Carter 2

por • 5520 Acessos

    Livros da série Eric Carter:

  1. Dead Things
  2. Broken Souls
  3. Hungry Ghosts
Broken Souls – Eric Carter 2

Minha Classificação:
Broken Souls (Eric Carter, #2) goodreads
de
Publicação: em 2014
Gênero:
ISBN: 9780756409425
Título Original: Broken Souls
Páginas: 264
Nível do idioma: Fácil

Essa resenha contém SPOILERS do primeiro livro. Para ler sobre Dead Things, clique aqui.

Após realizar um trato com a deusa asteca da Morte que não resultou em muitas boas coisas, Eric Carter percebe que seus poderes estão aumentando. Ele não sabe se é por causa do pacto ou por si mesmo, mas está se sentindo diferente – claro, além de estar diferente: seus olhos agora são totalmente negros e em seu anelar esquerdo está uma aliança que prova sua ligação com Santa Muerte. Tentando se livrar desse acordo, o necromante esbarra em Brujas, entidades antigas e fantasmas quebrados.

Espero que ele não se lembre que eu o chamava de Gandalf. (Tradução livre)

Peguei nesse livro assim que terminei o primeiro porque não queria me separar de Eric, e também queria muito saber qual seria a próxima enrascada em que ele ia se meter. Nesse segundo volume da série, Eric está venenoso como sempre, é claro que ele só faz besteira. Como esse volume não é mais introdutório, o leitor é apresentado ao mistério do livro logo nas primeiras páginas, e confesso que fiquei um bom tempo sem entender lhufas do que estava acontecendo – isso se deve em partes pela narração em primeira pessoa, então o protagonista não sabe e você também não. Assim como no primeiro livro, a história não tem nada de óbvio (dessa vez só adivinhei uma coisinha) e adorei que Stephen Blackmoore adicionou mais elementos fantásticos na trama, mas sem estragar e nem mudar o foco do enredo; este mesmo sendo muito envolvente.

“Eu não estou com medo de você.” um deles diz, claramente sentindo a necessidade de reafirmar o tamanho de seu pênis.
“Então você é um idiota.” eu digo. (Tradução livre)

O autor também foi super bem sucedido em colocar personagens novos e usar os antigos, além de saber exatamente onde os plot twists fariam mais efeito. Fiquei de queixo caído com umas revelações bizarras desse livro e nossa, queria eu ter o sangue frio que o Eric e certas pessoas desse livro têm para lidar com problemas. E é claro que o humor negro e as referências à cultura pop estão presentes em várias partes do livro, e me surpreendi rindo em várias situações que não teriam graça se não fossem narradas por esse protagonista que, de verdade, foi um dos melhores que já vi. Uma das coisas que eu mais gosto nessa série é que pela história e a mitologia que a envolve, percebo que Blackmoore estudou muitos tipos de culturas ao redor do mundo e escolheu elementos obscuros para dar seriedade à história fazendo um contraponto direto com o ar despreocupado do protagonista, e essa cultura ser latino-americana só conta mais pontos positivos no livro.

Felizmente, como a maioria da mágica, invocação é baseada em vontade. Os cantos e rituais são um modo de aprimorar sua tentativa. Eu não preciso necessariamente saber o nome da coisa. As palavras não importam. Poderia muito bem cantar músicas do Queen como estar citando Vedas ao ar livre. (Tradução livre)

Assim como no primeiro livro, me surpreendi com o final. Foi tudo menos óbvio, e me fez sentir muito em sintonia com Eric. A narrativa feita pelo Eric não só faz com que me identifique com ele, mas também que sinta o que ele sente, e esses finais malucos só me deixam mais agoniada. Ainda bem que o terceiro livro sai agora dia 7, só que infelizmente a capa também vai ser horrorosa que nem as duas anteriores. Se eu fosse o autor, ia surtar quando visse essa arte das capas, pelo amor de Deus! O garoto da capa tem uns 20 e poucos anos enquanto o Eric tem mais de 30. Parece que a pessoa que fez o design nem recebeu informações da história! Essa realmente é minha única ressalva ao livro, que facilmente entrou para os meus favoritos. É uma pena que não haja previsão de tradução, porque essa série é diferente de tudo que está aí no mercado editorial brasileiro e Eric merecia ser conhecido por um grupo maior de pessoas.