Você está em: Início / Tag / Leya

Casamento por Conveniência – Marriage to a Billionaire 1

por • 4406 Acessos

    Livros da série Marriage To A Billionaire:

  1. Casamento por conveniência
  2. The Marriage Trap
  3. The Marriage Mistake
  4. The Marriage Merger
Casamento por Conveniência – Marriage to a Billionaire 1

Minha Classificação:
The Marriage Bargain goodreads
de
Publicação: em 2014
Gênero:
ISBN: 9788544100035
Título Original: The Marriage Bargain
Páginas: 240
Tradução: Thais Paiva
Compre em lojas confiáveis:
saraivafnacsubmarinoamazonkindle
A compra pode render comissão ao blog.

Capa original

Alexa está desesperada para ajudar sua família. Eles estão afundados em dívidas por conta de uma doença de seu pai e, para tentar se ajudar, ela faz uma fogueira para Mãe Terra pedindo um marido com 150 mil dólares disponíveis – e uma lista de outras qualidades, claro. Nick irá herdar a empresa de arquitetura de seu tio, mas com uma condição: se casar. Para que possa realizar seu sonho de colocar a Dreamscape Enterprises no topo, Nick encontra em Alexa a esposa falsa perfeita.

Ela precisava de um homem.
De preferência, um homem que tivesse cento e cinquenta mil dólares sobrando. Pág. 7

Enquanto tento desesperadamente não terminar Trono de Vidro 5, resolvi pegar mil livros para ler na frente dele, e Casamento por Conveniência foi uma dessas indicações. É o tipo de leitura rápida, mas que prende e realmente, dentre tantos romances eróticos nessa vida, tem personalidade! A história em si é aquela água com açúcar de sempre: uma moça querendo resolver um problema encontra moço querendo resolver problema, se casam com determinadas regras e acabam se apaixonando. Não é spoiler, porque lendo a sinopse do livro já dá para prever que eles vão se apaixonar, mas o modo como Jennifer Probst escreve é diferente, com uma narrativa engraçada e umas situações cômicas nem sempre pontuais, mas sempre engraçadas.

Foi então que Nick percebeu que estivera errado desde o início. Muito errado. Alexandria Maria McKenzie era perfeitamente capaz de derrotá-lo no pôquer – não porque soubesse blefar, mas porque estava disposta a perder.
Era também uma adversária muito competente no jogo do sério. Pág. 39

O que mais me fez gostar desse livro não foi o clichêzão (porque é bem isso), mas a forma como a autora desenvolve os personagens. Nick é um babaca e sim, ele muda bastante ao longo do livro de uma forma sucinta, bem construída e crível; agora Alexa é uma deusa. A amei desde o começo da história e ela sabe pôr Nick em seu devido lugar, tem uma personalidade maravilhosa e me arrancou gostosas gargalhadas do começo ao fim. As discussões em que ela coloca o Nick quando lembra dos tempos de infância deles são absurdas e engraçadas. Maggie, a irmã de Nick e melhor amiga de Alexa tem seu espaço, não só como elo mas também como parceira cômica do casal protagonista.

Seu trato com o diabo seria em seus próprios termos. Pág. 59

Esse é o primeiro volume de uma série com 4 livros, porém penso que a LeYa não vá publicar os outros três, pois Casamento por Conveniência é de 2014 e no site da editora não há nenhuma informação sobre futuras publicações de Jennifer Probst. Estou tentada a ler os outros em ebook em inglês mesmo porque gostei demais de como ela desenvolveu o clichê, mas vamos observar.

 

Clímax

por • 6881 Acessos

Clímax

Minha Classificação:
Beautiful You goodreads
de
Publicação: em 2015
Gênero:
ISBN: 9788544102633
Título Original: Beautiful You
Páginas: 224
Tradução: Érico Assis
Compre em lojas confiáveis:
saraivafnacculturasubmarinoamazonkindle
A compra pode render comissão ao blog.

Capa original

Eu estava precisando muito de um livro relativamente fino para ler ~entre leituras~ (quem nunca?) e resolvi pegar esse do Palahniuk porque a história sempre me chamou atenção, e não poderia ter sido melhor!

Penny Harrigan é uma recém formada em direito de 25 anos, que pensa que sua vida está sendo desperdiçada porque na firma onde trabalha, BB&B ela serve apenas para pegar cadeiras para reuniões e buscar cafés para os executivos porque ela não tinha passado no exame da Ordem não uma, mas duas vezes. Num dia particularmente agitado, Penny está toda enrolada para conseguir uma cadeira, então tropeça e cai (cheia de café derramado) na frente do cara mais rico do mundo: C. Linus Maxwell. Ele pede para jantar com ela, e quando ela se vê envolvida nesse “romance”, percebe que não só ela como todas as mulheres do mundo podem estar em perigo.

“Sob quele olhar, Penny sentiu-se menos mulher e mais um experimento. Um ratinho de laboratório.” Pág. 50

Confesso que quando peguei o livro pra ler, minhas expectativas estavam lá no céu porque oh, Chuck Palahniuk, e confesso que não me decepcionei. O plot do livro é muito bom, ele te prende e você se vê virando incessantemente as páginas para saber o fim dessa trama maquiavélica. Eu até comentei com algumas pessoas que eu tenho medo do Palahniuk porque as coisas que saem da cabeça dele são muito bizarras mas ao mesmo tempo extraordinárias e diferentes de todos os autores que eu conheço. Seu humor negro e crítica à sociedade moderna estão sempre presentes, e nesse livro, de forma mordaz. CLíMax é o apelido de C. Linus Maxwell, o bilionário mais bilionário do mundo, que vê em Penny uma ótima cobaia para experimentar seus brinquedinhos sexuais que logo estarão disponíveis no mercado para todas as mulheres do mundo por meio da linha Beautiful You.

O problema é que o prazer é tão intenso e os orgasmos tão incríveis que as mulheres se tornam escravas dos produtos, viram viciadas como se fosse uma droga, e acabam vivendo apenas para aquilo. É um eufemismo maravilhoso de como a sociedade subjuga mulheres de todo o mundo através do padrão de beleza e insatisfação pessoal – Penny passa o começo do livro todo se autodepreciando – que o mínimo de satisfação sexual se daria tão raramente (numa pesquisa recente foi constatado que apenas 22% das brasileiras atingem o orgasmo – agora imagina isso em escala mundial, e temos o ambiente certo para a “dependência de estímulo” de que se trata o livro) que qualquer apetrecho de “empoderamento” e “libertamento” seria uma ameaça. Aí junta isso com o dono da marca sendo homem, toda a tecnologia de hoje em dia e temos escravidão mundial de mulheres. Isso aí. Por isso que eu fiquei com medinho, quando vocês lerem o livro, vocês entenderão.

“A superestimulação artificial parecia ser a maneira perfeita de sufocar uma geração de jovens que queria mais em um mundo que havia cada vez menos.” Pág. 129

O livro não é dividido em capítulos e acho que isso ajuda muito a criar a tensão que permeia o livro desde o começo. Ah, falando nisso, desde o início da história vemos que Clímax é uma sátira carregada de ironia desses livros eróticos que romanceiam o relacionamento abusivo que estão para lá de presentes no mercado *cof cof Cinquenta Tons de Cinza cof Belo Desastre*, só que com conteúdo ao mesmo tempo divertido e sério. E Palahniuk também debocha bastante de livros de vampiros, rs. Penso que o autor tenha posto esses fatores e algumas coisas bem absurdas para quebrar um pouco da tensão que eu disse ali em cima, porque poxa, escravidão mundial de mulheres através do prazer é um tema sério e a forma como o autor trata disso no livro me fez pensar loucamente no “e se fosse verdade?”. Nesse momento que vivemos aqui no Brasil atualmente, não a escravidão sexual em si, mas a misoginia do ato te faz parar pra rever os acontecimentos atuais, sabe?! Além disso, também tem um pouquinho de crítica à impaciência dos jovens de hoje e todo um contexto que nos ensina a aprender e respeitar os mais velhos – fora a heroína forte e sexualmente liberta que é Penny! Ah, Palahniuk, quanto amor!

0
comentário