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O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

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O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

Minha Classificação:
O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos The Movie DB
de Peter Jackson
Título Original: The Hobbit: The Battle of the Five Armies
Roteiro: Peter Jackson, Fran Walsh, Philippa Boyens, Guillermo del Toro
Elenco: Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage, Ken Stott, Graham McTavish, William Kircher
Estreia: 10/12/2014
País: New Zealand, EUA
Gênero: Ação, Aventura, Fantasia
Compre em lojas confiáveis:
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Como disse nos dois posts anteriores, O Hobbit foi dividido em três filmes, e nesse capítulo final temos a destruição da Cidade do Lago por Smaug e a defesa de Erebor que culmina na batalha entre homens, elfos, orcs e anões. Ah, e um hobbit também.

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos começa exatamente no final de A Desolação de Smaug, dando uma ótima continuidade ao segundo longa. A destruição da Cidade do Lago tem cenas fortes com a cidade toda queimada e as pessoas tentando fugir e tal, aliás, muitas cenas do filme são fortes, porém minha maior consideração aqui é de que parece que o CGI (computação gráfica) não foi muito bem desenvolvido de um filme pra outro – não que seja ruim, mas não é muito muito bom. O longa é todo ação, e quase em momento nenhum há cenas que não sejam de luta, e isso é extremamente plausível com os ritmos de roteiro e direção, porque afinal, é o final de uma jornada que culmina numa guerra, então o que tinha que ser resolvido calmamente e diplomaticamente foi nos filmes anteriores. 

Peter Jackson optou por se ater bastante aos acontecimentos do livro mais adicionando do que mudando a trama, e concordo que para a adaptação, isso foi necessário, porque adicionou muitas coisas que seriam necessárias cinematograficamente para dar continuidade à história, seguindo para O Senhor dos Anéis. A treta de Dol Guldur tem uma cena de luta apenas in-crí-vel (assim como todas do filme) que tem reflexo direto na trilogia do Anel e a parte de Gundabad foi rápida, porém necessária. Óbvio que mais uma vez, o trabalho de adaptação de Peter Jackson é inigualável e qualquer fã de Tolkien fica satisfeito e empolgado com esse filme, mas a parte linda é que ele entrete qualquer público, de tão bom que é. Confesso que o filme todo fiquei na beira do assento com os acontecimentos rápidos e o destino dos personagens. O roteiro tem pouquíssimos e bem colocados alívios cômicos, o que atenua um pouco a tensão presente do primeiro ao quase último momento do longa. 

O destaque de O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos com certeza é a batalha final, que na verdade são várias batalhas numa só. É um caos de guerra muito bem dirigido e as cenas de luta são muito bem coreografadas – tem uma sequência super boa com uma carroça de guerra que parece, em muito, com uma cena dos barris em A Desolação de Smaug. Tudo é tão sensacional quanto foi em O Retorno do Rei: um final épico para uma jornada épica. O figurino é excepcional, a direção de arte é linda e as locações são magníficas, como sempre. Mais uma vez, o elenco dá um show: Martin Freeman (meu amorzinho) como Bilbo é fantástico, Ian McKellen como Gandalf sempre excepcional, Richard Armitage dá um show como Thorin com a Doença do Dragão; os anões Fili (Dean O’ Gorman), Kili (Aidan Turner), Bifur (William Kircher), Bofur (James Nesbitt), Glóin (Peter Hambleton), Óin (John Callen), Bombur (Stephen Hunter), Balin (Ken Stott), Dwalin (Graham McTavish), Nori (Jed Brophy), Dori (Mark Hadlow) e Ori (Adam Brown) têm seus momentos, mesmo que poucos, no filme, com destaque para Kili (um fofo) por conta de seu interesse amoroso em Tauriel (Evangeline Lilly). Lee Pace é Thranduil, pai arrogante de um elfo da floresta que muita gente ama… Também há a participação de personagens importantíssimos da trilogia do Anel: Saruman (Christopher Lee), Galadriel (Cate Blanchett) e Elrond (Hugo Weaving). Adorei que o filme é tão fiel ao livro que até as mortes são iguais às da obra, e assim como os momentos de batlha são fortes, as cenas emocionantes também o são. Sinceramente, A Batalha dos Cinco Exércitos fecha com chave de ouro essa trilogia tão cânonica, bem feita e magnífica como a trilogia original. Aproveito para finalizar esse post deixando aqui minha indignação por estarem produzindo uma série de O Senhor dos Anéis: pra quê gente? Tudo bem, sei que é por dinheiro, mas pra quê estragar o trabalho colossalmente bem feito de Peter Jackson? Parem com isso por favor!

O Hobbit: A Desolação de Smaug

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Para conferir a resenha do livro "O Hobbit", clique aqui.

O Hobbit: A Desolação de Smaug

Minha Classificação:
O Hobbit: A Desolação de Smaug The Movie DB
de Peter Jackson
Título Original: The Hobbit: The Desolation of Smaug
Roteiro: Peter Jackson, Fran Walsh, Philippa Boyens, Guillermo del Toro
Elenco: Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage, Ken Stott, Graham McTavish, William Kircher
Estreia: 11/12/2013
País: New Zealand, EUA
Gênero: Aventura, Fantasia
Compre em lojas confiáveis:
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A compra pode render comissão ao blog.

Como disse no post anterior, O Hobbit foi divido em três filmes, e chegamos à segunda parte da aventura de Bilbo Bolseiro em O Hobbit: A Desolação de Smaug, onde os anões e o hobbit finalmente chegam à Montanha Solitária para recuperarem o tesouro de suas famílias, só que tem um pequeno problema: Smaug, um dragão terrível que guarda o ouro. Enquanto isso, Gandalf está tentando expulsar o mal que se instalou em Dol Guldur.

De cara, esse foi o filme que mais fugiu do que aconteceu no livro, mas não mudou muito o que aconteceu na obra literária. Mesmo assim, já adianto que continuo achando o trabalho de adaptação de Peter Jackson primoroso, porque essas pequenas modificações deixaram o contexto do filme super interessante porque o espectador fica querendo saber qual será o destino daqueles personagens que tomaram rumos diferentes dos do livro. O Hobbit: A Desolação de Smaug não começa exatamente onde O Hobbit: Uma Jornada Inesperada terminou, mas sim com a primeira conversa entre Thorin e Gandalf, em que eles mencionam os anéis (para quem não lembra, “Sete para os Senhores-Anões em seus rochosos corredores”) e o último que está perdido com Thrain (que sumiu após a batalha em Moria) – e nesse filme, vemos os primeiros efeitos do Um Anel em Bilbo, já que ele o usa bastante. Não posso deixar de destacar o claríssimo fan service com a participação ativa de um personagem da trilogia do Anel e com a passiva de outro, ambos muito queridos pelos fãs. Fiquei super hiper mega feliz, até porque eles foram usados de maneira sábia pelo roteiro.

Esse CGI lindo do Smaug!

Gostei muito da abordagem que o diretor usou como solução para algumas cenas, principalmente para a fuga de Bilbo e os anões do castelo do Rei Elfo da Floresta – é uma sequência de ação incrível, que entrete qualquer espectador. Gostei muito da inclusão de um pouquinho de nada de romance (justamente porque esse pouquinho de nada não foi cansativo) e também da diferenciação do rolê do Gandalf com o dos anões, onde o primeiro vai averiguar um problemão e acaba no túmulo dos Nove (também para quem não lembra, “Nove para os Homens Mortais fadados a morrer”). O Hobbit: A Desolação de Smaug aceita seu papel como prelúdio e aborda bastante os Anéis, preparando o terreno para quem quiser assistir os filmes na ordem cronológica (lembrando que o primeiro filme de O Hobbit foi lançado exatamente nove anos depois de O Retorno do Rei).

Os figurinos mais uma vez são incríveis (as armaduras dos orcs que são cravadas na pele deles!!!) e a caracterização de todos os personagens é impecável (o Beorn!!!!), além de a computação gráfica ser sensacional. Já estou emocionalmente envolvida com todos os atores como os personagens e preciso destacar o papel de Benedict Cumberbatch como Smaug, que está excepcional – além disso, é muito engraçado ver o Martin Freeman zuando ele nos bastidores do filme (os dois fazem a série Sherlock juntos).  Peter Jackson soube comedir os momentos de alívio cômico com momentos de tensão, e penso que Bilbo ser muito mais descuidado com o dragão do que no livro foi muito necessário numa obra cinematográfica, porque o espectador fica nervoso demais pelo protagonista. Houve um rumo em específico que não gostei com relação à Companhia (Bilbo e os anões) e outro com relação ao Necromante, que entendo que foram necessários para a adaptação, mas mesmo assim não gostei. E, para variar, Peter Jackson deixou os pontos culminantes para o terceiro filme, assim como o fez em As Duas Torres, só que mesmo assim o final é muito muito tenso, e preciso que tudo dê certo em A Batalha dos Cinco Exércitos!

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

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Para conferir a resenha do livro "O Hobbit", clique aqui.

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

Minha Classificação:
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada The Movie DB
de Peter Jackson
Título Original: The Hobbit: An Unexpected Journey
Roteiro: Fran Walsh, Philippa Boyens
Elenco: Ian McKellen, Martin Freeman, Richard Armitage, Ken Stott, Graham McTavish, William Kircher
Estreia: 14 de dezembro de 2012
País: Estados Unidos
Gênero: Fantasia
Compre em lojas confiáveis:
saraivasubmarinoamericanas
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O Hobbit foi dividido em uma trilogia porque o livro é muito denso – e também porque Peter Jackson (o mesmo diretor da trilogia do Anel) e o estúdio responsável pela distribuição dos filmes sabiam muito bem que iam ganhar dinheiro em cima dos fãs de O Senhor dos Anéis; portanto resolvi fazer post de um de cada vez, porque se não ia ser um post só do tamanho da Terra Média. O Hobbit: Uma Jornada Inesperada chegou aos cinemas exatamente nove anos depois da estréia de O Retorno do Rei, desfecho de O Senhor dos Anéis. Em O Hobbit: Uma Jornada Inesperada temos o começo da história da aventura de Bilbo Bolseiro junto a Gandalf e os anões para recobrarem Erebor, o reino dos anões que ficava na Montanha Solitária, agora tomada pelo dragão Smaug. Nesse primeiro filme, vemos apenas uma pequena parte das peripécias vividas por Bilbo e seus companheiros.

Em mais uma adaptação super fiel ao livro, O Hobbit: Uma Jornada Inesperada tem elementos adicionais à história principal que não mudam muito o enredo do filme, e também algumas mudanças que são necessárias ao passar um livro para o cinema. Vemos a história de Valle e Erebor (além de Moria), e como o reino anão foi perdido para um dragão e como começou a treta entre os anões e os elfos. A história propriamente dita começa a ser contada (ou escrita) antes da festa de Bilbo, que é o primeiro capítulo de A Sociedade do Anel – mas se passa sessenta anos antes -, e achei incrível que resolveram colocar o Frodo ali, mesmo que rapidinho. Essa aparição dá um quentinho no coração imenso e emociona antes mesmo de a aventura propriamente dita começar. Peter Jackson também faz esse jogo emocional com uma tomada da Companhia muitíssimo parecida com aquela canônica da Sociedade no primeiro filme da trilogia do Anel.

Como prequel e primeira parte de uma trilogia, O Hobbit: Uma Jornada Inesperada funciona perfeitamente bem. Penso que quem não leu o livro jamais ficará perdido assistindo esse filme, porque o conteúdo é bem mastigadinho: tanto que notei o uso de canções (que sempre estão presentes nos livros) como artifício de roteiro para dar aquela enrolada básica (sim, assisti a versão estendida, como fiz com O Senhor dos Anéis), também a inserção de novos personagens que não estão presentes nos livros e a presença de outros que são muito importantes e determinantes na trilogia do Anel; além de haver não só a jornada em si, mas ameaças frequentes e momentos de tensão durante todo o filme, que fazem o espectador ficar na ponta da cadeira. Claro que o tom de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada não é tão sério quanto o de O Senhor dos Anéis e, assim como no livro, a trama é pontuada de alguns alívios cômicos – principalmente por parte dos anões. Não sei se isso vai continuar nos próximos dois filmes, mas seria uma boa.

Meu amorzinho da vida ♥

Gostei muito que os elfos, os orcs e os anões falam em suas línguas próprias, e isso é uma homenagem linda ao trabalho que Tolkien teve de criar os idiomas da Terra Média (para quem não sabe Tolkien, além de autor, era um filólogo e, dentre outras coisas, o que está escrito no Um Anel foi desenvolvido por ele). As locações são lindas e as tomadas clássicas de plano aberto estão presentes nesse filme. O figurino é ótimo, a direção é incrível, a computação gráfica é muito boa, o roteiro (escrito por mulheres!!!!!!) é maravilhoso e as atuações são sensacionais. Martin Freeman é excepcional como Bilbo, Ian McKellen é Gandalf (amor eterno e verdadeiro) mais uma vez e, para variar, Andy Serkis dá um show como Gollum/Sméagol (outro amor da vida). Ah, assim como mencionei antes, esse filme tem homenagens à cenas que se tornaram icônicas nos filmes de O Senhor dos Anéis, e a parte em que Bilbo põe o Anel pela primeira vez é igual a de Frodo, o que torna a cena cheia de significado emocional. É lindo ver o carinho que eles tiveram tanto com o livro como com os filmes da trilogia do Anel, e dá vontade de assistir a todos os três, um atrás do outro! Se os outros filmes mantiverem a qualidade desse primeiro, ouso falar que não vão deixar nada a dever para os filmes de O Senhor dos Anéis.