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Guardiões da Galáxia Vol. 2

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Guardiões da Galáxia Vol. 2

Minha Classificação:
Guardiões da Galáxia Vol. 2 The Movie DB
de James Gunn
Título Original: Guardians of the Galaxy Vol. 2
Estreia: 27 Abril 2017
País: EUA
Gênero: Ação, Aventura, Sci-Fi
Roteiro: James Gunn, Dan Abnett (baseado nos quadrinhos de), Andy Lanning (baseado nos quadrinhos de), Stan Lee (personagens), Jack Kirby (personagens), Gene Colan (personagens), Arnold Drake (personagens), Steve Englehart (personagens), Steve Gan (personagens), Jim Starlin (personagens)
Elenco: Chris Pratt, Zoe Saldana, Dave Bautista, Bradley Cooper, Karen Gillan, Vin Diesel, Sylvester Stallone
Duração: 137 min

Guardiões da Galáxia Vol. 2 é a segunda adaptação das HQs de 2008 feita por James Gunn pela Marvel para os cinemas de todo mundo. Como o primeiro filme foi um sucesso inesperado – o grande público não estava familiarizado com os personagens – , essa sequência foi aguardada por muita gente e eu e Cibele fomos na estréia e vim contar o que achei aqui, claro que SEM SPOILERS mas com muita fangirlice!

Eu poderia muito bem resumir esse post em duas palavras: Baby Groot. Brincadeira à parte, esse filme é apenas incrível, e creio que assim como o primeiro (que já assisti inúmeras vezes), nunca vai deixar de ser bom. James Gunn consegue trazer para a tela de cinema um universo pouco explorado da Marvel nos meios comerciais: a expansão da Terra para toda a galáxia, e por mais que esse seja um ícone importante no universo Marvel dos cinemas, o diretor assina essa franquia com uma eficiência única. É o tipo de obra que qualquer pessoa que esteja vendo vai saber identificar que é Guardiões da Galáxia porque existe uma identidade muito forte no primeiro filme que volta agora no segundo. Não só as referências icônicas (que são uma homenagem bem feita, de um saudosismo muito bem explorado) aos anos 80 presentes todo o tempo – da trilha sonora magnífica às séries e filmes da época – e até nos créditos do longa, mas também a festa de cores e movimentos de câmera, o figurino e o humor tão característico daquele bando de descompensados. Guardiões tem uma pegada única e é o tipo de filme que agrada a todas as idades por vários fatores que não diminuem em nada a qualidade cinematográfica dele, e isso ocorre tanto no Vol. 1 como agora no Vol. 2: a DC Comics meio que tentou imitar isso no horrendo Esquadrão Suicida, mas não deu muito certo né?! (Antes que vocês caiam matando nos comentários, não estou escolhendo times aqui, gosto tanto da Marvel quanto da DC, mas temos que saber sopesar erros quando eles acontecem, independente de onde #pas)

Oi!

O tema do filme é claro do começo ao fim, e achei incrível como os trezentos mil trailers (assista-os aqui) não entregam o grande plot da trama, que nada mais é que: família. Não importa qual seja, ela deve ser valorizada, e temos arcos paralelos ao mesmo tempo que temos o acontecimento principal – tudo funcionando simultaneamente bem. Temos os guardiões em si como família com Baby Groot (vomita arco-íris) dando trabalho e proporcionando diálogos sensacionais – por mais que seu vocabulário se limite a “eu sou Groot”; temos a treta de Nebulosa com Gamora; e finalmente temos Peter Quill encontrando seu pai, Ego (não é spoiler porque tem nos trailers). O diretor consegue trabalhar esse tema muitas vezes pesado com bom humor, o que funciona para a identidade da franquia, e faz com que o espectador se identifique com os problemas mundanos ou nem tanto dos heróis intergaláticos. Ainda no quesito humor, não vejo problema em todo mundo ser usado como alívio cômico, porque gente, Guardiões da Galáxia é isso! No Vol.2 Rocket e Drax estão mais soltos e, claro, junto com os outros integrantes do grupo, dão um show de tiradas sensacionais – aliás, penso que nessa continuação o diretor soube trabalhar mais os tempos de tela de cada personagem, mesmo que Peter Quill (Star Lord) seja o protagonista. Falando nisso, mais uma vez Zoe Saldana (Gamora), Chris Pratt (Peter Quill/Star Lord), Dave Bautista (Drax), Bradley Cooper (voz de Rocket) e Vin Diesel (voz de Baby Groot) dão um show de carisma e incorporam os personagens com fluidez, com adição agora de Michael Rooker (Yondu), Karen Gillian (Nebulosa) e Pom Klementieff (Mantis) para engrandecer o time. Kurt Russell está sensacional como Ego, e também temos participação de Sylvester Stallone que pode dar indícios do que esperar no Vol.3…

Uma das coisas que mais gostei no filme é o ritmo de roteiro. Óbvio que existem os três atos, mas as sequências de ação são contínuas e nem um pouco cansativas, e nos entremeios temos cenas bem dirigidas com humor e carga dramática não tão pesada (exceto no terceiro ato), portanto, nem dá para sentir direito o tempo do longa passando. A cena inicial dos Guardiões em ação foi uma das melhores passagens de filmes de herói que já vi, e confesso que ali o filme já me ganhou. Ah, é sempre bom lembrar que são cinco – isso mesmo! – cenas durante/pós créditos, por isso tenha noção de ir para assistir até o finalzinho porque além de quatro dessas cenas serem super legais, tem uma que é de suma importância para o futuro da Marvel no cinema. Os atores já confirmaram que vão participar de Os Vingadores: Guerra Infinita e estou ansiosa para ver como vão encaixá-los no filme. E, infelizmente, o Vol. 3 será o último longa dos Guardiões, pelo menos com esse grupo que já conhecemos, e preciso frisar que desde já meu coração chora.

P.S.: Essa é uma mensagem de repúdio às lojas dessa vida: mais de dois meses antes da estréia do filme até essa semana, procurei infinitamente camisas da Gamora para usar na estréia e não encontrei em quase lugar nenhum, quando encontrei (em somente dois ou três sites), não entregava no Rio de Janeiro. Poxa gente, em 2017 ainda é necessário fuçar os recônditos da internet para encontrar blusa de uma personagem feminina que está inserida num grupo de homens quando em todas as lojas que pesquisei tinham camisas do Star Lord que é homem, do Groot, uma árvore humanoide e do Rocket que é um guaxinim modificado por experimentos?! Melhorem! Gamora me representa:

Tinha Que Ser Ele?

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Tinha Que Ser Ele?

Minha Classificação:
Tinha Que Ser Ele? The Movie DB
de John Hamburg
Título Original: Why Him?
Estreia: 23 Dez 2016
País: EUA
Gênero: Comédia
Roteiro: John Hamburg (roteiro), Ian Helfer (roteiro), Jonah Hill (história), John Hamburg (história), Ian Helfer (história)
Elenco: Zoey Deutch, James Franco, Tangie Ambrose, Cedric the Entertainer
Duração: 111 min

O filme conta a mesma história que já vimos 1903890182301 vezes sobre o pai que vai conhecer o namorado da filha que nunca vai ser bom o bastante. Por que acreditar na capacidade de julgamento da adulta que você criou, não é mesmo?

Escrevi a sinopse no primeiro parágrafo com bastante rancor porque normalmente esse tipo de história me incomoda. Eu não veria esse filme se não fosse pelo elenco que mexe com meu coração de fangirl trazendo Bryan Cranston (de Breaking Bad) como o pai e Zoey Deutch (de Academia de Vampiros) como a filha. Que bom que eu gosto das pessoas certas porque esse filme não teve muitos dos clichês dos outros que seguem o mesmo plot. A ideia inicial é sim algo que todo mundo já cansou de ver, mas o desenvolvimento e principalmente o final é diferente do resto.

Essa é mais uma história do Jonah Hill, creditado mesmo só com a história porque o roteiro ficou nas mãos de John Hamburg e Ian Helfer, que já tinha me surpreendido positivamente com os roteiros de Anjos da Lei 1 e 2 que trazem uma ideia esgotada a um lugar totalmente novo, principalmente quando faz graça da própria ideia de reviver uma série antiga. Em Tinha que Ser Ele? a história também tentou fugir do mais do mesmo sempre que possível, mas acabou recaindo a cenas reusadas. Não sei se o que aconteceu foi um pouco de preguiça ou o medo de encher o filme só com novidades e acabar desagradando o público que vai ver o filme esperando rir com as mesmas coisas de sempre.

Depois do roteiro, o maior acerto do filme, para mim, foi a escolha do elenco. Até o James Franco (de quem não gosto por implicância gratuita mesmo) foi incrível como o excêntrico namorado em questão. A atuação do Bryan eu não preciso nem comentar porque se existe um papel onde ele não arrasou e roubou a cena, eu ainda não vi. Fora os principais, as participações especiais vão deixar feliz qualquer um que, assim como eu, assiste várias séries de comédia porque trouxeram muitos atores queridos e conhecidos. A participação especial do final se não é uma das minhas novas cenas favoritas eu não sei o que é.

O filme foi muito divertido e sem dúvida uma boa experiência. Mesmo se você não tiver esse amor pela Zoey e pelo Bryan vale muito a pena porque é sempre bom ver um filme tentando fazer diferente nessa época de remakes infinitos, né? E o final, não podemos esquecer de quão bom foi o final. Sério, vai ver e depois deixa nos comentários se você gostou tanto quanto eu.

A Bela e a Fera

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A Bela e a Fera

Minha Classificação:
A Bela e a Fera The Movie DB
de Gary Trousdale, Kirk Wise
Título Original: Beauty and the Beast
Estreia: 22 Nov 1991
País: USA
Gênero: Animation, Family, Fantasy
Roteiro: Linda Woolverton (animation roteiro by), Brenda Chapman (história), Chris Sanders (história), Burny Mattinson (história), Kevin Harkey (história), Brian Pimental (história), Bruce Woodside (história), Joe Ranft (história), Tom Ellery (história), Kelly Asbury (história), Robert Lence (história)
Elenco: Robby Benson, Jesse Corti, Rex Everhart, Angela Lansbury
Duração: 84 min

A Bela e a Fera é minha animação favorita da Disney (o certo seria dizer que sou obcecada por esse desenho), e no momento da notícia que haveria um live action, tive medo de estragarem uma coisa tão importante pra mim. Quando fiquei sabendo que Emma Watson seria a Bela, pensei: Não pode dar muito errado, afinal é Disney. O que você faria quando a sua personagem favorita de Harry Potter vira a sua princesa favorita da vida? Bom, eu enlouqueci. Ah, e é sempre bom avisar que esse post NÃO CONTÉM SPOILERS!

Bela é uma moça à frente de seu tempo e não consegue se encaixar na pequena vila em que vive, porque os aldeões a consideram estranha. Seu pai é um inventor e Bela adora ler e também é muito inteligente, portanto também é uma inventora, seguindo os passos de seu pai. Quando ele vai para uma feira expor sua mais nova invenção e acaba se perdendo, vai parar num castelo como prisioneiro de uma Fera. Bela, ao tentar salvá-lo, acaba tomando seu lugar como prisioneira, mas nesse ínterim, descobre que a beleza está dentro de nós.

Ninguém te merece mesmo, Gaston!

Confesso que eu estava absolutamente maluca de tanto esperar. Saiu teaser, e saiu trailer, e saiu outro trailer e nada de chegar dia 16 de março. Abriu a pré-estréia e fui a primeira pessoa a comprar na sala em que assisti o filme (percebam a loucura da pessoa), e finalmente chegou o dia e não aguentava esperar, não conseguia dormir de tanta ansiedade. Não sei se estava ansiosa para ver porque estava com medo de ser ruim ou porque tinha quase certeza de que seria muito bom. Assisti o filme e enquanto escrevo esse post, não consigo segurar a minha emoção, então já aviso de antemão que estou tão feliz com esse live action que só de lembrar, fico arrepiada. Atenção: algumas opiniões aqui explicitadas estão severamente nubladas por lágrimas!

A versão live action que a Disney fez, como mostrado exaustivamente na divulgação prévia do filme, é incrivelmente igual à animação de 1991. É tudo adaptado com uma graça sobrenatural, com falas idênticas ao desenho em muitas vezes. Temos também as músicas, que quase não sofreram alterações no contexto do novo filme e foram encaixadas no roteiro com muita eficiência, assim como as novas músicas, lindas e tão incríveis quanto as de 1991. Emma e Dan cantam super bem, e Audra McDonald dá um show de potência vocal. Falando em show, o que são as atuações desse filme? Por mais que a maioria seja CGI, é tudo perfeitamente dublado e lindo, num roteiro incrivelmente bem escrito e readaptado do livro. Sério, A Bela e a Fera versão 2017 é um deleite para olhos de todas as idades! O castelo é lindo, os personagens são lindos, a aldeia é linda e o figurino é apenas maravilhoso (o vestido amarelo e o vestido do final!!!!!!!!!!!!!). No começo do filme temos uma explicação diferente dos vitrais da animação, porém tão sensacional que é difícil não se arrepiar.

Tale as old as time, song as old as rhyme…

Um dos maiores pontos positivos desse filme é o turbilhão de emoções que ele provoca. Nostalgia, claro sendo a maior delas, porém é aquele tipo de obra (prima) cinematográfica que te faz rir, te faz chorar, te faz sentir um quentinho no coração. As piadas estão presentes em todo o roteiro, e a maneira que os atores as interpretam são ótimas: Josh Gad/LeFou é claramente o alívio cômico (assim como em 1991) e seu trabalho no filme é exímio, e Luke Evans está além de perfeito como Gaston! Eles dois são incríveis, mas obviamente Emma Watson e Dan Stevens são as maiores lindezas desse mundo. Achei incrível a maneira que dá para ver o Dan mesmo no CGI da Fera, e achei que a Emma estava meio apática nas fotos e tal, mas no filme ela ficou perfeita! Ah, e se você aí quer boicotar o filme por ter um personagem gay, tenha duas coisas em mente: não seja idiota e LeFou é incrível do jeito que é, assista ao filme e comprove. A vida não é feita de preconceitos e A Bela e a Fera está aqui para passar justamente essa mensagem. Por último, queria só deixar claro aqui que sou a pessoa mais feliz do universo, tô vivendo o melhor momento da minha vida e planejo assistir a esse filme pelo menos mais 5 vezes no cinema. Ou 6. 7, 8, 9… Ai meu coração!

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