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Tinha Que Ser Ele?

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Tinha Que Ser Ele?

Minha Classificação:
Why Him? IMDb
de John Hamburg
Estreia no Brasil: 23 Dez 2016
País: EUA
Gênero: Comédia
Roteiro: John Hamburg (roteiro), Ian Helfer (roteiro), Jonah Hill (história), John Hamburg (história), Ian Helfer (história)
Elenco: Zoey Deutch, James Franco, Tangie Ambrose, Cedric the Entertainer
Duração: 111 min

O filme conta a mesma história que já vimos 1903890182301 vezes sobre o pai que vai conhecer o namorado da filha que nunca vai ser bom o bastante. Por que acreditar na capacidade de julgamento da adulta que você criou, não é mesmo?

Escrevi a sinopse no primeiro parágrafo com bastante rancor porque normalmente esse tipo de história me incomoda. Eu não veria esse filme se não fosse pelo elenco que mexe com meu coração de fangirl trazendo Bryan Cranston (de Breaking Bad) como o pai e Zoey Deutch (de Academia de Vampiros) como a filha. Que bom que eu gosto das pessoas certas porque esse filme não teve muitos dos clichês dos outros que seguem o mesmo plot. A ideia inicial é sim algo que todo mundo já cansou de ver, mas o desenvolvimento e principalmente o final é diferente do resto.

Essa é mais uma história do Jonah Hill, creditado mesmo só com a história porque o roteiro ficou nas mãos de John Hamburg e Ian Helfer, que já tinha me surpreendido positivamente com os roteiros de Anjos da Lei 1 e 2 que trazem uma ideia esgotada a um lugar totalmente novo, principalmente quando faz graça da própria ideia de reviver uma série antiga. Em Tinha que Ser Ele? a história também tentou fugir do mais do mesmo sempre que possível, mas acabou recaindo a cenas reusadas. Não sei se o que aconteceu foi um pouco de preguiça ou o medo de encher o filme só com novidades e acabar desagradando o público que vai ver o filme esperando rir com as mesmas coisas de sempre.

Depois do roteiro, o maior acerto do filme, para mim, foi a escolha do elenco. Até o James Franco (de quem não gosto por implicância gratuita mesmo) foi incrível como o excêntrico namorado em questão. A atuação do Bryan eu não preciso nem comentar porque se existe um papel onde ele não arrasou e roubou a cena, eu ainda não vi. Fora os principais, as participações especiais vão deixar feliz qualquer um que, assim como eu, assiste várias séries de comédia porque trouxeram muitos atores queridos e conhecidos. A participação especial do final se não é uma das minhas novas cenas favoritas eu não sei o que é.

O filme foi muito divertido e sem dúvida uma boa experiência. Mesmo se você não tiver esse amor pela Zoey e pelo Bryan vale muito a pena porque é sempre bom ver um filme tentando fazer diferente nessa época de remakes infinitos, né? E o final, não podemos esquecer de quão bom foi o final. Sério, vai ver e depois deixa nos comentários se você gostou tanto quanto eu.

        
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A Bela e a Fera

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A Bela e a Fera

Minha Classificação:
Beauty and the Beast IMDb
de Gary Trousdale, Kirk Wise
Estreia no Brasil: 22 Nov 1991
País: USA
Gênero: Animation, Family, Fantasy
Roteiro: Linda Woolverton (animation roteiro by), Brenda Chapman (história), Chris Sanders (história), Burny Mattinson (história), Kevin Harkey (história), Brian Pimental (história), Bruce Woodside (história), Joe Ranft (história), Tom Ellery (história), Kelly Asbury (história), Robert Lence (história)
Elenco: Robby Benson, Jesse Corti, Rex Everhart, Angela Lansbury
Duração: 84 min

A Bela e a Fera é minha animação favorita da Disney (o certo seria dizer que sou obcecada por esse desenho), e no momento da notícia que haveria um live action, tive medo de estragarem uma coisa tão importante pra mim. Quando fiquei sabendo que Emma Watson seria a Bela, pensei: Não pode dar muito errado, afinal é Disney. O que você faria quando a sua personagem favorita de Harry Potter vira a sua princesa favorita da vida? Bom, eu enlouqueci. Ah, e é sempre bom avisar que esse post NÃO CONTÉM SPOILERS!

Bela é uma moça à frente de seu tempo e não consegue se encaixar na pequena vila em que vive, porque os aldeões a consideram estranha. Seu pai é um inventor e Bela adora ler e também é muito inteligente, portanto também é uma inventora, seguindo os passos de seu pai. Quando ele vai para uma feira expor sua mais nova invenção e acaba se perdendo, vai parar num castelo como prisioneiro de uma Fera. Bela, ao tentar salvá-lo, acaba tomando seu lugar como prisioneira, mas nesse ínterim, descobre que a beleza está dentro de nós.

Ninguém te merece mesmo, Gaston!

Confesso que eu estava absolutamente maluca de tanto esperar. Saiu teaser, e saiu trailer, e saiu outro trailer e nada de chegar dia 16 de março. Abriu a pré-estréia e fui a primeira pessoa a comprar na sala em que assisti o filme (percebam a loucura da pessoa), e finalmente chegou o dia e não aguentava esperar, não conseguia dormir de tanta ansiedade. Não sei se estava ansiosa para ver porque estava com medo de ser ruim ou porque tinha quase certeza de que seria muito bom. Assisti o filme e enquanto escrevo esse post, não consigo segurar a minha emoção, então já aviso de antemão que estou tão feliz com esse live action que só de lembrar, fico arrepiada. Atenção: algumas opiniões aqui explicitadas estão severamente nubladas por lágrimas!

A versão live action que a Disney fez, como mostrado exaustivamente na divulgação prévia do filme, é incrivelmente igual à animação de 1991. É tudo adaptado com uma graça sobrenatural, com falas idênticas ao desenho em muitas vezes. Temos também as músicas, que quase não sofreram alterações no contexto do novo filme e foram encaixadas no roteiro com muita eficiência, assim como as novas músicas, lindas e tão incríveis quanto as de 1991. Emma e Dan cantam super bem, e Audra McDonald dá um show de potência vocal. Falando em show, o que são as atuações desse filme? Por mais que a maioria seja CGI, é tudo perfeitamente dublado e lindo, num roteiro incrivelmente bem escrito e readaptado do livro. Sério, A Bela e a Fera versão 2017 é um deleite para olhos de todas as idades! O castelo é lindo, os personagens são lindos, a aldeia é linda e o figurino é apenas maravilhoso (o vestido amarelo e o vestido do final!!!!!!!!!!!!!). No começo do filme temos uma explicação diferente dos vitrais da animação, porém tão sensacional que é difícil não se arrepiar.

Tale as old as time, song as old as rhyme…

Um dos maiores pontos positivos desse filme é o turbilhão de emoções que ele provoca. Nostalgia, claro sendo a maior delas, porém é aquele tipo de obra (prima) cinematográfica que te faz rir, te faz chorar, te faz sentir um quentinho no coração. As piadas estão presentes em todo o roteiro, e a maneira que os atores as interpretam são ótimas: Josh Gad/LeFou é claramente o alívio cômico (assim como em 1991) e seu trabalho no filme é exímio, e Luke Evans está além de perfeito como Gaston! Eles dois são incríveis, mas obviamente Emma Watson e Dan Stevens são as maiores lindezas desse mundo. Achei incrível a maneira que dá para ver o Dan mesmo no CGI da Fera, e achei que a Emma estava meio apática nas fotos e tal, mas no filme ela ficou perfeita! Ah, e se você aí quer boicotar o filme por ter um personagem gay, tenha duas coisas em mente: não seja idiota e LeFou é incrível do jeito que é, assista ao filme e comprove. A vida não é feita de preconceitos e A Bela e a Fera está aqui para passar justamente essa mensagem. Por último, queria só deixar claro aqui que sou a pessoa mais feliz do universo, tô vivendo o melhor momento da minha vida e planejo assistir a esse filme pelo menos mais 5 vezes no cinema. Ou 6. 7, 8, 9… Ai meu coração!

        
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A Nova Onda do Imperador

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A Nova Onda do Imperador

Minha Classificação:
The Emperror's New Groove IMDb
de Mark Dindal
Estreia no Brasil: 15 dezembro 2000
País: EUA
Gênero: Animação
Roteiro: Chris Williams, Mark Dindal
Elenco: Selton Mello, Marieta Severo, Humberto Martins
Duração: 78 minutos

Sei que você deve estar pensando “Nossa, que filme velho, por que ela tá resenhando isso?”, mas no carnaval (pelo menos aqui no Rio) vi gente fantasiada de Kuzco que escreveu o nome dele errado e isso me fez refletir sobre as muitas pessoas que conheço que nunca assistiram esse desenho e em como ele é subestimado em meio a tantas outras produções da Disney. Então resolvi vir aqui divulgar e enaltecer essa animação que está no meu hall de favoritas há tantos anos, e sentir esse gostinho de como é ótimo lembrar que esqueceu como esse filme é bom!

Em A Nova Onda do Imperador, Kuzco é o maior governante do império inca, portanto, o mundo gira ao seu redor. Quando ele é transformado em lhama pela sua ex-conselheira Yzma, somente o camponês Pacha pode ajudá-lo a voltar à sua forma humana.

O que????? Uma lhama??????? Era para ele MORRER!

A Nova Onda do Imperador é diferente de todas as animações da Disney, não só pela estética mais voltada para a América do Sul (até os traços do desenho e as formas e cores são diferenciados), mas pela narrativa. O filme começa do meio, com o Kuzco já lhama chorando desamparado na floresta (vide gif acima) e contando para quem está assistindo o filme como isso aconteceu na vida dele, portanto atiçando a nossa curiosidade na história desde o princípio – isso mesmo, é o Kuzco que interage diretamente conosco. Além disso, esse é um dos poucos longas da Disney que tem quebra da quarta parede, isto é, o narrador se dirige diretamente ao espectador meio que “sabendo” que está em um filme. Quer coisa mais sensacional que isso?

“O filme é sobre mim, e não sobre esse camponês aqui.”

A trilha sonora é sensacional, por mais que hajam poucas músicas e nenhum personagem cante, ao contrário de Moana e A Bela e a Fera, por exemplo. Esse filme (junto a Zootopia) é o mais engraçado e sem noção da Disney pra mim, porque é de um deboche imenso e as piadinhas, principalmente com a Yzma, são atemporalmente hilárias: “Será que ela foi passageira na Arca de Noé?” se pergunta Kuzco. Apenas não dá para ficar sério. Penso que talvez meu amor por lhamas seja proveniente desse filme, porque olha, Kuzco lhama é apenas incrível. Aqui, como em todos os filmes da Disney, há a utilização da teoria das cores, mesmo que de maneira avessa, porque mesmo que o imperador use vermelho (que remete à poder) ele só se ferra o tempo todo. Aliás, amo muito como tudo dá loucamente errado sem pesar no contexto, porque é tudo feito de maneira tão leve e bem humorada que nos surpreendemos com os elementos modernos colocados ao longo do filme, como uma bola canudo, daquelas que usamos para fazer bichinhos em festas, usada para fazer uma lhama – você sabia que esses balões de festa datam da fundação do império inca? Que eles supostamente os inventaram? Tá vendo como a Disney também é cultura?

Ai como amo a Yzma <3

Todos os personagens desse filme são formidáveis, mas o destaque vai para Yzma e Kuzco. Principalmente a Yzma. E o Kronk também porque né?! Aqui no Brasil os dubladores fizeram um ótimo trabalho pois são ótimos atores, e suas vozes encaixaram muito bem no desenho; Selton Mello é perfeito como Kuzco e não há como imaginar Yzma sem a voz de Marieta Severo, é apenas perfeito! Tirando a divertida derrota recorrente nesse filme, a mensagem que ele passa é necessária nos dias de hoje: não existe lugar para a tirania de ditadores e manipuladores, porque o mundo foi feito por e para todas as pessoas. A música do fim do filme diz que “o mundo deve ser de todos nós”, e em 2017, não há frase melhor.

        
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