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Homem-Aranha: De volta ao lar

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Homem-Aranha: De volta ao lar

Minha Classificação:
Homem-Aranha: De Volta ao Lar The Movie DB
de Jon Watts
Título Original: Spider-Man: Homecoming
Roteiro: John Francis Daley, Jonathan M. Goldstein, Jon Watts, Erik Sommers, Chris McKenna, Christopher D. Ford
Elenco: Tom Holland, Michael Keaton, Robert Downey Jr., Marisa Tomei, Jon Favreau, Gwyneth Paltrow
Estreia: 05/07/2017
País: Alemanha, EUA
Gênero: Ação, Aventura, Ficção científica

Após os acontecimentos na Guerra Civil, Peter Parker não vê a hora de ser chamado para mais uma missão dos Vingadores. Enquanto espera, ele tenta fazer coisas de super-herói: impedir assaltos, ajudar senhoras perdidas e  zelar pelo bem da vizinhança. Até que um dia ele se depara com armas alienígenas e percebe que essa é a chance que ele estava esperando para provar o seu valor para Tony Stark e virar um Vingador de uma vez por todas, para isso basta pegar os bandidos que estão vendendo armas alienígenas na cidade, mas talvez não seja tão fácil assim.   

Apesar de não ser uma grande fã de Homem-Aranha me perdoa Cibele  gostava do desenho animado que passava na globo, gostei do primeiro filme que saiu no cinema, mas depois foi só ladeira abaixo. Acho terrível Homem-Aranha 3 e o filmes com Andrew Garfield, do espetacular Homem-Aranha, são apenas ok. E mesmo com o pé atrás para assistir esse filme, achei que a Marvel merecia o benefício da dúvida e não me arrependi, o filme tem pontos bons e ruins, mas a média é positiva, principalmente pelo Aranha da vez, Tom Holland consegue levar o filme sozinho.

O primeiro acerto é não fazer desse filme uma origem, até porque ninguém aguentava mais, e a minha impressão é que isso deixou o ritmo mais leve na narrativa. Peter é um garoto de 14/15 anos que está na escola e não consegue se declarar para menina gosta, ele é nerd, sarcástico e além de ter superpoderes, ele também recebeu um traje de alta tecnologia e ele dá uma leve surtada com isso, e tudo bem porque ele é um adolescente. Não temos pairando sob os ombros do herói “grandes poderes exigem grandes responsabilidades”, tudo que ele quer é ajudar. Ele sabe que pode fazer alguma coisa e ele quer fazer alguma coisa, com a habitual intensidade e impulsividade tão características da adolescência. 

Essas características fazem com que esse seja o Homem-Aranha mais humanizado que vi até agora. Sua vida escolar, suas amizades e desafetos, influenciam em quem ele é e o que faz como Homem-Aranha e ele terá que buscar sua identidade entre o garoto e o herói. Stark aparece menos do que eu achava que ia aparecer e isso é ótimo, a sua presença paira no ar durante todo o filme, afinal Peter só quer conseguir sua aprovação, mas não é forçado ou excessivo, é um artifício para conectar os filmes e dar um objetivo inicial ao Peter. 

Agora os pontos ruins: a Tia May é um acessório, não tem relevância nenhuma para história e as cenas com ela também poderiam ser cortadas que não fariam diferença no filme. Tirando o Ned que é o melhor amigo e o Flash que é o alívio cômico e o garoto que pega no pé do Peter, os outros personagens também não apresentam nenhum tipo de relevância narrativa. A pior personagem sendo a da Michele, várias teorias foram divulgadas recentemente apontando quem ela seria na verdade, mas foi um desperdício de tempo, todas as cenas dela são sem sentido e ela aparece e some do nada, completamente descartável.  

Em contrapartida, finalmente temos um vilão coerente no Universo da Marvel desde o Loki saudades Loki, é um vilão que não quer destruir o mundo, não quer governar o mundo, ele só quer lucrar, suas motivações são claras e não existe nada megalomaníaco nele e cabe perfeitamente nesse universo urbano do qual faz parte o Homem-Aranha. Com duas cenas pós-crédito, sendo a segunda genial, a Marvel acertou mais uma vez. Não trouxe um filme perfeito ou o melhor filme do estúdio, mas trouxe um bom filme, com possibilidades ficar ainda melhor.

Antes de Dormir

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Para conferir a resenha do livro "Antes de Dormir", clique aqui.

Antes de Dormir

Minha Classificação:
Antes de Dormir The Movie DB
de Rowan Joffe
Título Original: Before I Go to Sleep
Roteiro: Rowan Joffe, S.J. Watson (livro)
Elenco: Nicole Kidman, Colin Firth, Mark Strong, Ben Crompton
Estreia: 31 Out 2014
País: UK, EUA, França, Suíça
Gênero: Drama, Mistério, Thriller
Duração: 92 min
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Christine acorda todos os dias sem saber onde está e achando que ainda tem 20 e poucos anos. Todos os dias, seu atencioso marido Ben, a lembra do acidente que ela sofreu e do problema de memória que ao dormir faz com que ela esqueça tudo o que viveu no dia anterior. Só que talvez ele não esteja dizendo toda a verdade pois videos diários gravados por ela mostram que muitas coisas não são o que parecem. Eu escrevi a sinopse assim beeeeeeeem superficial e sei que você deve ter perguntas do tipo “como ela sabe dos vídeos?” e “como lembra de gravar todo dia?”, mas o filme responde tudo isso e mais, eu que não quis estragar mesmo.

Eu terminei de ver Como se fosse a primeira vez bem assustada com o final, sabe? A moça acorda todo dia do lado de um cara “estranho”, sem saber o que está acontecendo com ela e Antes de Dormir é praticamente aquela história contada por essa perspectiva, um conto de terror e não uma comédia romântica. E Nicole Kidman, como sempre a dona da atuação, me fez sentir ainda mais medo por tudo o que estava acontecendo.

Eu li o livro antes e logo no primeiro capítulo já percebi o maior mistério da história e, não sei se já tive esse sentimento com outra obra, mas neste caso eu queria ter visto o filme sem ter lido o livro. Na adaptação todos os elementos foram pensados para manter o suspense pelo maior tempo possível. Toda hora que eles te dão uma pista verdadeira, ao mesmo tempo te jogam uma falsa com o intuito de confundir mesmo e isso faz com que o mistério dure até o momento da grande revelação. De todos os pontos positivos o que mais gostaria de ressaltar é a escolha de elenco. Para a história sendo contada, a escolha de certos atores para certos papéis fez toda a diferença. Ai como eu queria ter visto antes de ler o livro. Já falei isso?

O filme está atualmente disponível na Netflix e é uma boa ideia para quem gosta de suspense e especialmente para quem não leu o livro. E se você não leu, que inveja de você!

Logan

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Logan

Minha Classificação:
Logan The Movie DB
de James Mangold
Título Original: Logan
Roteiro: James Mangold (história by), Scott Frank (roteiro), James Mangold (roteiro), Michael Green (roteiro)
Elenco: Hugh Jackman, Patrick Stewart, Dafne Keen, Boyd Holbrook
Estreia: 03 Mar 2017
País: USA
Gênero: Ação, Drama, Sci-Fi
Duração: 135 min

Logan marca o final da trajetória de Hugh Jackman como Wolverine e fecha um ciclo na sua carreira e na vida do personagem. Após inúmeros filmes representando o mutante chegou a hora de colocar um ponto final nessa jornada. O ano é 2029, os mutantes foram quase todos erradicados, Logan está abatido e debilitado e atualmente ganha a vida dirigindo para um aplicativo. Seu objetivo é comprar um barco e passar seus dias em alto mar, junto com o professor Xavier que tem uma doença degenerativa e crises que podem matar pessoas a sua volta. Porém mais uma vez problemas batem a sua porta. Uma mexicana, Gabriela, o procura para que ele a ajude salvar Laura, uma garota estranha que não fala e que tem toda uma organização atrás dela. Mais uma vez Logan se esquiva, reforçando que ele nunca quis ser um herói, nunca quis assumir nenhum tipo de tutela ou responsabilidade pelos demais. E mais uma vez ele fracassa em dizer não e acaba topando levar mãe e filha até o local desejado e é nesse momento que tudo começa as coisas pioram de vez.

Diferente dos filmes de super heróis que estamos acostumados a ver Logan é cru, visceral e selvagem assim como seus personagens, a violência extrema e o uso de palavrões cabem como uma luva no desenrolar da história e entrega o melhor filme solo do Wolverine. A batalha dos mutantes sempre me pareceu bastante simbólica por não ser contra um grande vilão, em sua essência, mas sim contra a humanidade, é uma batalha por ser diferente e pelo direito de existir. Assim, novamente eles precisam lutar para sobreviver e é uma luta dura, o cansaço do Wolverine é muito latente durante todo o longa, ele quer descansar e esse descanso é a morte, mas antes ele precisa cuidar dos poucos que ainda estão sob seus cuidados e sua luta para conseguir seguir em frente é árdua e dolorosa, nunca um herói foi tão impotente em sua caminhada e tão desejoso de chegar ao fim.

O que é diferente precisa ser controlado ou eliminado e Laura aprende essa dinâmica muito cedo, sua forma de se defender desse sistema é atacar, sem piedade, e começa a traçar para si o mesmo caminho que o Logan. Ver os dois juntos é muito importante e significativo para a história pois demonstra o começo e o fim do que pode ser uma mesma vida, no sentido da Laura ser um segundo Wolverine, logo um dos melhores diálogos é quando Logan pede para Laura não ser aquilo que a criaram para ser e isso traz toda a responsabilidade de suas escolhas e o peso de ser o último sobrevivente. Logan é o melhor filme do Wolverine e por isso espero que Jackman não volte as telas como esse personagem e deixe que de fato esse seja o último filme do mutante. 

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