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O Mestre dos Gênios

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O Mestre dos Gênios

Minha Classificação:
O Mestre dos Gênios The Movie DB
de Michael Grandage
Título Original: Genius
Estreia: 10 Jun 2016
País: UK, EUA
Gênero: Biography, Drama
Roteiro: John Logan (roteiro), A. Scott Berg (livro)
Elenco: Colin Firth, Jude Law, Nicole Kidman, Laura Linney
Duração: 104 min

Algum filme chama mais atenção de um apaixonado por literatura do que a relação entre editor e autor? Acho que não. A cinebiografia O Mestre dos Gênios baseado no livro Max Perkins: Um Editor de Gênios me emocionou no primeiro trailer que assisti do filme. Perkins foi editor de F. Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway e outros nomes famosos da literatura americana. Entre eles, Thomas Wolfe , autor que terá a relação com o editor explorada no filme. Após ser recusado por várias editoras Wolfe vai buscar seu manuscrito com Perkins, acreditando que será rejeitado mais uma vez, por isso  antes de receber a resposta já inicia um discurso inflamado sobre o seu material, até Perkins dizer que publicará sua obra.

Perkins era um editor respeitado e extremamente dedicado ao trabalho, deixando sua família de lado inúmeras vezes para mergulhar nas histórias que editava. Wolfe era extremamente passional, agitado e peculiar, quase megalomaníaco em sua escrita e a relação entre os dois foi amplamente explorada no filme, uma relação que vai desnudando camadas a medida que as expectativas são ou não correspondidas entre os dois. Colin Firth dá sustância ao editor, mas é Jude Law quem rouba cena com seu Wolfe. E isso pode ser um problema. Não li o livro e nem sabia da sua existência até assistir ao filme, porém a intensidade de Wolfe e o foco quase que exclusivo nos seus relacionamentos acaba diminuindo a importância e a narrativa do Perkins, que deveria ter o maior destaque.

Temos pequenas pinceladas do que poderia ter sido se o editor tivesse sido mais explorado, sua relação com Fitzgerald quando o autor não consegue mais escrever, a relação direta com Hemingway e seu modo de encarar a vida e um pequena crise no casamento dado o total descaso do Perkins com a sua família e com o sonho de ser atriz da esposa. Tudo isso fica em segundo plano mediante a chama brilhante de Wolfe que queima todos a sua volta, até a crise que Perkins tem sobre o papel do editor e se ele ajuda ou atrapalha o autor é pouco explorado.

O filme nos remete ao romantismo literário, a preocupação do editor com seus autores e o amor pelas palavras e pelos livros que elas podem gerar. Eu recomendo o filme e mesmo não achando genial desculpe o trocadilho ainda acho que vale a pena assistir e está disponível na Netflix. 

Não se pode conhecer um livro até chegar ao final, e então todo o resto precisa ser modificado para se adequar a ele – Perkins.

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Nerve – Um Jogo Sem Regras

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Nerve – Um Jogo Sem Regras

Minha Classificação:
Nerve – Um Jogo Sem Regras The Movie DB
de Henry Joost, Ariel Schulman
Título Original: Nerve
Estreia: 27 Jul 2016
País: USA, Hong Kong
Gênero: Aventura, Crime, Thriller
Roteiro: Jeanne Ryan (livro), Jessica Sharzer (roteiro)
Elenco: Emma Roberts, Dave Franco, Emily Meade, Miles Heizer
Duração: 96 min

Vee é uma adolescente que mora com a mãe e pensa em se mudar para outra cidade onde pretende cursar a faculdade, mas ela sabe que não tem dinheiro para realizar este sonho. Quando sua melhor amiga surge com a notícia de uma nova rede social chamada “Nerve”, que se define como um jogo de Verdade ou Consequência sem a parte da verdade, Vee decide se cadastrar como Player, onde cada desafio enviado pelos que se cadastraram como Watchers equivale a um valor em dinheiro em sua conta. Quanto mais ela joga, mais alto fica o valor e mais arriscadas são as “consequências”. O filme é baseado no livro de mesmo nome que eu nunca li, mas sempre quis. Não sei o quão fiel foi a adaptação, portanto minhas opiniões são baseadas apenas no filme.

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A ideia do filme é maravilhosa; serve como suspense, como crítica social e tem como tema um assunto bem atual, no entanto todas essas qualidades não valem nada quando são mal aproveitadas. Não é a primeira vez que eu vejo uma ideia diferente ser desperdiçada por uma história repleta de clichês. Nerve por exemplo reúne num só lugar os que mais odeio: amor instantâneo e personagens burros. Não aguento quando no filme existe alguma coisa com regras claras como “não pode fazer x” e o personagem vai lá e faz exatamente o quê? Isso mesmo, x. Além disso a preguiça do roteiro é evidente onde todas as saídas tem que ser as mais fáceis e onde achavam melhor não dar motivação para uma ação do personagem do que matar outro. Mas nada, para mim, foi mais decepcionante que o final. Se não bastasse tudo o que tinha me incomodado antes, o roteiro mais uma vez se mostou preguiçoso e entregou um desfecho com intenção de ser muito mais do que realmente foi

O quê?!

O quê?!

Apesar dos pontos negativos citados acima, Nerve teve um bom suspense. Muitas vezes não consegui prever o que ia acontecer e ficava tensa o tempo todo. A ideia inicial, como disse antes, é bem interessante e alguns detalhes foram executados de um jeito bem legal. Achei a fotografia muito bonita, com muitas cenas externas e tomadas aéreas. Não gosto da atuação do Dave Franco então não ter gostado dele aqui não foi supresa para ninguém, já a Emma Roberts foi boa o suficiente na hora de interpretar uma personagem tão sem graça.

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Depois do filme confesso que até perdi a vontade de ler o livro, se a história for parecida com o que vi, realmente a possibilidade de eu gostar é mínima. Não sei se existem planos do estúdio de lançar sequências do filme (não que tenha história para isso, mas sabe como é Hollywood né?), mas caso aconteçam fico na torcida por uma história melhor com personagens mais complexos usando essa ideia da forma como deveriam ter feito da primeira vez.

Esquadrão Suicida

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Esquadrão Suicida

Minha Classificação:
Esquadrão Suicida The Movie DB
de David Ayer
Título Original: Suicide Squad
Estreia: 05 Ago 2016
País: USA
Gênero: Ação, Aventura, Fantasy
Roteiro: David Ayer
Elenco: Will Smith, Jaime FitzSimons, Ike Barinholtz, Margot Robbie
Duração: 123 min

Após a morte do Superman em Batman vs Superman: A Origem da Justiça os EUA tiveram a excelente ideia de recrutar vilões que já estavam presos para proteger a cidade em troca de redução de pena, com a condição de ou salvam a cidade e voltam todos para prisão ou morrem tentando (por isso o nome Esquadrão Suicida). Não li as HQs e sei muito pouco sobre a história de qualquer um dos vilões, portanto as minhas impressões são baseadas exclusivamente no filme que eu vi.

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Desde que o primeiro trailer foi divulgado, eu já me enchi de esperanças de ver um bom filme. A Margot Robbie como Harley Quinn/Arlequina estava incrível ali (ainda estou obcecada por ela como as imagens desse post bem provam) e o mistério sobre o supostamente maravilhoso Joker/Coringa do Jared Leto (aquele cara que ganhou um Oscar) era pra colocar as expectativas na estratosfera. E colocaram mesmo. Até que o filme foi liberado para a crítica especializada e surgiram muitas críticas negativas, mas eu que já estava com ingresso comprado, fui ver assim mesmo. E tenho que dizer que, para mim, ficou na mesma de Batman vs Superman: não foi tão ruim, mas também não foi tão bom, foi apenas ok.

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De forma geral a direção não me incomodou tanto quanto o roteiro. A história não tinha razão de existir e foi uma boa ideia desperdiçada. A grande ameaça que os vilões enfrentam só surgiu porque o grupo foi formado e a vilã do filme não tem nada de mais; é fraca, mal interpretada e esquecível. Para cobrir a falta de enredo, o filme foca muito da Arlequina (obrigada por isso, ela foi a melhor coisa) e nas cenas de ação que são bem sem graça e, de novo, quem salva é a coreografia da Arlequina e a forma como a Margot Robbie não saía da personagem nunca, mesmo quando o foco da cena não era ela.

Essa é uma boa ideia, querido.

Essa é uma boa ideia, querido.

Já o tão aguardado Coringa do Jared Leto, entrou e saiu do filme sem dizer a que veio. Sei que muitas cenas dele foram cortadas e isso com certeza afetou a opinião geral sobre ele, mas o pouco que vi não gostei. A risada forçada em toda aparição foi como uma imitação ruim do personagem que já conhecemos. Sinceramente não gostaria de vê-lo em outros filmes da saga (se existirem).

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Taí mais um filme baseado em quadrinhos da DC que foi severamente criticado e me fez temer pelos outros filmes já agendados, como o da (fuck yeah) Mulher Maravilha e da Liga da Justiça. Espero sinceramente que as pessoas por trás dos filmes estejam ouvindo as críticas e aprendendo com elas para que os próximos lançamentos possam ser tudo que suas histórias prometem.