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My Not So Perfect Life

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My Not So Perfect Life

Minha Classificação:
My Not So Perfect Life goodreads
de
Publicação: em 2017
ISBN: 9780593074794
Páginas: 438
Nível do idioma: Intermediário
Lançamento no Brasil: Sem Previsão
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Katie/Cat cresceu no interior com o sonho de um dia viver e trabalhar em Londres. Aos 26 anos finalmente o sonho se tornou realidade mas não exatamente do jeito que ela esperava. Ela tem um emprego bem menos glamouroso do que o planejado e mora num apartamento minúsculo com duas pessoas estranhas. Essa é a verdade da vida de Katie/Cat, mas quando ela posta suas fotos nas redes sociais tenta passar a impressão de ser mais feliz do que realmente é. Mas como o que está ruim sempre pode piorar, Katie/Cat acaba passando por uma série de imprevistos que a fazem questionar seus sonhos e escolhas.

“Eu quero o toque dele. Mas quero a voz dele também. Seus pensamentos e piadas… suas preocupações e tristezas… suas teorias e devaneios. Todas as suas partes secretas que eu nunca imaginei que existiam.”

Eu adoro (quase) tudo que a Sophie Kinsella escreve, se vai lançar livro dela eu já tô planejando comprar sem nem ler a sinopse. Dito isso, eu preciso falar que esse livro infelizmente não me conquistou. Todas as coisas que eu amo nos livros da autora – protagonista cativante, par romântico interessante, situações de extrema vergonha alheia – não aconteceram aqui. Eu não consegui simpatizar com a Katie/Cat e o romance instantâneo me incomodou demais. A história em si também não trouxe nada de novo, as reviravoltas podiam ser previstas com muitas páginas de antecedência e as vergonhas foram tão poucas que pareciam ter sido inscritas por alguém que se inspira na Kinsella ao invés de ter sido por ela própria.

No último livro único adulto da autora (A Lua de Mel), ela focou um pouco mais em família e amizade feminina e repetiu a fórmula em My Not So Perfect Life, dando mais atenção a essas partes da vida da personagem, deixando carreira e principalmente romance como assuntos menos importantes. Apesar de ser uma coisa nova no trabalho da Kinsella, isso foi o que mais gostei nesse livro, além de ter adorado ver coisas da vida real na história, como a necessidade de “vender” uma vida perfeita nas redes sociais e a crise de 20 e poucos anos onde você já esperava estar com a vida toda no lugar, mas na verdade não sabe nem por onde começar ainda.

“Ela é um pesadelo. Ela é perfeita e ela é um pesadelo. As duas coisas.”

Apesar de eu ter dado “só” 3 estrelas na avaliação, não é que o livro tenha sido de todo ruim, eu consegui sim dar umas risadas, mas passei muito tempo evitando continuar a leitura porque nada do que acontecia me interessava. De todos os livros que já li da autora esse é o que menos gosto, inclusive considerando Becky Bloom que acho bem ruim, e fiquei muito decepcionada porque os livros dela costumam ser sucesso garantido na minha vida. Obviamente vou ler os outros livros que forem lançados futuramente, mas vou torcer para que o próximo me faça chorar de rir na rua como os anteriores.

        
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Clímax

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Clímax

Minha Classificação:
Clímax goodreads
de
Publicação: em 2015
Gênero:
ISBN: 9788544102633
Título Original: Beautiful You
Páginas: 224
Tradução: Érico Assis
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Capa original

Eu estava precisando muito de um livro relativamente fino para ler ~entre leituras~ (quem nunca?) e resolvi pegar esse do Palahniuk porque a história sempre me chamou atenção, e não poderia ter sido melhor!

Penny Harrigan é uma recém formada em direito de 25 anos, que pensa que sua vida está sendo desperdiçada porque na firma onde trabalha, BB&B ela serve apenas para pegar cadeiras para reuniões e buscar cafés para os executivos porque ela não tinha passado no exame da Ordem não uma, mas duas vezes. Num dia particularmente agitado, Penny está toda enrolada para conseguir uma cadeira, então tropeça e cai (cheia de café derramado) na frente do cara mais rico do mundo: C. Linus Maxwell. Ele pede para jantar com ela, e quando ela se vê envolvida nesse “romance”, percebe que não só ela como todas as mulheres do mundo podem estar em perigo.

“Sob quele olhar, Penny sentiu-se menos mulher e mais um experimento. Um ratinho de laboratório.” Pág. 50

Confesso que quando peguei o livro pra ler, minhas expectativas estavam lá no céu porque oh, Chuck Palahniuk, e confesso que não me decepcionei. O plot do livro é muito bom, ele te prende e você se vê virando incessantemente as páginas para saber o fim dessa trama maquiavélica. Eu até comentei com algumas pessoas que eu tenho medo do Palahniuk porque as coisas que saem da cabeça dele são muito bizarras mas ao mesmo tempo extraordinárias e diferentes de todos os autores que eu conheço. Seu humor negro e crítica à sociedade moderna estão sempre presentes, e nesse livro, de forma mordaz. CLíMax é o apelido de C. Linus Maxwell, o bilionário mais bilionário do mundo, que vê em Penny uma ótima cobaia para experimentar seus brinquedinhos sexuais que logo estarão disponíveis no mercado para todas as mulheres do mundo por meio da linha Beautiful You.

O problema é que o prazer é tão intenso e os orgasmos tão incríveis que as mulheres se tornam escravas dos produtos, viram viciadas como se fosse uma droga, e acabam vivendo apenas para aquilo. É um eufemismo maravilhoso de como a sociedade subjuga mulheres de todo o mundo através do padrão de beleza e insatisfação pessoal – Penny passa o começo do livro todo se autodepreciando – que o mínimo de satisfação sexual se daria tão raramente (numa pesquisa recente foi constatado que apenas 22% das brasileiras atingem o orgasmo – agora imagina isso em escala mundial, e temos o ambiente certo para a “dependência de estímulo” de que se trata o livro) que qualquer apetrecho de “empoderamento” e “libertamento” seria uma ameaça. Aí junta isso com o dono da marca sendo homem, toda a tecnologia de hoje em dia e temos escravidão mundial de mulheres. Isso aí. Por isso que eu fiquei com medinho, quando vocês lerem o livro, vocês entenderão.

“A superestimulação artificial parecia ser a maneira perfeita de sufocar uma geração de jovens que queria mais em um mundo que havia cada vez menos.” Pág. 129

O livro não é dividido em capítulos e acho que isso ajuda muito a criar a tensão que permeia o livro desde o começo. Ah, falando nisso, desde o início da história vemos que Clímax é uma sátira carregada de ironia desses livros eróticos que romanceiam o relacionamento abusivo que estão para lá de presentes no mercado *cof cof Cinquenta Tons de Cinza cof Belo Desastre*, só que com conteúdo ao mesmo tempo divertido e sério. E Palahniuk também debocha bastante de livros de vampiros, rs. Penso que o autor tenha posto esses fatores e algumas coisas bem absurdas para quebrar um pouco da tensão que eu disse ali em cima, porque poxa, escravidão mundial de mulheres através do prazer é um tema sério e a forma como o autor trata disso no livro me fez pensar loucamente no “e se fosse verdade?”. Nesse momento que vivemos aqui no Brasil atualmente, não a escravidão sexual em si, mas a misoginia do ato te faz parar pra rever os acontecimentos atuais, sabe?! Além disso, também tem um pouquinho de crítica à impaciência dos jovens de hoje e todo um contexto que nos ensina a aprender e respeitar os mais velhos – fora a heroína forte e sexualmente liberta que é Penny! Ah, Palahniuk, quanto amor!

        
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Simon vs. a Agenda Homo Sapiens

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Simon vs. a Agenda Homo Sapiens

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Simon vs. a Agenda Homo Sapiens goodreads
de
Publicação: em 2016
Gêneros: ,
ISBN: 9788580578928
Título Original: Simon vs. the Homo Sapiens Agenda
Páginas: 272
Tradução: Regiane Winarski
Lojas confiáveis para comprar livros:
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Capa original

Simon usa uma “identidade secreta” para trocar e-mails com Blue, que também é um codinome para manter o anonimato, há algum tempo. Os dois estudam na mesma escola de ensino médio e são gays embora só tenham confiado essa revelação um ao outro. Apesar de tanto mistério com seus verdadeiros nomes, Simon acaba esquecendo o e-mail falso aberto na biblioteca da escola o que dá a Martin a chance de usar esse segredo como moeda de troca e começa a chantagear o menino para conseguir um encontro com sua amiga Abbi. Simon agora deve decidir se cede a chantagem ou se assume logo sua orientação sexual para o mundo.

“Um hétero que mal me conhece está me aconselhando a sair do armário. Sou praticamente obrigado a revirar os olhos.”

Esse ano nenhum livro tinha me prendido, então me dediquei mais a filmes e séries, até que no horizonte surge Simon, esse livro bacana, maroto, despretensioso que me chamou a atenção pelo título desde o lançamento americano, e eu acabei me divertindo tanto, que cheguei até o fim sem sentir vontade de largar. O livro tem romance, mistério, emoção, comédia, tudo o que eu poderia querer na vida em um único lugar. O que me conquistou logo no começo foi o humor na narrativa, Simon vs. a Agenda Homo Sapiens conseguiu trazer uma mensagem bacana e necessária de forma simples e ainda fazendo rir.

“Tentar não pensar em uma coisa é como brincar daquele jogo de martelar a toupeira. Cada vez que você bate em uma, outra surge na superfície.”

O livro começa logo com um monte de personagens, porque Simon tem um monte de amigos e familiares, então não conseguia me lembrar quem era quem, mas no decorrer da história consegui me situar melhor no que estava acontecendo e aproveitar mais a história sem me perder. O suspense sobre quem é Blue é bem construído e o Simon não ignora o óbvio porque sempre que começamos a desconfiar de alguém ele logo desconfia também. Confesso que não aguentei esperar e fui logo pro final antes de começar a shippar um casal que não tinha nada a ver.

“O que sinto por ele é feito um batimento cardíaco, suave e persistente, por baixo de tudo.”

Demorei para terminar um livro esse ano e não me decepcionei, sendo a princípio um livro único, o final ficou resolvido, mas eu já acabei de ler morrendo de saudade dos personagens. Espero ler outras coisas da Becky Albertalli e torço para ter a sorte de ler mais livros que me deixem apaixonada esse ano.

        
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