Você está em: Início / Tag / Death Note

Melhores e Piores Filmes de 2017

Por 18246 Acessos

Como em todos anos, esses são filmes que vimos em 2017, não necessariamente estreias do ano.

Melhores

CAMILA: Esse filme foi um hino. Há muito se esperava um filme protagonizado por uma heroína e ele finalmente aconteceu. Foi uma história de origem bem contada e que destaca os pontos fortes da personagem. Ver a Diana se importando e acreditando na humanidade em meio ao cenário caótico que é a Primeira Guerra foi impactante. A cena das trincheiras é de arrepiar, ali eu sabia que o filme iria mexer comigo e que seria um dos melhores do ano.

CIBELE: Eu tava com expectativas demais para esse filme!! Finalmente Diana de Temiscira ganhou o filme que merece. Gal Gadot estava perfeita no papel, além disso o roteiro e direção foram um show à parte. Eu normalmente não tenho paciência de rever filmes de super heróis, mas esse eu vejo toda hora. Amém Patty Jenkins.

MAYRA: Amém Diana! Não o filme que queríamos, mas o que precisávamos nesse ano. Feminista até não poder mais (pode sim), dirigido por mulher, protagonizado por uma Mulher Maravilha corajosa e que não deixa homem nenhum mandar nela. O que mais gostei nesse filme é que os homens sabem seu lugar, principalmente Steve, e em momento nenhum obliteram o protagonismo da maior super-heroína do mundo. O roteiro é bom, a fotografia é (amém) mais clara do que os outros filmes da DC dirigidos por Zack Snyder e complementa ultra bem o novo universo DC – aliás, o melhor filme da DC até hoje. Parabéns para todas as envolvidas.

Leia tudo »

Top 3 – Últimos Filmes Vistos

Por 4787 Acessos

A Torre Negra

Um pistoleiro chamado Roland Deschain (Idris Elba) percorre o mundo em busca da famosa Torre Negra, prédio mágico que está prestes a desaparecer. Essa busca envolve uma intensa perseguição ao poderoso Homem de Preto (Matthew McConaughey), passagens entre tempos diferentes, encontros intensos e confusões entre o real e o imaginário. Baseado na obra literária homônima de Stephen King.

Minha expectativa estava altíssima com esse filme, mesmo sem ter chegado perto da série de livros do King, esperava um filme épico. Queria ter saído impactada do cinema com a descoberta de um novo mundo e infinitas possibilidades de desenvolvimento, mas a narrativa foi medíocre. O roteiro está péssimo e pouco envolve o espectador, algumas interpretações individuais conseguem se sobressair, porém não salvam o filme de ser esquecível. 

Death Note (Netflix)

Seattle, Estados Unidos. Light Turner (Nat Wolff) é um estudante brilhante que, um dia, encontra um caderno que repentinamente cai do céu. Trata-se do Death Note, que permite ao seu portador matar qualquer pessoa que conheça a partir da mera anotação do nome do alvo numa de suas páginas. Sob a influência de Ruyk (Willem Dafoe), o dono do caderno, Light passa a usá-lo para eliminar criminosos e pessoas que escaparam da justiça. A súbita onda de assassinatos faz com que ele seja endeusado por muitos, que o apelidaram de Kira, mas também atrai a atenção de um enigmático e também brilhante detetive, chamado L (Lakeith Stanfield).

Eu já não esperava nada muito bom, mesmo querendo ser surpreendida, mas conseguiram entregar um filme pior do que eu esperava. O material fonte é rico e genial e o filme conseguiu ser horrível. Por ser uma produção da Netflix poderia ter sido muito melhor, poderiam ter dividido em partes, poderiam ter optado por uma série, poderia ter sido um filme longo, poderia ser qualquer coisa desde que fizessem algo minimamente decente. Chegou um momento em que eu só queria que acabasse logo. E detestei o trio principal, acabaram com todas as nuances que faziam dos personagens memoráveis. Tem resenha do filme aqui.

It – A Coisa – Parte 1

Um grupo de sete adolescentes de Derry, uma cidade no Maine, formam o auto-intitulado “Losers Club” – o clube dos perdedores. A pacata rotina da cidade é abalada quando crianças começam a desaparecer e tudo o que pode ser encontrado delas são partes de seus corpos. Logo, os integrantes do “Losers Club” acabam ficando face a face com o responsável pelos crimes: o palhaço Pennywise.

It me deixou um gostinho de quero mais. Apesar de usar uma estrutura temporal diferente do livro, as mudanças de roteiro fazem sentido e conseguem explorar melhor as mais de mil páginas que perfazem a história. Não foi assustador como eu imaginava que seria e eu gostei como o filme focou bastante na amizade das crianças, em seus dilemas e suas soluções infantis para os problemas. Elas estão enfrentando problemas gigantescos e mesmo assim não perdem a inocência, a forma simples de apontar uma questão ou de querer seguir em frente. Não é um filme perfeito, como o livro também não é, mas conseguiu transmitir a essência dos personagens e da história e nos deixar esperando por mais.  Tem resenha do livro aqui

PS: Todas as sinopses são do Adoro Cinema

Death Note (Netflix)

Por 6122 Acessos

Death Note (Netflix)

Minha Classificação:
Death Note The Movie DB
de Adam Wingard
Título Original: Death Note
Roteiro: Jeremy Slater
Elenco: Nat Wolff, Willem Dafoe, Keith Stanfield, Margaret Qualley, Shea Whigham, Michael Shamus Wiles
Estreia: 25/08/2017
País: EUA
Gênero: Mistério, Fantasia, Terror, Thriller
Compre em lojas confiáveis:
culturasubmarinoamericanasshoptime
A compra pode render comissão ao blog.

A sinopse vai ser bem sincera e limitada ao que o filme me apresentou ok? Então vamos lá: Light é um adolescente que um dia encontra o Death Note (“caderno da morte” em tradução literal) e decide… hum… matar pessoas? Porque… hum… a namorada dele pediu? O plano de matar pessoas que, na opinião de Light e da namorada, merecem morrer vai dando certo até que surge L, um detetive famoso que está disposto a descobrir a identidade da pessoa por trás dos assassinatos.

Death Note (o original por favor*) é uma das histórias mais geniais que eu já tive o prazer de conhecer. É inteligente, bem escrita, complexa e eu sempre desconfiei que não daria certo como filme, tanto que ainda não me atrevi a ver a versão japonesa de 2006, mas, por alguma razão que eu não vou saber explicar, decidi dar uma chance para o filme da Netflix. Eu me dei um tempo, não fui correndo ver assim que lançou e esperei estar pronta para ver o filme longe de preconceitos, expectativas e de amor pelo original. Já aviso que não adiantou muita coisa. Escrevo bastante abaixo mas não vou nem mencionar o whitewashing que é só mais um no mar de problemas que foi essa adaptação.

“Mas isso é uma cena do filme mesmo?” Infelizmente sim.

No começo o filme começa passando beeeeem longe da ideia original do mangá/anime tendo em comum apenas a existência de um “caderno da morte” então eu fui vendo bem tranquila sem fazer qualquer comparação, mas conforme a história foi avançando cada vez mais eles foram pegando elementos essenciais da história de Tsugumi Ohba e usando da forma errada. Fica claro que eles não souberam o que fazer com a história quando eles usam jumpscares e cenas nojentas que não mereciam lugar numa história aclamada por sua inteligência.

O roteiro em si é uma enxurrada de erros, os personagens são mal desenvolvidos então a maioria das atitudes não fazem sentido porque se você não me mostra quem eles são e eu não penso como eles, logo não consigo entender seus motivos. O Ryuk, no entanto, não foi de todo ruim. Como personagem ele foi o único que fez algum sentido, mas o meu problema com ele foi exclusivamente ao comparar com o da história original que é 2839403289 vezes melhor. Mas o que mais me incomodou foram as regras do caderno. Eles mencionam algumas e deixam as outras em aberto para que possam fazer o que for conveniente para o momento. O mangá e anime fazem isso também, não se engane, mas no filme da Netflix as novas regras não fazem sentido, perceba. O que eles mencionaram: se você escrever o nome da pessoa enquanto visualiza seu rosto ela vai morrer. Fora outros detalhes, você pode controlar essa pessoa ESCREVENDO o que vai acontecer com ela até antes da morte. Ok, ficou claro? Bem fácil de entender e lembrar né? Sim, exceto que o roteirista esqueceu porque em certo ponto o Light passou a controlar uma pessoa pelo telefone (sim) e depois ele também podia controlar o que acontecia com objetos (sim).

Você quer mais problemas? Não seja por isso, aqui vai: a trilha sonora que usou músicas ótimas e colocou todas elas na hora errada e por último mas não menos importante, a história é movida basicamente a burrice dos personagens. Se essa não é a coisa que mais me incomoda na ficção, está facilmente no top 3. Isso me irrita nem por ser Death Note, é um problema no geral mesmo. Qualquer filme (série etc) que eu veja e tenha gente burra eu perco a paciência. Se uma pessoa quer matar um monte de gente ela deveria ser minimamente inteligente né? Se alguém quer ser detetive e desvendar casos famosos ele não pode sair por aí fazendo idiotice né? Nesse filme pode sim. Pra fechar com chave de ouro, depois do que claramente teve a intenção de ser o ponto do alto do filme (rs), a história termina deixando gancho para uma sequência, isso mesmo, pode ser que tenha continuação. Não obrigada, eu passo.

*Eu vi o anime e li os mangás (nessa ordem) e os dois são bem parecidos, a única mudança mais significativa é o final e eu pessoalmente acho mais coerente o do mangá. Na história original Light é o melhor aluno do Japão e ao encontrar o “caderno da morte” ele vê nisso uma chance de limpar o planeta das “pessoas ruins” e se tornar o deus do novo mundo. Enquanto isso L, um detetive conhecido por solucionar casos insolucionáveis, é contratado para descobrir a identidade do assassino. Tanto L quando Light são inteligentíssimos e conseguem sempre prever o próximo passo um do outro. Os planos de ambos são mirabolantes porém coerentes e esse embate mental foi o que conquistou essa multidão de fãs fervorosos. Apesar de ter como foco principal o debate de se é certo ou errado matar “pessoas ruins” a história original nunca entra no mérito de qual opinião é certa ou errada. Já o filme entra nesse mérito cem vezes e deixa claro que nesse roteiro o Light é o certo.