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Orgulho e Preconceito

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Orgulho e Preconceito

Minha Classificação:
Orgulho e Preconceito goodreads
de
Publicação: em 2008
Gênero:
ISBN: 9788588781382
Título Original: Pride and Prejudice
Páginas: 400
Tradução: Marcella Furtado
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Capa original

A família Bennet é uma das mais importantes de Hertfordshire, na Inglaterra, em 1811. Sr. Bennet, Sra. Bennet, Jane, Elizabeth, Mary, Kitty e Lydia moram em Longbourn; e com a chegada do Sr. Bingley a Netherfield, a Sra. Bennet enxerga nele um possível marido para uma de suas filhas. Porém, o melhor amigo de Bingley, Sr. Darcy é extremamente orgulhoso e causa má impressão em todos – principalmente em Elizabeth. Entre encontros e desencontros, a vida de Lizzy e Darcy se cruza de uma maneira imprevisível.

– Isso é bem verdade, – replicou Elizabeth – e eu poderia facilmente perdoar seu orgulho, se ele não tivesse mortificado o meu. Pág. 15

É uma verdade universalmente reconhecida que Orgulho e Preconceito é meu livro preferido da vida (tão favorito que possuo nada menos que: uma cópia em português, uma bilíngue, duas em inglês, uma em alemão, uma em quadrinhos, Orgulho e Preconceito e Zumbis e Cinquenta Tons do Sr. Darcy – sim), portanto, essa resenha não será de modo algum imparcial. Escrevo aqui desde 2012 (bastante tempo né?!) e penso que seja um absurdo ainda não existir uma resenha minha desse clássico atemporal, então o peguei para reler pela bilionésima vez e quando terminei a leitura, estava mais apaixonada do que nunca! É muito lógico que esse livro perdure por tantos anos, porque é uma obra-prima inigualável.

[…] Sem pensar muito bem de homens ou do matrimônio, o casamento sempre fora seu objetivo; era a única provisão para uma jovem bem educada dama de pequena fortuna e, embora incerto de felicidade, deveria ser o mais agradável refúgio contra a necessidade. Pág. 77

A história contada por Jane Austen é classificada como um romance e o é, mas não é apenas isso. Orgulho e Preconceito forma uma crítica social extensa sobre a sociedade do século XIX, com situações que hoje em dia podem parecer absurdas, mas que guardam resquícios no mundo atual. A divisão por classes sociais, a hipocrisia aristocrata, a falta de instrução dos campesinos, a obrigação marital, a alienação material e a falta de respeito às mulheres são tratados de maneira pungente e não disfarçada, mas a construção de texto é leve e fluida. Além disso, penso que o que me conquista (além do elemento romântico, obviamente) é o desenvolvimento e o estudo de caráter dos personagens: a premissa básica é de que as pessoas podem mudar, mesmo mantendo a sua essência. Ao longo do livro, vamos percebendo que o tempo pode fazer com que revejamos conceitos, que nunca é tarde para mudar e que toda ação em prol do amor verdadeiro é válida.

[…] – Minha coragem sempre se ergue a cada tentativa de me intimidar. Pág. 107

Elizabeth Bennet é uma mulher à frente de seu tempo. É inteligente, sagaz, compreensiva e teimosa. Não tem medo de ser quem é e não se intimida por ninguém, muito menos por homem nenhum. O Sr. Darcy é inteligente, orgulhoso, sisudo e soberbo. Porém ao longo do livro, como mencionei anteriormente, os personagens erram, refletem e racionalizam sobre seus erros, além de tentarem ser melhores seres humanos; e a maneira como Jane Austen discute caráter é incrível, pois ela considera que ninguém é fundamentalmente bom ou ruim e que não somos imunes a erros de julgamento. O amor em Orgulho e Preconceito não é apenas amor romântico entre Lizzy e Darcy (esses lindos) – gente isso aqui não é spoiler porque o livro foi publicado em 1813, até uma criança que acabou de nascer sabe que eles ficam juntos no fim – ou Jane e Bingley, embora este seja o destaque e também meu elemento favorito; e que não acontece de modo nem um pouco forçado ou instantâneo, o amor romântico é construído natural e compreensivamente. Existe o amor de Lizzy por Jane, dos Bennet como família e de Lizzy para com Charlotte, e esse amor fraternal é tratado com a importância que merece, porque ele também é responsável por mudar o destino dos personagens: é aí que essa obra se difere de muitas outras, que tratam o amor romântico como única possibilidade. Como o clássico que é, Orgulho e Preconceito já teve várias adaptações, as mais famosas sendo uma minissérie da BBC de 1995 com Colin Firth como Darcy e Jennifer Ehle como Elizabeth; e o filme de 2005 dirigido por Joe Wright, com Keira Knightley como Elizabeth, Matthew Macfadyen como Darcy e Rosamund Pike (uma deusa) como Jane. Sendo suspeita para falar, gosto muito das adaptações e recomendo demais para todos, além de claro, recomendar esse livro que é tão importante para mim.

 

Antes de Dormir

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Para conferir a resenha do livro "Antes de Dormir", clique aqui.

Antes de Dormir

Minha Classificação:
Antes de Dormir The Movie DB
de Rowan Joffe
Título Original: Before I Go to Sleep
Roteiro: Rowan Joffe, S.J. Watson (livro)
Elenco: Nicole Kidman, Colin Firth, Mark Strong, Ben Crompton
Estreia: 31 Out 2014
País: UK, EUA, França, Suíça
Gênero: Drama, Mistério, Thriller
Duração: 92 min
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Christine acorda todos os dias sem saber onde está e achando que ainda tem 20 e poucos anos. Todos os dias, seu atencioso marido Ben, a lembra do acidente que ela sofreu e do problema de memória que ao dormir faz com que ela esqueça tudo o que viveu no dia anterior. Só que talvez ele não esteja dizendo toda a verdade pois videos diários gravados por ela mostram que muitas coisas não são o que parecem. Eu escrevi a sinopse assim beeeeeeeem superficial e sei que você deve ter perguntas do tipo “como ela sabe dos vídeos?” e “como lembra de gravar todo dia?”, mas o filme responde tudo isso e mais, eu que não quis estragar mesmo.

Eu terminei de ver Como se fosse a primeira vez bem assustada com o final, sabe? A moça acorda todo dia do lado de um cara “estranho”, sem saber o que está acontecendo com ela e Antes de Dormir é praticamente aquela história contada por essa perspectiva, um conto de terror e não uma comédia romântica. E Nicole Kidman, como sempre a dona da atuação, me fez sentir ainda mais medo por tudo o que estava acontecendo.

Eu li o livro antes e logo no primeiro capítulo já percebi o maior mistério da história e, não sei se já tive esse sentimento com outra obra, mas neste caso eu queria ter visto o filme sem ter lido o livro. Na adaptação todos os elementos foram pensados para manter o suspense pelo maior tempo possível. Toda hora que eles te dão uma pista verdadeira, ao mesmo tempo te jogam uma falsa com o intuito de confundir mesmo e isso faz com que o mistério dure até o momento da grande revelação. De todos os pontos positivos o que mais gostaria de ressaltar é a escolha de elenco. Para a história sendo contada, a escolha de certos atores para certos papéis fez toda a diferença. Ai como eu queria ter visto antes de ler o livro. Já falei isso?

O filme está atualmente disponível na Netflix e é uma boa ideia para quem gosta de suspense e especialmente para quem não leu o livro. E se você não leu, que inveja de você!