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Sherlock

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Para conferir a resenha do livro "Um Estudo em Vermelho – Sherlock Holmes 1", clique aqui.

Sherlock

Minha Classificação:
Sherlock - 2010 The Movie DB
de Steven Moffat
Status: 4 temporadas (renovada)
Episódios vistos: 12
Elenco: Mark Gatiss, Una Stubbs, Benedict Cumberbatch, Rupert Graves, Amanda Abbington, Martin Freeman
Gênero: Crime, Drama, Mistério
Canal Original: BBC One, Public Broadcasting Service
Duração do Episódio: 90 minutos
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Sherlock Holmes é um “consulting detective”, isto é, ele é consultado pela Scotland Yard quando os detetives da força policial não dão conta do trabalho (mas também trabalha como detetive particular em raras vezes). O problema é que ele é um sociopata muitíssimo inteligente, portanto tem uma péssima relação com todos ao seu redor por ser inteligente demais e se achar superior aos reles mortais. E o Dr. John Watson, um veterano da guerra do Afeganistão, o conhece por um acaso e vai dividir o apartamento com Sherlock, mas acaba dividindo também a investigação dos crimes de seu amigo. É a adaptação das obras de Sir Arthur Conan Doyle para o século XXI!

Por mais que seja uma grande amante de livros, ainda não tirei um tempinho para ler as aventuras de Sherlock Holmes, mas confesso que estava ansiosa para assistir Sherlock há um tempinho. Gosto muito de séries britânicas e e inclusive já assisti Elementary, outra série baseada nas obras de Sir Arthur Conan Doyle, porém não me prendeu a ponto de acompanhar até hoje. Penso que Sherlock será diferente porque oh meu Deus essa série! O roteiro é tão maravilhoso que mantém a gente na ponta do assento do começo ao fim do episódio, o que, digamos de passagem, é um trabalho incrivelmente bem feito porque um episódio tem uma hora e meia de duração! Isso é porque são apenas três episódios por ano, e já aconteceu de a série ficar três anos em hiato (muito muito triste). E é tudo tão bem escrito, desenvolvido e atuado que o episódio passava e ficava com aquela sensação de “já acabou?”. A fotografia da série é linda, o figurino é super plausível e os casos – que são divididos por episódios – são muito interessantes e complexos, tanto que eu me pegava espremendo o cérebro para saber quem foi que fez o quê, mas apenas descobria junto com Sherlock e Watson.

É meu rosto…?

Nem preciso dizer que o grande destaque de Sherlock está nas interpretações né?! Benedict Cumberbatch garantiu seu lugar em Hollywood porque de fato, é um ator excepcional. Ele encarna tão bem o inteligente insuportável sociopata meio maluco e completamente sem noção que às vezes até eu rolava os olhos para ele. Amo como Benedict consegue seguir o raciocínio não linear de Sherlock, como ele fala super rápido que quase ninguém acompanha e as caras que ele faz! Já Martin Freeman (mais conhecido como Bilbo Bolseiro) é um Watson nada passivo, super inteligente, muito (muito muito muito) fofo e que é praticamente a parte “humana” de Sherlock. A sintonia dele com Benedict é sensacional a ponto de um parecer a extensão do corpo do outro. Junte isso tudo com outros mil atores competentes e você vai ter a adaptação icônica que é Sherlock.

Gracinha <3

Confesso que em momento algum houve suspensão da crença por minha parte e me emocionei demais com tudo que acontecia com todos os personagens (o fim da segunda temporada me arrancou inúmeras lágrimas). E olha que legal: dá para ler o blog do Watson na vida real! Se você sabe inglês e se interessou ou gosta da série, clica aqui para acessar. Ah, o Benedict e o Martin atuaram juntos de novo em O Hobbit: A Desolação de Smaug e na internet tem vários vídeos das coletivas de imprensa e tapetes vermelhos em que o Martin zuava o Benedict, ou seja, muito amor por esses dois e por essa série! Super recomendo, porque além de ser a adaptação perfeita, dá para fazer maratona em um dia só na Netflix e é uma obra com dinâmica única, que envolve o espectador – sinto que virei fangirl (inclusive me encontro loucamente apaixonada pelo Martin Freeman nesse momento).

Strike: The Silkworm

Por 5687 Acessos

Para conferir a resenha do livro "O Bicho-da-Seda – Cormoran Strike 2", clique aqui.

Strike: The Silkworm

Minha Classificação:
Strike: The Silkworm - 2017 The Movie DB
Status: 2 temporadas (renovada)
Episódios vistos: 5
Elenco: Tom Burke, Holliday Grainger, Dorothy Atkinson, Monica Dolan, Kerr Logan, Dominic Mafham
Gênero: Crime, Drama, Mistério
Canal Original: BBC One, HBO
Duração do Episódio: 60 minutos

Strike: The Silkworm é a adaptação televisiva do livro O Bicho-da-Seda, segundo da série Cormoran Strike escrita por J. K. Rowling sob pseudônimo de Robert Galbraith feita pela BBC One. Cormoran Strike e Robin Ellacott dessa vez investigam o desaparecimento de um famoso e excêntrico escritor chamado Owen Quine. Quando esse desaparecimento se transforma em assassinato brutal, Cormoran e Robin se deparam com mais um caso complicado e cheio de reviravoltas.

Talvez esse post contenha apenas gifs desses dois lindos

A segunda parte de Strike conseguiu manter o ótimo nível da primeira, mesmo tendo um episódio a menos para explorar o assassinato de Owen Quine. O roteiro continua extremamente fiel ao livro, com a mesma linha do tempo e a mesma escolha impecável de elenco: Holliday e Tom dão mais um show de interpretação como Robin e Cormoran, dessa vez explorando mais ainda a afinidade que os personagens criaram, além de terem uma dinâmica muito interessante em cena. A pequena passagem de tempo entre a primeira parte e essa é posta ao espectador de uma forma sutil, em que subentende-se o que aconteceu ali sem necessidade de muita explicação por parte dos personagens em si, e sempre gosto dessas sutilezas de roteiro. Também existe um certo aprofundamento no passado de Cormoran e Charlotte (que na primeira parte da série era claro apenas para que havia lido os livros) e no presente da relação amorosa de Robin com Matthew (Kerr Logan), que aliás consegue ser tão nojento/chato/insuportável quanto nos livros, portanto parabéns ao ator por estar realizando um ótimo trabalho – já te odeio.

Aqui nessa segunda parte temos um caso não menos complexo que o primeiro e igualmente aterrorizante, onde os personagens secundários conseguem ganhar profundidade em pouquíssimo tempo, graças a forma pela qual a história foi contada – que, mais uma vez, nada deve ao livro, até porque é idêntica. Sinto que J. K. Rowling olhou com bastante atenção esse projeto, já que pouquíssimos elementos diferem dos livros tanto na primeira como na segunda parte de Strike e não poderia estar mais grata a ela e aos outros produtores da série. A essência de O Bicho-da-Seda está toda ali e me perguntei até se, por ser uma produção da BBC One, eles não mostrariam explicitamente a bizarrice que foi o assassinato de Quine, porém mostraram e a maquiagem e caracterização tanto de cenários como de personagens ficou ótima – aliás, esqueci de mencionar no post passado que a computação gráfica da perna faltante do Cormoran está muitíssimo bem feita. 

Eu disse!!!!! (Me deixem shippar por favor)

Gostei muito da solução que os produtores e diretores encontraram para falar sobre o Bombyx Mori, manuscrito que Owen Quine deixou antes de ser assassinado. A ideia de um romance policial que envolve um livro tão bizarro quanto Bombyx só poderia ter vindo de uma mente brilhante como a de J. K. (beijos, amiga!), e em O Bicho-da-Seda, esse tem um papel importantíssimo, já que se crê que seja o motivo pelo qual Owen foi assassinado – além de claro, ele ter sido morto exatamente da maneira que o herói de seu livro o foi. No decorrer do livro, temos várias partes integrais do texto de Bombyx Mori e na série as passagens são encenadas pelos atores em seus papéis bizarros dentro do livro, como se fossem imaginadas pelos personagens da série enquanto leem ou citam Bombyx – a expressão do Cormoran lendo o livro é muito hilária. Há a recorrência de figurino da primeira parte da série, o que achei ótimo porque dá maior verossimilhança a linha de tempo e também à realidade financeira e de vida mesmo dos personagens (olha a atenção aos detalhes aqui de novo). O final foi idêntico ao do livro, e confesso que vibrei muito ao ver essa cena sendo retratada na televisão tanto quanto vibrei quando a li. Infelizmente Strike: Career of Evil, a terceira parte da série baseada no terceiro livro de Cormoran Strike, só será exibida ano que vem e sei que já estou sentindo saudades de Robin e Cormoran; espero sinceramente que o quarto livro, Lethal White, seja publicado até lá para que os fãs não fiquem tanto tempo sem esses dois.

Strike: The Cuckoo’s Calling

Por 4991 Acessos

Para conferir a resenha do livro "O Chamado do Cuco – Cormoran Strike 1", clique aqui.

Strike: The Cuckoo’s Calling

Minha Classificação:
Strike: The Cuckoo's Calling - 2017 The Movie DB
Status: 2 temporadas (renovada)
Episódios vistos: 3
Elenco: Tom Burke, Holliday Grainger, Dorothy Atkinson, Monica Dolan, Kerr Logan, Dominic Mafham
Gênero: Crime, Drama, Mistério
Canal Original: BBC One, HBO
Duração do Episódio: 60 minutos

Strike: The Cuckoo’s Calling é a adaptação da BBC One do primeiro livro da série Cormoran Strike, entitulado O Chamado do Cuco, escrito por J. K. Rowling sob pseudônimo de Robert Galbraith. Cormoran Strike é um investigador particular que foi contratado por John Bristow para descobrir quem matou sua irmã, a famosa modelo Lula Landry, que caiu de um prédio de luxo em Londres sob circunstâncias suspeitas. Com a ajuda de sua secretária temporária Robin Ellacott, Cormoran tenta resolver esse mistério.

Como toda boa fã de J. K. Rowling e de Harry Potter, quando soube que Cormoran Strike ia virar série, fiquei nervosa (como comentei aqui) com medo de tudo dar muito errado. Conforme foram saindo as notícias, fui acompanhando a escolha do elenco e a quantidade de episódios, fotos de divulgação, e confesso que estava tensa porque pensei que a escolha do ator para fazer o Cormoran foi um pouco equivocada, já que ele não batia muito com a descrição do Cormoran do cânone: enquanto nos livros ele tem mais de um e noventa (tanto que vive batendo com a cabeça nos batentes de portas), cabelo crespo, olhos castanhos e pele um pouco escura e sobrepeso, Tom Burke tem 1,83m, cabelo liso, olhos azuis e pele branca. De tão nervosa que estava, fui procurar trabalhos desse moço e acabei assistindo boa parte de The Musketeers, uma série também da BBC, em que ele era o Athos e fiquei parcialmente menos nervosa. Já assisti e reassisti Strike: The Cuckoo’s Calling e agora posso afirmar que essa escolha foi muito sábia.

Charmosíssimo esse menino Cormoran.

Acho que por J. K. (sou íntima) ser uma das produtoras executivas – ela está envolvida na produção dos 7 episódios, cinco dos quais já foram ao ar – o elenco foi escolhido a dedo. O único personagem que destoa um pouco da descrição dos livros é o Cormoran de Tom Burke, mas fora ele, todos os outros personagens são exatamente como descritos nos livros. Holliday Grainger é exatamente a Robin e Kerr Logan cumpre muito bem seu papel como Matthew. Todo o elenco trabalha incrivelmente bem e a química entre Holliday e Tom é apenas sensacional, e ela sendo fofíssima e inteligentíssima mais ele sendo inteligentíssimo e charmosíssimo resultam no ship do milênio (sério, leio os livros e shippo muito os dois, mas eles conseguiram elevar esse casal a obsessão maluca na série porque esses dois se comunicam tão bem só com o olhar que não há como derreter o cérebro de quem é fã, vocês me perdoem, mas tô apaixonada). Na verdade, todos os atores se expressam muito bem e nada deixam a desejar para quem leu O Chamado do Cuco.

Me sinto como um mamute lanoso que foi parar no cerco da gazela.

O roteiro da série é praticamente o livro, com pouquíssimos cortes na história. São três episódios que retratam uma trama complexa, e penso que esses poucos episódios são o suficiente para contar bem o que aconteceu e também para se envolver com os personagens. A fotografia é lindíssima, a trilha sonora é extraordinariamente oportuna (a música de entrada é sensacional) e a direção colabora para o aprofundamento dos personagens naquele curto espaço de tempo, além de claro, corroborar para que o espectador se envolva com tudo que está ocorrendo ali. Penso que poucas adaptações televisivas sejam tão fiéis às obras de origem como essa, e o bom é que tanto quem leu como não leu consegue assistir a série e compreender tudo que está ali; porém sempre têm aquelas sacadas que só quem leu os livros entende, como por exemplo o passado de Leda Strike e de Robin também. O roteiro conta com poucos e suaves – porém bem colocados – alívios cômicos, como o Cormoran falando com a perna, o que aumenta a tensão do espectador. Também há uma imensa atenção aos detalhes, e gostei demais do fato de Strike: The Cuckoo’s Calling contar como Cormoran perdeu um pedaço da perna esquerda. Além disso, em três episódios temos uma evolução ótima dos personagens, assim como no livro, e amei o fato de o protagonismo ser dividido entre Robin e Cormoran. O resultado de Strike: The Cuckoo’s Calling saiu até melhor que a encomenda.