Você está em: Início / Tag / 4 Estrelas


A Biblioteca Invisível – A Biblioteca Invisível 1

por • 4223 Acessos

    Livros da série A Biblioteca Invisível:

  1. A Biblioteca Invisível
  2. The Masked City
  3. The Burning Page
A Biblioteca Invisível (A Biblioteca Invisível #1)

Minha Classificação:
A Biblioteca Invisível (A Biblioteca Invisível #1) goodreads
de
Publicação: em 2016
Gênero:
ISBN: 9788592795085
Título Original: The Invisible Library
Páginas: 368
Tradução: Regiane Winarski
Lojas confiáveis para comprar livros:
saraivafnacculturaamazon
A compra pode render comissão ao blog.

Capa original

O objetivo da Biblioteca era esse: pelo menos o que lhe fora ensinado. Não se tratava de uma missão maior de salvar mundos, mas de encontrar obras únicas de ficção e guardá-las em um lugar fora do tempo e do espaço.

Irene é uma Bibliotecária júnior, seu trabalho consiste em ir aos vários mundos alternativos recolher edições de livros que sejam importantes para a Biblioteca. Ela não pode interferir com esses mundos e precisa fazer o trabalho da forma mais objetiva e discreta possível. Após voltar de um missão em um alternativo, sua supervisora já tem uma nova missão, resgatar uma cópia de um livro dos irmãos Grimm do alternativo B-395, em uma Londres paralela em 1812. Além de já ter que sair em uma nova missão, dessa vez ela estará encarregada de um aprendiz, Kai, que é deixado sob os seus cuidados. 

Ao traçar o caminho para entrar no alternativo, sempre dentro da Biblioteca, Irene acaba encontrando com uma colega e desafeto antigo que tenta tomar a sua missão, deixando transparecer que talvez essa missão seja mais difícil que o esperado, ainda mais depois de descobrir que esse alternativo está tomado pelas forças do Caos e se encontra atualmente em quarentena. Chegando no alternativo ela descobre que o livro está sumido e que várias sociedades e facções estão atrás dele, como pouca desgraça é besteira, a Biblioteca também envia uma aviso que o Alberich está nesse alternativo, um traidor da Biblioteca que é praticamente uma lenda e que deixa um rastro de destruição e morte para os bibliotecários que encontra.

Havia três motivos básicos para Bibliotecários serem enviados a alternativos para encontrar livros específicos: porque o livro era importante para um Bibliotecário sênior, porque o livro teria algum efeito na Linguagem ou porque o livro era específico e único àquele mundo alternativo.

Num primeiro momento a premissa parece muito com a série The Librarians, existe uma Biblioteca que fica fora do tempo e do espaço e os Bibliotecários precisam buscar coisas para trazer até ela. Porém, conforme vamos avançando na história as diferenças vão surgindo e o sentimento de estar lendo sobre a série desaparece. Outra questão é que demorei para entrar na história, isso aconteceu apenas no meio do livro, parece uma premissa que todo leitor vai adorar, mas as regras são meio confusas e vão sendo jogadas com construções de frases enormes que me fez ficar com aquele sentimento de estranhamento até a metade do livro.

Os Bibliotecários possuem um poder chamado de Linguagem, é como se eles dessem uma ordem em uma língua suprema em que as coisas teriam que obedecê-los, e só quem também está ligado com a Biblioteca é que consegue entender. Só isso já seria complicado o suficiente, só que nunca fica muito claro essa questão, se eles só podem usar para fazer algo ou alguém fazer aquilo que querem fazer ou se podem forçar objetos e pessoas a irem contra a sua natureza, são conceitos que não estão muito bem estabelecidos nesse primeiro livro e você não entende muito bem como funciona ou quais são as consequências. 

Passado esse estranhamento inicial a narrativa engrena. A aventura da Irene e do Kai é cheia de ação e correria e logo estamos apegados aos personagens e ao destino deles. Ainda não conhecemos muito bem a Biblioteca ou a política de lá, apesar dos personagens comentarem sobre isso o tempo todo, e acredito que a autora irá explorar mais isso nos outros livros, porque ficou no ar uma questão dúbia sobre a Biblioteca e a sua real função. A história tem uma premissa interessante e foge de certos padrões de fantasia o que me deixou feliz por sair um pouco do mais do mesmo e indico fortemente para quem também gosta de histórias assim.

(…) Era uma biblioteca estranha, pois guardava livros de mil mundos, mas ficava fora de todos eles.

      
Resenhas de Livros
0
comentário

O Crime do Vencedor – Trilogia do Vencedor 2

por • 4505 Acessos

    Livros da série Trilogia do Vencedor:

  1. A Maldição do Vencedor
  2. O Crime do Vencedor
  3. The Winner's Kiss
O Crime do Vencedor (Trilogia do Vencedor, #2)

Minha Classificação:
O Crime do Vencedor (Trilogia do Vencedor, #2) goodreads
de
Publicação: em 2016
Gênero:
ISBN: 9788550700403
Título Original: The Winner's Crime
Páginas: 328
Tradução: Guilherme Miranda
Lojas confiáveis para comprar livros:
saraivafnacculturasubmarinoamazonkobokindle
A compra pode render comissão ao blog.

Capa original

Esse é o segundo volume da trilogia, por isso, essa resenha contém SPOILERS do primeiro livro. Para ler a resenha de A Maldição do Vencedor escrita pela Camila, clique aqui.

Depois de Kestrel conseguir firmar o tratado da independência de Herran junto ao império valoriano em troca de seu casamento com o príncipe Verex, a moça agora mora na capital. Ainda assombrada pelo seu passado, Kestrel não sabe bem como agir em meio à corte e ao seu futuro sogro a não ser em meio a um jogo, que pode ser muito perigoso. Quando o imperador promove um baile em que todos os governantes estarão presentes, o amor dela e de Arin pode pôr tudo a perder.

Kestrel colocou o soldado de volta na prateleira. Certificou-se de que sua voz soasse clara antes de sair da sala.
– Se não quiser ser meu amigo, vai se arrepender de ser meu inimigo. Pág. 46

De verdade, do fundo do meu coração, não sei o que deu na cabeça da Marie Rutkoski nesse livro. Parece que a Kestrel inteligente e voraz do primeiro volume foi substituída por uma porta. Sério, por que? Vou explicar a razão da minha revolta: desde o começo do livro, é deixado claro que o imperador é perigoso, é um bom jogador, que manipula todo mundo e etc. E a Kestrel está lá, envolta nas tramoias da corte, sendo o foco de todo o império (cara, ela está noiva do príncipe!) e ainda assim só faz besteira o livro todo?! Ela, uma exímia jogadora no primeiro livro, parece que perdeu todo o jeito para a coisa. Tudo bem que agora os ardis são em larguíssima escala – e muito bem feitos pela autora – mas não é de se pensar que Kestrel saberia pelo menos dançar conforme a música lá pelo meio do livro?! Em A Maldição do Vencedor a protagonista já havia me irritado às vezes, mas em O Crime do Vencedor, ela se supera. Kestrel já está com quase 18 anos, conviveu a vida toda com o pai general (cujos ensinamentos ela repete o livro todo) e só age inconsequentemente? Entendi essa regressão da personagem como uma linha para o fim do livro, mas mesmo assim fiquei muito irritada!

Kestrel olhou para Deliah. Ela não estava mais certa se venceria ou se poderia ter esperanças de vencer. Ela não sabia o que significava vencer. Pág. 297

Enquanto isso, Arin ganha capítulos próprios no livro, e para ser sincera, foram o que salvou a história. Tudo bem que ele também faz muita besteira, mas o plot dele na história se torna interessante – até mais que o personagem em si, porque ele conseguiu me irritar também. Há a expansão do universo do livro, com novos lugares e culturas, e isso realmente foi muito bem escrito, além de claro, haver a inserção e a volta de alguns personagens secundários que enriqueceram a história e honestamente, foram o ponto alto do livro. O romance entre Kestrel e Arin não ganhou tanto a minha atenção, por mais que tenha tido bastante o cuidado da autora. Apenas dei quatro estrelas para o livro porque o suspense que está em segundo plano é muito interessante, nem um pouco previsível e confesso que só encaixei as peças quando Kestrel o fez. Ah, e o final é incrível, mesmo que eu tenha desconfiado que o livro fosse acabar daquele jeito, ainda fiquei sentida… O que nos leva ao terceiro e último volume da trilogia, que espero conter um grande final que salve a parca mediocridade dos dois primeiros volumes da série, que só vou ler porque quero muito saber como vai acabar. 

Só um adendo: na nota da autora no fim do livro, ela agradece à Leigh Berdugo pelos conselhos! Fiquei super feliz! Adoro uma amizade entre escritoras e a Leigh sempre conversa com a Victoria Aveyard no twitter e eu fico achando que elas são BFFs. Me deixem! Rs

        
Resenhas de Livros
0
comentário

Jantar Secreto

por • 6359 Acessos

Jantar Secreto

Minha Classificação:
Jantar Secreto goodreads
de
Publicação: em 2016
Gêneros: , ,
ISBN: 9788535928358
Páginas: 376
Lojas confiáveis para comprar livros:
saraivaculturasubmarinoamazonkobokindle
A compra pode render comissão ao blog.

Dante e mais quatro amigos saem de Pingo D’água, uma cidade do interior do Brasil para fazer faculdade no Rio de Janeiro. Depois de formados, eles continuam frustrados pois imaginaram um futuro cheio de riqueza e glória, mas tinham apenas uma vida normal, a vida que a maioria dos jovens recém formados de 20 e poucos anos tem. Quando dificuldades financeiras aparecem, a ideia de um jantar secreto, onde o prato principal é feito de carne humana, parece ser a ponte que vai levá-los a tudo o que sempre sonharam.

“Você provavelmente quer saber como tudo começou. Se não for o tipo de pessoa que se impressiona à toa, posso te contar os detalhes.”

A história já começa sem enrolação: logo no primeiro capítulo fica claro que vamos acompanhar uma jornada sobre canibalismo. Se você tiver comprado Jantar Secreto sem ler a sinopse, a verdade está logo ali e você vai passar as páginas ciente do que vai vir a seguir. Se você já leu algo do autor, a riqueza de detalhes que será usada para ilustrar o sabor e textura da carne, dentre outras coisas que me traumatizaram, não será novidade, mas se nunca leu, te desejo apenas sorte. Eu não leio muitos livros de terror, então falar para você que esse é o mais nojento que já li não é dizer muita coisa. No entanto, entendo o motivo que o levou a escrever tudo desta forma, creio que no começo da história a intenção podia ser chocar o leitor, mas depois de um tempo creio que os detalhes tenham continuado para você nunca esquecer o horror do que está acontecendo ali. Como a história é contada pelo protagonista, e ele nunca esquece, me parece apenas justo.

Eu já devo ter falado isso em outros posts, não me impressiono facilmente. Vejo filmes de terror nojentos enquanto almoço sem o menor problema, mas o Raphael Montes tem uma forma contar sua história que me fazem imaginar tudo de um jeito que me deixa muito enjoada. Lendo esse livro eu tive que parar várias vezes simplesmente para não passar mal. Claramente eu não sei onde tava com a cabeça ao decidir ler um livro sobre canibalismo escrito pelo autor. Inclusive só folhear as páginas para encontrar as frases para esse post já me deixou enjoada de novo.

“Mecanicamente, ele massageava com os dedos os pedaços de bife suculentos, altos, tão convidativos que nem parecia mais de gente. Sem dúvida, se vendesse no mercado, todo mundo compraria.”

Parando um pouco de falar sobre as sensações físicas que o livro me causaram, mas sem parar de falar totalmente, eu tenho que dizer, sem surpresa nenhuma, que esse livro é bom. Muito bom. Eu li a história inteira sem concordar com a atitude dos personagens e mesmo assim consegui entender seus dilemas morais e me envolver na história, apesar de ficar o tempo inteiro enojada e revoltada. A narrativa é ágil e mesmo quando eu estava no meu limite, eu queria continuar lendo, toda vez que eu falava para alguém “vou vomitar” e a pessoa respondia “para de ler ué” eu apenas não conseguia. É tudo tão bom assim. E como não podia deixar de ser, aconteceram reviravoltas maravilhosas e eu fui otária, otária demais, se tem pessoas nessa Terra capaz de me fazer de otária, são elas Raphael Montes e Gillian Flynn.

“A verdade é que você não precisa comer carne humana para incentivar atos monstruosos, basta curtir um bife e uma linguiça que já está dando sua contribuição para o horror.”

Em diversas passagens o autor não deixa de apontar o quanto as coisas horríveis que acontecem na história com humanos não são tão diferentes das que acontecem com os animais que as pessoas comem no dia a dia. Muitas vezes o narrador soa como se estivesse puxando a orelha do leitor mostrando que se você que come carne não deveria se sentir incomodado com o que acontece aqui ou estará sendo hipócrita. Para quem nunca parou de pensar nisso, pode ser um choque de realidade.

“O ser humano é um bicho escroto por natureza. Não importa o que digam, todo mundo é assim. Ricou ou pobre, negro ou branco, velho ou novo, não interessa. Somos todos iguais em escrotidão.”

Raphael Montes conseguiu trazer uma obra que me despertou diversos sentimentos e sem dúvida é um dos melhores que li esse ano. Dei “apenas” 4 estrelas pelo mal estar que senti durante toda a leitura. Claro que isso prova que o livro é realmente bem escrito, do contrário eu não teria sentido nada, mas de qualquer forma foram quatro dias difíceis na minha vida. Os outros dois livros do autor que li traziam histórias igualmente assustadoras, porém que afetavam apenas as pessoas diretamente envolvidas no que acontecia, já Jantar Secreto trouxe uma ficção mais apavorante por ser em larga escala, quase um episódio de Black Mirror. De suas histórias essa foi com certeza a mais ambiciosa e eu tenho medo do que ele vai escrever a seguir, apesar de saber que, se eu li um livro sobre relacionamento abusivo e outro sobre canibalismo, com certeza vou ler o próximo sem nem pensar duas vezes.

        
Resenhas de Livros
0
comentário
Estante Lotada © 2010-2017 Layout: design e programação por Cibele Ramos

    
Nos mudamos de www.euleioeuconto.com para www.estantelotada.com.br, por favor atualize seus feeds & links!