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Penadinho – Vida

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Praticamente fui alfabetizada com a Turma da Mônica, lembro de treinar a leitura com os gibis, meu pai trazia todo dia um gibi novo para que eu lesse em voz alta, o que logo se tornou em “pode ler só pra você, mesmo” e um amontoado de caixas de gibis no meu quarto. Minhas histórias preferidas foram alternando, tinha época que era da Magali, depois da Mônica, Rolo, Penadinho e assim por diante. Acho a ideia das Graphics MSP fantástica, pois traz releituras de personagens conhecidos tanto no traço como nas situações apresentadas.

Desde que essa HQ foi anunciada que sou apaixonada por ela, acho que é capa mais bonita de todas as HQ’s já lançadas nessa coleção. Em Penadinho Vida tudo  está calmo no cemitério e os personagens estão brincando de esconde-esconde quando a Dona Cegonha aparece e avisa o Penadinho que a Alminha reencarnará na manhã seguinte. Chocado com a notícia e triste pelo tempo que passaram juntos e que ele não teve coragem de se declarar, ele decide cumprir uma, das várias que ele fez e não cumpriu, promessa para Alminha, de levá-la ao cinema. Só que as coisas dão muito errado e Alminha some, por isso o Penadinho tem que juntar a turma do cemitério para encontrá-la a tempo de se declarar, ou seja antes do amanhecer.

Apesar da minha paixão pelos traços dessa HQ só ter aumentado, Dona Morte inclusive está espetacular, amei a sua concepção e os penduricalhos da foice, a história foi meio decepcionante. O antagonista dos personagens é fraquíssimo e suas motivações, assim como dos seus ajudantes, são quase inexistentes. O arranjo feito para que todos os personagens apareçam também foi bem mal estruturado e não faz sentido no contexto geral da narrativa, não fariam diferença para a história caso tivessem sido cortados. Fiquei com a sensação de que faltou coesão, vários elementos foram apresentados, mas quase nenhum deles tinha ligação com os outros, como se estivessem apenas preenchendo uma check-list de itens que precisam ter na história.

 A paleta de cores e os traços estão maravilhosos e simplesmente adorei a releitura dos personagens. A minha edição é capa dura, mas é possível encontrar o quadrinho nas duas versões, capa dura e capa mole. No final das edições dessa coleção são colocados extras em que os autores falam um pouco do processo de criação das histórias e dos personagens e mostram alguns rascunhos feitos durante a criação. Nesse quadrinho também foi colocado todas as versões de capas apresentadas até chegar na final. Ainda pretendo ter todas essa coleção em casa, mas por enquanto vou me contentando com Penadinho – Vida e Turma da Mônica – Laços que são os dois quadrinhos que já estão na minha estante.  

O Acordo – Amores Improváveis 1

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    Livros da série Amores Improváveis:

  1. O Acordo
  2. O Erro
  3. O Jogo
  4. The Goal
O Acordo – Amores Improváveis 1

Minha Classificação:
O Acordo goodreads
de
Publicação: em 2016
Gênero:
ISBN: 9788543805887
Título Original: The Deal
Páginas: 360
Compre em lojas confiáveis:
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Capa original

Após receber um e-mail da Cibele com o anúncio da editora avisando que o e-book do livro estava gratuito por um dia, resolvi baixar e deixar lá na biblioteca. Porém, após esquecer o livro que estava lendo em casa, acabei começando a leitura no celular e só consegui largar depois de chegar no fim da história. Hannah foi estuprada numa festa quando tinha quinze anos, após ter sido dopada, e agora na universidade, depois de anos de terapia e alguns relacionamentos razoavelmente bem sucedidos, ela está atraída por Justin, um jogador de futebol misterioso e pouco acessível para ela. Na outra ponta temos Garrett, capitão do time de hóquei da Universidade, o tipo que nunca se compromete e por quem as garotas se jogam, tento pelo sexo como pela fama que terão após sair com ele. Garrett precisa melhorar sua nota em Ética para não ser proibido de jogar e Hannah gabaritou sua prova, após a insistência do jogador, eles entram em acordo: Hannah dará aulas particulares para ele, enquanto fingem sair juntos para chamar atenção de Justin para Hannah.

Estou quebrada.

Tenho certeza absoluta que você já sabe como termina o livro e todos os clichês que serão usados nas construção dessa história, mesmo assim ela tem aquele fio condutor que vai te puxando para um capítulo atrás do outro. Narrativas que se passam em Universidades são sempre interessantes e com amplas possibilidades de desenvolvimento, principalmente em relação a amizades e responsabilidades, infelizmente ficou tudo no plano de fundo, servindo apenas para gatilho do romance e poderia ter sido mais explorado.  E ao mesmo tempo que não conseguimos largar a leitura porque quereremos saber os comos e porquês, as explicações e reviravoltas de enredo para colocar obstáculos no caminho do casal principal são de revirar os olhos várias vezes. Por exemplo, Garrett é meio babaca, na forma como ele fala das garotas, chamando elas de Marias-Patins, e usando expressões menos lisonjeiras em que ele se defende como  – “ei, sou homem e homens falam e pensam assim”- me pareceu a caricatura de um homem hétero babaca, que no fundo é sentimental . Também temos a Hannah que ao mesmo tempo que implica com isso nele, acha meio engraçado, e portanto deixa transparecer que não é nada demais. E é o tipo de história que vende que o cara é legal e só não achou a garota certa, porque quando achar ele vai ser o melhor cara do mundo *revirando os olhos aqui*

Como a maioria dos livros de new-adult, nesse também são levantados vários assuntos polêmicos/importantes e tratados de forma superficial, inclusive tem uma cena construída em volta de violência doméstica que basicamente se desenrola com os protagonista falando assim: -“olha, você merece mais do que isso. Então pega suas coisas e vai embora e não olha para trás. Agora temos que ir embora, mas se você precisar de alguma coisa me liga. -” É uma cena tão surreal para personagens que supostamente estariam verdadeiramente envolvidos com o caso, que teriam acesso a informação e que poderiam se dispor a ajudar a pessoa de fato e não algo feito como se fosse para  cumprir tabela.

Eu sei que talvez esteja sendo muito dura com o livro, principalmente pela proposta dele, mas queria que as (os) autoras (es) saíssem dessa fórmula de colocar um passado traumático, que quase nunca é bem explorado,  para fazer disso a fonte de problemas do casal e no fim tudo é superado ao encontrarem o ~amor~. Apesar de todos esses pontos o livro apresenta uma história com tiradas divertidas, referências pop e narrativa rápida. Para quem gosta do gênero vai se divertir, desde que passe por cima das incoerências. Não tenho pretensão de continuar a série, mas vai que os outros e-books entram em promoção, nunca se sabe. 

Você não vai deixar nada de ruim acontecer comigo, vai, Garrett?

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The Best of Adam Sharp

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The Best of Adam Sharp

Minha Classificação:
The Best of Adam Sharp goodreads
de
Publicação: em 2017
Gêneros: ,
ISBN: 9781250130402
Título Original: The Best of Adam Sharp
Páginas: 352
Nível no Idioma Original: Intermediário
Lançamento no Brasil: Sem Previsão
Compre em lojas confiáveis:
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O livro é dividido em duas partes (passado e presente) então para ninguém dizer que estou dando spoilers, vou fazer um resumo baseado na sinopse oficial. Adam Sharp tem 50 anos, trabalha com TI e é pianista nas horas vagas. Há mais de duas décadas ele conheceu Angelina, uma atriz australiana, por quem se apaixonou perdidamente. Mesmo tantos anos depois ele ainda não consegue parar de pensar nela. Quando seu relacionamento atual já está por um fio ele recebe uma mensagem de Angelina e tem que decidir o que fazer.

“Minha vida emocional era toda sobre a Angelina, e tem sido por um tempo, certamente desde a ligação pelo Skype, e sem dúvidas desde que eu ouço músicas pensando nela. Eu estava decepcionando Claire e eu mesmo ao deixar este relacionamento continuar.”

Eu sou facilmente seduzida por sinopses, essa então com um título que me lembra música e um pianista, não poderia ter passado batido pela minha vida. O coração apaixonado por Alta Fidelidade chega a bater mais rápido nessa hora. Apesar de eu não ter sido muito feliz com O Projeto Rosie, o primeiro livro que li do autor, resolvi dar uma chance a The Best of Adam Sharp só por esses motivos. E, sem surpresa nenhuma, eu não fui feliz de novo.

A história em si não é de todo ruim, mas teve uma falha enorme pra mim: pessoas que se amam porque sim. O tempo todo o autor enfatiza como o Adam ainda ama a Angelina e passa metade do livro mostrando o relacionamento deles de 20 e tantos anos atrás e realmente foram dois personagens que se divertiram muito juntos. Mas eles se amaram por que mesmo? Em uma história onde o amor entre duas pessoas é o tema maior, eu preciso saber o que essas pessoas tem de tão especial uma para a outra para entender e até torcer por elas. De amor infinito gratuito já basta os livros do Nicholas Sparks.

O propósito da história, que é resolver um amor mal resolvido, é válido e eu gostei muito, apesar da solução também ter sido simples e sem conflitos. Realmente não dava pra esperar muito dado o problema que eu citei no parágrafo anterior.

“O que estava faltando na minha vida? O que estava me prendendo?”

Como ponto positivo eu aponto apenas a trilha sonora recomendada pelo autor para ser ouvida durante a leitura. Os personagens mencionam diversas músicas da playlist (que está disponível no Spotify e no Deezer) que está recheada de músicas boas que vão de The Beatles a Cher. A lista das músicas pode ser encontrada aqui.

Eu percebo que falei mais mal do que bem do livro e mesmo assim dei 3 estrelas para ele, mas foi uma pela capa, uma pela trilha e outra pela ideia. Eu realmente queria muito ter gostado, os elementos necessários estavam todos lá, mas infelizmente a criação dos personagens e desenvolvimento da história passaram muito longe de algo que pudesse realmente me agradar.