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Dark – 1º Temporada

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Dark – 1º Temporada

Minha Classificação:
Dark - 2017 The Movie DB
de Baran bo Odar
Status: 1 temporada (renovada)
Episódios vistos: 10
Elenco: Oliver Masucci, Maja Schöne, Jördis Triebel, Daan Lennard Liebrenz, Lisa Vicari, Moritz Jahn
Gênero: Sci-Fi & Fantasy, Drama, Mistério, Crime
Canal Original: Netflix
Canal no Brasil: Netflix
Duração do Episódio: 45 minutos
Assistir Dark online: Netflix

“Um entendimento geral de que o tempo, como uma história, não era uma linha, mas um oceano.” Essa frase saiu do livro O Rei Corvo da Maggie Stiefvater, mas encaixa perfeitamente em Dark. Em Winden, uma cidade alemã, somos apresentados a Jonas Kahnwald um adolescente que acabou de voltar de um período longe da cidade após o suicídio do seu pai. Ainda abalado pela perda do pai ele tenta se reinserir na dinâmica dos amigos novamente. Enquanto isso a cidade sofre com o desaparecimento de um adolescente, Erik Obendorf, a policia não tem pistas e é como se o garoto tivesse desaparecido no ar. Essa não é a primeira vez que um adolescente desaprece na cidade, há 33 anos o irmão de Ulrich Nielsen, hoje policial na cidade, desapareceu e nunca foi encontrado.

No meio disso tudo, após uma espécie de aposta, Jonas e seus amigos vão até as cavernas de Winden para achar as drogas que Erik vendia, como Magnus Nielsen não podia deixar seu irmão mais novo sozinho ele o traz junto para as cavernas. Após acharem as drogas um clima de terror se instala nos garotos e assustados todos saem correndo, quando chegam na estrada descobrem que o irmão de Magnus, Mikkel Nielsen, sumiu. Eles voltam para floresta e procuram, entretanto mais uma vez não há pistas do garoto. Ulrich precisa lidar com o desaparecimento do filho e teme que assim como aconteceu com seu irmão, ele nunca mais veja seu filho. 

Esse é ponta pé inicial para começarmos a desvendar os segredos de Winden e de seus moradores. Passado, presente e futuro vão se misturando na narrativa e os personagens vão sendo desvelados diante dos nossos olhos, seus erros se repetindo ciclicamente e a impressão de que não importa em qual período a história se passa, estão todos presos em looping vivendo as mesmas coisas. Histórias sobre deslocamento no tempo são sempre confusas e Dark é uma baita confusão. Uma dica importante é: preste atenção nos sobrenomes dos personagens, isso te conecta mais fácil. 

Recheado de personagens interessantes, a narrativa vai caminhando entre eles, destacando mais ou menos suas vidas de acordo com a necessidade da história caminhar, apesar de revelar alguns pontos importantes para o entendimento do contexto, muita coisa foi deixado de fora, não é uma série que se encerraria por si após uma temporada. Faltou explicação para muita coisa e fiquei feliz quando confirmaram a segunda temporada. 

A relação do “vilão” com a história foi deixada em segundo plano durante toda essa temporada, apesar do personagem ser sinalizado como vilão, pouco sabemos dele, suas motivações e como suas experiências irão proporcionar uma vantagem em sua batalha pessoal. Entendemos que ele cumpre um papel no desenrolar dos fatos em Winden, porém não conseguimos visualizar o quanto ele está envolvido em toda a confusão da cidade. 

Dark é uma série estranha, confusa e sombria, que te deixa com mais dúvidas do que certezas, que instiga o telespectador a pensar e criar teorias, que mostra como a vida é bizarra e o tempo uma ilusão.   

A Prisão do Rei – A Rainha Vermelha 3

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    Livros da série A Rainha Vermelha:

  1. A Rainha Vermelha
  2. Espada de Vidro
  3. A Prisão do Rei
  4. War Storm
A Prisão do Rei – A Rainha Vermelha 3

Minha Classificação:
A Prisão do Rei
de
Publicação: em 2017
Gêneros: ,
ISBN: 9788555340277
Título Original: King's Cage
Páginas: 538
Tradução: Alessandra Esteche, Guilherme Miranda, Zé Oliboni
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Capa original

Este post contém muitos SPOILERS dos dois livros anteriores da série. Caso queira ler as resenhas de A Rainha Vermelha e a de Espada de Vidro, é só clicar em cima dos nomes.

Mare está aprisionada no palácio de Whitefire sob o olhar do rei Maven e sob o peso de Pedras Silenciosas e guardas Arven que suprimem todo o seu poder elétrico. O rei a usa para alcançar seus objetivos de fortalecimento do reinado, enquanto a sanguenova pensa apenas em fugir, mas precisa manter seu papel pelo bem de sua família e amigos. Enquanto isso, a Guarda Escarlate se organiza para tentar subverter o controle de Maven e incitar a rebelião vermelha tão esperada e necessária no reino de Norta, porém os artifícios do rei podem levar tudo a perder.

É engraçado, mas antes eu achava que meu maior medo era ficar sozinha. Agora nunca fico só e nunca estive tão aterrorizada. Pág. 22

Depois de nove meses você vê o resultado do Li Até A Página 100 E… de A Prisão do Rei, cá estou com a resenha (que pode estar um pouquinho grande). Este terceiro volume de A Rainha Vermelha consolidou minha relação incerta de amor e ódio pela série de uma tal maneira que espero conseguir entendê-la pelo menos no quarto livro, porque olha… Complicado. Tão complicado que, mesmo ansiosa e tendo lido mais da metade do livro em inglês uns três dias após o lançamento, o larguei e fui seguir a minha vida. O porquê não sei, mas fiz isso talvez pelo medo de que a autora pudesse estragar o que já estava estragado até a metade do livro – meu desgosto com Mare. Obviamente, vou reclamar bastante da personagem ao longo desse post porque sinceramente, ela pulou de uma badass meio chata do segundo livro para uma garota incrivelmente insuportável nesse terceiro. Entendo que ficar aprisionada por seis meses sofrendo abuso psicológico e físico pode tornar uma pessoa meio ranzinza, mas não é isso que me deixa pistola com a personagem. Ela se mantém fiel a si durante o seu tempo de prisão, porém fica o tempo todo remoendo como Maven é um monstro e faz coisas horríveis, mas como ela o amou e como ele tem traumas (que não justificam nada que ele fez ou faz) e como ele é só um menino e etc etc etc: é insuportável, sério. Tudo bem que Mare não tinha muito em que pensar durante o cárcere, mas que é chato e poderia ter sido poupado no livro, poderia. Me irrita demais como ela e Cal parecem ser suscetíveis demais a Maven mesmo depois de ele ter traído e tentado matar os dois e fazer Mare prisioneira!!!!!!! Quer maior rompimento familiar/afetivo que esse? É tenso sim não saber como Maven vai usar Mare em seguida e o que ele planeja tanto para ela quanto para o reino de Norta e o combate à Guarda Escarlate – o garoto aprendeu bem com a mãe -, mas com esses pecados narrativos da personagem, apenas não consigo gostar dela, por mais que me esforce loucamente – três livros depois e ainda estou na mesma – e ela seja uma manipuladora, leitora de pessoas talentosíssima e engraçadinha de vez em quando.

A garota elétrica nos salvou, e por isso sou grata. Ainda que seja uma hipócrita egoísta, não merece o que deve estar passando. Pág. 49

Para mim, um grande ponto positivo de A Prisão do Rei foi a sacada de Victoria Aveyard de colocar múltiplos narradores. Ao passo que acompanhamos Mare em sua prisão, temos a visão da Guarda Escarlate pelos olhos de Cameron. Gostei muito da personagem como narradora, principalmente pelo fato de ela pensar tudo que penso com relação a Mare e a Cal. Ela não aceita migalhas de ninguém, tem personalidade forte e consegue aumentar seu espaço como personagem, e não foi uma escolha óbvia como ponto de vista. Além delas duas, há ainda um terceiro narrador que só aparece depois da grande reviravolta do livro – que diga-se de passagem, é apenas imprevisível. Assim como nos dois volumes anteriores, a autora consegue tirar ótimos plot twists das mangas e alimentar 2/3 do livro de tramas e tretas que explodem no fim desse terceiro volume, ainda deixando bastante pano para a manga do quarto livro.

Por um segundo, isso me deixa feliz. Então me lembro: os monstros são mais perigosos quando estão assustados. Pág. 155

A Prisão do Rei é bom por diversos fatores que não a garota elétrica, e entre eles estão os ardis de Maven. O garoto é um diabo maquiavélico e pensa de uma maneira tão vilanesca que às vezes é difícil acreditar que aquelas ideias saem de um jovem de 18 anos. Aliás, os ardis não são apenas de Maven, mas também da Corte e da Guarda Escarlate, esses dois sendo responsáveis pelo grande revés do meio do livro e este segundo, pelo final literalmente arrepiante desse terceiro volume. O título do livro é dúbio e, mesmo que você não entenda de primeira, a autora faz questão de explicar durante a história. Junto com as tramas políticas e rebeldes de todos os lados, o que me faz dar cinco estrelas para A Prisão do Rei também é seu retrato de mulheres fortes. Mare é uma delas (por mais que eu pense que ela ainda se ancora muito em Cal – mas parece que isso vai mudar no quarto livro), seguida de Cameron, Farley, Iris e umas outras que não posso mencionar porque é spoiler. Todas elas são inteligentes, espirituosas e intensas às suas maneiras, e isso enriquece muito o enredo da história e penso que é determinante em livros que atingem público jovem adulto.

A escuridão me acompanha. Pág. 315

Nesse terceiro livro, outros fatos que me conquistaram foram: a presença de um casal gay (!!!!) e a exploração de vulnerabilidades que não a de Mare (principalmente a do Terceiro Narrador), que são dolorosas ao mesmo tempo que boas de ler. Enfim, A Prisão do Rei é uma leitura tortuosa e imensamente satisfatória, portanto recomendo para quem começou ou quer começar a série: Victoria Aveyard tem uma escrita que faz qualquer um grudar nos seus livros e só soltar quando acabar, e mesmo assim, para apenas se perguntar quando sai o próximo! A capa do quarto e último volume da série, War Storm (ainda sem título em português) saiu e está lindíssima (clique aqui para vê-la), assim como a capa de todos da série! A Editora Seguinte disse no twitter que tentará lançar simultaneamente com os Estados Unidos, e assim espero, porque estou ansiosíssima para ler o fim dessa história que me deixa dividida entre o amor e o ódio até hoje.

Suspicious Partner / Love in Trouble

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Suspicious Partner / Love in Trouble

Minha Classificação:
Suspicious Partner - 2017 The Movie DB
Status: 1 temporada (finalizada)
Episódios vistos: 40
Elenco: Ji Chang-wook, Nam Ji-hyeon, Choi Tae-joon, Nara, Kim Ye-won, Lee Deok-hwa
Gênero: Comédia, Crime, Drama
Canal Original: Seoul Broadcasting System
Duração do Episódio: 35 minutos

Eun Bong Hee é uma estudante de direito que sonha em se tornar advogada para defender os injustiçados. Durante sua formação ela precisa fazer estágio em diferentes locais, um deles é na promotoria com Noh Ji Wook. Os dois se conheceram de forma inusitada e constrangedora e agora terão que trabalhar juntos. Além da vida profissional da Bong Hee não andar muito bem, sua vida amorosa também sofreu um revés. Após descobrir que seu namorado a trai e fazer uma cena com ele no hotel, Bong Hee precisa enfrentar os boatos na faculdade, já que ele distorceu a história e contou para todos que na verdade foi ela que o traiu. Sem condições de se defender, Bong Hee acaba se fazendo de louca e toda vez que encontra com o ex-namorado canta uma música como uma maldição e afirma que o rapaz morrerá.

O problema é quando o ex-namorado aparece morto no apartamento de Bong Hee após um apagão no bairro e ela se torna a única suspeita do crime. O promotor que é designado para acusação é Noh Ji Wook, conhecido por ser impiedoso com os acusados. Por outro lado ele é a única pessoa com poder e influência que a Bong Hee conhece e que poderia ser um aliado. Então Noh Ji Wook terá que escolher entre fazer a coisa certa ou manter seu emprego, uma vez que o rapaz assassinado é ninguém menos que o filho do promotor chefe e ele exige a condenação máxima para Bong Hee. O julgamento mudará a vida dos dois de forma irreversível e Bong Hee prometerá para si mesma que vai encontrar o verdadeiro culpado. 

A série é mais focada no romance do que na parte jurídica, mesmo que alguns casos permeiem os episódios. O foco é dividido entre o romance e o mistério por conta dos assassinatos e do culpado. Bong Hee é uma ótima protagonista, ela não se esconde e enfrenta as suas batalhas, sincera e direta, ela mistura ingenuidade e objetividade e é impossível não torcer por ela. Já Noh Ji Wook também é direto, mas de uma forma mais seca e dura. Algumas coisas são explicadas pelo seu passado, contudo ele é mais leve quando está com Bong Hee, e as coisas não pareceram forçadas, foram construídas aos poucos. 

Em relação aos personagens secundários cada um revela sua importância para narrativa e se tornam importantes o suficiente para que o espectador se importe com eles, além de tornarem mais despretensiosa a narrativa de crimes. Os episódios são mais curtos, porém acho que foi muito estendido, com oito episódios a menos a série conseguiria contar bem a história e não faria drama excessivo com assuntos de fácil resolução. Um ponto positivo que é tivemos um episódio depois de todos os dilemas terem sido resolvidos, ou seja, o último episódio mostra como está a vida deles após solucionarem os crimes e numa rotina confortável e achei interessante pois mostra que mesmo sem um grande problema, os relacionamentos ainda não são fáceis e que o dia a dia e a rotina são tanto uma aliada quanto uma inimiga. 

A série é uma delícia e virei fã do Ji Chang Wook, ator que interpreta Noh Ji Wook, ele tem um carisma forte e consegue se destacar. Ele é um ator de ação, pelo que entendi após rápida pesquisa, e tem no currículo dramas em que faz personagens badass como The K2 e Healer, sendo Suspicious Partner seu primeiro romance. A química entre ele e Nam Ji Hyun, intérprete da Eum Bong Hee, é ótima, inclusive surgiram boatos de que eles começaram um relacionamento na vida real. Independente da vida pessoal deles essa sincronia faz toda diferença na tela e eles se saíram muito bem, espero ver mais dramas com eles.