Você está em: Início / Tag / 2017

Top 3 – Estreias de Filmes

por • 3227 Acessos

Ultimamente venho riscando no calendário a data de alguns filmes que estou muito ansiosa para assistir, daqueles que a expectativa está lá no alto e que espero fortemente não me decepcionar. 

Assassinato no Expresso do Oriente – Novembro

Apesar de ter devorado quase toda a obra da Agatha Christie eu nunca vi nenhuma adaptação dos seus livros, erro que será corrigido agora em novembro com a estreia dessa adaptação. Esse é um dos meus livros preferidos da autora e traz meu detetive preferido de todos os tempos, Hercule Poirot.  Com um elenco de nomes fortes como Penelope Cruz, Michelle Pfeiffer, Judi Dench, entre outros, estou esperando que seja um tremendo sucesso e abra as portas para novos filmes do detetive. Esse livro foi adaptado pela primeira vez em 1974, porém ainda não tive a oportunidade de assisti-lo. 

It – A Coisa – Setembro

Apesar de ser extremamente medrosa e fugir de todo e qualquer filme de terror, após ler o livro do Stephen King estou extremamente tentada a ir assistir no cinema essa adaptação, que também será um remake, já que o palhaço mais assustador da ficção já apareceu nos cinemas em 1990. Essa adaptação já foi aprovada pelo King, que possui um histórico de não gostar muito das adaptações das suas obras, e diferente do primeiro, dessa vez a história será dividida em dois longas e tem tudo para dar conta do tijolo que é o livro A Coisa.

Mulher Maravilha – Junho

Ok, agora é a hora DC, depois de vários filmes decepcionantes estou apostando todas as minhas fichas em Mulher Maravilha. Apesar de amar super-heróis já estava na hora das super-heroínas chegar nas telonas, então por favor DC, não estrague isso. Por enquanto tenho grandes esperanças com os trailers lançados e espero no mínimo um roteiro coerente e um bom desenvolvimento da personagem, que acabou meio perdida em Batman x Superman. Faltam duas semanas para a estreia e a ansiedade está batendo forte e o medo de ser um desastre também. 

O Ceifador – Arc of a Scythe 1

por • 3647 Acessos

    Livros da série Arc of a Scythe:

  1. O Ceifador
  2. Thunderhead
O Ceifador – Arc of a Scythe 1

Minha Classificação:
O Ceifador (Arc of a Scythe, #1) goodreads
de
Publicação: em 2017
Gêneros: ,
ISBN: 9788555340352
Título Original: Scythe
Páginas: 448
Compre em lojas confiáveis:
saraivaculturasubmarinoamazonkobokindle
A compra pode render comissão ao blog.

Capa original

Em um futuro distópico a humanidade venceu a morte, as doenças e os problemas sociais. Tutelados pela Nimbo-Cúmulo, uma evolução da nuvem, essa inteligência artificial media e pondera todas as relações e providencia todas as necessidades da sociedade. Persiste um único problema, espaço, mesmo com todo o conhecimento possível disponível na Nimbo-Cúmulo, a humanidade não foi capaz de colonizar outros planetas e por isso é criado a Ceifa uma “instituição” separada e independente da Nimbo-Cúmulo que tem como missão coletar vidas.

Somos instruídos a anotar não apenas nossos atos, mas também nossos sentimentos, porque deve-se saber que temos sentimentos. Remorso. Arrependimento. Sofrimentos grandes demais para suportarmos. Porque, se não sentíssemos nada, que espécie de monstro seríamos?

Os Ceifadores possuem total liberdade de coleta desde que se mantenham próximos das metas numéricas, sociais e raciais estipuladas pela Ceifa, quem e como será coletado depende unicamente da vontade do Ceifador. Nesse contexto conhecemos Citra e Rowan que se tornarão aprendizes de Ceifadores e serão treinados nas várias formas de matar/coletar.

 Uma ceifadora havia coletado pouquíssimas pessoas ricas. Ela foi repreendida e recebeu ordens de coletar apenas milionárias até o próximo conclave.

O ponto forte desse livro, na minha opinião, é o enredo e os dilemas apresentados por essa sociedade que estão teoricamente livres de problemas. Talvez o que mais me fez refletir foi sobre a percepção de imortalidade que eles possuem. Já que a única forma de morrer é sendo coletado e a coleta é aleatória, as pessoas vivem como se não fossem morrer e isso é deprimente aqui. Uma vez que todo conhecimento está guardado na Nimbo-Cúmulo e as pessoas não precisam mais fazer diferença em nenhuma área de conhecimento, elas ficam sem objetivos na vida, com vidas pessoais bagunçadas e sem laços muitos fortes, e isso reflete uma sociedade deturpada, preocupada apenas com coisas fúteis e vivendo sem razão. E é bizarro pensar assim, porque afinal não queremos erradicar a fome? a miséria? encontrar a cura de todas as doenças? sim, queremos -só para deixar claro- mas já que ninguém mais morre, essas coisas não fazem mais diferença para eles. Isso me deixou extremamente angustiada, inclusive em alguma parte do livro é insinuado que a Nimbo-Cúmulo ainda mantém uma certa dose de desigualdade social para que as pessoas não fiquem completamente em estupor, vivendo todas iguais, e sim aqui faz sentido.

Nesse mesma sociedade temos os ceifadores, que estão acima da lei e são ao mesmo tempo as pessoas mais importantes da pirâmide social e párias completos. Eles vivem com o peso de matar em um mundo que não há mortes e com o peso de se matar quando acharem que a hora chegou. E apesar de terem que cumprir os mandamentos da Ceifa, há brechas e distorções e isso ocasiona em um questionamento da causa deles e de como eles devem agir, no final de cada capítulo foi colocado a entrada de diário de um ceifador e é interessante entender o sentimento deles para com a morte, as diferentes formas de coletar vidas e principalmente como eles imaginam o futuro.

Nunca houve tantas maquinações e armadilhas na Ceifa.

Falei pouco dos personagens, porque acho que eles ficaram diminuídos em comparação com a história, porém cada um deles tem seu momento. Não gostei muito como certas atitudes e sentimentos ficaram sem desenvolvimento, por ter dois protagonistas o foco ficou muito em um só, e portanto apesar do outro falar da mudança que estava ocorrendo, eu não vi muito dessa mudança acontecer e o final pareceu levemente forçado. Não é um livro perfeito, ou mesmo redondinho nas explanações, mas é um livro que traz questionamentos e me fez pensar sobre porque vivemos e queremos alcançar. Estou com uma expectativa alta para o segundo livro, principalmente pelo rumo que o autor decidiu tomar para dar seguimento nessa história, espero, de verdade, não me decepcionar.

0
comentário

The Best of Adam Sharp

por • 3927 Acessos

The Best of Adam Sharp

Minha Classificação:
The Best of Adam Sharp goodreads
de
Publicação: em 2017
Gêneros: ,
ISBN: 9781250130402
Título Original: The Best of Adam Sharp
Páginas: 352
Nível do idioma: Intermediário
Lançamento no Brasil: Sem Previsão
Compre em lojas confiáveis:
amazonkindle
A compra pode render comissão ao blog.

O livro é dividido em duas partes (passado e presente) então para ninguém dizer que estou dando spoilers, vou fazer um resumo baseado na sinopse oficial. Adam Sharp tem 50 anos, trabalha com TI e é pianista nas horas vagas. Há mais de duas décadas ele conheceu Angelina, uma atriz australiana, por quem se apaixonou perdidamente. Mesmo tantos anos depois ele ainda não consegue parar de pensar nela. Quando seu relacionamento atual já está por um fio ele recebe uma mensagem de Angelina e tem que decidir o que fazer.

“Minha vida emocional era toda sobre a Angelina, e tem sido por um tempo, certamente desde a ligação pelo Skype, e sem dúvidas desde que eu ouço músicas pensando nela. Eu estava decepcionando Claire e eu mesmo ao deixar este relacionamento continuar.”

Eu sou facilmente seduzida por sinopses, essa então com um título que me lembra música e um pianista, não poderia ter passado batido pela minha vida. O coração apaixonado por Alta Fidelidade chega a bater mais rápido nessa hora. Apesar de eu não ter sido muito feliz com O Projeto Rosie, o primeiro livro que li do autor, resolvi dar uma chance a The Best of Adam Sharp só por esses motivos. E, sem surpresa nenhuma, eu não fui feliz de novo.

A história em si não é de todo ruim, mas teve uma falha enorme pra mim: pessoas que se amam porque sim. O tempo todo o autor enfatiza como o Adam ainda ama a Angelina e passa metade do livro mostrando o relacionamento deles de 20 e tantos anos atrás e realmente foram dois personagens que se divertiram muito juntos. Mas eles se amaram por que mesmo? Em uma história onde o amor entre duas pessoas é o tema maior, eu preciso saber o que essas pessoas tem de tão especial uma para a outra para entender e até torcer por elas. De amor infinito gratuito já basta os livros do Nicholas Sparks.

O propósito da história, que é resolver um amor mal resolvido, é válido e eu gostei muito, apesar da solução também ter sido simples e sem conflitos. Realmente não dava pra esperar muito dado o problema que eu citei no parágrafo anterior.

“O que estava faltando na minha vida? O que estava me prendendo?”

Como ponto positivo eu aponto apenas a trilha sonora recomendada pelo autor para ser ouvida durante a leitura. Os personagens mencionam diversas músicas da playlist (que está disponível no Spotify e no Deezer) que está recheada de músicas boas que vão de The Beatles a Cher. A lista das músicas pode ser encontrada aqui.

Eu percebo que falei mais mal do que bem do livro e mesmo assim dei 3 estrelas para ele, mas foi uma pela capa, uma pela trilha e outra pela ideia. Eu realmente queria muito ter gostado, os elementos necessários estavam todos lá, mas infelizmente a criação dos personagens e desenvolvimento da história passaram muito longe de algo que pudesse realmente me agradar.