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A Lista de Brett

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A Lista de Brett

Minha Classificação:
A Lista de Brett goodreads
de
Publicação: em 2014
Gêneros: ,
ISBN: 9788576862390
Título Original: The Life List
Páginas: 364
Tradução: Ana Death Duarte
Compre em lojas confiáveis:
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Capa original

A mãe de Brett acabou de morreu depois de uma breve batalha contra o câncer, mas antes disso deixou uma grande herança para sua filha atrelada apenas a uma condição: Brett precisa completar uma lista de sonhos criada na adolescência. O problema é que muitos desses sonhos são coisas das quais a Brett já desistiu, como por exemplo ser professora e ter um cavalo, no entanto a mãe era também sua melhor amiga e talvez ela tenha exigido isso por um motivo.

“Mas há um limite para o que as fadas madrinhas podem fazer. Eu acho que cada um tem o poder de realizar os próprios desejos. Só precisamos encontrar coragem para isso.”

Eu adoro esse tipo de história, então desde o lançamento eu estava doida para ler. É óbvio que eu não esperava grandes surpresas, afinal as comédias românticas tendem mesmo a ser previsíveis, mas A Lista de Brett fez algo diferente que me agradou muito: a autora brincou com os clichês e expectativas do gênero para me enganar várias vezes. Isso foi legal porque eu fui trouxa tantas vezes que no final, quando a autora finalmente não resiste e acaba se jogando num clichê, eu já nem esperava mais e fui enganada de novo.

Fora essa brincadeira na narrativa o livro não teve nada de especial. No começo a história é muito cheia de detalhes e passa devagar, mas quanto mais vai chegando próximo ao final mais coisas vão sendo jogadas, do nada aparecem passagens de tempo e em seguida mais uma reviravolta previsível e desnecessária que encheu os últimos capítulos de situações novelísticas que podiam ter dado espaço para explorar melhor outras situações ou as relações da protagonista que foram de extrema importância para a conclusão da história.

“O amor é a única coisa sobre a qual você nunca deve chegar a um meio-termo.”

Ultimamente eu já não estou muito empolgada com livros (isso acontece comigo às vezes) e pra me prender eu preciso de uma história que me deixe interessada o tempo inteiro e A Lista de Brett só conseguiu fazer isso no primeiro capítulo, depois eu não sentia vontade de continuar a leitura e só de lembrar que “teria que lidar” com a Brett já me desanimava. O livro não é ruim, só não tem nada de mais. Os direitos já foram comprados para o cinema e eu gostaria de ver essa adaptação, porém já ciente de que vão ter cortar muita coisa ou fazer uma mudança radical para caber tudo num filme.

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Fúria Vermelha – Fúria Vermelha 1

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    Livros da série Fúria Vermelha:

  1. Fúria Vermelha
  2. Filho Dourado
  3. Estrela da Manhã
Fúria Vermelha – Fúria Vermelha 1

Minha Classificação:
Fúria Vermelha (Red Rising Trilogy, #1) goodreads
de
Publicação: em 2014
Gênero:
ISBN: 9788525058225
Título Original: Red Rising
Páginas: 468
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Capa original

Darrow é um Vermelho que vive em Marte, ele escava a terra em busca de hélio-3, uma fonte de energia para o crescimento do planeta. Ele tem orgulho de fazer esse trabalho, todos os Vermelhos o fazem, e Darrow é um mergulhador do inferno, alguém que fica dentro de uma escavadeira em níveis muito abaixo da superfície. Os Vermelhos são os desbravadores, os que estão tentando deixar Marte habitável para que a população da Terra possa ocupar o planeta, ou pelo menos foi isso que os governantes fizeram com que eles acreditassem. Em uma sociedade dividida por cores os Vermelhos são os escravos, a base da pirâmide, que é governada por Ouros, os conquistadores que travaram batalhas pelo controle dos planetas e se portam como deuses em uma sociedade que é impossível contrária-los. 

Pessoalmente, não quero fazer de você homem. Homens são tão frágeis. Homens se desfazem. Homens morrem. Não, sempre desejei fazer um deus.

A vida de um vermelho é dura, por isso Darrow com 16 anos já está casado e carrega consigo cicatrizes físicas e psicológicas que o tornam um homem formado. Após uma ruptura intensa na sua vida, ele desiste de viver e é recrutado pelos filhos de Ares, rebeldes que buscam desestabilizar a sociedade atual. Eles irão mostrar para Darrow como é Marte de verdade e até que ponto o homem já avançou na colonização de outras luas e planetas, escancarando a mentira que foi a vida dele. A partir daí Darrow se junta aos rebeldes e está disposto a tudo para se vingar dos Ouros e derrubar a sociedade de dentro para fora.

A história se torna mais interessante conforme toda a apresentação do mundo, das cores e da sociedade é feita, a falta de mobilidade social também é bem clara e assim como antigamente seu direto e seus deveres são irrevogáveis de acordo com  o seu nascimento. Conforme Darrow vai se aprofundando nessa sociedade ele percebe que está tudo errado, não só os Ouros, mas toda a sociedade está podre. Acompanhar as reflexões do Darrow sobre o que ele está presenciando é uma das melhores coisas do livro. Suas ações também partem de um paradoxo, só é possível que ele extrapole em suas ações e tenha bons resultados devido a ser um Vermelho e isso é genial, porque o que faz ele pensar fora da caixa e se sobressair é o que essa sociedade julga não prestar. 

Oh, como os laços que nos unem são retesados quando um decide desrespeitar as leis que nos protegem a todos. Inclusive os mais jovens, inclusive os melhores, estão sujeitos à lei. À Ordem!

Baseados na cultura romana, eles se organizam através de frotas, legiões e pretores e suas provas são apadrinhadas por instrutores que se passam por deuses romanos em que os alunos precisam mostrar seu valor por meio de trapaça, liderança, combate e morte. Nesse lugar estará concentrado todo o núcleo principal do livro e ele não deixa a desejar, mesmo com a narração sempre do Darrow, conseguimos entender os outros personagens, suas nuances e complexidades e o que cada um está disposto a fazer para ter poder. O autor consegue levar até o fim o ritmo de ação e surpresa na narrativa, sem perder a mão dos seus personagens. Definitivamente esse é um dos melhores livros de distopia lançado nos últimos tempos, principalmente porque ele é muito mais que uma distopia. 

It – A Coisa

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It – A Coisa

Minha Classificação:
It: A coisa goodreads
de
Publicação: em 2014
Gênero:
ISBN: 9788581051529
Título Original: It
Páginas: 1103
Tradução: Regina Winarski
Compre em lojas confiáveis:
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Capa original

(…) uma sensação de que Derry era fria, de que Derry era dura, de que Derry estava cagando se qualquer um deles vivia ou morria, e muito menos se eles triunfariam sobre Pennywise, o Palhaço.

Esse é o primeiro livro do Stephen King que eu leio por motivos de: sou extremamente medrosa. Porém depois de assistir Stranger Things e ouvir que era parecido com It – A Coisa, fiquei completamente louca para ler o livro. Ver resenhas que falavam que não era um livro muito assustador também ajudou. Por isso depois de me deparar com uma promoção do e-book na Amazon, eu comprei e li no celular, isso mesmo, aquele tijolo de 1103 páginas no celular, e não me arrependi. 

Somo jogados em 1957, Derry, Maine, quando um garoto de seis anos, George, sai de casa para brincar na chuva com um barquinho e acaba encontrando um palhaço no bueiro, dessa forma somos apresentados a cidade de Derry. A narrativa vai acompanhar dois momentos da cidade, 1958 quando o clube dos otários se reúne pela primeira vez e em 1985 quando voltam para cumprir uma promessa há muito esquecida. O clube dos otários é formado por sete crianças, Bill, Eddie, Mike, Richie, Stan, Bervely e Ben, todos possuem aquela marca que os tornam diferentes, gordo, gago, negro, judeu, e acabam sendo alvos dos garotos grandes na escola, e nas férias de verão de 1958 pareceu natural que eles acabassem juntos, afinal eles eram os otários. Mas outra coisa os marcava além de suas características físicas, todos tiveram uma experiência assustadora e conseguiram sobreviver apesar do número cada vez mais alto de crianças desparecidas e mortas em Derry, é quando eles decidem que precisam matar A Coisa que está fazendo isso e começam a bolar planos e se testarem diante do perigo de uma forma que apenas crianças são capazes.

Naquele outono de 1957, oito meses antes de os verdadeiros horrores começarem e 28 anos antes do confronto final, Bill Gago tinha 10 anos.

Exite um monstro em Derry, uma coisa que consegue assumir várias formas e que faz você ficar cara a cara com o seu pior medo, porém quanto mais você vai descobrindo sobre essa coisa junto com o clube dos otários, menos importância ela tem, no sentido do terror eu quero dizer, não que não tenha algumas cenas assustadoras, contudo você está completamente preso na história dessas crianças que precisam enfrentar seus medos e reforçar os laços de amizade entre si para conseguirem sobreviver e isso é o verdadeiro foco, não a coisa.

King consegue retratar muito bem a voz dessas crianças, uma mistura de inocência e malícia, bondade e crueldade que fazem parte da infância. Quando recebem a ligação e descobrem que precisam voltar para Derry eles já não se lembram o que aconteceu no verão de 1958 e vão relembrar aos poucos os eventos daquele ano ao mesmo tempo em que precisam recuperar a fé e as possibilidades do mundo ser mais estranho do que aparenta, tal qual uma criança acredita, se quiserem sair vivos mais uma vez desse confronto.  E essa dualidade de sentimentos, lembranças, laços e desafios é muito bem manipulada pelo autor, alternando entre 1985 e 1958 ele vai complementando as histórias e tecendo um longo suspense que culmina na lembrança completa dos eventos, alcançando o ápice da narrativa no confronto final. 

Entretanto alguns pontos precisam ser apontados, o livro é demasiadamente longo, o cuidado em contar todas as possibilidades de história e registrar eventos passados antes mesmo de 1957 acaba quebrando o ritmo de leitura, o autor quer te deixar imerso em Derry e constrói aos poucos o entendimento do leitor com a cidade e como as coisas foram se passando lá até chegar em 1985. Esse é um ponto que eu poderia relevar e ainda assim o livro ganharia cinco estrelas, porém eis que no fim da história, em 96%, ele dá um rumo para os personagens, principalmente para a Bervely, única garota do grupo, que eu achei completamente desnecessário, ele poderia ter solucionado o problema de outra forma, mesmo que essa solução tenha sido embalada de forma simples, com a crença que era necessário acontecer e que foi apenas mais uma coisa das muitas que eles fizeram e que sabiam que tinham que fazer, eu não consegui engolir e foi um banho de água fria a cena para mim, principalmente porque se só tivesse meninos ele não teria usado essa solução, e é uma construção cruel, porque entendemos que não tinha como só ter meninos, pois tinham que ser aqueles sete e mais ninguém, portanto não existiria a possibilidade da Bervely não estar ali. 

Mas Deus favorece os bêbados, as crianças pequenas e os profundamente entorpecidos;

Sem esquecer as ressalvas acima, esse é um bom livro para quem também é medroso, mas quer ler uma boa história de medo e terror, com crianças vivendo aventuras e laços de amizade.

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