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Homens, Mulheres & Filhos

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Homens, Mulheres & Filhos

Minha Classificação:
Homens, Mulheres & Filhos goodreads
de
Publicação: em 2014
Gêneros: ,
ISBN: 9788501070692
Título Original: Men, women & children
Páginas: 351
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Capa original

[AVISO DE GATILHO] (Não sabe o que é isso? Clique aqui para saber)

SINOPSE OFICIAL:
Homens, mulheres & filhos é a melhor obra de ficção já escrita sobre a sexualidade de adolescentes e adultos em tempos de Internet. O autor cria uma rede de personagens que levam vidas comuns e aparentemente normais, mas, no fundo, repletas de neuroses, fraquezas, pudores, perversões, inseguranças, ingenuidades, e cujo comportamento é influenciado diretamente pela mídia e pelo mundo virtual. O filho obcecado por videogames, a adolescente com mania de magreza, a mãe superprotetora, a filha rebelde, o jovem deprimido, a esposa que não se sente mais desejada, o marido que foi abandonado pela mulher, o pai viciado em pornografia on-line neste livro fantástico existe um personagem para cada um de nós. Homens, mulheres & filhos abre uma janela para mostrar, de um jeito direto, honesto, às vezes trágico, algumas vezes cômico, como funciona a cultura emocionalmente traiçoeira em que vivemos. Um livro extremamente bem escrito que vai entreter o leitor e, ao mesmo tempo, fazê-lo pensar. Homens, mulheres & filhos foi adaptado para o cinema. O filme foi dirigido pelo aclamado Jason Reitman e estrelado por Adam Sandler, Jennifer Garner, Emma Thompson, Judy Greer e Ansel Elgort (o jovem ator que interpretou o personagem Gus no filme A culpa é das estrelas). Homens, mulheres & filhos é um retrato sem paralelo da política sexual na era das redes sociais. Ele me faz lembrar do primeiro contato que tive com filmes como A primeira noite de um homem e Beleza americana. Jason Reitman, diretor de Juno e Amor sem escalas. Este livro mostra a solidão em um mundo no qual mensagens de texto no Facebook e chats on-line são considerados formas íntimas de comunicação. (New York Times). Fonte.

Estava rolando o maior burburinho sobre o livro e o filme e como eu sou uma pessoa curiosa, decidi me arriscar. Não vi o filme, só o livro. Esqueça a parte de “melhor obra de ficção já escrita sobre a sexualidade de adolescentes e adultos em tempos de Internet” na sinopse e esqueça a parte de que isso é ficção também. Calma, vou explicar tudo.

O escritor quis mostrar a realidade nua e crua da sexualidade nesse século e na minha opinião, não passou bem essa mensagem. O livro já começa com uma cena sexual seguida de masturbação então não se espante. O começo é bem promissor. Somos apresentados aos personagens e no decorrer da história eles vão se conectando e tudo vai fazendo sentido. Eu não vou detalhar os personagens aqui para não acabar com a ~emoção~ de quem vai ler e nem pra acabar falando demais. O livro não tem personagens principais, não tem herói nem vilão (não tem personagens de destaque do “bem” e do “mal” mas eu duvido você conseguir aturar, engolir e não achar o Don um belo de um merda) e nem tem momentos bombásticos de cair o queixo. É como se estivéssemos invisíveis dentro do cotidiano de várias pessoas. 

O livro é extremamente explícito. As partes que contém sexo ou masturbação são beeeem detalhadas e o escritor é bem direto. Não é um livro para se deixar solto em casa onde seus parentes conservadores e/ou novos e/ou altamente impressionáveis geralmente circulam. 

O livro fica enfadonho por um simples motivo: todos os sentimentos são mútuos. Até quando são ruins. Se um cara fica a fim de outra mulher, ela também fica a fim dele. Se um quer transar, a outra quer. E por aí vai… Chad quis mostrar a realidade trabalhando com sentimentos que são correspondidos a maioria das vezes? Ok, não estou dizendo que não existem sentimentos correspondidos. O que eu estou dizendo é que o livro só “flui” e “dá certo” porque todos sentem a mesma coisa ao mesmo momento. Poucas vezes os sentimentos são diferentes e quando são, a história muda ou dá um jeito de apagá-los. 

O que eu amei no livro foi o fato de que ele traz à tona a misoginia, o racismo, os preconceitos, o sexting e todos os problemas que esse século tem (e alguns que são beeeeeeem antigos também). Melhor ainda, o livro fala dos trolls. O que são os trolls? Segundo um estudo:

“Os trolls operam como agentes do caos na internet, explorando assuntos quentes para fazer com que as pessoas pareçam emocionais ou bobas demais de alguma forma. Se uma vítima cai na armadilha, a trollagem intensifica-se para uma diversão ampliada e sem piedade. Por isso que usuários novatos na rede são sempre advertidos: ‘Não alimentem os trolls!'”, diz o artigo.

O livro mostra uma situação em que os trolls aparecem. Tim Mooney joga online e no chat do jogo, os caras adoram soltar frases carregadas de machismo, racismo e etc. O engraçado é que de acordo com que os comentários vão aparecendo, nós somos apresentados aos personagens por trás dos comentários e, olhe a surpresa, todos não passam de idiotas e não são NADA “corajosos” fora da tela do computador. Um  exemplo? Um cara tem que pedir permissão da noiva e quase chorar para conseguir jogar. 

Finalizando, o livro não tem um final conclusivo. A história termina abruptamente e nos deixa sem saber o que rolou e sem ideia do que vai rolar. E isso é bem ruim. De finais inconclusivos já basta Capitu (pra mim Capitu traiu, gente rs).

SPOILER Ah, se tudo não ficasse uma chatice, de bônus temos um estupro no fim do livro. Sim, aquilo é um estupro, amigxs. 

michael_scott

Esse aqui é o trailer do filme:

PS: Fiquei besta quando descobri que o Ansel Elgort interpretaria o Tim Mooney. Achei que ele faria o babaca do Danny Vance… E mesmo eu não tendo visto o filme, achei a escolha de elenco bem fiel aos personagens. Só não sei por que cargas d’água botaram o Adam Sandler (zzZZzzzZzzZ) no elenco mas a vida continua, né.

PPS: A diagramação, capa e a fonte são um show de bola. 


Resenhas de Livros
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O Inferno de Gabriel – O Inferno de Gabriel 1

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    Livros da série O Inferno de Gabriel:

  1. O Inferno de Gabriel
  2. O Julgamento de Gabriel
  3. A Redenção de Gabriel
O Inferno de Gabriel (Gabriel's Inferno, #1)

Minha Classificação:
O Inferno de Gabriel (Gabriel's Inferno, #1) goodreads
de
Publicação: em 2013
Gênero:
ISBN: 9788580411263
Título Original: Gabriel's Inferno
Páginas: 512
Tradução: Fabiano Morais
Lojas confiáveis para comprar livros:
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Capa original

Depois de muita espera e muita expectativa, finalmente fui agraciada com meu exemplar de O Inferno de Gabriel, me presenteado pela linda Cibele. Mas sabe quando as suas expectativas são muitas e você dá com a cara na parede? Exatamente o que me aconteceu com esse livro. Decepção define.

Julia Mitchell é uma aluna de mestrado da Universidade de Toronto, que quer se especializar em Dante. Ela chega na sua primeira aula e já é constrangida por seu professor, Gabriel Emerson, que se demonstra um grosso e soberbo acadêmico perto de outras pessoas. Como ele é o único especialista em Dante da faculdade, Julia se vê num impasse pois somente ele pode ser seu orientador. Mas além disso, ela tem um passado com Gabriel – além de ser apaixonada por ele -, só que ele parece não se lembrar disso e a trata como se ela fosse menos do que nada, o que é claro, muda ao longo do livro, quando ele se lembra  quem ela é. A partir disso eles se veem numa relação perigosa, que pode ser denunciada (por ele ser professor e ela aluna) e têm de deter seus desejos e segredos para quando puderem se amar completamente.

O livro é muito bem escrito, a narrativa é muito interessante, de verdade (é em terceira pessoa). Mas poxa, só porque uma garota parece com a Beatriz de Dante e um dia (há seis anos atrás) vocês se beijaram não significa que quando você vê-la novamente vai estar perdidamente apaixonado por ela. E é exatamente o que acontece aqui. Ele trata Julia friamente, e do nada (do nada MESMO), quando descobre quem ela é, ele está loucamente apaixonado. Desse jeito. Eu sei que é um livro de ficção mas por favor né? Não acredito no propósito de Julia, que depois de ser desprezada por Gabriel, corre para os braços dele só porque ele pede desculpas – tudo bem que ela é loucamente apaixonada por ele, mas cadê orgulho, gente?

– Não espero que entenda. Você é um ímã para desastres, Srta. Mitchell. Eu sou um ímã para pecados. Pág.56

E Julia, ah Julia. Como definí-la? Complicada? Não. Confusa? Não. Chata? Bastante. “Mimizenta” (com o perdão da língua portuguesa) é o mais perto que consigo chegar dessa personagem. Submissa, porém inteligente, com um senso depreciativo gigante (o motivo disso você entende ao longo do livro, e é bastante justificável), caridosa mas nem um pouco orgulhosa. Eu sou bastante feminista e ela é tudo que uma mulher não deve ser: submissa, além de ser de uma estereotipação gigante. Sendo um homem que escreve o livro, fiquei completamente boquiaberta com o jeito que ele vê uma moça em plenos 23 anos e fazendo mestrado numa universidade super boa, além de ser bonita. Mas o que mais me incomodou, honestamente, foi o jeito do autor tratar de sexo. Para mim, em pleno século XXI isso não seria mais um tabu, mas ele trata a virgindade de Julia como se fosse uma coisa de outro mundo, como se a castidade dela fosse influenciar a 3ª Guerra Mundial. Sério.

Ele poderia tê-la perdido. Deitado ao seu lado, estava consciente de que aquela noite poderia ter acabado de forma muito diferente. Ela não precisava tê-lo perdoado. Não precisava tê-lo aceitado. Mas fez as duas coisas. Talvez ele pudesse ousar ter esperanças de que…   Pág.328

Outra coisa que eu achei quase inacreditável foi o fato de Gabriel (que pegava todas as mulheres do mundo) ter abdicado completamente de sua vida sexual – sendo que ele mesmo frisa no livro que o maior pecado que o acomete é a luxúria – para respeitar a castidade de Julia e não fazer nada com ela até o fim do semestre (relação professor-aluna aí) sendo que ele não tem pressa, não tem deslizes, nada. Eu até poderia me apaixonar pelo personagem (alô Christian Grey), mas nesse livro a idealização de príncipe encantado é tanta que parece que qualquer outro homem no mundo é desprezível perto de Gabriel, e isso meio que já anda muito batido. A única coisa que eles fazem é se beijar até perderem o fôlego e olhe lá: essa parte me incomodou de verdade porque pela frasezinha atrás do livro (“A salvação de um homem. O despertar da sexualidade de uma mulher.”) dá a entender que o livro seria quente, eu estava esperando uma coisa mais Cinquenta Tons de Cinza com relação ao conteúdo adulto mas tudo que li, que poderiam despertar essa categorização, foram palavrões. Outra semelhança com Cinquenta Tons é que  esse livro é muito machista.

Em suma: o livro é bem escrito, mas eu li na expectativa de acontecer alguma coisa e o que aconteceu? Nada. A única parte mais emocionante do livro é quando a Julia se encontra com ele novamente. Ah, o livro também cita várias músicas, o que eu adoro (inclusive citou The Killers – All The Pretty Faces que eu super amo) e tem essa presente relação com o Inferno de Dante, que é bem interessante. Fora isso, tristeza. Cansei de me pegar pensando “Se eu tivesse comprado esse livro eu ia querer me matar” mas graças a Rá ele foi cortesia kekekeke não me agridam. Eu vou ler o segundo livro da série sim, mas só porque quero ver se vai acontecer alguma coisa (espero não me frustrar novamente).

Espero que tenham gostado da resenha!
Mil beigos!

        
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Um Lugar Para Ficar

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Um lugar para ficar

Minha Classificação:
Um lugar para ficar goodreads
de
Publicação: em 2012
Gêneros: ,
ISBN: 9788581630199
Título Original: Stay
Páginas: 272
Tradução: Maria Angela Amorim De Paschoal
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Capa original

Clara foge com seu pai de sua cidade natal após se dar conta de que seu relacionamento não é tão bom e saudável como ela pensou. Christian a sufoca e persegue, não admitindo o fim do relacionamento. Na cidade litorânea para onde ela vai, Clara conhece pessoas do passado dos seus pais, segredos que rodeiam a família, a redescoberta de um amor verdadeiro e bom com um marinheiro sexy. E aprende a confiar novamente nas pessoas.

Garanto que essa não é a melhor sinopse que já fiz, mas isso pode ser um reflexo do que achei do livro. MORNO, FRACO, SEM SAL NEM AÇÚCAR. Se eu tivesse que comparar a sei lá uma comida, eu pensaria em um refogado de chuchu sem sal, pelo menos é o que vem a mente quando penso nele. Para um parâmetro melhor, lá embaixo tem o book trailer que eu também achei péssimo. 

Quando me interessei pelo livro, imaginei que ele fosse ser um thriller psicológico desses que fazem o coração da gente disparar esperando a próxima cena. Mas ele fica ali entre a vida dela em Bishop Rock e seu recente passado em Seattle. É claro que o livro tem um ou outro lado positivo, a forma como a protagonista parece ser a autora. As notas do livro são notas da mente da personagem. E o pai dela (Clara) é um escritor do tipo Stephen King.

Tem uma gaivota que quase ganha vida própria. E um marinheiro bonitão. Lendas litorâneas, envolvendo navios naufragados e  suicídios, mas o enredo é automático, tudo retinho, sem ápices. Única experiência, não pretendo ler mais nada de Deb Caletti.

Finalizando escolhi uma quote do livro, que fala exatamente meu sentimento ao lê-lo e porque não o abandonei. Usando as palavras de Clara contra ela mesma.

“Eu costumava tentar ler um livro que não estava me interessando, e, às vezes quando me dava conta, já o tinha lido por inteiro, sempre esperando que algo diferente acontecesse no final. Talvez eu não entendesse por que me sentia assim em relação a leitura de um livro. Parece que eu tinha obrigação com o livro, com as pessoas, não importa se eram reais ou de ficção.”

    
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