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The Last Mrs. Parrish

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The Last Mrs. Parrish

Minha Classificação:
The Last Mrs. Parrish goodreads
de
Publicação: em 2017
Gêneros: ,
ISBN: 9780062688163
Páginas: 560
Nível no Idioma Original: Intermediário
Lançamento no Brasil: Sem Previsão
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Amber cresceu numa família pobre em uma cidade pequena dos Estados Unidos. Hoje já adulta, ela carrega o sonho de viver uma vida de luxo e decide então “roubar” a de Daphne, uma socialite casada com um homem lindo, apaixonado e rico. Óbvio que conseguir roubar o marido e a vida de outra mulher não vai ser tarefa fácil, mas Amber está disposta a fazer o que for para nunca mais passar dificuldades financeiras na vida.

“Amber lembra de ter lido que atores pensam na coisa mais triste possível para conseguir chorar quando preciso. Ela estava tentando pensar em uma lembrança para chorar, mas a coisa mais triste que conseguiu imaginar é que não era ela a pessoa sentada na cadeira de Daphne, a dona dessa casa incrível.”

Sabe por que eu fiquei interessada por esse livro? Nos comentários de quem tinha lido, a maioria comparava com outro livro que eu amo com força (se eu falar qual pode ser spoiler dele, mas vou deixar o link da resenha aqui se você quiser clicar por sua conta e risco). Perceba que a editora não tentou vender o livro falando ser parecido com esse outro, foram os próprios leitores, e o pior é que realmente me lembrou demais em certos aspectos. Só pela frase acima já dá para notar como a Amber é sociopata e não sei como não amar uma protagonista tão problemática assim.

“Amber Patterson estava cansada de ser invisível.”

O livro é dividido em três partes: a primeira é a versão da Amber, a segunda é da Daphne e a terceira é a resolução da história mostrando como as coisas vão acontecer agora que você leitor – mas ainda não as personagens – sabe a verdade sobre tudo. A segunda parte traz um belo plot twist, mas que eu já esperava já que a primeira parte é cheia de sinais que apontam para isso. Mayra tava lendo também e logo no começo eu mandei uma mensagem para ela falando o que acabou sendo a reviravolta do livro. A versão da Daphne não é nada feliz e eu fiquei muito nervosa em diversas partes. Acredito que se você não estiver esperando as revelações que essa parte traz, fique tudo melhor ainda.

“Só o que ela precisava de Amber era tudo.”

O suspense é bem construído e sei que “uma mulher querendo roubar o homem da outra” não é a coisa mais legal da Terra, mas acredita em mim, a história é boa. Meu maior problema com o livro, no entanto, foi o final que não tem nada de errado, minhas expectativas que me fizeram querer outra coisa mesmo. A culpa da decepção é toda minha já que o desfecho foi justo e coerente com a história apresentada. O livro foi lançado mês passado então ainda não li notícias a respeito de adaptação, mas acho que seria um ótimo filme (principalmente se colocarem o final que eu queria rs) e na minha cabeça a Rachel McAdams como Daphne e até como a Amber – já pensou? – seria perfeito.

Trigger Warning com SPOILER: o livro contém cenas de abuso físico e emocional.

O Beijo Traiçoeiro – Traitor’s 1

Por 6118 Acessos

    Livros da série Traitor's:

  1. O Beijo Traiçoeiro
  2. The Traitor's Ruin
O Beijo Traiçoeiro – Traitor’s 1

Minha Classificação:
O Beijo Traiçoeiro (Traitor's Trilogy, #1) goodreads
de
Publicação: em 2017
Gênero:
ISBN: 9788555340499
Título Original: The Matchmaker's Apprentice
Páginas: 440
Tradução: Guilherme Miranda
Compre em lojas confiáveis:
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Capa original

Sage Fowler é uma garota órfã que depende da caridade dos seus tios, ela é fruto de um casamento não aprovado pela sociedade e teve uma criação não convencional. Seu sonho é arrumar um emprego, se sustentar e finalmente ficar livre das amarras sociais. Porém, acaba ganhando uma entrevista com a casamenteira da região. As casamenteiras escolhem os futuros casais, a escolha envolve posições sociais, políticas e as melhores combinações de acordo com as observações feitas em entrevistas realizadas com os pretendentes. Após uma entrevista desastrosa Sage recebe a proposta de se tornar aprendiz de casamenteira, uma chance de se redimir e não prejudicar as chances de suas primas em suas futuras entrevistas, de ter um emprego e de usar todas as suas habilidades em observar e reunir informações sobre os clientes da casamenteira.

Em paralelo com a jornada da Sage, temos o Capitão Quinn, filho do General, sua promoção é fruto de muito trabalho e não da influência de familiares. Após não se sair tão bem em uma missão, recebe a incumbência de escoltar as noivas para o Concordium, um evento que acontece a cada quatro anos em que as noivas bem cotadas e escolhidas a dedo pela casamenteira são levadas para a capital para que os acordos e os noivos sejam escolhidos. Apesar de Quinn considerar essa missão como punição, ele entende a importância de um serviço bem feito e vê a oportunidade de espionar um possível traidor da coroa no processo.

Não vou deixar que seja usada nas suas brincadeiras de soldado

Quando a situação se mostra mais desfavorável que o esperado, Sage acaba se tornando a espiã da escolta e com sua astúcia acaba sendo responsável pela maioria dos planos que eles colocam em ação para garantir a sobrevivência do grupo. Que delícia de leitura foi esse livro, leve, divertido e cheio de pequenas provocações entres os protagonistas, as páginas voaram. Sage é aquela personagem que mesmo sendo teimosa e impulsiva não irrita o leitor, pelo contrário, a identificação é alta, porque ela sempre fala o que deve ser falado, não leva desaforo para casa e é simplesmente brilhante. Já Quinn parece ser um pouco sério demais, preocupado demais, mas quanto mais a história se desenvolve, mais engraçada fica a situação dos dois. Alguns personagens secundários roubam a cena e mesmo com pouco desenvolvimento se destacam quando aparecem. 

Apesar de ter um cenário político conflitante, reinos inimigos, traições, espionagem e batalhas, esses fatores apenas servem de pano de fundo para a história de romance/ação dos protagonistas, é um enredo de novela da seis e isso não é um problema, porque em nenhum momento o livro promete mais do que ele entrega. São apresentados algumas camadas de como essa sociedade funciona, onde estão os aliados e os inimigos, a importâncias que os casamentos e as casamenteiras possuem no equilíbrio dessa sociedade e o resto é interação entre a Sage e o resto do grupo. 

Não sabia que era uma série, mas fiquei muito feliz de ser, só para ter mais da Sage e suas aventuras para ler. O final me deixou com lágrimas nos olhos e não achei que a reação dos personagens fez jus ao crime que a autora cometeu, sério partiu meu coração e foi o único momento que destoou do resto da história. Espero que os outros livros continuem leves e divertidos. E como último adendo, a capa brasileira está ótima, melhor que a capa original, porque dá o tom certo da história. 

Você tem minha palavra quanto ao silêncio, mas minha confiança é outra história. 

Sonata em Punk Rock – Cidade da Música 1

Por 6391 Acessos

    Livros da série Cidade da Música:

  1. Sonata em Punk Rock
Sonata em Punk Rock – Cidade da Música 1

Minha Classificação:
Sonata em Punk Rock goodreads
de
Publicação: em 2016
Gênero:
ISBN: 9788582353899
Páginas: 384
Compre em lojas confiáveis:
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Valentina Gontcharov ama música, especialmente rock, seu sonho é entrar na conceituada Academia Margareth Vilela e graças aos seu ouvido absoluto ela consegue, porém não tem dinheiro para custear seus estudos, sua mãe foi abandonada grávida pelo pai e desde então ela batalhou muito para criar a filha sozinha e dinheiro não é algo que sobre em casa. Alexandre Gontcharov, pai de Valentina, é um exímio violinista, além de ser famoso e rico, e se oferece para bancar os estudos de Valentina. Sem ter muitas opções e querendo mostrar ao pai que foi um erro abandoná-la ela decide aceitar a esmola e ruma para Cidade da Música.

Esse é o primeiro livro da Babi que leio, atraída pela capa lindíssima e pela sinopse cheia de música resolvi folhear na livraria, gostei do que li e decidi comprar. Há algum tempo que não leio jovem adulto contemporâneo, a verdade é que essa faixa etária de livros já não me chama tanto atenção, com exceção de fantasia, que é um dos meus gêneros preferidos, mas fui atraída para a história da Valentina e gostei do que encontrei.

Valentina, ou Tim como gosta de ser chamada, se depara com um mundo novo na Academia, um mundo envolto em sons e música o tempo todo e isso a encanta. Em sua primeira noite na Academia acaba encontrando Kim e o ajudando em uma situação constrangedora, apenas para descobrir no dia seguinte que ele é o príncipe da Margareth Vilela, um gênio no piano e um tremendo babaca com todo o resto. 

Tim é inteligente, irônica e muito madura para idade e não consigo entender porque ela começa a gostar do Kim, que parece ter saído direto de um dorama para as páginas do livro, intensamente rude e grosseiro com todo mundo, se esconde sob seus problemas psicológicos e emocionais para ser um grande babaca, e o fato da Valentina o criticar por isso e saber que não deveria gostar dele é o que mais me irrita. Ele demora muito para ser minimamente legal com a garota e quando isso acontece ela já está apaixonada por ele, o que acho totalmente fora da personalidade da Valentina. 

A última coisa que queria era ser medíocre.

Como é narrado por ambos os personagens, vamos acompanhando os pensamentos tanto da Tim quanto do Kim e apesar da autora estabelecer que o Kim também gosta da Tim desde o começo, devido a reações físicas e psicológicas que ele tem, não muda que é no mínimo um cenário improvável para o desenvolvimento de um relacionamento.

Já a atmosfera da Academia e da Cidade da Música foi muito bem construída, você se sente vivendo música enquanto lê o livro, as referências, os capítulos que são nomes de músicas e o envolvimento entre os diferentes estilos e instrumentos, torna a Academia um lugar palpável. Os amigos da Valentina são ótimos, não possuem muito aprofundamento na história, mas o que é mostrado deles é divertido e real. 

Então além do Kim, teve duas coisas me que me incomodaram um pouco na história, a primeira é quando o Kim está pensando que ainda não sabe o nome da garota esquisita e logo no capítulo seguinte ao compará-la com a sua ex-namorada, Bianca, ele usa o nome Valentina, então fiquei um pouco confusa se foi um artifício textual para diferenciar as duas garotas ou foi um erro de revisão mesmo.  E o outro ponto foi o didatismo de como é apresentado alguns assuntos, a autora defende algumas bandeiras, como sororidade e feminismo, o que não tem problema nenhum, mas quando esses assuntos eram levantados, eram sempre no pensamento da personagem, então basicamente ela fazia um discurso para ela mesma e isso ficou meio didático para mim. Um exemplo é quando ela recebe uma notícia por mensagem da amiga e automaticamente começa um discurso falando que não julga as pessoas e que não cabe ninguém julgar as decisões dos outros, só que já tinha ficado claro os posicionamentos da personagem e o discurso para si mesma meio que destoa do ritmo da narrativa, isso não acontece sempre, mas quando acontecia era um pouco chato.

A escrita da Babi é leve e divertida e as páginas passam muito rápido, gostei bastante da Valentina e da Cidade da Música, esse é o primeiro livro de uma série não sequencial, ou seja, os próximos livros não vão tratar da Valentina e do Kim, mas vão se passar na Cidade da Música. 

PS: No Spotify está disponível uma playlist de músicas, que são as mesmas que nomeiam os capítulos do livro, é só procurar pelo nome do livro. Dica: é uma excelente playlist.