The Walking Dead

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The Walking Dead

Minha Classificação:
The Walking Dead - 2010 The Movie DB
de Frank Darabont
Status: 7 temporadas (renovada)
Episódios vistos: 91
Elenco: Andrew Lincoln, Chandler Riggs, Melissa McBride, Norman Reedus
Gênero: Drama
Canal Original: AMC
Canal no Brasil: FOX
Duração do Episódio: 42 minutos

Aproveitando o clima de finados, o post de hoje é sobre eles, os mortos. Caso você tenha vivido em uma caverna desde 2010 e não tenha acesso a nenhuma fonte de informação, The Walking Dead é uma das séries mais famosas de hoje em dia: o policial Rick Grimes leva um tiro e fica em coma, e quando acorda, é o apocalipse zumbi. Resta a ele tentar encontrar a sua família e alguma forma de sobreviver em meio ao caos e aos mortos que estão a sua volta. Pode ler tranquilamente, a resenha é (meio grande, mas) livre de spoilers!

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Antes de começar propriamente o post, preciso deixar uma coisa bem clara: a minha relação com essa série é de amor e ódio ao mesmo tempo. Portanto, se você achar que existem questões um pouco bipolares nesse texto, você está certx. Comecei a assistir a série assim que a segunda temporada acabou, e em pouquíssimo tempo assisti (e li) tudo – para quem não sabe, o que originou a série foi uma história em quadrinhos com o mesmo título desta – , e obviamente virei super fã porque oras, é uma série de zumbis! Aí veio a terceira temporada e eu percebi que não, a série não é de zumbis, mas sim sobre humanos vivendo no apocalipse zumbi, e sim, existe uma enorme diferença: enquanto eu esperava sangue e zumbis e violência e mortes, ganhava episódios em que rolava um drama tão grande entre pessoas que não cabia espaço para os mortos-vivos; então, no começo da quarta temporada eu resolvi largar a série de mão e ir viver a minha vida, só que infelizmente, depois de um tempo, fui impelida a assistir a série novamente após insistência incessante de um amigo meu, e por fim, resolvi me atualizar nela e voltar a acompanhar. Então abaixo estão os motivos pelos quais eu perco meu tempo vendo essa série (os bons também estão).

Honestamente, eu sigo séries pela história e não pela expectativa, sabe? Se o plot principal me envolver e for bem desenvolvido ao longo do tempo eu vou acompanhar a série, agora se acontecem coisas mornas o tempo todo e as pessoas assistem para ver se melhora, não é a minha área – e aí está a minha principal contradição com The Walking Dead: eu via na esperança de melhorar, e voltei a ver ainda nessa esperança que, aleluia, se concretizou. Mas antes de falar as razões pelas quais a série melhorou, vou falar o que me desmotiva. Primeiro que o ritmo da série – aqui estou falando sobre a ordem de exibição dos episódios, não o que acontece em cada um – é uma jogada de marketing muito grande, ou seja, acontece uma treta secular num episódio e no seguinte, ao invés de mostrar que fim levou a treta, eles contam a história de algum personagem. Tudo bem, eu entendo que é necessário contar como os personagens sobreviveram e o que eles eram antes de aquilo tudo, mas não precisa ser nessa ordem! É tudo para manter o espectador preso na série semana após semana, o que podia ter sido resolvido em um episódio, leva três ou quatro. O que nos leva ao segundo ponto, que é sobre o roteiro da série. Parece que a galera da AMC que é responsável por escrever os episódios pensa que já tem um público cativo e por isso não precisa se esforçar muito para manter as pessoas interessadas, e por isso peca demais no roteiro. Existe tudo que uma série não pode ter como superficialidades enormes, drama excessivo que é só para ocupar tempo e o pior de tudo, previsibilidades escancaradas. É uma preguiça tão grande que eles têm de escrever que em certos momentos eu penso “pessoa X vai morrer” ou “Y coisa vai acontecer” e vai lá e acontece. Nah. E por último mas não menos importante, o não desenvolvimento dos personagens secundários me irrita muito. Eles não fazem questão de construir um caráter para os não-protagonistas, eles só jogam uma historinha meia boca para poder dramatizar mais a série e pronto. Se é para não desviar atenção dos protagonistas eu não sei, só  sei que não me satisfaz. Ah, e todo mundo parecer sujo e suado o tempo todo me deixa nervosa demais nessa série, parece que tá todo mundo fedendo (eu sei que não é real, mas né?!).

Meus dois personagens favoritos, Daryl e Michonne.

Meus dois personagens favoritos, Daryl e Michonne.

Agora vamos para os motivos que me fizeram persistir na série. A direção, edição e trilha sonora dos episódios são construídas de tal maneira que envolvem o telespectador e (pelo menos pra mim) não deixam espaço para a suspensão da crença; eu fico desconfortável durante o tempo todo do episódio esperando algo de ruim acontecer – e quando acontece eu tomo susto sempre. Sempre. A maquiagem e caracterização são um show à parte, mesmo que os efeitos especiais da série sejam meio perceptíveis. O drama – às vezes excessivo – daquelas pessoas à deriva ali num mundo completamente caótico cativa totalmente quem está assistindo, e faz a gente se questionar a que ponto iríamos ou quais seriam as nossas convicções caso a gente estivesse ali também. Os personagens são todos construídos e retratados de forma para que haja identificação, e por isso parece que está morrendo uma pessoa da sua família quando alguém morre na série, e o pior é que eu sofro mais pelos que ficam do que pelos que padecem.

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Zumbis ♥

Enfim, estou gostando muito da evolução da série e todos os quesitos que eu citei lá em cima estão melhorando demais ao decorrer do tempo de exibição, os pontos negativos estão sendo facilmente esquecidos perto dos positivos. The Walking Dead está, mal ou bem, tomando o rumo que a HQ tomou e por isso está tendo mais daquilo que eu queria (sangue e zumbis e violência e mortes) e menos do que eu odeio (drama drama e mais drama), parece que as coisas estão finalmente acontecendo! Os roteiristas estão tendo coragem de fazer muito pela história, e isso por si já assina a evolução gigantesca que houve nas últimas duas temporadas. A sétima temporada já começou com impactos enormes e a resolução de um mistério que rolava desde o season finale da sexta, e olha, “The Day Will Come When You Won’t Be”, episódio de estréia da sétima temporada que foi ao ar dia 23/10, me deixou com uma tristeza desoladora e uma sensação de vazio tão grande que até agora estou emocionalmente abalada – senti uma parcela do que eu senti assistindo Ozymandias, de Breaking Bad. O que aconteceu ali ditou o tom da temporada toda, e mostrou a cara e a coragem que os produtores da série estão tendo, por isso, pretendo continuar assistindo até me irritarem de novo ou até a série acabar, vamos ver o que acontece primeiro…

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