Preacher

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Preacher

Minha Classificação:
Preacher - 2016 The Movie DB
de Sam Catlin
Status: 2 temporadas (renovada)
Episódios vistos: 10
Elenco: Dominic Cooper, Joseph Gilgun, Ruth Negga, Ian Colletti
Gênero: Ficção científica, Fantasia
Canal Original: AMC
Duração do Episódio: 60 minutos

Eu não estava na vibe pra terminar o livro que estava lendo, então, tentando conseguir legenda para UnREAL, me deparei com o cartaz de Preacher. Achei interessante e fui ler a sinopse: quando li que era inspirada em quadrinhos da Vertigo (marca adulta da DC Comics), fui assistir na hora!

Preacher se passa em Annville, interior do Texas. Jesse Custer é um pastor (preacher, em inglês, o que dá nome à série) que não tem tanto assim de casto: ele bebe, briga, xinga e peca como muitos mortais não o fazem. Ele acabou de voltar para a cidade natal de seu pai para pregar na igreja e nem ele nem as pessoas da cidade sabem muito bem as razões disso. Um dia, depois de vários incidentes bizarros ao redor do mundo, uma entidade extraterrestre adentra o corpo de Jesse e ele ganha um poder divino/especial de controlar o que as pessoas fazem.

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Antes de assistir a série, lá fui eu ler as HQs para poder ter um parâmetro… Achei que a HQ é bem sinistra, o plot é típico de uma história da Vertigo, e sim, é diferente do da série por enquanto. Nas HQs publicadas em 1995, Jesse passa pelo mesmo fenômeno bizarro que na série, onde uma entidade se apossa de seu corpo – só que no caso, não é interespacial, é uma divindade (Gênesis). Isso dá ao preacher poder do próprio Deus, já que este se decepcionou com seus arcanjos e resolveu sair em busca de alguma coisa em algum lugar e ainda não voltou para rebentar a humanidade; quando Jesse fica sabendo disso, ele se junta com Tulipa, sua ex-namorada e um cara meio esquisito, Cassidy – que é um vampiro irlandês – para poder sair em busca de Deus e se libertar do “encosto” preso em seu corpo. Devo dizer que a HQ é muito violenta, cheia de banhos de sangue por conta do Santo dos Assassinos, um santo que sai matando todo mundo a torto e a direito para pegar Jesse e por conta de outros personagens mais. Li cinco volumes para poder ter base para o piloto da série, e achei a história bem cadenciada, com os devidos mistérios que nos deixam ansiando por ler mais e se a série for de acordo com a HQ, vamos ver um futuro bem sangrento na TV.

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Bebendo, brigando, xingando. Eu não consigo nem consertar a droga do ar condicionado.

Já a série é muito diferente das HQs. O plot não é muito bem explicado no Piloto, porém a gente já entende de primeira que alguma coisa tá errada ali assim que o preacher começa a fazer seu sermão: tá na cara que ele não nasceu para aquilo. Jesse tem um passado obscuro que ainda não foi revelado, mas que tem uns pequenos flashbacks onde ele vê seu pai sendo morto na sua frente. Numa briga de bar ele conhece Cassidy e eles se tornam amigos. Preciso ressaltar que Joseph Gilgun – que já era meu queridinho desde que substituiu o Nathan em Misfits – está roubando a cena como Cassidy; muito carismático, engraçado e desleixado, sem dizer cara de pau né?! Igualzinho ao das HQs. O Dominic Cooper tá um super fofo desbocado sexy de Jesse/Preacher, trabalhando muito bem, mas meu coração é da Tulipa! Ruth Negga é misteriosa e envolvente, além de persistente e muito legal. Personagem feminina forte sempre ganha pontos comigo. Ah, e tem um personagem cujo apelido é Cara-de-C*, o nome real é Eugene, que é bem bizarrinho, mas muito fofo na série (nas HQs ele é repugnante, mas só na aparência – afinal, ele deu um tiro de espingarda na própria cabeça e sobreviveu -, é um adolescente típico).

Eu te conheço, Jesse Custer.

Eu te conheço, Jesse Custer.

A fotografia da série é linda, como normalmente é nas séries da AMC – sem contar que por trás de Preacher também estão as mentes brilhantes de Breaking Bad, então né, não é para menos – e eu achei o roteiro muito bom, mas não é nada excepcional, já que o episódio piloto foi incrivelmente incrível (eu fiquei embasbacada várias vezes), mas justamente por isso, ao vermos o segundo, a série perde um pouco do ritmo acelerado do primeiro episódio. Não que isso seja de todo ruim, mas dá pra sentir a diferença. Ah, as cenas de luta são muito bem coreografadas, gravadas, dirigidas e cortadas, em todas elas eu voltei para rever afim de não perder nenhum detalhe. Enfim, recomendo e muito essa série por ser mega diferente e muito bem produzida, por mais que eu ache que a tendência agora vá ser enrolar um pouco para que o Jesse entenda esse seu novo “dom”. Aguardo os próximos episódios para ver se esse problema de enredo vai continuar, mas ponho fé de que não!

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