Luke Cage – Parte 2

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Luke Cage – Parte 2

Minha Classificação:
Luke Cage - 2016 The Movie DB
de Cheo Hodari Coker
Status: 1 temporada (renovada)
Episódios vistos: 13
Elenco: Mike Colter, Simone Missick, Theo Rossi, Alfre Woodard
Gênero: Drama, Ficção científica, Fantasia
Canal Original: Netflix
Canal no Brasil: Netflix
Duração do Episódio: 46 minutos
Assistir Luke Cage online: Netflix

Você pode ler a parte da Cibele aqui. Bom, eu não li nenhuma HQ de Luke Cage e só o vi em Alias e em Jessica Jones, portanto não conhecia bem o super-herói até anunciarem a estréia da série dele, então eu parei para ver alguns vídeos de canais geeks no Youtube sobre o personagem para poder conhecer melhor, e confesso que minha expectativa foi lá no alto pelos trailers que saíram e tal, mas nem-tão-felizmente, pra mim, a série não pagou o hype. E não tem spoilers não, ok?!

Após os eventos que aconteceram em Hell’s Kitchen lá em Jessica Jones, Luke Cage resolve ir para o Harlem e busca abrigo na Barbearia do Pop, onde ganha a vida como faxineiro, além de trabalhar como lavador de pratos no Harlem’s Paradise, boate que pertence a Cottonmouth ou Cornell Stokes, um famoso gângster. Após vários acontecimentos desagradáveis, Luke é obrigado a se tornar o herói que nunca quis ou pensou ser capaz de ser.

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Para mim, a série é meio que vender gato por lebre: você espera uma série de super-herói e ela está ali, só que ao mesmo tempo a mensagem crítica é tão forte que disputa lugar com a proposta principal. Em todo momento o roteiro bate em pontos muito reais que reforçam a cultura negra nos EUA, que a vida negra importa (fazendo grande alusão ao Black Lives Matter), critica a polícia norte americana, o abandono familiar e etc. Roteiro esse que é super preguiçoso, claro que com alguns pontos altos, mas fora isso dá para prever grande parte do que vai acontecer na série porque haja clichê! Só que se por um lado o roteiro é preguiçoso, por outro os atores não: as performances da série são apenas incríveis. Para mim os grandes destaques foram Mahershala Ali, o Cottonmouth e Alfre Woodard, a Mariah Dillard. 

As mulheres talvez sejam o grande pilar dessa série, porque são retratadas como muito fortes, por vezes até mais ardilosas que os homens, porém (sempre tem um porém, né?!) a enfermeira Claire (Rosario Dawson) – que você já conhece de Demolidor e Jessica Jones, que vem a ser o elo entre os quatro Defensores e por isso vai estar em Punhos de Ferro também – ainda desempenha aquela função chata e clichêzona de ser o Grilo Falante de todo mundo, sempre falando coisas batidas como “não se esqueça de quem você é” e fazendo tudo que falam para ela não fazer e ZzzzZzzzzzz, e nesse aspecto a Marvel precisa melhorar, porque ficar na zona de conforto é realmente fácil. Eu entendo que é série sobre HQ, mas isso não é nem um pouco necessário. Enquanto isso, achei os vilões bem meia boca. Não em questão de atuação, como eu disse acima, mas em questão de previsibilidade, porque é sempre o mesmo modus operandi  e você já sabe o que que vai acontecer, por mais que hajam alguns toques de emoção. Sei lá, acho que tá sobrando preguiça aqui.

Se você aí achou que eu não iria colocar Mike Colter seminu aqui, você errou feio.

Se você aí achou que eu não iria colocar Mike Colter seminu aqui, você errou feio.

Como nas séries anteriores da Marvel na Netflix, as referências aos Vingadores, às outras séries da Netflix e contextos de filmes da Marvel estão presentes o tempo todo e sem serem massantes, e o que eu achei mais interessante foi a ampla menção à Hammer Industries, que para quem não se lembra, é a grande concorrente da Stark Industries (empresa do Tony Stark, mais conhecido como Homem de Ferro) e que tem grande papel na treta de Homem de Ferro 2, o que me fez perguntar se teríamos alguma participação de Justin Hammer no futuro, ou onde é que isso vai dar. A maneira como a série conseguiu mostrar os uniformes dos personagens pra mim foi uma sacada genial, tanto o do Luke (que eu não evitei aquela risadinha) quanto do Kid Cascavel; e também adorei a forma como colocaram o “power man” na série! Luke Cage também é conhecido nas HQs  pelo apelido de “power man” e o Pop o chamando disso foi realmente outra boa sacada. Ademais, achei o clímax, a batalha final, meio chato/sem graça tendo em vista a maneira com a qual o arquirrival do Luke entrou na série e os insights e tal que aconteceram e uma luta deles dois… 

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Por fim, quero destacar o que me fez gostar da série e querer assistir a segunda temporada porque né, já falei mal o suficiente rs! Adorei de verdade a fotografia da série, que tem uns recursos de linguagem cinematográfica e uma iluminação sensacionais. Algumas cenas são pura arte, realmente lindas demais de se ver, e valeram cada segundo de cada episódio. A trilha sonora é diferente, inspiradora, linda, e junto com algumas cenas, deu um resultado perfeito. Fora isso, o conjunto da série em si é bom, tem uns episódios fantásticos, vale a pena ver, mas se quiser uma dica, aqui está: Jessica Jones dá de mil a zero (em questão de série, claro, sem querer puxar sardinha para heroínas femininas mas já puxando).

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