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Rainha das Sombras – Trono de Vidro 4

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    Livros da série Trono de Vidro:

  1. Trono de Vidro
    1. A Lâmina da Assassina
  2. Coroa da Meia-noite
  3. Herdeira do Fogo
  4. Rainha das Sombras
  5. Império de Tempestades (Tomo 1) | Império de Tempestades (Tomo 2)
  6. Ainda sem título
Rainha das Sombras – Trono de Vidro 4

Minha Classificação:
Rainha das Sombras (Trono de Vidro, #4) goodreads
de
Publicação: em 2016
Gênero:
ISBN: 9788501106841
Título Original: Queen of Shadows
Páginas: 644
Tradução: Mariana Kohnert
Compre em lojas confiáveis:
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A compra pode render comissão ao blog.

Capa original

Esse é o quarto volume da série Trono de Vidro, portanto, CONTÉM SPOILERS dos três livros anterioresAqui está o que achei de Trono de Vidro, Coroa da Meia-Noite e Herdeira do Fogo.

Celaena Sardothien não existe mais. Aelin Ashryver Galathynius, Coração de Fogo e rainha de Terrasen está de volta a Forte da Fenda para tentar matar o rei de Adarlan. Mas também para lidar com seu antigo mestre traidor Arobynn Hamel, com a extinção da magia no continente, com os demônios valg comandados pelo rei, com os rebeldes da cidade e com seu amigo escravizado Dorian. Entre outros problemas. Será que a jovem rainha conseguirá se manter fiel a si mesma diante de tantos desafios?

– Não se pode colocar muita fé em fofocas, mas chegaram notícias de Wendlyn há cerca de um mês. Diziam que uma certa rainha perdida deu um show espetacular para uma legião invasora de Adarlan. Na verdade, acredito que o título agora usado pelos nossos queridos amigos no império seja “rainha vadia e cuspidora de fogo”. Pág. 23

É absolutamente incrível a evolução que Sarah J. Maas carrega em sua escrita. A cada livro lançado a autora me ganha mais e nossa, Rainha das Sombras é disparado o melhor livro da série. Por ter mais de seiscentas páginas, esse quarto volume pode parecer intimidante e meu primeiro pensamento foi que ou seria muito muito bom, ou seria péssimo: foi além de incrível! A maneira que a história se desenvolve é extremamente fluida, de maneira que nem dá para sentir passar; parte porque é super bem escrita, parte porque é uma avalanche sem fim de acontecimentos, parte porque tem muitas cenas de ação e luta e também parte porque tem inúmeras reviravoltas importantes e surpreendentes.

Chaol vira Aelin matar. Fazia um tempo desde que a vira lutar por diversão.
E ela estava se divertindo horrores com aquilo. Pág. 201

Além disso, temos também vários pontos de vista – por mais que o livro seja narrado em terceira pessoa, hora estamos em Adarlan na mente atormentada de Dorian, ou nas reuniões secretas dos rebeldes de Chaol, ou no apartamento de Aelin bolando um plano ou em Morath com Manon Bico Negro e seu clã de bruxas. A complexidade na série Trono de Vidro é tão espetacular que evoluímos de uma só ameaça para inúmeras com diferentes graus de risco, mas todas desenvolvidas de forma plausível para enriquecer e alimentar a história ao passo que entramos em vários pontos diferentes de Erilea com diversos personagens diferentes, sendo eles novos ou já conhecidos pelo leitor, e tendo suas profundidades exploradas em diferentes níveis, mas sem obscurecer o papel de cada um.

– Ah? – ronronou Aelin, e ele se preparou para a tempestade. – E qual mensagem isso passa? De que sou uma vadia? Como se o que eu faço na privacidade de meu quarto, com meu corpo, fosse da conta de alguém. Pág. 260

Confesso que não fiquei nem um pouco surpresa com o crescimento de Aelin como personagem, principalmente nesse quarto volume. A rainha assassina está mais mordaz, com seu humor negro afiadíssimo, seus planos insanos e seu sangue frio tão característico. Aelin é a inteligência em pessoa e deixava os homens que a acompanhavam boquiabertos ao saberem  de suas armações (o leitor também, claro), e a autora se certificou de que nenhuma ação da assassina fosse despropositada – a rainha não dava ponto sem nó. Obviamente esse foi o ponto alto do livro, já que na maioria das vezes Sarah J. Maas conseguiu contrabalançar o humor no contexto de tensão crescente da história, coisa que já descobri que ela faz muito bem. Por mais que eu conseguisse prever alguns eventos que tomaram forma na narrativa, não me incomodei com isso porque tudo se passava de forma um pouco inusitada, e a capacidade que a autora tem de fazer tudo dar errado muito rápido sempre me deixa sem chão, mesmo isto sendo presente em todas as suas obras. O final foi imprevisível e lindo lindo lindo, e quando terminei a leitura, estava com aquele quentinho gostoso no coração por mais que saiba que o pior ainda está por vir. Ah, todos os ships viraram OTPs, obrigada Sarah J. Maas rs! 

 

Herdeira do Fogo – Trono de Vidro 3

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    Livros da série Trono de Vidro:

  1. Trono de Vidro
    1. A Lâmina da Assassina
  2. Coroa da Meia-noite
  3. Herdeira do Fogo
  4. Rainha das Sombras
  5. Império de Tempestades (Tomo 1) | Império de Tempestades (Tomo 2)
  6. Ainda sem título
Herdeira do Fogo – Trono de Vidro 3

Minha Classificação:
Herdeira do Fogo goodreads
de
Publicação: em 2015
Gênero:
ISBN: 9788501401403
Título Original: Heir of Fire
Páginas: 518
Tradução: Mariana Kohnert
Compre em lojas confiáveis:
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Capa original

Esse é o terceiro volume da série Trono de Vidro, por isso, CONTÉM SPOILERS do primeiro e do segundo livro. Aqui está o que achei de Trono de Vidro e Coroa da Meia-Noite.

Em seguida às revelações incríveis do final do segundo livro, Celaena está em Wendlyn (território seguro para ela) após Chaol insistir para que a assassina cumprisse uma missão para o rei de Adarlan. Lá ela encontra sua tia Maeve, a última rainha feérica, que emana poder e exige que a assassina treine com Rowan, príncipe guerreiro, para que possa finalmente tomar seu lugar como rainha; porém as intenções dela podem não ser tão puras assim. Já em Adarlan, Dorian e Chaol se encontram numa encruzilhada entre os rebeldes de Forte da Fenda, os poderes desconhecidos do rei e a descoberta de que Dorian possui magia.

Ela não conseguia se lembrar de como era ser livre. Pág. 82

Antes de qualquer coisa, preciso deixar frisada aqui a minha decepção para com a Galera. Poxa, um livro caro desses e a tinta do título simplesmente desaparece com o tempo, conforme o seguramos para ler? A parte metalizada da capa, que tem o título da série, é de um tom lindo de cobre, mas o exemplar que eu peguei emprestado da minha amiga para ler, agora, depois que eu e ela o lemos, já não tem mais as letras “o”, “n” e “o” de Trono da capa. É frustrante. Mas enfim, o livro apresenta apenas esse defeito, e nem tem a ver com conteúdo.

Nesta magnífica continuação da série, temos uma evolução de personagens enorme: Celaena e Dorian parecem amadurecer imensamente com os acontecimentos de Coroa da Meia-Noite, enquanto Chaol tá bem chato, já vou adiantando logo. Vemos a nossa anti-heroína despedaçada e arrasada pelo luto e por tudo que a vida já lhe tirou, sem esperanças e com medo de se assumir como Aelin, herdeira o trono de Terrasen, e ao longo do livro vamos crescendo e amadurecendo junto com ela ao passo que finalmente nos é descortinado o passado tão tormentoso da princesa, as razões pelas quais ela se tornou assassina e qual a extensão do peso em seus ombros – o tom sombrio da narrativa vem crescendo agora que a história está chegando ao clímax, e algumas passagens da história de Celaena/Aelin são bem pesadas. Já Dorian se encontra encurralado com a sua magia indomada ali, ao lado do pai perigoso e se reafirma como um futuro rei; e honestamente, para mim, Chaol nesse livro serviu apenas como base para a introdução de Aedion Ashryver, primo de Aelin e aliado do rei de Adarlan (personagem super importante) enquanto tinha uma fase meio emo-gótico. 

– Tire esse sorrisinho falso e mentiroso do rosto. – A voz dele estava tão morta quanto os olhos, mas tinha um tom afiado como uma lâmina.
Celaena manteve o sorrisinho falso e mentiroso.
– Não sei do que está falando. Pág. 97

Agora, nesse livro, Sarah J. Maas dá um aumento significativo ao universo de Trono de Vidro, não apenas adicionando outros lugares, mas também seres diversos. É a expansão fantástica incrivelmente bem feita que o leitor espera, já que em Adarlan a magia não funciona, mas em Wendlyn sim, e é lá que está Celaena, agora Aelin, feérica. As criaturas são em suma do mal, frutos da perversidade do rei, mas também existem seres comuns e que dão medo, deixando o livro recheado de ação e reviravoltas; ao contrário do que se assume no começo, porque o treinamento de Celaena com Rowan (maravilhoso) até pode parecer enrolação, mas a autora lida com isso muito bem, sem deixar o livro perder o ritmo. Temos então o príncipe feérico, Rowan (lindo demais), que é juramentado à rainha Maeve, além de personagens secundários super legais e bem desenvolvidos em seus devidos espaços, como Emrys e Luca, além da inserção de uma bruxa, Manon, que possui capítulos próprios, e portanto divide o livro com Celaena, Dorian e Chaol.

– Me reconforta saber que pessoas como você têm um lugarzinho especial à espera no inferno. Pág. 268

Não posso e nem vou ficar escrevendo aqui o que acontece no livro, mas esse volume talvez seja o mais importante e também é um prelúdio do que podemos esperar pela frente. Acabou cheio de ganchos, com um final incrível e ao mesmo tempo pesaroso, por isso estou ansiosa para começar logo o quarto volume!

Coroa da Meia-Noite – Trono de Vidro 2

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    Livros da série Trono de Vidro:

  1. Trono de Vidro
    1. A Lâmina da Assassina
  2. Coroa da Meia-noite
  3. Herdeira do Fogo
  4. Rainha das Sombras
  5. Império de Tempestades (Tomo 1) | Império de Tempestades (Tomo 2)
  6. Ainda sem título
Coroa da Meia-Noite – Trono de Vidro 2

Minha Classificação:
Coroa da Meia-Noite goodreads
de
Publicação: em 2014
Gênero:
ISBN: 9788501401397
Título Original: Crown of Midnight
Páginas: 406
Tradução: Mariana Kohnert
Compre em lojas confiáveis:
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A compra pode render comissão ao blog.

Capa original

Esse livro é o segundo volume da série Trono de Vidro, portanto essa resenha CONTÉM SPOILERS do primeiro livro. Caso queira ler o que achei dele, Trono de Vidro, clique aqui.

Após vencer a competição que lhe garantiu ser a Campeã do Rei de Adarlan, Celaena Sardothien é enviada em missões para eliminar os inimigos do rei, assim garantindo seu salário e também teto, comida e criados dentro do castelo de vidro. Nehemia, sua amiga e princesa de Eyllwe (um reino subjugado por Adarlan), continua no castelo e é uma das maiores razões para Celaena ficar, junto com Chaol Westfall, o capitão da Guarda Real, o príncipe herdeiro Dorian Havilliard e Ligeirinha, sua cadela. Quando o rei entrega o nome de um velho amigo para que a assassina o elimine, ela se vê frente a um desafio muito maior do que simplesmente acabar com uma vida, ela descobre um levante contra a Coroa.

Celaena rosnou – rosnou mesmo – para ele. Pág. 72

Continuando o absolutamente incrível trabalho de Trono de Vidro, Sarah J. Maas se supera mais uma vez nesse livro. Nele, vemos uma Celaena tão divertida quanto antes, porém mais madura depois dos desafios e das descobertas feitas na competição. A essência da personagem é a mesma, mas nesse segundo volume, conhecemos o lado mais obscuro e assassino de Celaena; por isso conseguimos compreender porque ela detém o título de Assassina de Adarlan e é temida por todos os cantos – mas isso não abole de jeito nenhum a tensão romântica presente desde as primeiras páginas. Temos, finalmente, a assassina se rendendo ao amor, se abrindo mais e rejeitando seu destino para poder desfrutar dele, porém tudo a seu preço. O príncipe Dorian e o capitão Chaol ganham mais pontos de vista (mesmo que o livro seja narrado em terceira pessoa, o descritor também os acompanha ao invés de mostrar apenas Celaena), afinal, são personagens que conhecemos e esse não é mais o livro introdutório da série, e achei isso sensacional. Agora já estamos mais ambientados dentro do castelo, portanto é importante que acompanhemos também os personagens secundários importantes. E também somos apresentados a um novo personagem (não sei muito bem se é isso), que é Mort, a aldrava do mausoléu da Rainha Elena que é absolutamente sensacional: haviam momentos que eu gostava mais dele que do Dorian, por exemplo. Acho que ainda gosto.

Mas a morte era a maldição e o dom de Celaena; a morte fora sua grande amiga naqueles longos, longos anos. Pág. 239

Confesso que não sabia como a autora ia trabalhar o (ensaio de) triângulo amoroso formado no primeiro livro, embora para mim já tenha ficado claro quem a Celaena ia escolher, porém fui mais uma vez, surpreendida positivamente. No decorrer do livro, achei que certo personagem ia se tornar um estorvo, o vilão ou coisa assim, porque a narrativa dava meio que a entender isso, mas Sarah J. Maas soube usar muito bem a história que ela tinha em mãos e acabou que esse personagem se tornou mais imprescindível na narrativa e caiu nas minhas graças (eu tinha terminado o primeiro livro meio de mal com ele). Em nenhum aspecto consegui prever o que ia ocorrer dentro da história, e isso para mim só conta pontos positivos demais tanto para a série quanto para  autora!

[…] A assassina sorriu para ele mais uma vez, felicidade sombria estampada no rosto. De que buraco do inferno ela tinha saído para encontrar prazer em tais coisas? Pág. 387

Coroa da Meia-Noite, para mim, foi um pouco mais contemplativo do que o livro anterior porque nele não há tanta ação, mas sim, um desenvolvimento do universo que a autora propõe e ela o fez muito bem. Passeamos por tramas políticas, conflitos internos dos personagens e guerra, além desse volume ter muito mais explicações do que o anterior. Nele temos revelações enormes, tanto sobre nossa anti-heroína como sobre o rei de Adarlan, que é cercado em mistérios. Finalmente descobrimos um pouco sobre como a magia foi extinta e também sobre os planos macabros do rei, e seus meios para atingi-los. Existem várias reviravoltas ao longo do livro e confesso que houveram momentos que eu admirei muito a coragem que a autora teve para tirar o leitor da zona de conforto – eu sinceramente não achei que ela fosse capaz de armar um circo desses, mas depois do final de Corte de Névoa e Fúria eu não tinha que duvidar era de nada. Não vou contar nada muito detalhadamente porque se não acaba a graça de ler o livro, mas ao longo da história, a autora vai deixando vários ganchos gigantescos para os próximos volumes e o final, meus amigos, não há nada igual. Quando terminei a leitura, fiquei toda arrepiada e virei fangirl de Sarah J. Maas, e penso que esse caminho seja sem volta.