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Império de Tempestades – Trono de Vidro 5 (Tomo 1)

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    Livros da série Trono de Vidro:

  1. Trono de Vidro
    1. A Lâmina da Assassina
  2. Coroa da Meia-noite
  3. Herdeira do Fogo
  4. Rainha das Sombras
  5. Império de Tempestades (Tomo 1) | Império de Tempestades (Tomo 2)
  6. Tower of Dawn
Império de Tempestades – Trono de Vidro 5 (Tomo 1)

Minha Classificação:
Império de Tempestades - Tomo 1 (Trono de Vidro, #5A) goodreads
de
Publicação: em 2017
Gênero:
ISBN: 9788501109996
Título Original: Empire of Storms
Páginas: 364
Tradução: Mariana Kohnert
Compre em lojas confiáveis:
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A compra pode render comissão ao blog.

Capa original

Este é o primeiro tomo do quinto livro da série Trono de Vidro, portanto CONTÉM SPOILERS dos primeiros quatro volumes: Trono de Vidro, Coroa da Meia-Noite, Herdeira do Fogo e Rainha das Sombras. Se quiser ler o que achei da série (o que aconselho muito), só clicar no nome dos livros acima.

Após a morte do Rei de Adarlan, Aelin Galathynius segue em busca de reaver seu trono de Terrasen e acabar com a ameaça do Rei Valg Erawan, que quer soltar seu exército de demônios por toda Erilea como forma de conquistar esse mundo. Porém encontrar aliados é difícil e mais difícil ainda é disputar contra o poder da escuridão. Será que seu Coração de Fogo será o suficiente para salvar o mundo?

– Vamos – disse ela para Lysandra e Aedion, seguindo para a porta. – Melhor comermos antes de abrirmos as portas do inferno. Pág. 131

Não existe melhor forma de começar 2018 do que com Trono de Vidro. Enrolei e enrolei desde agosto para não terminar o livro, e resolvi relê-lo antes de fazer o post tanto para me lembrar de tudo que acontece como para a leitura durar mais um pouquinho. Sim, comprei o segundo tomo junto com o primeiro, mas o sexto livro ainda não saiu aqui no Brasil e por isso ler tudo rápido é um forma de tortura. Antes de prosseguir com a resenha, quero deixar claro que meu amor por Sarah J. Maas só faz crescer com cada obra dela que leio, portanto este post pode ser tanto grande quanto fangirlmente tendencioso.

Um lembrete de que Aelin podia ser a herdeira do fogo… mas Erawan era o Rei da Escuridão. Pág. 159

Mais uma vez me sinto surpresa (se não um pouco besta) com o aperfeiçoamento da história pela autora: tínhamos uma assassina competindo em nome de um príncipe numa competição ridícula no primeiro livro, e cá estamos nesse quinto volume com uma rainha singular lutando pelo destino de todo um continente. A narrativa continua em terceira pessoa e o foco continua em Aelin, porém é sensacional a capacidade que Sarah J. Maas tem de entrelaçar destinos e nesse livro; o ponto de vista troca de personagem toda hora, o que só faz com que nos envolvamos mais ainda com os personagens e também fiquemos informados do que acontece com cada um em cada lugar. O melhor aqui é que é tudo de uma sutileza enorme, e quando acontece determinada coisa que teve uma pista há mil capítulos atrás, o leitor se pega pensando “eu vi o que você fez aqui…”. 

Não havia tal coisa de um mundo melhor; não existia final feliz.
Porque não havia final. Pág. 191

Além de claro, a trama ser o grande destaque, o meu segundo fator favorito nesse livro são as mulheres. Os homens têm seu espaço, sua grande importância e seu papel definitivo para tudo o que ocorre; mas as mulheres são as que dão o pulo do gato, as que ganham com astúcia e inteligência infinitas, elas são ardilosas, espertas e com certeza ganham o coração de quem quer que leia esse livro. Aelin continua com a sua língua afiada, sua arrogância e jeito divertido que a marcam como única (muito embora, com o crescimento tanto da personagem como da tensão na história, ela tenha ficado mais contida, porém é plausível no universo da série), Lysandra é carismática e sabe ler as pessoas muito bem, Elide é inteligentíssima e uma sobrevivente (tanto Elide quanto Lysandra têm uma história de vida muito triste, mas a autora em momento nenhum se utiliza disso para ganhar pena do leitor, ela constrói o caráter fortíssimo das duas com base nisso) e Manon é forte e questionadora. Se elas quatro se juntarem, sem os poderes feéricos ou bruxos, serão uma força da natureza por si só, e isso é apenas incrível! E ademais, o desenvolvimento de todos os personagens é completamente condizente com os livros anteriores e ninguém está ali de enfeite, os papéis são bem delineados e bem cumpridos ao longo do livro; os arcos de cada um deles é muito diferente um do outro e se complementam de forma fantasticamente bem escrita.

Não havia tempo bastante, não havia tempo bastante para fazer o que ela precisava fazer, para consertar as coisas.
Mas… um passo de cada vez. Pág. 251

Como sempre, existem muitos acontecimentos no livro – acho até que esse foi o que mais teve episódios decisivos de todos da série – que não são difíceis de acompanhar, e que são compreensíveis e necessários a esse ponto da história, já que as coisas estão no pé em que estão. As sequências de ação são super bem escritas, de forma que conseguimos imaginar tudo que está acontecendo com perfeição mesmo sendo um tanto frenéticas, e bem distribuídas para criar picos de tensão ao longo do livro. Aliás, os diálogos e a pouca tranquilidade no decorrer da história conseguem fazer um ótimo contraponto a essas cenas de ação, com momentos de reflexão dos personagens que são necessários para seu crescimento e para o curso de ação que a trama vai tomar. As passagens com um tempero de humor negro (característico de toda a série, afinal, a protagonista é a rainha das tiradas infames) também estão presentes, em menor quantidade para acompanhar a apreensão do momento do livro, mas que dão aquele quentinho no coração do leitor ao ver que a essência de Trono de Vidro está ali, mesmo com o universo da série chafurdando na bosta. Falando nisso, quero deixar aqui minha indignação mais uma vez por conta de o livro ter sido dividido em dois tomos sem necessidade nenhuma, só para a editora ganhar mais dinheiro. Que feio! (Mesmo assim já estou ansiosa para ler a segunda parte e ver no que essa confusão toda vai dar).

Rainha das Sombras – Trono de Vidro 4

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    Livros da série Trono de Vidro:

  1. Trono de Vidro
    1. A Lâmina da Assassina
  2. Coroa da Meia-noite
  3. Herdeira do Fogo
  4. Rainha das Sombras
  5. Império de Tempestades (Tomo 1) | Império de Tempestades (Tomo 2)
  6. Tower of Dawn
Rainha das Sombras – Trono de Vidro 4

Minha Classificação:
Rainha das Sombras (Trono de Vidro, #4) goodreads
de
Publicação: em 2016
Gênero:
ISBN: 9788501106841
Título Original: Queen of Shadows
Páginas: 644
Tradução: Mariana Kohnert
Compre em lojas confiáveis:
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A compra pode render comissão ao blog.

Capa original

Esse é o quarto volume da série Trono de Vidro, portanto, CONTÉM SPOILERS dos três livros anterioresAqui está o que achei de Trono de Vidro, Coroa da Meia-Noite e Herdeira do Fogo.

Celaena Sardothien não existe mais. Aelin Ashryver Galathynius, Coração de Fogo e rainha de Terrasen está de volta a Forte da Fenda para tentar matar o rei de Adarlan. Mas também para lidar com seu antigo mestre traidor Arobynn Hamel, com a extinção da magia no continente, com os demônios valg comandados pelo rei, com os rebeldes da cidade e com seu amigo escravizado Dorian. Entre outros problemas. Será que a jovem rainha conseguirá se manter fiel a si mesma diante de tantos desafios?

– Não se pode colocar muita fé em fofocas, mas chegaram notícias de Wendlyn há cerca de um mês. Diziam que uma certa rainha perdida deu um show espetacular para uma legião invasora de Adarlan. Na verdade, acredito que o título agora usado pelos nossos queridos amigos no império seja “rainha vadia e cuspidora de fogo”. Pág. 23

É absolutamente incrível a evolução que Sarah J. Maas carrega em sua escrita. A cada livro lançado a autora me ganha mais e nossa, Rainha das Sombras é disparado o melhor livro da série. Por ter mais de seiscentas páginas, esse quarto volume pode parecer intimidante e meu primeiro pensamento foi que ou seria muito muito bom, ou seria péssimo: foi além de incrível! A maneira que a história se desenvolve é extremamente fluida, de maneira que nem dá para sentir passar; parte porque é super bem escrita, parte porque é uma avalanche sem fim de acontecimentos, parte porque tem muitas cenas de ação e luta e também parte porque tem inúmeras reviravoltas importantes e surpreendentes.

Chaol vira Aelin matar. Fazia um tempo desde que a vira lutar por diversão.
E ela estava se divertindo horrores com aquilo. Pág. 201

Além disso, temos também vários pontos de vista – por mais que o livro seja narrado em terceira pessoa, hora estamos em Adarlan na mente atormentada de Dorian, ou nas reuniões secretas dos rebeldes de Chaol, ou no apartamento de Aelin bolando um plano ou em Morath com Manon Bico Negro e seu clã de bruxas. A complexidade na série Trono de Vidro é tão espetacular que evoluímos de uma só ameaça para inúmeras com diferentes graus de risco, mas todas desenvolvidas de forma plausível para enriquecer e alimentar a história ao passo que entramos em vários pontos diferentes de Erilea com diversos personagens diferentes, sendo eles novos ou já conhecidos pelo leitor, e tendo suas profundidades exploradas em diferentes níveis, mas sem obscurecer o papel de cada um.

– Ah? – ronronou Aelin, e ele se preparou para a tempestade. – E qual mensagem isso passa? De que sou uma vadia? Como se o que eu faço na privacidade de meu quarto, com meu corpo, fosse da conta de alguém. Pág. 260

Confesso que não fiquei nem um pouco surpresa com o crescimento de Aelin como personagem, principalmente nesse quarto volume. A rainha assassina está mais mordaz, com seu humor negro afiadíssimo, seus planos insanos e seu sangue frio tão característico. Aelin é a inteligência em pessoa e deixava os homens que a acompanhavam boquiabertos ao saberem  de suas armações (o leitor também, claro), e a autora se certificou de que nenhuma ação da assassina fosse despropositada – a rainha não dava ponto sem nó. Obviamente esse foi o ponto alto do livro, já que na maioria das vezes Sarah J. Maas conseguiu contrabalançar o humor no contexto de tensão crescente da história, coisa que já descobri que ela faz muito bem. Por mais que eu conseguisse prever alguns eventos que tomaram forma na narrativa, não me incomodei com isso porque tudo se passava de forma um pouco inusitada, e a capacidade que a autora tem de fazer tudo dar errado muito rápido sempre me deixa sem chão, mesmo isto sendo presente em todas as suas obras. O final foi imprevisível e lindo lindo lindo, e quando terminei a leitura, estava com aquele quentinho gostoso no coração por mais que saiba que o pior ainda está por vir. Ah, todos os ships viraram OTPs, obrigada Sarah J. Maas rs! 

 

Herdeira do Fogo – Trono de Vidro 3

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    Livros da série Trono de Vidro:

  1. Trono de Vidro
    1. A Lâmina da Assassina
  2. Coroa da Meia-noite
  3. Herdeira do Fogo
  4. Rainha das Sombras
  5. Império de Tempestades (Tomo 1) | Império de Tempestades (Tomo 2)
  6. Tower of Dawn
Herdeira do Fogo – Trono de Vidro 3

Minha Classificação:
Herdeira do Fogo goodreads
de
Publicação: em 2015
Gênero:
ISBN: 9788501401403
Título Original: Heir of Fire
Páginas: 518
Tradução: Mariana Kohnert
Compre em lojas confiáveis:
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A compra pode render comissão ao blog.

Capa original

Esse é o terceiro volume da série Trono de Vidro, por isso, CONTÉM SPOILERS do primeiro e do segundo livro. Aqui está o que achei de Trono de Vidro e Coroa da Meia-Noite.

Em seguida às revelações incríveis do final do segundo livro, Celaena está em Wendlyn (território seguro para ela) após Chaol insistir para que a assassina cumprisse uma missão para o rei de Adarlan. Lá ela encontra sua tia Maeve, a última rainha feérica, que emana poder e exige que a assassina treine com Rowan, príncipe guerreiro, para que possa finalmente tomar seu lugar como rainha; porém as intenções dela podem não ser tão puras assim. Já em Adarlan, Dorian e Chaol se encontram numa encruzilhada entre os rebeldes de Forte da Fenda, os poderes desconhecidos do rei e a descoberta de que Dorian possui magia.

Ela não conseguia se lembrar de como era ser livre. Pág. 82

Antes de qualquer coisa, preciso deixar frisada aqui a minha decepção para com a Galera. Poxa, um livro caro desses e a tinta do título simplesmente desaparece com o tempo, conforme o seguramos para ler? A parte metalizada da capa, que tem o título da série, é de um tom lindo de cobre, mas o exemplar que eu peguei emprestado da minha amiga para ler, agora, depois que eu e ela o lemos, já não tem mais as letras “o”, “n” e “o” de Trono da capa. É frustrante. Mas enfim, o livro apresenta apenas esse defeito, e nem tem a ver com conteúdo.

Nesta magnífica continuação da série, temos uma evolução de personagens enorme: Celaena e Dorian parecem amadurecer imensamente com os acontecimentos de Coroa da Meia-Noite, enquanto Chaol tá bem chato, já vou adiantando logo. Vemos a nossa anti-heroína despedaçada e arrasada pelo luto e por tudo que a vida já lhe tirou, sem esperanças e com medo de se assumir como Aelin, herdeira o trono de Terrasen, e ao longo do livro vamos crescendo e amadurecendo junto com ela ao passo que finalmente nos é descortinado o passado tão tormentoso da princesa, as razões pelas quais ela se tornou assassina e qual a extensão do peso em seus ombros – o tom sombrio da narrativa vem crescendo agora que a história está chegando ao clímax, e algumas passagens da história de Celaena/Aelin são bem pesadas. Já Dorian se encontra encurralado com a sua magia indomada ali, ao lado do pai perigoso e se reafirma como um futuro rei; e honestamente, para mim, Chaol nesse livro serviu apenas como base para a introdução de Aedion Ashryver, primo de Aelin e aliado do rei de Adarlan (personagem super importante) enquanto tinha uma fase meio emo-gótico. 

– Tire esse sorrisinho falso e mentiroso do rosto. – A voz dele estava tão morta quanto os olhos, mas tinha um tom afiado como uma lâmina.
Celaena manteve o sorrisinho falso e mentiroso.
– Não sei do que está falando. Pág. 97

Agora, nesse livro, Sarah J. Maas dá um aumento significativo ao universo de Trono de Vidro, não apenas adicionando outros lugares, mas também seres diversos. É a expansão fantástica incrivelmente bem feita que o leitor espera, já que em Adarlan a magia não funciona, mas em Wendlyn sim, e é lá que está Celaena, agora Aelin, feérica. As criaturas são em suma do mal, frutos da perversidade do rei, mas também existem seres comuns e que dão medo, deixando o livro recheado de ação e reviravoltas; ao contrário do que se assume no começo, porque o treinamento de Celaena com Rowan (maravilhoso) até pode parecer enrolação, mas a autora lida com isso muito bem, sem deixar o livro perder o ritmo. Temos então o príncipe feérico, Rowan (lindo demais), que é juramentado à rainha Maeve, além de personagens secundários super legais e bem desenvolvidos em seus devidos espaços, como Emrys e Luca, além da inserção de uma bruxa, Manon, que possui capítulos próprios, e portanto divide o livro com Celaena, Dorian e Chaol.

– Me reconforta saber que pessoas como você têm um lugarzinho especial à espera no inferno. Pág. 268

Não posso e nem vou ficar escrevendo aqui o que acontece no livro, mas esse volume talvez seja o mais importante e também é um prelúdio do que podemos esperar pela frente. Acabou cheio de ganchos, com um final incrível e ao mesmo tempo pesaroso, por isso estou ansiosa para começar logo o quarto volume!