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Crooked Kingdom: Vingança e Redenção – Six of Crows 2

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    Livros da série Six of Crows (spin-off de Trilogia Grisha):

  1. Six of Crows: Sangue e Mentiras
  2. Crooked Kingdom: Vingança e Redenção
Crooked Kingdom: Vingança e Redenção – Six of Crows 2

Minha Classificação:
Crooked Kingdom - Vingança e Redenção (Six of Crows, #2) goodreads
de
Publicação: em 2017
Gêneros: ,
ISBN: 9788582354568
Título Original: Crooked Kingdom
Páginas: 448
Tradução: Eric Novello
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Capa original

Esse é segundo livro da série, portanto podem haver SPOILERS do primeiro. Se não se importar, siga adiante!

“Um bom ladrão é como um bom veneno, mercantezinho. Ele não deixa vestígios.” 

Depois de terem sido traídos e quase mortos, tudo o que o grupo de Kaz quer é recuperar o membro que foi sequestrado por Van Eck e se vingar do mercante que quase destruiu suas vidas. Os acontecimentos na corte de gelo ainda os perseguem e pegar o dinheiro que havia sido prometido pelo trabalho é mais do que necessário, é um questão de sobrevivência.

A dinâmica do grupo sempre foi precariamente equilibrada e mantida unida pela força de vontade do Kaz, que quase nunca é gentil e compreensivo, ou melhor, quase nunca demonstra isso, e apesar dele ser o elo que os mantém fortes e focados, quando algo sai do controle dele é quase como se o resto do grupo fosse se desmanchar. Agora eles estão em um momento crítico desse equilíbrio, afetando o desenvolvimentos das missões e colocando obstáculos que podem significar a derrocada completa do grupo.

Ele sempre se perguntava como as pessoas sobreviviam àquela cidade, mas era possível que Ketterdam não sobrevivesse a Kaz Brekker.

Continuamos com os múltiplos pontos de vista o que funciona muito bem para a narrativa, não só conseguimos entender melhor os personagens, como a história é melhor contada. A autora consegue dosar bem os momentos de ação com o romance, e quando digo romance quero dizer os diálogos de flerte entre os personagens e os pensamentos sobre possibilidades que vão se intercalando com a missão. 

Outro ponto positivo é que a autora manteve o conflito localizado, mesmo sendo em torno de uma questão que afetaria o “mundo”, a história sempre foi sobre esses seis personagens e continuo assim. O conflito, o resultado e a vingança é pessoal, há bônus e danos colaterais para o resto do mundo, mas o que poderíamos esperar de um bando de ladrões. É difícil falar dos personagens sem cair em alguma armadilha e dar spoilers, mas tanto o conjunto quanto individualmente funcionam bem, apesar de trabalharem em pares que fica estabelecido desde Six of Crows a dinâmica entre todos eles é inteligente e sempre consegue trazer a tona algo novo, que não funcionaria com a dupla. Kaz ainda é um dos melhores personagens que já vi construído, ele é amoral, perverso e deliciosamente astuto, ele não se justifica, ele simplesmente faz o que tem que ser feito e quando enxergamos, nós e os outros personagens, um traço de gentileza, bondade ou compaixão, parece um lapso da sua personalidade, algo que se deixou escapar sem querer e que nunca mais voltará existir. 

Ainda defendo que essa duologia demonstra um amadurecimento de escrita da Leigh Bardugo em relação a Trilogia Grisha sem comparações. Após o livro sair na gringa vi muitas resenhas falando que a história teve um final honesto, eu não diria necessariamente honesto, é um final real, que deixou algumas portas abertas caso a autora queira retomar o projeto, mas foi anticlimático. Esperei dois livros pelo embate entre dois personagens e do jeito que ele aconteceu e a disposição dos capítulos finais me deu a impressão de expectativa não alcançada. Não me entendam mal, o livro é incrível, 4,5 estrelas sem titubear, a questão é que eu esperava um grande evento para determinado acontecimento e ele me pareceu aquém do que havia sido construído de tensão e desejo de vingança. Paciência, não podemos ter tudo na vida.

Sem mortes. Sem funerais.

O Hobbit

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Para conferir a resenha da adaptação "O Hobbit: A Desolação de Smaug", clique aqui.

O Hobbit

Minha Classificação:
O Hobbit goodreads
de
Publicação: em 2013
Gênero:
ISBN: 9788578277109
Título Original: The Hobbit : or There and Back Again
Páginas: 297
Tradução: Almiro Pisetta
Compre em lojas confiáveis:
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Capa original

Como a pessoa normal que sou, acabei de ler O Hobbit agora, um mês depois de terminar O Senhor dos Anéis. Caso você não saiba, O Hobbit foi lançado em 1937, dando origem à trilogia do Anel – cujo primeiro livro foi lançado apenas em 1954. Nesse “prelúdio” temos a história de como Bilbo Bolseiro e o mago Gandalf se envolveram numa grande aventura junto com os anões, para que estes conseguissem recuperar seu tesouro há muito perdido para o dragão Smaug, que habita a Montanha Solitária.

De qualquer modo, eu não gostaria de estar no lugar do Sr. Bolseiro. Pág. 71

O primeiro fato a me chamar atenção em O Hobbit foi a narrativa. Parece que Tolkien está conversando com o leitor, e frequentemente faz piadas ou chama atenção para fatos que passariam despercebidos – e na maioria do texto ele faz paralelos com os tempos atuais (para o autor), além de fazer observações em primeira pessoa. A verdade é que a narrativa em O Hobbit é leve e desproprositada as vezes, e até em momentos de tensão o leitor consegue se divertir. Comparando com O Senhor dos Anéis, o tom dos livros é muito diferente e com uma razão incrível: O Hobbit é uma aventura em que Bilbo se meteu por acaso, enquanto a trilogia do Anel é uma jornada para destruir um fardo que pode destruir a Terra Média, portanto a narrativa é bem mais crua e pesada. Para mim, isso apenas demonstra mais ainda a genialidade e a importância que esses livros têm para a literatura mundial (afirmação de fangirl detectada).

Vocês teriam rido (a uma distância segura) se tivessem visto os anões empoleirados nas árvores com as barbas balançando, como cavalheiros malucos brincando de ser meninos. Pág. 99

O fator narrativo em nada diminui a grandiosidade que é O Hobbit. Bilbo se insere em apuros enormes, e nesses apuros temos a presença de vários personagens que aparecem também em O Senhor dos Anéis. É incrível a maneira que Tolkien consegue introduzir personagens e torná-los queridos logo de início, sem contar que alguns deles, infelizmente, não sobrevivem até o fim da aventura (ou até o fim da trilogia do Anel). Temos o primeiro encontro entre Gandalf e Bilbo, a casa de Elrond e claro, o fator mais determinante do livro: Bilbo encontrando o Anel – e também seu jogo de charadas com Gollum (Sméagol) ♥ . Ao fim de O Hobbit, entendi a razão pela qual Bilbo é tão apegado ao Anel em A Sociedade do Anel, e isso deu um sentido mais rico para a história toda.

Os remos afundavam na água, e eles partiram para o norte, subindo o lago na última etapa de sua longa jornada. A única pessoa completamente infeliz era Bilbo. Pág. 195

A minha edição desse livro tem capa e ilustrações feitas pelo próprio Tolkien, e que são sempre lindas, além de ajudar o leitor a se situar no contexto. Ah, é claro que as ilustrações são idênticas às locações dos filmes da trilogia do Anel. Também tem um mapa da jornada do hobbit, claro que não tão complexo quanto o da Terra Média, mas ainda assim importantíssimo para guiar o leitor. Ainda não assisti as três adaptações de O Hobbit, e achei melhor resenhar uma por uma, já que são três filmes que têm conteúdo tão grande quanto o do livro; porém estou empolgadíssima para acompanhar as aventuras do Sr. Bilbo Bolseiro e espero que esses sejam tão bons quanto os três de O Senhor dos Anéis. Esses livros ganharam um espaço importante e inesperado na minha vida, então queria deixar aqui um pedido: se você gosta de fantasia ou ficção, leia as obras de Tolkien, porque muito do que existe no mundo literário hoje em dia saiu daquela cabecinha maravilhosa. Aposto que você vai gostar!

A Rebelde do deserto – A Rebelde do Deserto 1

por • 5028 Acessos

    Livros da série A Rebelde do Deserto:

  1. A Rebelde do Deserto
  2. A Traidora do Trono
  3. Hero at the Fall
A Rebelde do deserto – A Rebelde do Deserto 1

Minha Classificação:
A Rebelde do Deserto (A Rebelde do Deserto, #1) goodreads
de
Publicação: em 2016
Gêneros: ,
ISBN: 9788565765992
Título Original: Rebel of the Sands
Páginas: 288
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Capa original

Amani tem o sonho de fugir do deserto de Miraji, de deixar seus parentes e seu destino para trás, porém precisa de dinheiro para isso e a melhor forma de conseguir é disfarçada de garoto em uma arena de tiros, apostando não só todas as suas economias como a sua vida. As coisas não saem como o planejado na arena e Amani se vê envolvida com um forasteiro que pode ser tanto a ruína dos seus planos como sua melhor chance de escapar de Miraji.

Os imortais nunca precisam de coragem. Mas os mortais sim.

O deserto guarda muitos segredos, desde criatura milenares como gênios e cavalos mágicos até uma rebelião contra o Imperador. O colapso de uma guerra civil ou uma invasão de reinos vizinhos é iminente e mesmo Amani querendo apenas sua liberdade ela vai estar no cerne dos acontecimentos e precisará escolher um lado para lutar. Como uma boa protagonista de livros fantásticos, Amani tem uma independência e uma força que fazem você torcer pela personagem, mesmo quando ela perde o brilho devido a um romance mal costurado na história, que faz com que a personagem perca suas caraterísticas em prol do romance. E se teve uma coisa que me irritou, foram as promessas não cumpridas pela Amani, teve um impacto negativo na forma como eu encarava a personagem, principalmente porque a situação se repete mais de uma vez, seriam situações aceitáveis, desde que ela tivesse a mesma atitude com o seu interesse amoroso, mas não é bem assim, logo fiquei com a impressão que ela foi ficando cada vez mais egoísta com o passar da história.

Não ia morrer aquele dia, sabia disso mesmo com o buraqui acelerando na minha direção com toda a força.

Toda a mitologia é muito interessante e foge do convencional das histórias fantásticas, dragões e anões dão lugar a gênios com poderes mágicos e criaturas que estão intimamente ligadas ao deserto. O plano político foi pouco desenvolvido nesse primeiro volume, apesar de ter sido apresentado certos cenários políticos possíveis e a questão que está por trás da rebelião, nada foi aprofundado ao ponto de entender de fato pelo quê os lados estão lutando. O foco ficou por conta da mitologia e da jornada da Amani em encontrar seu lugar no mundo, acredito que o segundo volume será mais instigante já que tanto a história como os personagens vão tomar rumos mais complexos. 

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