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A Rebelde do deserto – A Rebelde do Deserto 1

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    Livros da série A Rebelde do Deserto:

  1. A Rebelde do Deserto
  2. A Traidora do Trono
  3. Hero at the Fall
A Rebelde do deserto – A Rebelde do Deserto 1

Minha Classificação:
A Rebelde do Deserto (A Rebelde do Deserto, #1) goodreads
de
Publicação: em 2016
Gêneros: ,
ISBN: 9788565765992
Título Original: Rebel of the Sands
Páginas: 288
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Capa original

Amani tem o sonho de fugir do deserto de Miraji, de deixar seus parentes e seu destino para trás, porém precisa de dinheiro para isso e a melhor forma de conseguir é disfarçada de garoto em uma arena de tiros, apostando não só todas as suas economias como a sua vida. As coisas não saem como o planejado na arena e Amani se vê envolvida com um forasteiro que pode ser tanto a ruína dos seus planos como sua melhor chance de escapar de Miraji.

Os imortais nunca precisam de coragem. Mas os mortais sim.

O deserto guarda muitos segredos, desde criatura milenares como gênios e cavalos mágicos até uma rebelião contra o Imperador. O colapso de uma guerra civil ou uma invasão de reinos vizinhos é iminente e mesmo Amani querendo apenas sua liberdade ela vai estar no cerne dos acontecimentos e precisará escolher um lado para lutar. Como uma boa protagonista de livros fantásticos, Amani tem uma independência e uma força que fazem você torcer pela personagem, mesmo quando ela perde o brilho devido a um romance mal costurado na história, que faz com que a personagem perca suas caraterísticas em prol do romance. E se teve uma coisa que me irritou, foram as promessas não cumpridas pela Amani, teve um impacto negativo na forma como eu encarava a personagem, principalmente porque a situação se repete mais de uma vez, seriam situações aceitáveis, desde que ela tivesse a mesma atitude com o seu interesse amoroso, mas não é bem assim, logo fiquei com a impressão que ela foi ficando cada vez mais egoísta com o passar da história.

Não ia morrer aquele dia, sabia disso mesmo com o buraqui acelerando na minha direção com toda a força.

Toda a mitologia é muito interessante e foge do convencional das histórias fantásticas, dragões e anões dão lugar a gênios com poderes mágicos e criaturas que estão intimamente ligadas ao deserto. O plano político foi pouco desenvolvido nesse primeiro volume, apesar de ter sido apresentado certos cenários políticos possíveis e a questão que está por trás da rebelião, nada foi aprofundado ao ponto de entender de fato pelo quê os lados estão lutando. O foco ficou por conta da mitologia e da jornada da Amani em encontrar seu lugar no mundo, acredito que o segundo volume será mais instigante já que tanto a história como os personagens vão tomar rumos mais complexos. 

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O Ceifador – Arc of a Scythe 1

por • 5119 Acessos

    Livros da série Arc of a Scythe:

  1. O Ceifador
  2. Thunderhead
O Ceifador – Arc of a Scythe 1

Minha Classificação:
O Ceifador (Arc of a Scythe, #1) goodreads
de
Publicação: em 2017
Gêneros: ,
ISBN: 9788555340352
Título Original: Scythe
Páginas: 448
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Capa original

Em um futuro distópico a humanidade venceu a morte, as doenças e os problemas sociais. Tutelados pela Nimbo-Cúmulo, uma evolução da nuvem, essa inteligência artificial media e pondera todas as relações e providencia todas as necessidades da sociedade. Persiste um único problema, espaço, mesmo com todo o conhecimento possível disponível na Nimbo-Cúmulo, a humanidade não foi capaz de colonizar outros planetas e por isso é criado a Ceifa uma “instituição” separada e independente da Nimbo-Cúmulo que tem como missão coletar vidas.

Somos instruídos a anotar não apenas nossos atos, mas também nossos sentimentos, porque deve-se saber que temos sentimentos. Remorso. Arrependimento. Sofrimentos grandes demais para suportarmos. Porque, se não sentíssemos nada, que espécie de monstro seríamos?

Os Ceifadores possuem total liberdade de coleta desde que se mantenham próximos das metas numéricas, sociais e raciais estipuladas pela Ceifa, quem e como será coletado depende unicamente da vontade do Ceifador. Nesse contexto conhecemos Citra e Rowan que se tornarão aprendizes de Ceifadores e serão treinados nas várias formas de matar/coletar.

 Uma ceifadora havia coletado pouquíssimas pessoas ricas. Ela foi repreendida e recebeu ordens de coletar apenas milionárias até o próximo conclave.

O ponto forte desse livro, na minha opinião, é o enredo e os dilemas apresentados por essa sociedade que estão teoricamente livres de problemas. Talvez o que mais me fez refletir foi sobre a percepção de imortalidade que eles possuem. Já que a única forma de morrer é sendo coletado e a coleta é aleatória, as pessoas vivem como se não fossem morrer e isso é deprimente aqui. Uma vez que todo conhecimento está guardado na Nimbo-Cúmulo e as pessoas não precisam mais fazer diferença em nenhuma área de conhecimento, elas ficam sem objetivos na vida, com vidas pessoais bagunçadas e sem laços muitos fortes, e isso reflete uma sociedade deturpada, preocupada apenas com coisas fúteis e vivendo sem razão. E é bizarro pensar assim, porque afinal não queremos erradicar a fome? a miséria? encontrar a cura de todas as doenças? sim, queremos -só para deixar claro- mas já que ninguém mais morre, essas coisas não fazem mais diferença para eles. Isso me deixou extremamente angustiada, inclusive em alguma parte do livro é insinuado que a Nimbo-Cúmulo ainda mantém uma certa dose de desigualdade social para que as pessoas não fiquem completamente em estupor, vivendo todas iguais, e sim aqui faz sentido.

Nesse mesma sociedade temos os ceifadores, que estão acima da lei e são ao mesmo tempo as pessoas mais importantes da pirâmide social e párias completos. Eles vivem com o peso de matar em um mundo que não há mortes e com o peso de se matar quando acharem que a hora chegou. E apesar de terem que cumprir os mandamentos da Ceifa, há brechas e distorções e isso ocasiona em um questionamento da causa deles e de como eles devem agir, no final de cada capítulo foi colocado a entrada de diário de um ceifador e é interessante entender o sentimento deles para com a morte, as diferentes formas de coletar vidas e principalmente como eles imaginam o futuro.

Nunca houve tantas maquinações e armadilhas na Ceifa.

Falei pouco dos personagens, porque acho que eles ficaram diminuídos em comparação com a história, porém cada um deles tem seu momento. Não gostei muito como certas atitudes e sentimentos ficaram sem desenvolvimento, por ter dois protagonistas o foco ficou muito em um só, e portanto apesar do outro falar da mudança que estava ocorrendo, eu não vi muito dessa mudança acontecer e o final pareceu levemente forçado. Não é um livro perfeito, ou mesmo redondinho nas explanações, mas é um livro que traz questionamentos e me fez pensar sobre porque vivemos e queremos alcançar. Estou com uma expectativa alta para o segundo livro, principalmente pelo rumo que o autor decidiu tomar para dar seguimento nessa história, espero, de verdade, não me decepcionar.

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Lobo por Lobo – Lobo por Lobo 1

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    Livros da série Lobo por Lobo:

  1. Lobo por Lobo
  2. Blood for Blood
Lobo por Lobo – Lobo por Lobo 1

Minha Classificação:
Lobo Por Lobo (Lobo Por Lobo, #1) goodreads
de
Publicação: em 2016
Gênero:
ISBN: 9788555340192
Título Original: Wolf by Wolf
Páginas: 360
Tradução: Guilherme Miranda
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Capa original

E se o Eixo tivesse ganhado a II Guerra Mundial? Yael é uma jovem judia de 17 anos que presenciou os horrores dos campos de concentração e perdeu todos a quem amava para as cruéis mãos dos nazistas. Quando consegue fugir e entrar para a resistência, ela ganha uma missão: roubar a identidade de Adele Wolfe e participar do Tour do Eixo de 1956, uma corrida anual de motocicletas através do que foram as antigas Europa e Ásia, que demonstram a superioridade das raças japonesas e arianas, donas da Nova Ordem, que controla a maior parte do mundo. No Baile da Vitória, Yael deve assassinar ninguém menos que o Führer do 3º Reich, Adolf Hitler, portanto é ganhar a corrida ou morrer tentando.

As únicas pessoas desesperadas o bastante para atuar sob a lua e as trevas pesadas eram os conspiradores da resistência, os salafrários do mercado negro e os judeus disfarçados.
Yael era as três coisas. Pág. 18

A premissa desse livro é incrível: uma corrida brutal e visceral de motocicletas entre japoneses e alemães, para que no final, Hitler morra. Pode parecer meio Jogos Vorazes e de certa forma até é, só que muito diferente em sua essência. Em Lobo por Lobo a autora trabalha muito bem o “e se?”, desnudando um mundo pós guerra que muitos de nós nem conseguiríamos imaginar: cidades devastadas, campos de trabalhos forçados por todos os lugares, repressão, morte e dor e sofrimento infinitos na maior parte do mundo. Para um livro de young adult, achei bem pesadinho até porque quando você trata do assunto “II Guerra Mundial” não há livro que se torne leve, mas Ryan Graudin escreve muito bem e faz com que o leitor sinta a tensão de Yael e sinta a dor tão grande dela, às vezes também tendo noção de seu grande vazio existencial.

Ela não tinha apenas nascido para aquilo. Tinha sido criada para aquilo. Pelas agulhas dele. Pelos homens dele. Pág. 68

Yael, em momento nenhum (tirando os flashbacks de quando era uma criança judia em meio a nazistas) se faz digna de pena, e para mim, isso foi uma das melhores coisas da história; a protagonista tira força da sua dor. Achei os flashbacks e o presente muito bem desenvolvidos, com uma pesquisa ampla da autora e uma base histórica bem plausível, tirando o único elemento fantástico presente no livro – não falo porque é spoiler. A construção dos personagens é muito boa, a cadência da história é muito bem feita e me peguei querendo mas não querendo ler rápido, porque não tenho ideia de quando sai o próximo, porque é o tipo de leitura que prende. O tempo todo queria saber o que ia acontecer e preciso dizer que gostei de todos os personagens secundários, uns mais (Luka, seu lindo, casa comigo) outros menos (Felix realmente um carrapato) mas todos com papéis bem delineados no livro. 

Ainda havia beleza no mundo. E valia a pena lutar por ela.
Por isso Yael correu ainda mais rápido. Pág. 263

Graudin ganhou muitos pontos positivos para mim pelo seu timing, não só no que se aplica à corrida, mas também porque ela soube como usar o romance no livro de forma a não atrapalhar o objetivo de Yael mas mesmo assim se tornando um fator importante do começo ao final; e também temperando os acontecimentos com as dúvidas que a nova identidade de Yael, Adele, traziam e assim, aumentando a complexidade da personalidade da protagonista. Além disso, existem várias reviravoltas nada previsíveis na história e o final é digno de nota, muito imprevisível e deixa inúmeros ganchos. Ah, e a capa desenvolvida pela Seguinte é lindíssima e super tem a ver com Lobo por Lobo, e espero que a continuação saia logo porque estou ansiosa!