Penadinho – Vida

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Penadinho – Vida

Minha Classificação:
Penadinho: Vida goodreads
de ,
Publicação: em 2015
Gênero:
ISBN: 9788542602142
Páginas: 80
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Praticamente fui alfabetizada com a Turma da Mônica, lembro de treinar a leitura com os gibis, meu pai trazia todo dia um gibi novo para que eu lesse em voz alta, o que logo se tornou em “pode ler só pra você, mesmo” e um amontoado de caixas de gibis no meu quarto. Minhas histórias preferidas foram alternando, tinha época que era da Magali, depois da Mônica, Rolo, Penadinho e assim por diante. Acho a ideia das Graphics MSP fantástica, pois traz releituras de personagens conhecidos tanto no traço como nas situações apresentadas.

Desde que essa HQ foi anunciada que sou apaixonada por ela, acho que é capa mais bonita de todas as HQ’s já lançadas nessa coleção. Em Penadinho Vida tudo  está calmo no cemitério e os personagens estão brincando de esconde-esconde quando a Dona Cegonha aparece e avisa o Penadinho que a Alminha reencarnará na manhã seguinte. Chocado com a notícia e triste pelo tempo que passaram juntos e que ele não teve coragem de se declarar, ele decide cumprir uma, das várias que ele fez e não cumpriu, promessa para Alminha, de levá-la ao cinema. Só que as coisas dão muito errado e Alminha some, por isso o Penadinho tem que juntar a turma do cemitério para encontrá-la a tempo de se declarar, ou seja antes do amanhecer.

Apesar da minha paixão pelos traços dessa HQ só ter aumentado, Dona Morte inclusive está espetacular, amei a sua concepção e os penduricalhos da foice, a história foi meio decepcionante. O antagonista dos personagens é fraquíssimo e suas motivações, assim como dos seus ajudantes, são quase inexistentes. O arranjo feito para que todos os personagens apareçam também foi bem mal estruturado e não faz sentido no contexto geral da narrativa, não fariam diferença para a história caso tivessem sido cortados. Fiquei com a sensação de que faltou coesão, vários elementos foram apresentados, mas quase nenhum deles tinha ligação com os outros, como se estivessem apenas preenchendo uma check-list de itens que precisam ter na história.

 A paleta de cores e os traços estão maravilhosos e simplesmente adorei a releitura dos personagens. A minha edição é capa dura, mas é possível encontrar o quadrinho nas duas versões, capa dura e capa mole. No final das edições dessa coleção são colocados extras em que os autores falam um pouco do processo de criação das histórias e dos personagens e mostram alguns rascunhos feitos durante a criação. Nesse quadrinho também foi colocado todas as versões de capas apresentadas até chegar na final. Ainda pretendo ter todas essa coleção em casa, mas por enquanto vou me contentando com Penadinho – Vida e Turma da Mônica – Laços que são os dois quadrinhos que já estão na minha estante.  

The Handmaid’s Tale – Parte 1

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The Handmaid’s Tale – Parte 1

Minha Classificação:
The Handmaid's Tale - 2017 The Movie DB
de Bruce Miller
Status: 1 temporada (renovada)
Episódios vistos: 9
Elenco: Elisabeth Moss, Alexis Bledel, Samira Wiley, Yvonne Strahovski, Joseph Fiennes, Max Minghella
Gênero: Drama, Sci-Fi & Fantasia
Canal Original: Hulu
Canal no Brasil: Nenhum
Duração do Episódio: 50 minutos

Desde quando estreou, The Handmaid’s Tale vem causando burburinhos na internet. A adaptação do famoso livro de Margaret Atwood “O Conto da Aia” pelo canal online Hulu foi muito esperada, e como os comentários eram muito positivos e todas as críticas citavam as palavras “feminismo radical” resolvi assistir e estou amando cada semana mais. Esse post não tem spoilers!

Eles fazem isso muito bem. Nos fazem desconfiar umas das outras.

Gilead é o que foi um dia os Estados Unidos da América. Estamos num futuro onde a natalidade é baixíssima, os natimortos altos e a fertilidade quase nula são uma realidade comum, portanto a humanidade se torna rarefeita. Através de um golpe de Estado, os Líderes dos Fiéis tomam o controle e instalam um regime ditatorial cujo objetivo é seguir estritamente as ordens de Deus e tornar o mundo fértil novamente, através das Handmaids (ou Aias).

Agora estou acordada para o mundo. Estava dormindo antes.

Nessa sociedade do futuro distópico temos a divisão de mulheres em três categorias (sem brincadeira): Handmaids, Esposas e Marthas. As Handmaids andam de vermelho e só podem sair na rua em pares, elas são as mulheres férteis que devem “cumprir seu dever biológico” dando a luz à crianças para o mundo. As Esposas vestem verde petróleo e são mulheres dos Coronéis dos Líderes dos Fiéis e são na maioria não férteis, por isso elas ficam com os filhos das Handmaids. As Marthas vestem cinza e bege e são cozinheiras comuns e também trabalham na limpeza da casa. Por incrível que pareça, sim, as mulheres são distinguidas por cores. As Esposas não podem ler nem contrariar seus maridos, as Handmaids podem ser mutiladas (mas sem estragar o aparelho reprodutor, claro) caso leiam ou se revoltem de alguma maneira. Estas últimas foram sequestradas, treinadas e sofreram uma “educação especial” (mais conhecida como lavagem cerebral) para que sejam dóceis e submissas e cumpram com seu dever de engravidar e dar à luz sem muitos problemas. Em Gilead, todo mundo é vigiado o tempo todo e as ruas e casas são patrulhadas por homens armados 24 horas por dia, 7 dias por semana. Gays e lésbicas são traidores de gênero e por isso eliminados. Que mundo maravilhoso para se viver, não é?!

A série é protagonizada por Offred – que era June -, uma Handmaid de um Coronel muito importante, e acompanhamos a história prévia de Gilead através de flashbacks que também nos ajudam a ter noção de como o mundo era antes desse absurdo todo. Ela narra a série em primeira pessoa, mas em alguns episódios temos um destaque maior para outros personagens da trama, o que não faz o espectador sofrer menos por tudo que está acontecendo. A maneira como as Esposas tratam as Handmaids, a perseguição aos opositores nas ruas, tudo é muito sofrido. The Handmaid’s Tale é brutal. A série é construída de forma a deixar toda e qualquer pessoa incomodada, desconfortável e revoltada – ainda mais se for mulher: as cenas, o roteiro, a fotografia e a direção são lindos, marcantes e poderosos para que quem estiver vendo se impressione com a possibilidade (hoje em dia nem tão remota assim) de aquilo vir a ser uma verdade concreta. 

Na verdade, The Handmaid’s Tale é uma ampliação exagerada (ou nem?) de tudo que vivemos hoje: extremismo religioso, caça à comunidade LGBT em alguns países e mulher sendo posta como biologicamente predisposta apenas a ter filhos e cuidar de casa. Portanto, penso que é uma série que não deveria ser mas é necessária em pleno 2017. Se falar mais sobre a série, darei spoilers, então apenas deixo um apelo: assistam essa série por favor!

A parte 2 desse post, escrita pela Cibele, pode ser lida aqui.

Top 3 – Livros que Acabei de Descobrir Mas Preciso Pra Ontem

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Acho que todo mundo que gosta de livros passa por isso né, apesar de já ter um montão deles na fila de leitura, às vezes aparecem novos que te deixam em desespero. Da última vez que aconteceu comigo, esses foram os culpados:

How to Stop Time de Matt Haig

Eu sou velho. Essa é a primeira coisa a te dizer. A coisa da qual provavelmente você vai duvidar. Se você me visse, provavelmente pensaria que eu tenho uns quarenta anos, mas estaria muito errado.

Tom Hazard tem um segredo perigoso.

Ele pode parecer um homem comum de 41 anos, mas devido a uma condição rara, ele está vivo há séculos. Da Inglaterra Elisabetana à era do Jazz em Paris, Tom viu muito, e agora anseia por uma vida comum. Sempre mudando de identidade para permanecer vivo, Tom tem o disfarce perfeito – trabalha como professor de história em Londres. Dessa forma ele pode ensinar às crianças sobre guerras e caça às bruxas como se não tivesse testemunhado em primeira mão. Ele pode tentar domar o passado que o está alcançando rápido demais.

A única coisa que Tom não deve fazer é se apaixonar.

How to Stop Time é uma história selvagem e agridoce sobre perder e encontrar a si mesmo, sobre as vidas inteiras que pode levar até realmente se aprender a viver.

Eu parei para ler essa sinopse porque amei muito a capa e não fui decepcionada. A história parece ótima apesar de recorrer ao clichê do “amor da minha vida apareceu na hora errada”, mas, apesar de nunca ter lido nada do autor, tenho esperanças de que a história vai se desenvolver de um jeito legal.

 

Greatest Hits de Laura Barnett

Um dia. Dezesseis canções. A trilha sonora de uma vida…

Sozinha em seu estúdio, Cass Wheeler está fazendo uma viagem de volta ao seu passado. Depois de um silêncio de dez anos, a cantora-compositora está escolhendo as dezesseis faixas que a definiram – dezesseis momentos-chave de sua vida – para um álbum exclusivamente pessoal de maiores sucessos.

No decorrer deste dia, tanto ordinário como extraordinário, surge a história da vida de Cass – uma história de altos e baixos, de música, amizade e ambição, de grande amor e grande perda. Mas o que a levou a recuar há todos aqueles anos, e há uma maneira para ela fazer a paz com seu passado?

Filha. Mãe. Cantora. Amante. Quais são as memórias que mais importam?

Já falei várias vezes que adoro o combo livro + música, mas tenho que admitir que nesse caso o que mais me chamou a atenção foram as resenhas do Goodreads. As pessoas estão falando apenas coisas boas e depois de ler umas cinco opiniões, eu já tô planejando aqui como tirar um tempo para ler essa história.

 

City of Saints & Thieves de Natalie C. Anderson

Os Homens que não Amavam as Mulheres encontra Garota Exemplar neste livro jovem adulto do mistério fascinante de um assassinato no Quênia.

Nas sombras da cidade de Sangui, vive uma menina que não existe. Depois de fugir do Congo como refugiadas, Tina e sua mãe chegaram ao Quênia procurando a oportunidade de construir uma nova vida e lar. Sua mãe rapidamente encontrou trabalho como empregada para uma família proeminente, liderada por Roland Greyhill, um dos mais respeitados líderes empresariais da cidade. Mas Tina logo descobre que a fortuna de Greyhill foi feita de uma vida de corrupção e crime. Assim, quando sua mãe é encontrada morta a tiros no estudo pessoal do Sr. Greyhill, ela sabe exatamente quem está por trás disso.

Com a vingança sempre em mente, Tina passa os próximos quatro anos sobrevivendo nas ruas sozinha, trabalhando como uma mestre ladra para os Goondas, gangue local da cidade de Sangui. É um trabalho para os Goondas que finalmente traz Tina de volta para a propriedade de Greyhill, dando-lhe a chance de vingança que ela estava esperando. Mas assim que entra no lar pródigo, ela é atingida pela dor de velhas feridas e a atração de amizades passadas, pondo em movimento uma cascata de eventos perigosos que poderiam, a qualquer momento, custar a vida de Tina.

Eu não sou exatamente fã de livro que é lançado se comparando a outro livro, já parei de acreditar nessas comparações a muitos A Garota no Trem atrás, mas, apesar disso, a história parece maravilhosa e diferente do que estou acostumada a ler. Eu pelo menos não me lembro de ter lido um YA que se passa em qualquer lugar que não sejam os EUA e tem esse tanto de emoção que a sinopse promete. Se for metade do que estou esperando já vai valer a pena.