Travelers – 1° Temporada

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Travelers – 1° Temporada

Minha Classificação:
Travelers - 2016 IMDb
de Brad Wright
Status: 1 temporada (renovada)
Episódios vistos: 11
Elenco: Eric McCormack, MacKenzie Porter, Nesta Cooper, Jared Abrahamson
Gênero: Drama, Ficção científica, Fantasia
Canal Original: Showcase, Netflix
Duração do Episódio: 45 minutos

Em um futuro distópico o mundo deu errado, o que ninguém duvida que será verdade dado o panorama atual, e uma estrutura é montada para fazer com que algumas pessoas voltem no tempo e rearranjem acontecimentos para que o futuro não seja uma catástrofe. Essas pessoas são conhecidas como viajantes, elas fazem transferência de consciência para hospedeiros que estão para morrer, como uma maneira de afetar o mínimo possível os acontecimentos. Além disso, algumas regras devem ser seguidas: eles não podem entrar em contato com outras equipes de viajantes, eles precisam manter a vida cotidiana do hospedeiro e não podem interferir em nada se não for uma missão.

As equipes são formadas por cinco pessoas com habilidades específicas: medicina, memória, tecnologia, combate e liderança. A comunicação com o futuro é feita pela Deep Web e eles acatam ordens de alguém que eles chamam de Diretor, que é quem passa as missões e faz os cálculos do que precisa ser feito para alterar o futuro sem danos colaterais. E para mensagens urgentes é enviado crianças ou adolescentes para dar o recado, que são os únicos capazes de ter a mente tomada por algum viajante temporariamente sem avarias ao cérebro. Essas transferências só podem acontecer para o século XXI, já que eles precisam ter a morte gravada, com o maior número de dados possíveis para fazer a transferência na hora certa e é a tecnologia do século XXI que permite que isso aconteça. Como ao tomar o corpo do hospedeiro eles não retém as lembranças daquela vida, eles se baseiam pelas redes sociais para saber quem são e quais relações eles mantém.

Dado esse contexto começamos a ver os hospedeiros sendo tomados pelos viajantes no primeiro episódio e entendemos a dificuldade de seguir as regras. Philip iria morrer de overdose, seu viajante chegou antes disso, mas presenciou a morte do colega de quarto que estava junto com o hospedeiro e foi acusado de não ter prestado socorro a vítima. Marcy é uma garota com deficiência mental, sua fala e coordenação motora é prejudicada por isso, a viajante chega quando ela seria espancada por delinquentes. Trevor é um adolescente típico americano, meio babaca, que iria morrer em luta de boxe, seu viajante se rende antes disso acontecer. Carly é mãe de um bebê e sofre com um relacionamento abusivo com um policial, ela seria morta vítima de violência doméstica se a sua viajante não tivesse assumido o controle e colocado o cara para correr. E por último, Grant é um policial do FBI que interceptou mensagens da Deep Web e pensa que os viajantes são terroristas, ao ir no local de encontro deles ele cairia em um poço de elevador, o viajante, que é o líder do grupo, toma o hospedeiro antes disso acontecer.

Marcy, Philip, Grant, Carly e Trevor

Citei o momento da morte de cada um dos hospedeiros e um pouco da sua vida pregressa pois a série vai abordar muito bem esse peso que os protagonistas precisam carregar. As missões são prioridade, mas eles têm empregos, mulheres, filhos, pais, escola e vários aspectos da vida prática que precisa ser conciliado. No caso da Marcy o problema é maior, porque a viajante fala e se porta como alguém que não tem uma doença mental e como explicar isso para o seu assistente social? –  Então, esses dilemas da vida acabam se entrelaçando com as missões e deixando os personagens mais complexos, principalmente quando eles passam a se importar com as pessoas que estão ao redor deles. E também vão enfrentar os dilemas morais de saber o futuro e não ter autorização de mudá-lo, esse é um enorme fardo, principalmente para o Philip que é o memorizador da equipe.

Nunca fui muito fã de ficção científica e de viagens no tempo, dado a complexidade do assunto e seus desdobramentos, isso tem mudado ultimamente, mas nesse caso ainda senti que as coisas não se encaixam muito bem. Faz parte da proposta da série não dar muitas respostas, como os personagens seguem ordens e nem sempre sabem como aquilo vai afetar a linha do tempo também ficamos sem essas informações. Só que tem algumas coisas que são mal explicadas, por exemplo, como eles conseguem trazer tecnologia do futuro para o mundo atual? – Em nenhum momento é explicado. As mentes são transferidas, não tem nada de físico sendo transportado para cá, então não vejo uma explicação válida para o equipamento. Espero que a segunda temporada contenha mais respostas sobre o futuro, sobre o diretor e sobre a dinâmica de viagens temporais, mas recomendo a série e garanto que o apego emocional com os personagens acontece muito rápido.  

      
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Broken Souls – Eric Carter 2

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    Livros da série Eric Carter:

  1. Dead Things
  2. Broken Souls
  3. Hungry Ghosts
Broken Souls (Eric Carter, #2)

Minha Classificação:
Broken Souls (Eric Carter, #2) goodreads
de
Publicação: em 2014
Gênero:
ISBN: 9780756409425
Título Original: Broken Souls
Páginas: 264
Nível do idioma: Fácil

Essa resenha contém SPOILERS do primeiro livro. Para ler sobre Dead Things, clique aqui.

Após realizar um trato com a deusa asteca da Morte que não resultou em muitas boas coisas, Eric Carter percebe que seus poderes estão aumentando. Ele não sabe se é por causa do pacto ou por si mesmo, mas está se sentindo diferente – claro, além de estar diferente: seus olhos agora são totalmente negros e em seu anelar esquerdo está uma aliança que prova sua ligação com Santa Muerte. Tentando se livrar desse acordo, o necromante esbarra em Brujas, entidades antigas e fantasmas quebrados.

Espero que ele não se lembre que eu o chamava de Gandalf. (Tradução livre)

Peguei nesse livro assim que terminei o primeiro porque não queria me separar de Eric, e também queria muito saber qual seria a próxima enrascada em que ele ia se meter. Nesse segundo volume da série, Eric está venenoso como sempre, é claro que ele só faz besteira. Como esse volume não é mais introdutório, o leitor é apresentado ao mistério do livro logo nas primeiras páginas, e confesso que fiquei um bom tempo sem entender lhufas do que estava acontecendo – isso se deve em partes pela narração em primeira pessoa, então o protagonista não sabe e você também não. Assim como no primeiro livro, a história não tem nada de óbvio (dessa vez só adivinhei uma coisinha) e adorei que Stephen Blackmoore adicionou mais elementos fantásticos na trama, mas sem estragar e nem mudar o foco do enredo; este mesmo sendo muito envolvente.

“Eu não estou com medo de você.” um deles diz, claramente sentindo a necessidade de reafirmar o tamanho de seu pênis.
“Então você é um idiota.” eu digo. (Tradução livre)

O autor também foi super bem sucedido em colocar personagens novos e usar os antigos, além de saber exatamente onde os plot twists fariam mais efeito. Fiquei de queixo caído com umas revelações bizarras desse livro e nossa, queria eu ter o sangue frio que o Eric e certas pessoas desse livro têm para lidar com problemas. E é claro que o humor negro e as referências à cultura pop estão presentes em várias partes do livro, e me surpreendi rindo em várias situações que não teriam graça se não fossem narradas por esse protagonista que, de verdade, foi um dos melhores que já vi. Uma das coisas que eu mais gosto nessa série é que pela história e a mitologia que a envolve, percebo que Blackmoore estudou muitos tipos de culturas ao redor do mundo e escolheu elementos obscuros para dar seriedade à história fazendo um contraponto direto com o ar despreocupado do protagonista, e essa cultura ser latino-americana só conta mais pontos positivos no livro.

Felizmente, como a maioria da mágica, invocação é baseada em vontade. Os cantos e rituais são um modo de aprimorar sua tentativa. Eu não preciso necessariamente saber o nome da coisa. As palavras não importam. Poderia muito bem cantar músicas do Queen como estar citando Vedas ao ar livre. (Tradução livre)

Assim como no primeiro livro, me surpreendi com o final. Foi tudo menos óbvio, e me fez sentir muito em sintonia com Eric. A narrativa feita pelo Eric não só faz com que me identifique com ele, mas também que sinta o que ele sente, e esses finais malucos só me deixam mais agoniada. Ainda bem que o terceiro livro sai agora dia 7, só que infelizmente a capa também vai ser horrorosa que nem as duas anteriores. Se eu fosse o autor, ia surtar quando visse essa arte das capas, pelo amor de Deus! O garoto da capa tem uns 20 e poucos anos enquanto o Eric tem mais de 30. Parece que a pessoa que fez o design nem recebeu informações da história! Essa realmente é minha única ressalva ao livro, que facilmente entrou para os meus favoritos. É uma pena que não haja previsão de tradução, porque essa série é diferente de tudo que está aí no mercado editorial brasileiro e Eric merecia ser conhecido por um grupo maior de pessoas.

        
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Top 3 – Casais com bad timing

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Na semana passada eu estava (mais uma vez) fazendo maratona de How I Met Your Mother e o casal Ted e Robin me fez pensar em outros casais com bad timing, sabe aquelas pessoas que se gostam mas nunca conseguem ficar juntas por não encontrarem um momento na vida que seja bom para ambas? A ficção é cheia desses casais, assim como a vida, mas selecionei aqui apenas três, pelo menos pra começar.

Emma e Dexter – Um Dia (filme e livro)

Emma e Dexter se conheceram na faculdade, em 15 de julho. Esta data serve de base para acompanhar a vida deles ao longo de 20 anos. Neste período Emma enfrenta dificuldades para ser bem sucedida na carreira, enquanto Dexter consegue sucesso fácil, tanto no trabalho quanto com as mulheres. A vida de ambos passa por várias outras pessoas, mas sempre está, de alguma forma, interligada.
UM POUCO DE SPOILER TALVEZ? O motivo desse casal não ter ficado junto logo de cara é bem óbvio, Dexter com certeza não estava pronto para ser a pessoa certa da Emma. Claro que depois de 700 anos eles finalmente ficaram juntos e foram felizes porque na ficção é assim que funciona (na vida não tenho certeza).

Rosie e Alex – Simplesmente Acontece (filme e livro)

Os jovens britânicos Rosie e Alex são amigos inseparáveis desde a infância, experimentando juntos as dificuldades amorosas, familiares e escolares. Embora exista uma atração entre eles, os dois mantêm a amizade acima de tudo. Um dia, Alex decide aceitar um convite para estudar medicina em Harvard, nos Estados Unidos. A distância entre eles faz com que nasçam os primeiros segredos, enquanto cada um encontra outros namorados e namoradas. Mas o destino continua atraindo Rosie e Alex um ao outro.
UM POUCO DE SPOILER TALVEZ? No filme eles não me irritaram tanto, mas no livro NOSSA. Eita casal pra inventar motivo para não ficar junto! No começo eles tinham motivos reais, mas depois de um tempo qualquer coisa era justificativa pra não falar o que sente. Cada nova página era um novo teste de paciência.

Emily e Oliver – De Repente É Amor

Quando Oliver e Emily se conhecem em um avião, eles sentem uma conexão instantânea, mas concordam que não foram feitos um para o outro. À medida que os anos passam e vivem suas vidas separadamente, o destino os reúne várias vezes e, com isso, eles se tornam bons amigos. Toda vez que um deles quer algo mais da relação, o outro parece satisfeito em ser apenas amigo.
UM POUCO DE SPOILER TALVEZ? Da lista esse é disparado o meu casal favorito. Eles se deram bem desde o começo, tanto que no momento em que se conhecem eles passam o dia todo juntos se divertindo, mas acho que um relacionamento sério nunca foi uma opção de verdade porque eles tinham outros planos pra vida. Esse é o único casal que acho que sofreu realmente de bad timing pois eles nunca se boicotaram, o que atrapalhou foram outras coisas mesmo.

        
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