#55: O Ceifador – Scythe 1, Neal Shusterman

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O Ceifador (Scythe, #1)

O Ceifador (Scythe, #1) goodreads
de Neal Shusterman
Série: Scythe #1
ISBN: 9788555340352
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Primeira frase da página 100:
É nosso trabalho saber.

Do que se trata o livro?
Em um futuro -distópico?- o conhecimento acumulado na nuvem se tornou uma inteligência artificial com consciência, evoluindo para a Nimbo-Cúmulo. Esse conhecimento permitiu a derrubada de políticos, erradicação da morte e da desigualdade social extrema. Porém, já que as pessoas não morrem mais naturalmente se fez necessário criar uma mecanismo para matá-las, evitando uma superpopulação. Para isso foi criado a Ceifa, uma espécie de instituição, que designa Ceifadores para coletar vidas, eles não estão sob o julgo da Nimbo-Cúmulo e estão acima de qualquer lei, menos das que foram criadas pela Ceifa.

O que está achando até agora?
Muito interessante. Filosoficamente o livro traz questionamentos importantes sobre a finitude da vida e as possibilidades de se viver indefinidamente, com todo conhecimento ao alcance e sem objetivos concretos para almejar. Como a vida deixa de ser importante quando você sabe que ela não vai acabar. O questionamento moral e social que os Ceifadores enfrentam, dos outros e deles mesmos, também é outro fator importante dentro dessa história, que mostra mais uma vez que o grande mal do mundo é o homem.

O que está achando da personagem principal?
São dois protagonistas: Citra e Rowan. Ambos estão numa situação que não queriam estar, mas entendem que é necessário. Por enquanto foi desenvolvido mais o mundo do que os personagens, mesmo que eles sejam os narradores da história. Por enquanto eles são apenas ok, formiguinhas em um plano maior.

Melhor quote até agora:

O conserto de pontes e planejamento urbano poderia ser entregue à Nimbo-Cúmulo, mas tirar uma vida era um ato de consciência e senso moral. Como não se podia comprovar que a Nimbo-Cúmulo tinha nenhum dos dois, nasceu a Ceifa. Não lamento essa decisão, mas sempre me pergunto se a Nimbo-Cúmulo teria feito um trabalho melhor.

Vai continuar lendo?
Com certeza! Nada como um questionamento moral para animar as coisas. Não consigo tirar essa história e esse mundo da minha cabeça, mesmo quando não estou lendo me pego pensando nos possíveis desdobramentos e atitudes que a sociedade tomou e fico traçando paralelos com o nosso mundo.

Última frase da página:
Citra ficou fascinada com a forma como Rowan se comportou.

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Girlboss – 1° Temporada

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Girlboss – 1° Temporada

Minha Classificação:
Girlboss - 2017 The Movie DB
de Kay Cannon
Status: 1 temporada
Episódios vistos: 13
Elenco: Britt Robertson, Josh Couch, Ellie Reed, Alphonso McAuley
Gênero: Comédia
Canal Original: Netflix
Canal no Brasil: Netflix
Duração do Episódio: 30 minutos
Assistir Girlboss online: Netflix

Essa série baseada em fatos reais conta a história de Sophia que aos 20 e poucos anos não sabe muito bem o que quer fazer da vida até que ao vender uma jaqueta de brechó no eBay com um lucro significativo, decide investir seu tempo reformando roupas para vender o que eventualmente a leva a ser dona da marca de sucesso NastyGal.

Eu não sou ligada em moda e nem entendo nada sobre o assunto, por isso a Sophie Amoruso fez sucesso no eBay, lançou o site da NastyGal, transformou a empresa num sucesso milionário, “faliu” a NastyGal e eu nem soube. Vim realmente me interessar pela história dela com a iminência do lançamento da série da Netflix. Antes do lançamento eu li o livro #Girlboss porque estava realmente interessada na história real (obs: adorei o livro), mas a série foi, para mim, um tanto decepcionante.

No começo de cada episódio tem um aviso de que a série foi inspirada livremente nos eventos reais, ou seja, não dá pra esperar que se atenha totalmente aos fatos, mas apesar de eu achar a história real (a do livro) MUITO mais interessante, a série para mim teve outros problemas, a começar pela escolha da atriz para viver a protagonista. A primeira vez que me lembro de ter visto a Britt Robertson foi na finada Life Unexpected onde eu achei que ela tinha zero carisma, mas podia ser a personagem né? Porém em Girlboss pude confirmar que o problema é realmente a atriz. Mesmo quando ela tentava fazer uma piada acabava saindo totalmente sem graça por causa disso, o que foi bom para a Ellie Reed que, interpretando Annie, a melhor amiga da Sophia, brilhou em todas as cenas.

Mas Girlboss tem sim diversos pontos positivos como amizade feminina, girl power, figurino maravilhoso, trilha sonora, referência a The O.C. (só quem viveu a morte da Marissa na época vai entender a dor das personagens aqui) e RuPaul como o alívio cômico quando a Annie não estava em cena. Além disso algumas escolhas de direção me deixaram completamente apaixonada, como por exemplo o episódio 10, dirigido pela rainha Jamie Babbit (se você não conhece o trabalho dela aproveita). É muito difícil retratar no cinema/tv os fóruns, mensagens e salas de bate papo, mas nesse episódio eles encontraram uma forma totalmente criativa e visual de fazer isso. Sério, fiquei muito encantada.

Segundo, esse tópico devia se chamar O Homem Elefante de David Lynch.

No último episódio da temporada, dirigido pelo Christian Ditter, adorei a forma como eles demonstraram uma lembrança recorrente, em vez de mostrar a mesma cena 100 vezes pra mostrar que a personagem pensou nisso 100 vezes, foi usada uma música e um plano detalhe que passaram a mesma ideia mas de uma forma diferente do clichê de sempre. Também amei muito os cortes rápidos usados num diálogo sério no final do episódio. Tornou a cena mais forte, real e interessante dessa forma.

No geral Girlboss é divertidinha e espero que seja renovada porque quero muito ver a falta de carisma da Britt poder ser usada corretamente para quando a Sophia se tornar a mulher que criou um império do nada. É uma série que provavelmente não vai mudar sua vida, mas serve de bom passatempo para as horas livres. Caso queira uma história realmente boa, o livro tá sempre aí pra isso né?

A Sophia de verdade

Descendants of the Sun

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Descendants of the Sun

Minha Classificação:
Descendants of the Sun - 2016 The Movie DB
de Kim Eun-sook
Status: 1 temporada (finalizada)
Episódios vistos: 18
Elenco: Joong-ki Song, Hye-kyo Song, Goo-seo Jin, Ji-won Kim
Gênero: Drama,
Canal Original: Korean Broadcasting System, KBS2
Duração do Episódio: 60 minutos

Sim, vamos falar de mais um dorama! Descendants of the Sun traz um romance adulto e pela primeira vez desde que comecei a assistir doramas não tenho nada para reclamar dos relacionamentos construídos. Mas, estou colocando os carros na frente dos bois, vamos do começo. Yoo Si-Jin, capitão da equipe de operações especias do exército sul-coreano, e Seo Dae-Young, terceiro sargento, estão de folga quando ouvem que alguém está sendo roubado, ao impedir o roubo e derrubar o ladrão da motocicleta eles causam ferimentos ao rapaz e por isso chamam uma ambulância para levá-lo para o hospital. Alguns momentos depois Seo Dae-Young percebe que o rapaz roubou seu celular e por isso se dirigem ao hospital para recuperar o objeto. Nesse meio tempo o ladrão foge do hospital e acaba se encontrando com outros membros da sua gangue que o surram, Yoo Si-Jin e Seo Dae-Young chegam e salvam o rapaz e o levam de volta para o hospital. Nesse hospital encontramos a Dra. Kang Mo-Yeon, uma cirurgiã extremamente competente e esforçada que pretende se tornar professora no hospital. Por uma série de coincidências ela pensa que foi Yoo Si-Jin que surrou o ladrão e quer expulsar ele do hospital, porém o capitão se sente atraído imediatamente pela Dra. e tenta explicar a situação e chamá-la para sair. Enquanto isso a Yoon Myung-Joo, primeira-tenente e ex-namorada do Seo Dae-Young pensa que ele que está no hospital, por outra série de mal entendidos, e vai correndo para lá. Dessa forma somos apresentados aos dois casais do dorama.

A partir desse momento acompanhamos a tentativa de relacionamento deles. Yoo Si-Jin e Kang Mo-Yeon entram em conflito por causa de suas profissões e dos segredos que envolvem a vida do capitão, cujo codinome é Big Boss. Já que suas missões são secretas e algumas vezes inesperadas, por isso mais de uma vez ele deixa a Kang sozinha no meio do encontro e sem explicar para onde está indo ou o porquê. Do outro lado, Seo Dae-Young deixou Yoon Myung-Joo por pressão do pai dela, que é tenente-general do exército, e acredita que sua filha merece alguém melhor. Depois de idas e vindas eles acabam sendo enviados todos para o mesmo lugar, o exército em missão de pacificação e a Dra. Kang como castigo, por ter rejeitado o diretor do hospital, é enviada para uma missão de voluntariado com uma equipe médica. Então eles terão que enfrentar suas decisões e conviver juntos, enfrentando ameaças de velhos inimigos, epidemias, desastres naturais e situações de alto risco para suas carreiras. O desenvolvimento dessa retomada de relacionamento e a construção da confiança entre eles acontece aos poucos, nada é apressado ou empurrado garganta a baixo. Uma vez que o foco é o romance, os núcleos, tanto do exército quanto dos médicos, possuem muitos alívios cômicos com situações impossíveis e de muita vergonha alheia, dignos de chick lit.

Mesmo com o foco nos casais a série ainda desenvolve pequenos dramas para os personagens secundários, principalmente para os médicos que passam situações de extrema pressão e não estão tão bem preparados como os soldados. As interpretações são ótimas e o plot dos relacionamentos são saudáveis, coisa que nem sempre acontece nos doramas. A maior parte é comédia, mas ainda temos cenas de despedaçar o coração, por isso pode se preparar para se apaixonar pela série, porque depois de assistir o primeiro episódio, só conseguimos largar no último, decisão facilitada pela séria estar disponível na Netflix. 

Você faça seu trabalho. A doutora salvará o paciente e eu irei protegê-la

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