Hello, my twenties

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Hello, my twenties

Minha Classificação:
Age of Youth - 2016 IMDb
Status: 1 temporada (finalizada)
Episódios vistos: 11
Elenco: Ye-ri Han, Seung-Yeon Han, Eun-bin Park, Park Hye-soo
Gênero: Drama, Comédia
Canal Original: Joongang Tongyang Broadcasting Company
Duração do Episódio: 60 minutos

Hello, my twenties ou Age of Youth como também é conhecido, é um dorama que acompanha a vida de cinco estudantes universitárias vivendo na república Belle Epoque. Yoo Eu-Jae, 20 anos, está vindo morar na cidade para cursar psicologia, ela é extramente tímida e não consegue falar para os outros o que a incomoda, sua adaptação na casa acaba sendo muito angustiante até ela conseguir colocar para fora tudo seus sentimentos. Yoon Jin-Myung é a mais velha, 28 anos, e está terminando de cursar administração, extremamente fechada e focada, trabalha em dois empregos para se sustentar. Jung Ye-Eun, 22 anos, cursa nutrição e se esforça para sempre estar bonita e agradar o namorado. Kang Yi-Na, 24 anos, vem de uma família com dinheiro, por isso possui roupas e acessórios caros e não se preocupa com emprego ou com a faculdade e Song Ji-Won, 22 anos, cursa jornalismo e seu sonho é perder a virgindade, frequenta vários encontros às cegas que sempre terminam em amizade.

Após uma noite regada a cerveja para relaxarem, Song conta as garotas que pode ver fantasmas e que um está vivendo na casa com elas, o que acaba trazendo vários sentimentos à tona. Todas ficam imediatamente apreensivas e deixam transparecer que cada uma possui seu próprio fantasma e no decorrer dos episódios vamos ver o desenrolar desses segredos. É difícil achar séries cujo tema principal seja a amizade entre mulheres e Hello, my twenties acaba por se destacar nesse sentido e aborda temas como relacionamento abusivo, prostituição, assédio no trabalho, inveja, famílias disfuncionais e a importância de ter amigos do seu lado nos momentos difíceis. 

Da esquerda para direita: Yoo Eu-Jae, Jung Ye-Eun, Kang Yi-Na, Song Ji-Won e Yoon Jin-Myung

A única que não tem um passado misterioso/assombrado é a Song e por isso ela vive procurando problemas e acaba levando as garotas com ela, melhor personagem do dorama. Enquanto isso as outras tentam resolver seus problemas sozinhas, mas percebem que com ajuda das amigas é muito mais fácil. Um dos problemas da série é que apesar de mostrar um relacionamento abusivo e como é difícil para a vítima se desvencilhar do agressor, um outro relacionamento, que na minha opinião também é abusivo só que em menor medida do que o primeiro, é retratado como um relacionamento legal e fofo. A super proteção e invasão do espaço pessoal e de decisão da outra pessoa também é abusivo, mas acaba sendo retratado como normal ou até mesmo desejável hello, Edward. 

 

Se você nunca viu um dorama essa é uma ótima oportunidade de começar, sério, assim que você começa assistir não consegue mais parar e todos os episódios estão disponíveis na Netflix. Tem algo de vicioso neles. Apesar de ter assistido, até então, apenas doramas colegiais em que questões da sexualidade feminina é reprimida e a timidez e falta de jeito com o sexo oposto é algo amplamente retratado, nesse caso a sexualidade é debatida mais abertamente e apenas a Yoo Eu-Jae que acaba sendo retratada como a garota tímida que foge de um beijo, consensual, e fica constrangida quando falam de sexo perto dela. Apesar de não ter sido anunciado uma segunda temporada, estou torcendo muito por isso, principalmente porque o final ficou em aberto e acredito que ainda tem  história para contar dessas personagens. Deixo vocês com a Song ensinado a Eu-Jae dançar, afinal de contas, jornalistas são as melhores pessoas.

 

      
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Lugar Nenhum

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Lugar Nenhum

Minha Classificação:
Lugar Nenhum goodreads
de
Publicação: em 2016
Gênero:
ISBN: 9788580578997
Título Original: Neverwhere
Páginas: 336
Tradução: Fábio Barreto
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Capa original

Desde o post de Deuses Americanos estava tentando pôr minhas mãos nos livros de Neil Gaiman, e consegui comprar alguns deles numa promoção, e decidi pegar primeiro Lugar Nenhum para ler, mais uma vez, sem sequer saber a sinopse da história. Mais uma vez, um livro sensacional.

Richard Mayhew é um jovem escocês que foi trabalhar em Londres. Três anos depois ele está noivo, tem um ótimo emprego e uma boa vida até encontrar uma moça ferida numa calçada. Ao ajudá-la, a sua vida muda totalmente e ele passa a conhecer a Londres de Baixo.

– Meu jovem, entenda uma coisa: existem duas Londres. A Londres de Cima, onde você vivia, e a Londres de Baixo, o Submundo, onde habitam as pessoas que caem pelas brechas do mundo. Agora você é uma delas. Tenha uma boa noite. Pág. 109

Dizer que esse livro é uma maluquice sem fim é uma atenuação dos fatos. Em Lugar Nenhum, Neil Gaiman mais uma vez nos mostra porque é um dos autores mais aclamados da atualidade, e com certeza fincou sua bandeira no meu hall de favoritos. Nessa releitura fantástica de Londres o autor encaixa uma fantasia totalmente diferente de tudo que já li, figuras surpreendentes e enredo nem um pouco óbvio. Tendo como pano de fundo os esgotos e lugares abandonados dessa cidade, temos Door, uma jovem que abre portas tentando salvar sua vida com a ajuda de marquês De Carabás, ratos e pessoas que falam com ratos, guerreiros milenares, Conde e a não-tão-solícita presença de Richard. Também temos o uso incrivelmente criativo das estações de metrô de Londres e seus respectivos nomes, que têm grande importância no Submundo.

Richard já fora mandado à mer** com mais empolgação e bom humor. Pág. 234

É importante frisar como as personagens femininas são fortes e determinadas, além de cumprirem um papel de destaque na trama. Door é apenas uma adolescente, mas com uma coragem incrível. Em contraponto, Richard, o protagonista, às vezes é bem chatinho e passa várias vergonhas, mas funciona muito bem como o elemento de fora. É ótima a maneira como a história se desenrola, com reviravoltas surpreendentes e uma cadência que penso ser típica do autor. A construção dos personagens é condizente com o tempo do livro, muito bem feita e explorada de formas inusitadas e como esse livro se passa (em suma) nos esgotos, às vezes de forma curiosamente nojenta. Por exemplo, é genial a maneira com a qual Neil Gaiman constrói o Sr. Croup e o Sr. Vandemar para serem comicamente amedrontadores, com seus gestos, aparências, presenças e falas muito bem colocadas ao longo do texto. Enfim, não posso ficar me prolongando na resenha, pois se não, daria spoilers, mas a forma como o autor consegue estruturar esse universo complexo e super incomum em trezentas páginas é apenas sensacional. Recomendo muito a leitura, além de a capa do livro ser linda e ter estampada dentro o mapa do metrô de Londres!

 

        
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Love – 2° Temporada

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Love – 2° Temporada

Minha Classificação:
Love - 2016 IMDb
de Judd Apatow
Status: 2 temporadas (renovada)
Episódios vistos: 22
Elenco: Gillian Jacobs, Paul Rust, Claudia O'Doherty, Jordan Rock
Gênero: Comédia, Drama
Canal Original: Netflix
Canal no Brasil: Netflix
Duração do Episódio: 37 minutos
Assistir Love online: Netflix

Love em sua segunda temporada continua acompanhando a tentativa de relacionamento de Mickey e Gus que continuam cometendo mais erros que acertos enquanto tentam fazer as coisas darem certo entre eles e na vida em geral.

Essa é uma série que adoro, quando tem episódios novos eu vejo tudo de uma vez, mas quando não tem episódios novos eu não sinto falta nem penso como estão os personagens (oi, sim, pra outras séries eu penso como estão as pessoas fictícias). A segunda temporada chegou na Netflix por esses dias e eu enrolei um pouco pra começar a ver porque achei que não estava na vibe de romance (realmente não estou), mas Love não traz esse amor feliz e leve de outras histórias, aqui os personagens tem uns problemas sérios na vida e umas personalidades complexas o que “desromantiza” um pouco o romance. Torna mais real e menos idealizado o que foi bom para mim que estou um pouco sem ânimo para pessoas fictícias felizes.

Não posso negar que esse tipo de série dá um alívio de ver que não é só a vida real que não é perfeita. Porque em Love se alguma coisa dá errada nunca é culpa de fatores externos, sempre das pessoas diretamente envolvidas, eles vivem fazendo escolhas erradas e se boicotando. Assistir essa história é como ouvir uma amiga contando uma besteira enorme que ela quer fazer sem poder impedir.

No entanto o maior defeito de Love para mim, é o roteiro que não vai pra lugar nenhum. A história roda e volta sempre pro mesmo ponto, os personagens não evoluem, mas mesmo assim não consigo deixar de gostar bastante. Como ponto positivo, esse é o tipo de narrativa que pode durar a vida inteira e ter 600 temporadas porque os episódios tem sim muitos bons momentos, mas desenvolvimento quase zero no tema principal em duas temporadas e 22 episódios até agora.

Dentre os personagens, os amigos do casal principal são sempre mais agradáveis que os protagonistas que não tem o maior carisma do mundo, mas apesar disso, a Mickey é minha personagem favorita da série. Adoro personagens que cometem muitos erros e são imperfeitos e ela é muito assim. Já o Gus é chato demais, tedioso até, é aquele “bom moço”, perfeito que poderia ter uma personalidade mais desenvolvida para ser um par digno da Mickey.

Mesmo com os pontos citados acima, a série já foi renovada para a terceira temporada que eu vou ver com certeza, mesmo com a impressão de que vai acontecer de novo tudo o que já aconteceu até aqui porque se seguir o padrão vai ser assim mesmo. Enquanto não temos novos episódios fico na torcida de um desenvolvimento maior na história e que o Gus ganhe mais complexidade. Mas mesmo se não mudar nada eu vou assistir tudo de uma vez e dar 5 estrelas de novo, então quem liga?

        
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