Mentira Perfeita

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    Livros da série Procura-se Um Marido:

  1. Procura-se Um Marido
    1. Mentira Perfeita
Mentira Perfeita

Minha Classificação:
Mentira Perfeita goodreads
de
Publicação: em 2016
Gênero:
ISBN: 9788576864585
Páginas: 462
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Júlia é uma programadora na L&L Cosméticos (cuja dona da empresa é a Alícia, lembram dela?) que mora com sua tia Berenice num sobradinho verde. Após a tia ter constantes problemas de coração e estar há dois anos na fila para um transplante, tia Berê passa mal e o médico recomenda que ela não se estresse, e por isso Júlia inventa uma ótima mentira para sua tia loucamente romântica: que está namorando. Quando a tia se recupera e gasta todas as economias arrumando o casamento de Júlia, como ela vai sair dessa sem causar um infarto na tia? E é aí que ela conhece Marcus e eles dois se ajudam…

Ele não era apenas bonito. Era lindo, de um jeito tão irritantemente perfeito que cheguei a me perguntar se era de verdade ou se eu havia fabricado um dos heróis dos romances de tia Berê. Pág. 37

Mais de três anos depois, cá estou fazendo este post sobre o spin-off de Procura-se Um Marido, o primeiro e único livro de Carina Rissi que tinha lido. Depois de Mentira Perfeita, já estou com mais dois na fila! E claro que isso não é apenas para retardar a leitura de um certo livrinho (Corte de Asas e Ruína implora para ser lido), mas essa mulher tem uma escrita que faz ninguém querer largar o livro dela. É tão fofa, natural e “plausível” (porque venhamos e convenhamos que esse acordo de Júlia e Marcus é bem ficcional né?!) a forma como as situações se desenrolam e as coisas acontecem que não dá para parar de ler e torcer para que o casal fique junto no fim e que a vida de todo mundo envolvido na história dê muito certo. Amo a maneira com a qual Carina Rissi consegue contar a história despretenciosamente e quando você percebe, já tem os personagens como pessoas queridas de sua família próxima, a ponto de se emocionar em diversas situações. É só muito incrível.

Por que tia Berê não podia ser uma pessoa normal e me dar um presente comum? Um computador, um sapato novo, uma cacatua que fosse? Por que tinha que ser um casamento com pajens de aluguel? Pág. 53

Como todo chick lit, o humor está sempre presente, seja no pensamento de Júlia ou nas piadas horríveis de Marcus. Adoro as poucas (infelizmente) vergonhas que Júlia passa e o charme de Marcus contagia! Júlia é uma mulher forte, inteligente, altruísta e ingênua e é lindo ver como a sua essência não muda no decorrer do livro, e como ela vê o mundo e não se dobra por conta de homem. Já Marcus é convenientemente lindo, cafajeste, inteligente e bem-humorado, além de ser um personagem mega complexo. É muito importante a discussão que a autora traz sobre pessoas com dificuldade de locomoção, como a vida delas é super afetada pelo meio, o preconceito que sofrem e como viver mesmo com limitações, além dos problemas psicológicos que elas enfrentam e como elas continuam sendo seres humanos no pleno sentido da palavra. Gostei muito que esse tema tenha sido abordado de forma leve, mas impactante em sua pontualidade. Também há a perspectiva de que nunca se é tarde para amar… Enfim, esse livro é muito amorzinho!

Eu me perguntei se estaria tudo bem bater na cabeça dele com um dos vasos de begônia. Pág. 190

Carina Rissi soube muito bem colocar os personagens do livro cânone nesse spin-off, de forma que em momento nenhum Max e Alícia interferiram ou obscureceram Júlia e Marcus. Aliás, falando no casal do livro anterior, eles estão para se casar de verdade dessa vez, e a história deles se passa ao fundo da de Júlia e Marcus, mas é impossível não se sentir feliz por eles. O amor entre casais permeia, obviamente, o livro todo; porém as partes que mais me emocionaram foram as do amor fraternal entre Max e Marcus e do amor entre Júlia e tia Berê, porque penso que, assim como havia mencionado nesse post aqui, amor de outras formas que não entre casais deveria ser mais abordado. Também há um pequena mistério que cerca a história e que dá o tom para a ação dos últimos capítulos que achei bem legal (embora já que de cara eu soubesse quem era), e amei como esse pequeno suspense foi resolvido. Se você amou Procura-se Um Marido, vai amar Mentira Perfeita também!

Top 3 – Últimos Filmes Vistos

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A Torre Negra

Um pistoleiro chamado Roland Deschain (Idris Elba) percorre o mundo em busca da famosa Torre Negra, prédio mágico que está prestes a desaparecer. Essa busca envolve uma intensa perseguição ao poderoso Homem de Preto (Matthew McConaughey), passagens entre tempos diferentes, encontros intensos e confusões entre o real e o imaginário. Baseado na obra literária homônima de Stephen King.

Minha expectativa estava altíssima com esse filme, mesmo sem ter chegado perto da série de livros do King, esperava um filme épico. Queria ter saído impactada do cinema com a descoberta de um novo mundo e infinitas possibilidades de desenvolvimento, mas a narrativa foi medíocre. O roteiro está péssimo e pouco envolve o espectador, algumas interpretações individuais conseguem se sobressair, porém não salvam o filme de ser esquecível. 

Death Note (Netflix)

Seattle, Estados Unidos. Light Turner (Nat Wolff) é um estudante brilhante que, um dia, encontra um caderno que repentinamente cai do céu. Trata-se do Death Note, que permite ao seu portador matar qualquer pessoa que conheça a partir da mera anotação do nome do alvo numa de suas páginas. Sob a influência de Ruyk (Willem Dafoe), o dono do caderno, Light passa a usá-lo para eliminar criminosos e pessoas que escaparam da justiça. A súbita onda de assassinatos faz com que ele seja endeusado por muitos, que o apelidaram de Kira, mas também atrai a atenção de um enigmático e também brilhante detetive, chamado L (Lakeith Stanfield).

Eu já não esperava nada muito bom, mesmo querendo ser surpreendida, mas conseguiram entregar um filme pior do que eu esperava. O material fonte é rico e genial e o filme conseguiu ser horrível. Por ser uma produção da Netflix poderia ter sido muito melhor, poderiam ter dividido em partes, poderiam ter optado por uma série, poderia ter sido um filme longo, poderia ser qualquer coisa desde que fizessem algo minimamente decente. Chegou um momento em que eu só queria que acabasse logo. E detestei o trio principal, acabaram com todas as nuances que faziam dos personagens memoráveis. Tem resenha do filme aqui.

It – A Coisa – Parte 1

Um grupo de sete adolescentes de Derry, uma cidade no Maine, formam o auto-intitulado “Losers Club” – o clube dos perdedores. A pacata rotina da cidade é abalada quando crianças começam a desaparecer e tudo o que pode ser encontrado delas são partes de seus corpos. Logo, os integrantes do “Losers Club” acabam ficando face a face com o responsável pelos crimes: o palhaço Pennywise.

It me deixou um gostinho de quero mais. Apesar de usar uma estrutura temporal diferente do livro, as mudanças de roteiro fazem sentido e conseguem explorar melhor as mais de mil páginas que perfazem a história. Não foi assustador como eu imaginava que seria e eu gostei como o filme focou bastante na amizade das crianças, em seus dilemas e suas soluções infantis para os problemas. Elas estão enfrentando problemas gigantescos e mesmo assim não perdem a inocência, a forma simples de apontar uma questão ou de querer seguir em frente. Não é um filme perfeito, como o livro também não é, mas conseguiu transmitir a essência dos personagens e da história e nos deixar esperando por mais.  Tem resenha do livro aqui

PS: Todas as sinopses são do Adoro Cinema

Sherlock

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Para conferir a resenha do livro "Um Estudo em Vermelho – Sherlock Holmes 1", clique aqui.

Sherlock

Minha Classificação:
Sherlock - 2010 The Movie DB
de Steven Moffat
Status: 4 temporadas (renovada)
Episódios vistos: 12
Elenco: Mark Gatiss, Una Stubbs, Benedict Cumberbatch, Rupert Graves, Amanda Abbington, Martin Freeman
Gênero: Crime, Drama, Mistério
Canal Original: BBC One, Public Broadcasting Service
Duração do Episódio: 90 minutos
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Sherlock Holmes é um “consulting detective”, isto é, ele é consultado pela Scotland Yard quando os detetives da força policial não dão conta do trabalho (mas também trabalha como detetive particular em raras vezes). O problema é que ele é um sociopata muitíssimo inteligente, portanto tem uma péssima relação com todos ao seu redor por ser inteligente demais e se achar superior aos reles mortais. E o Dr. John Watson, um veterano da guerra do Afeganistão, o conhece por um acaso e vai dividir o apartamento com Sherlock, mas acaba dividindo também a investigação dos crimes de seu amigo. É a adaptação das obras de Sir Arthur Conan Doyle para o século XXI!

Por mais que seja uma grande amante de livros, ainda não tirei um tempinho para ler as aventuras de Sherlock Holmes, mas confesso que estava ansiosa para assistir Sherlock há um tempinho. Gosto muito de séries britânicas e e inclusive já assisti Elementary, outra série baseada nas obras de Sir Arthur Conan Doyle, porém não me prendeu a ponto de acompanhar até hoje. Penso que Sherlock será diferente porque oh meu Deus essa série! O roteiro é tão maravilhoso que mantém a gente na ponta do assento do começo ao fim do episódio, o que, digamos de passagem, é um trabalho incrivelmente bem feito porque um episódio tem uma hora e meia de duração! Isso é porque são apenas três episódios por ano, e já aconteceu de a série ficar três anos em hiato (muito muito triste). E é tudo tão bem escrito, desenvolvido e atuado que o episódio passava e ficava com aquela sensação de “já acabou?”. A fotografia da série é linda, o figurino é super plausível e os casos – que são divididos por episódios – são muito interessantes e complexos, tanto que eu me pegava espremendo o cérebro para saber quem foi que fez o quê, mas apenas descobria junto com Sherlock e Watson.

É meu rosto…?

Nem preciso dizer que o grande destaque de Sherlock está nas interpretações né?! Benedict Cumberbatch garantiu seu lugar em Hollywood porque de fato, é um ator excepcional. Ele encarna tão bem o inteligente insuportável sociopata meio maluco e completamente sem noção que às vezes até eu rolava os olhos para ele. Amo como Benedict consegue seguir o raciocínio não linear de Sherlock, como ele fala super rápido que quase ninguém acompanha e as caras que ele faz! Já Martin Freeman (mais conhecido como Bilbo Bolseiro) é um Watson nada passivo, super inteligente, muito (muito muito muito) fofo e que é praticamente a parte “humana” de Sherlock. A sintonia dele com Benedict é sensacional a ponto de um parecer a extensão do corpo do outro. Junte isso tudo com outros mil atores competentes e você vai ter a adaptação icônica que é Sherlock.

Gracinha <3

Confesso que em momento algum houve suspensão da crença por minha parte e me emocionei demais com tudo que acontecia com todos os personagens (o fim da segunda temporada me arrancou inúmeras lágrimas). E olha que legal: dá para ler o blog do Watson na vida real! Se você sabe inglês e se interessou ou gosta da série, clica aqui para acessar. Ah, o Benedict e o Martin atuaram juntos de novo em O Hobbit: A Desolação de Smaug e na internet tem vários vídeos das coletivas de imprensa e tapetes vermelhos em que o Martin zuava o Benedict, ou seja, muito amor por esses dois e por essa série! Super recomendo, porque além de ser a adaptação perfeita, dá para fazer maratona em um dia só na Netflix e é uma obra com dinâmica única, que envolve o espectador – sinto que virei fangirl (inclusive me encontro loucamente apaixonada pelo Martin Freeman nesse momento).