Fúria Vermelha – Fúria Vermelha 1

por • 3610 Acessos

    Livros da série Fúria Vermelha:

  1. Fúria Vermelha
  2. Filho Dourado
  3. Estrela da Manhã
Fúria Vermelha (Red Rising Trilogy, #1)

Minha Classificação:
Fúria Vermelha (Red Rising Trilogy, #1) goodreads
de
Publicação: em 2014
Gênero:
ISBN: 9788525058225
Título Original: Red Rising
Páginas: 468
Lojas confiáveis para comprar livros:
saraivafnacculturasubmarinoamazonkobokindle
A compra pode render comissão ao blog.

Capa original

Darrow é um Vermelho que vive em Marte, ele escava a terra em busca de hélio-3, uma fonte de energia para o crescimento do planeta. Ele tem orgulho de fazer esse trabalho, todos os Vermelhos o fazem, e Darrow é um mergulhador do inferno, alguém que fica dentro de uma escavadeira em níveis muito abaixo da superfície. Os Vermelhos são os desbravadores, os que estão tentando deixar Marte habitável para que a população da Terra possa ocupar o planeta, ou pelo menos foi isso que os governantes fizeram com que eles acreditassem. Em uma sociedade dividida por cores os Vermelhos são os escravos, a base da pirâmide, que é governada por Ouros, os conquistadores que travaram batalhas pelo controle dos planetas e se portam como deuses em uma sociedade que é impossível contrária-los. 

Pessoalmente, não quero fazer de você homem. Homens são tão frágeis. Homens se desfazem. Homens morrem. Não, sempre desejei fazer um deus.

A vida de um vermelho é dura, por isso Darrow com 16 anos já está casado e carrega consigo cicatrizes físicas e psicológicas que o tornam um homem formado. Após uma ruptura intensa na sua vida, ele desiste de viver e é recrutado pelos filhos de Ares, rebeldes que buscam desestabilizar a sociedade atual. Eles irão mostrar para Darrow como é Marte de verdade e até que ponto o homem já avançou na colonização de outras luas e planetas, escancarando a mentira que foi a vida dele. A partir daí Darrow se junta aos rebeldes e está disposto a tudo para se vingar dos Ouros e derrubar a sociedade de dentro para fora.

A história se torna mais interessante conforme toda a apresentação do mundo, das cores e da sociedade é feita, a falta de mobilidade social também é bem clara e assim como antigamente seu direto e seus deveres são irrevogáveis de acordo com  o seu nascimento. Conforme Darrow vai se aprofundando nessa sociedade ele percebe que está tudo errado, não só os Ouros, mas toda a sociedade está podre. Acompanhar as reflexões do Darrow sobre o que ele está presenciando é uma das melhores coisas do livro. Suas ações também partem de um paradoxo, só é possível que ele extrapole em suas ações e tenha bons resultados devido a ser um Vermelho e isso é genial, porque o que faz ele pensar fora da caixa e se sobressair é o que essa sociedade julga não prestar. 

Oh, como os laços que nos unem são retesados quando um decide desrespeitar as leis que nos protegem a todos. Inclusive os mais jovens, inclusive os melhores, estão sujeitos à lei. À Ordem!

Baseados na cultura romana, eles se organizam através de frotas, legiões e pretores e suas provas são apadrinhadas por instrutores que se passam por deuses romanos em que os alunos precisam mostrar seu valor por meio de trapaça, liderança, combate e morte. Nesse lugar estará concentrado todo o núcleo principal do livro e ele não deixa a desejar, mesmo com a narração sempre do Darrow, conseguimos entender os outros personagens, suas nuances e complexidades e o que cada um está disposto a fazer para ter poder. O autor consegue levar até o fim o ritmo de ação e surpresa na narrativa, sem perder a mão dos seus personagens. Definitivamente esse é um dos melhores livros de distopia lançado nos últimos tempos, principalmente porque ele é muito mais que uma distopia. 

      
Resenhas de Livros
2
comentários

Moonlight: Sob a Luz do Luar

por • 3440 Acessos

Moonlight: Sob a Luz do Luar

Minha Classificação:
Moonlight IMDb
de Barry Jenkins
Estreia no Brasil: 18 Nov 2016
País: EUA
Gênero: Drama
Roteiro: Barry Jenkins (roteiro), Tarell Alvin McCraney (história)
Elenco: Mahershala Ali, Shariff Earp, Duan Sanderson, Alex R. Hibbert
Duração: 111 min

Desde a cerimônia do Oscar domingo, não se fala de outra coisa na internet: o plot twist que deu o grande Oscar da noite para Moonlight e não para o favorito (porém bem meia boca) La La Land. Aproveitando esse gancho, resolvi escrever sobre esse filme que quebrou mas ganhou meu coração.

Moonlight é uma crônica sobre a infância, adolescência e fase adulta de Chiron, um menino negro e gay que vive em uma vizinhança perigosa.

Para falar a verdade, não consegui escrever muito bem essa sinopse, escrevi e reescrevi diversas vezes até ter que pegar a oficial. Pode parecer desinteressante, mas esse filme está muito muito longe disso. Estava curiosa desde quando anunciaram os indicados ao Oscar para assistir esse filme e o priorizei na minha lista. Mal sabia eu que ia me apaixonar perdidamente, porque Moonlight é uma obra de arte única e extremamente tocante. O que torna esse longa tão especial não é a sinopse em si, mas o modo como ela é tratada cinematograficamente.

Nesse filme temos um estudo de personagem extremamente poético e comovente, e essa pegada bucólica está presente no roteiro, na fotografia (lindíssima), na direção de arte e em todos os elementos do filme, o que é super importante para dar dimensão àquela história sendo contada ali. O filme é dividido em três capítulos: Little, Chiron e Black, cada um uma fase da vida do protagonista, e honestamente, não precisei chegar nem na segunda fase do filme para estar envolvida com o enredo. Os elementos cinematográficos ajudam demais nesse sentido.

A cor azul está sempre presente no longa, seja no céu, mar, em móveis ou numa mochila, e claro, na luz das cenas. Na verdade, as cores são muito bem usadas e seus significados explorados durante o filme: vermelho (associado à mãe de Chiron), roxo e amarelo também se fazem muito usuais. Inclusive a cena mais linda do filme, para mim, se passa num imenso azul, e ali temos a explicação do nome do filme, que não é nem um pouco forçada, mas sim uma situação linda e emocional em sua profundidade simples; também por conta da atuação incrível de Mahershala Ali (a quem eu amo desde Luke Cage). Aliás, todos nesse filme atuam imensamente bem, desde o menininho que faz o Little até a lindona Janelle Monaé, que é uma cantora e agora atriz.

Esta obra é aquele tipo de filme que deve ser apreciado de coração e mente abertos, e me encantei tanto que nem senti o tempo de duração pesar. O que nos leva ao final do filme: tão lindo, tão puro que me pegava pensando nele depois e chorando que nem uma idiota. Essa obra prima cinematográfica é sobre sentimentos que a humanidade está precisando trabalhar mais (nunca pensei que em 2017 fosse pensar nisso, mas enfim): autoconhecimento, respeito, perdão, remissão de pecados e aceitação. Penso que todo apreciador de cinema deve assistir Moonlight, porque realmente é imperdível. Até brinquei com a Cibele que existe uma Mayra antes e uma depois desse filme.

Além disso tudo, há de se reconhecer a evolução que foi o Oscar desse filme, pois o elenco é todo negro e a história não é o usual que a Academia gosta de premiar. E aqui entra a maravilha que foi o erro no palco, não só pelos memes incríveis gerados, mas para vermos que todos os tipos de público e obras devem ser reconhecidos, e que por mais que Hollywood (e eu também) ame musicais – que contemplam em suma atores brancos -, está na hora de reconhecer que existem outros tipos de seres humanos no mundo que merecem igual espaço num lugar conhecido pelo elitismo. Confesso que quando li a mensagem da Cibele pela manhã me dizendo que meu filme preferido desse ano havia ganhado o maior prêmio da noite, chorei de felicidade e dancei sozinha e abracei pessoas sem motivo nenhum. É esse amor que tenho por Moonlight e se isso é suficiente para você, vá assistir o filme e me diz o que achou aí nos comentários.

        
Sessão de Cinema
0
comentário

A Garota No Trem

por • 3481 Acessos

Para conferir a resenha do livro "A Garota No Trem", clique aqui.

A Garota No Trem

Minha Classificação:
The Girl on the Train IMDb
de Tate Taylor
Estreia no Brasil: 07 Out 2016
País: USA
Gênero: Drama, Mistério, Thriller
Roteiro: Erin Cressida Wilson (roteiro), Paula Hawkins (livro)
Elenco: Emily Blunt, Haley Bennett, Rebecca Ferguson, Justin Theroux
Duração: 112 min

O filme conta a história de Rachel, uma mulher divorciada, que acompanha de longe a vida de um casal aparentemente apaixonado todos os dias quando está no trem. Um dia ela descobre que a mulher está desaparecida e resolve se intrometer nas investigações apesar de não ser a testemunha mais confiável do mundo graças ao seu vício por álcool e as mentiras que conta para esconder isso das pessoas próximas.

Rachel

Assim como o livro, o filme é contado pela perspectiva de três mulheres: Rachel, Megan (a mulher desaparecida) e Anna (a nova esposa do ex de Rachel) e a parte menos interessante para mim continuou sendo a da Rachel, que é a mais longa, mas não é a principal. A história chegaria facilmente à mesma conclusão só com a versão das outras personagens. No entanto, aqui temos a atuação incrível da Emily Blunt o que torna as cenas menos dispensáveis e só por ela eu consegui não morrer de tédio nessas partes. 

Megan

A ideia de A Garota No Trem sempre me atraiu porque eu adoro esse tipo de história. Apesar de terem feito uma adaptação fiel, o filme ficou bem melhor que o livro. Na versão da Paula Hawkins o desenvolvimento do mistério é muuuuuito lento e as pistas fornecidas são tantas que ainda bem longe da grande revelação final, já dava para saber exatamente o que aconteceu com Megan. Já a versão de Tate Taylor me deixou tensa do começo ao fim apesar de eu já saber como tudo ia acabar, ainda assim não conseguia deixar de ficar nervosa. Só isso já faz com que eu prefira mil vezes a obra cinematográfica.

Anna

A Garota No Trem é um filme bom, porém não marcante e que vale mais a pena pela atuação das personagens principais. Talvez exatamente por isso, se tiver que escolher entre ler ou ver a história, aconselho a ficar com a segunda opção.

        
Livros no Cinema
0
comentário

Estante Lotada © 2010-2017 Layout: design e programação por Cibele Ramos

    
Nos mudamos de www.euleioeuconto.com para www.estantelotada.com.br, por favor atualize seus feeds & links!