O Momento Chegou: Estou Revendo The O.C.

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O Momento Chegou: Estou Revendo The O.C.

Minha Classificação:
The O.C. - 2003 a 2007 The Movie DB
de Josh Schwartz
Status: 4 temporadas (finalizada)
Episódios vistos: 92
Elenco: Adam Brody, Rachel Bilson, Peter Gallagher, Kelly Rowan, Melinda Clarke, Willa Holland
Gênero: Drama
Canal Original: Fox Broadcasting Company
Canal no Brasil: SBT, Warner
Duração do Episódio: 42 minutos
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California here we come… (lamento aí pelos spoilers, mas você teve mais de 10 anos pra ver e tá tendo mais essa chance de sair do post sem rolar a página)

Entre 2004 e 2008 (eu comecei pelo SBT e terminei pela Warner) fui obcecada por The O.C. e não era a única. “Naquela época” a internet ainda não era tudo isso que é hoje então a maioria acompanhava semanalmente pela TV assim como eu. Em todos os lugares você esbarrava com pessoas que estavam vendo e não acreditavam no que personagem x tinha feito (mais ou menos como Game of Thrones é hoje em dia e como Lost foi em seu tempo).

Como eu disse, amei muito essa série, mas eu pensava nela mais como um guilty pleasure, sabe? Aquela série bobinha que a gente vê para passar o tempo, mas sabe que não é assim tão boa, porém agora revendo mais de 10 anos depois, estou agradavelmente surpresa. The O.C. aborda um monte de assunto sério e com um nível de maturidade que eu não lembrava. Fala de alcoolismo, aborto, abuso físico e emocional, dentre tantas outras coisas, mas sempre de um jeito justo, respeitoso e até educativo eu diria. Você acredita por exemplo que quando uma personagem chegou em Newport depois de ter sido agredida pelo namorado, ninguém ficou falando “apanhou porque gosta, se não gostasse largava ele?”.  E quando uma personagem nova se revelou bissexual ninguém ficou falando que na verdade ela tava indecisa? E quando outra ficou em dúvida se faria ou não um aborto ninguém disse “engravidou porque quis” nem “aborto é assassinato!!!!!!!!!”? E teve aquela vez também que uma personagem quase foi estuprada e ninguém falou “mas é claro, você tava pedindo, onde já se viu beber e ficar sozinha com homem?”. Todo mundo só ouviu, aceitou e conversou sobre essas coisas como deveria ser na vida. Mais empatia na série de 2003 do que nas redes sociais de 2017, né não?

Elas parecem indecisas pra você?

Uma coisa que eu sabia que tinha me marcado, mas não tinha notado o quão fortemente, é a trilha sonora. A maioria das bandas que eu ouço até hoje estão presentes em The O.C. Algumas como Death Cab for Cutie (eu tinha esquecido completamente de The Sound of Settling e quando tocou foi uma alegria muita grande relembrar que bop bah this is the sound of settling) e The Killers eu lembrava, agora Rooney e The Walkmen (que foi responsável pela última música tocada em HIMYM) não fazia ideia. A forma como as músicas são usadas na série são determinantes pras cenas ficarem guardadas no meu cérebro com riqueza de detalhes e pra emoção que eu sinto ouvindo algumas até hoje. A cena do final da segunda temporada (para quem não lembra é a de Marissa + Ryan + Trey + Hide and Seek) eu lembrava como se tivesse visto ontem (eu vi ontem, mas antes eu não via há mais de 10 anos) tanto a expressão dos atores, o plano detalhe usado e tudo o mais referente ao momento em questão. São poucos os minutos de TV que eu lembro desse jeito. Esse quiz do Buzzfeed mostra como as músicas são importantes na série. 

Mmm, what you say? Mm, that you only meant well? Well, of course you did. Mmm, what you say?

Esse post já está ficando bem longo – se você teve forças de ler até aqui OBRIGADA – mas para falar as outras coisas que quero falar sem escrever mais 500 palavras vou tentar separar em tópicos e ser breve nos comentários. Vamos lá:

-Eita quanta mulher maravilhosa!

Confiança, Cohen.

Eu sei a personagem feminina mais importante da série tinha que ser uma moça que “precisa ser salva” e por isso não deixaram a Olivia Wilde ficar com o papel, mas quanta mulher maravilhosa tem nesse elenco?? Todas elas fortes, algumas independentes, cheias de personalidade!! Com o decorrer da série elas soltam algumas frases como “se não formos falar de meninos vamos falar de quê?” (Summer Roberts no 2×09), mas isso não tira o mérito da existência da Anna na série. Eu lembro que na época as pessoas diziam que eu parecia com ela (não fisicamente, olha a minha foto, claro que não) e tantos anos depois ainda me identifico demais. Saudades melhor personagem que as pessoas odiavam porque ficou no meio do ship de todo mundo.

-E o Seth né, menina?

Seth Cohen sempre foi e sempre será o alivio cômico dessa série como ele mesmo aponta em um dos primeiros episódios (metalinguagem? Tá tendo. Vou fazer um tópico disso abaixo), mas que pessoa irritante ele é e por que eu não percebi isso antes? Eu sei que eles são adolescentes e a Summer também tem uns momentos que sinceramente (ex: “como assim você tá deixando de passar tempo comigo para ir realizar o seu sonho?”), mas o Seth é egoísta demais. Tô pegando até certa implicância. Ainda tô na segunda temporada, não lembro se ele melhora, mas acho sinceramente que não.

-Morte da Marissa

Se teve um momento numa série que eu debati até cansar foi a morte da Marissa. É tipo matar a Gwen Stacy, exige coragem. Rumores na época diziam que a Mischa Barton queria sair, que ela era um problema nos bastidores, mas hoje acho de verdade que eles são não souberam como carregar a história mantendo ela viva. Desde o 1×01 o Ryan não fez outra coisa da vida senão salvá-la e não tem condições de encerrar uma série onde o protagonista não faz nada além de salvar outra pessoa. Pelo menos não uma série como essa. Ele precisava sem dúvida evoluir e seguir o próprio caminho e com Marissa Cooper por perto isso seria impossível pela forma como a história foi conduzida até então. Continuo não gostando da morte, mas entendo.

-Sim, a Shailene Woodley é a irmã da Marissa

Quão velha????

Quão velha eu me senti toda vez que via essa menina criança na série? Eu já era adulta quando The O.C. foi lançada. Sério, quão velha? A Shailene interpretou uma mãe em Big Little Lies, mas quando ela era criança eu já era adulta. Puxado isso.

-Quer furo de roteiro? Temos.

Por que você tá comendo hambúrguer se você é vegetariana, Marissa?

Num dos primeiros episódios da série o Jimmy Cooper fala que não come um bife há anos porque mora com três vegetarianas, daí alguns capítulos a frente e Marissa está bem plena comendo um hambúrguer. Assistindo uma vez por semana eu nem percebi isso, mas fazendo maratona eu confesso que fiquei reparando em todas as comidas que as Cooper comiam pra ver se ia ter carne (tô rindo porém preocupada).

-Chegou a hora de falarmos sobre a metalinguagem!!

Se tem uma coisa que eu amo em ficção é metalinguagem. Adoro como uma história pode fazer piada de si mesma e de seus próprios defeitos (um dos grandes exemplos atualmente é o filme Anjos da Lei que “debocha” do fato de ser um remake que ninguém queria dentre outras coisas). Em The O.C., além de um ou outro comentário do Seth como quando ele se chama de alívio cômico ou reclama que o ano passado foi melhor porque era novidade, a série usa o programa fictício The Valley para fazer piada de si mesma e isso é maravilhoso. Um dos melhores diálogos inclusive acontece entre Summer e Seth no episódio 1×22 onde eles debatem sobre dois atores de The Valley que estão namorando na vida real e como isso pode impactar o futuro da série. A piada é que Adam Brody e Rachel Bilson estavam realmente namorando na época e imagino que todas as questões levantadas nessa conversa tenham sido coisas que a imprensa questionava na época.

-“Eu não quero ver The O.C. mas aceito coisas parecidas”

Não vou negar que essa maratona tá me deixando com saudade de Hart of Dixie (que nunca terminei) e Gossip Girl. A primeira é porque é protagonizada pela Rachel Bilson e a segunda porque é do mesmo criador e é parecida DEMAIS.

A Rebelde do deserto – A Rebelde do Deserto 1

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    Livros da série A Rebelde do Deserto:

  1. A Rebelde do Deserto
  2. A Traidora do Trono
  3. Hero at the Fall
A Rebelde do deserto – A Rebelde do Deserto 1

Minha Classificação:
A Rebelde do Deserto (A Rebelde do Deserto, #1) goodreads
de
Publicação: em 2016
Gêneros: ,
ISBN: 9788565765992
Título Original: Rebel of the Sands
Páginas: 288
Compre em lojas confiáveis:
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Capa original

Amani tem o sonho de fugir do deserto de Miraji, de deixar seus parentes e seu destino para trás, porém precisa de dinheiro para isso e a melhor forma de conseguir é disfarçada de garoto em uma arena de tiros, apostando não só todas as suas economias como a sua vida. As coisas não saem como o planejado na arena e Amani se vê envolvida com um forasteiro que pode ser tanto a ruína dos seus planos como sua melhor chance de escapar de Miraji.

Os imortais nunca precisam de coragem. Mas os mortais sim.

O deserto guarda muitos segredos, desde criatura milenares como gênios e cavalos mágicos até uma rebelião contra o Imperador. O colapso de uma guerra civil ou uma invasão de reinos vizinhos é iminente e mesmo Amani querendo apenas sua liberdade ela vai estar no cerne dos acontecimentos e precisará escolher um lado para lutar. Como uma boa protagonista de livros fantásticos, Amani tem uma independência e uma força que fazem você torcer pela personagem, mesmo quando ela perde o brilho devido a um romance mal costurado na história, que faz com que a personagem perca suas caraterísticas em prol do romance. E se teve uma coisa que me irritou, foram as promessas não cumpridas pela Amani, teve um impacto negativo na forma como eu encarava a personagem, principalmente porque a situação se repete mais de uma vez, seriam situações aceitáveis, desde que ela tivesse a mesma atitude com o seu interesse amoroso, mas não é bem assim, logo fiquei com a impressão que ela foi ficando cada vez mais egoísta com o passar da história.

Não ia morrer aquele dia, sabia disso mesmo com o buraqui acelerando na minha direção com toda a força.

Toda a mitologia é muito interessante e foge do convencional das histórias fantásticas, dragões e anões dão lugar a gênios com poderes mágicos e criaturas que estão intimamente ligadas ao deserto. O plano político foi pouco desenvolvido nesse primeiro volume, apesar de ter sido apresentado certos cenários políticos possíveis e a questão que está por trás da rebelião, nada foi aprofundado ao ponto de entender de fato pelo quê os lados estão lutando. O foco ficou por conta da mitologia e da jornada da Amani em encontrar seu lugar no mundo, acredito que o segundo volume será mais instigante já que tanto a história como os personagens vão tomar rumos mais complexos. 

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#61: Império de Tempestades – Trono de Vidro 5 (Tomo 1), Sarah J. Maas

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Império de Tempestades - Tomo 1 (Trono de Vidro, #5)

Império de Tempestades - Tomo 1 (Trono de Vidro, #5) goodreads
de Sarah J. Maas
Série: Trono de Vidro #5
ISBN: 9788501109996
Compre em lojas confiáveis:
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Primeira frase da página 100:
Humana; o cheiro de canela e sabugueiro era completamente humano.

Do que se trata o livro?
Império de Tempestades é o quinto livro da série Trono de Vidro, onde Aelin Galathynius (ex Celaena Sardothien) continua na sua jornada em busca de conquistar de volta seu reino, com inúmeras ameaças em seu encalço: bruxas, criaturas corrompidas por magia negra de outros mundos e agora, também piratas e burocracia.

O que está achando até agora?
Na verdade não li até a página 100, mas sim até a 249. Tive de me segurar para não ler tudo de uma vez, porque como sempre, Sarah J. Maas envolve o leitor de uma tal maneira que simplesmente não dá para largar o livro, e preciso esperar sair o sexto porque se ler os dois tomos de uma só vez, vou ficar chorando até sair o próximo (que nem estou fazendo com Corte de Rosas e Espinhos, a outra série da autora) - porque Trono de Vidro é simplesmente bom demais!

O que está achando da personagem principal?
Aelin está simplesmente incrível. Depois que ela assumiu a sua verdadeira identidade, se tornou uma rainha, mas sempre muito verdadeira consigo mesma. A autora conseguiu manter a essência da assassina divertida e descolada junto da rainha que quer cuidar de seu povo e mudar o mundo através do amor. É simplesmente emocionante para qualquer fã dessa série a capacidade que essa mulher tem de escrever personagens fortes e carismáticas.

Melhor quote até agora:

E Aelin Galathynius, rainha de Terrasen, soube que em breve chegaria o tempo de provar exatamente o quanto sangraria por Erilea.

Vai continuar lendo?
Com certeza! Só não agora, porque apenas o título do sexto volume da série foi revelado, então não tem nem previsão de lançamento - muito menos no Brasil. Olho para esse livro todo dia e peço forças ao universo para não acabar com tudo de uma vez, a espera é sofrida demais. (Queria só deixar aqui uma reclamação formal pela Galera ter dividido o quinto volume em dois tomos (portanto, dois livros) só para fazer os leitores trouxas gastarem mais dinheiro. O quarto volume foi igualmente grande e não foi dividido!)

Última frase da página:
- Corra - ordenou ele.