Top 3 – Leituras de 2017

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Já estamos no meio do ano e já temos alguns livros que estão flertando com a possibilidade de estarem na lista de melhores do ano. Olha, 2017 pode estar sendo um péssimo ano para a minha vida em geral, mas no quesito leituras não tem decepcionado.

O Ano que disse Sim – Shonda Rhimes

Um livro motivador da aclamada e premiada criadora e produtora executiva dos sucessos televisivos Grey’s Anatomy, Private Practice e Scandal, e produtora executiva de How to Get Away with Murder.
Você nunca diz sim para nada. Foram essas seis palavras, ditas pela irmã de Shonda durante uma ceia de Ação de Graças, que levaram a autora a repensar a maneira como estava levando sua vida. Apesar da timidez e introversão, Shonda decidiu encarar o desafio de passar um ano dizendo “sim” para as oportunidades que surgiam. Os “sins” iam desde cuidar melhor de sua saúde até aceitar convites para participar de talk shows e discursos em público. Além disso, Shonda deu um difícil passo: dizer sim ao amor próprio e ao seu empoderamento. Em O Ano em que disse sim, Shonda Rhimes relata, com muito bom humor, os detalhes sobre sua vida pessoal, profissional e como mergulhar de cabeça no “Ano do Sim” transformou ambas e oferece ao leitor a motivação necessária para fazer o mesmo em sua vida. 

No começo do ano eu acabei com esse livro em mãos. Um livro que eu achava que não era para mim, que era mais um autoajuda nas livrarias e mais um produto criado pela fama do seu autor do que necessariamente pela relevância do conteúdo. Estava redondamente enganada, foi uma baita leitura, vários socos na boca do estômago e muito conteúdo. A Shonda é maravilhosa, e o livro independe de você gostar das séries dela ou não, apesar de ter muito da Shonda nessas séries e ela citar algumas coisas que se entrelaçam entre o show e a sua vida. No fundo é uma forma de avaliar a nossa própria vida e pesar o quanto estamos nos sabotando, acredite vale a pena. 

Fúria VermelhaPierce Brown

Fúria Vermelha é o primeiro volume da trilogia Red Rising, e revive o romance de ficção científica que critica com inteligência a sociedade atual. Em um futuro não tão distante, o homem já colonizou Marte e vive no planeta em uma sociedade definida por castas. Darrow é um dos jovens que vivem na base dessa pirâmide social, escavando túneis subterrâneos a mando do governo, sem ver a luz do sol. Até o dia que percebe que o mundo em que vive é uma mentira, e decide desvendar o que há por trás daquele sistema opressor. Tomado pela vingança e com a ajuda de rebeldes, Darrow vai para a superfície e se infiltra para descobrir a verdade. ‘Fúria Vermelha’ será adaptado para o cinema por Marc Forster, diretor de Guerra mundial Z. 

 

Esse foi aquele típico livro que passou mais de ano na estante e quando finalmente foi tirado me arrependi por não ter lido antes. Esse é um caso em que quase tudo me cativou, os personagens, o mundo e as tensões criadas pela história me transportaram para outro lugar. Estava fugindo de distopias por achar que o tema já estava saturado e que a abordagem era sempre a mesma. Aqui a união entre distopia e ficção científica acabaram trazendo algo novo, não é que o livro é isento de clichês, mas também não é tão maniqueísta como costumamos ver em outros do gênero.

Corte de Espinhos e Rosas –  Sarah J. Maas

Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar um féerico transformada em lobo, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação. 
Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira que ela só conhecia através de lendas , a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. A medida que ela descobre mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas e Feyre deve provar seu amor para detê-la… Ou Tamlin e seu povo estarão condenados.

Mais um livro que achei que não ia gostar, estamos percebendo um padrão aqui? pois havia ficado pelo caminho na outra série da autora, Trono de Vidro, e depois de algumas críticas ali e outra aqui, achei que não ia rolar, mesmo tendo elementos que me interessavam, como o reino das fadas e a releitura da Bela e a Fera. Então depois de ver a resenha da Mayra aqui e mais duas outras que eram elogiosas a saga, pensei que podia arriscar. E fomos surpreendidas novamente, a história é envolvente, possui bons elementos do conto de fadas e de quebra consegue explorar a dualidade dos féericos e da mitologia que os envolve muito bem. Não me apeguei tanto assim a Feyre como personagem principal, mas ela tem potencial e do meio para o fim da história ela tem um bom arco de narrativa.  

To Hate Adam Connor

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To Hate Adam Connor

Minha Classificação:
To Hate Adam Connor goodreads
de
Publicação: em 2016
Gênero:
ISBN: B01GT4NXU4
Páginas: 374
Nível do idioma: Fácil
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Lucy acredita que as mulheres de sua família são amaldiçoadas e não conseguem encontrar o amor, embora ela também acredite profundamente nesse sentimento. Quando, por desventura do destino ela se muda temporariamente para a casa de sua amiga Olive (casada com o ator Jason Thorn) e conhece o vizinho/ator super famoso e recentemente divorciado Adam Connor, ela descobre que essa maldição pode ser real, já que nunca odiou tanto uma pessoa em sua vida como odeia Adam Connor.

“Eu o odeio,” repeti pela décima vez desde que entrei no carro. “Quero matá-lo. Vou processá-lo para salvar aquela criança das mãos dele e depois matá-lo.” (Tradução livre)

Ando numa onda meio bizarra que me acomete de vez em quando, em que gasto meu precioso tempo de vida não lendo os tantos livros bons que existem no universo, mas lendo livros ruins e lixosos que são “bons” – na maioria das vezes, de forma paralela aos que posto aqui. Em suma, esses livros são romances eróticos que encontro aleatoriamente na internet e sendo curiosa como sou, acabo lendo por ver classificações positivas no Goodreads. To Hate Adam Connor foi uma indicação de minha amiga que também é acometida por essa doença de ler livros ruins, só que esse é legal de verdade! Desde o começo me diverti muito com Lucy, que é muito engraçada e espontânea. Nunca se sabe o que está se passando na cabeça dela, e ela tem várias respostas na ponta da língua, além de não levar desaforo para casa e fazer piadas constantes. A amizade dela com Olive é o máximo e em diversos momentos do livro, me identifiquei com as duas e enxerguei na relação delas a minha relação com minhas amigas. 

“Você realmente gosta disso não é?”
“Do que?”
“Tornar as pessoas miseráveis. Como você é tão boa nisso, assumo que não sou sua única vítima.” (Tradução livre)

A narração do livro é alternada entre Adam e Lucy, e sempre gosto disso num livro porque parece que tendo as duas visões a história fica mais completa. As partes da Lucy são as mais engraçadas, mas Adam também é muito legal e um homem bom/um bom homem (!). Houveram momentos em que me peguei rindo alto de madrugada das besteiras que eles falavam um com o outro, e o melhor de tudo é que Lucy conversa com o leitor, então quando você percebe, já está concordando com as maluquices que ela faz… Um fator a destacar é que, diferente de muitos romances eróticos, To Hate Adam Connor tem uma certa história e sim, também momentos de tensão em que – pasmem – a protagonista não precisa ser salva por seu interesse amoroso. É isso aí mesmo! E também tem Aiden, o filho de Adam, que tem cinco aninhos e é um fofo, além de muito inteligente. As passagens dele com Lucy são ótimas e é legal ver um personagem masculino que sabe dar valor a filhos em livro (ainda mais em um romance erótico). Não há previsão de lançamento no Brasil, mas recomendo para quem sabe ler em inglês, já que a autora não usa palavras muito complicadas.

GLOW

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GLOW

Minha Classificação:
GLOW - 2017 The Movie DB
de Liz Flahive
Status: 1 temporada
Episódios vistos: 10
Elenco: Alison Brie, Britt Baron, Kimmy Gatewood, Rebekka Johnson, Rich Sommer, Kate Nash
Gênero: Comédia
Canal Original: Netflix
Canal no Brasil: Netflix
Duração do Episódio: 30 minutos
Assistir GLOW online: Netflix

Ruth é uma atriz em busca de emprego na Los Angeles dos anos 80. Nessa época, não tão diferente assim de hoje em dia, os papéis para mulheres se limitavam a poucas (e bobas) falas e mesmo assim ela nunca era escolhida. Até que surge a oportunidade de participar de GLOW (Gorgeous Ladies of Wrestling) e ela decide fazer todo o possível para não perder a chance de atuar num show onde as mulheres são as únicas estrelas.

Quando eu acabei de ver a quarta temporada de Orange is the New Black, surgiu o trailer de GLOW e ali mesmo eu já fiquei completamente apaixonada. É muito bom ver uma série que sai do ambiente comum, eu nunca achei que me interessaria por qualquer coisa com o tema “luta” e estava errada. É sempre ótimo também ver alguma coisa onde a maioria dos personagens são mulheres de todas as formas e cores.

Alison Brie interpreta a protagonista e está incrível no papel. Ela é muito boa em comédia (lembra dela em Community?) e aqui soube dosar muito bem o humor com os momentos mais sérios dessa anti-heroína. Li por aí que ela queria muito o papel, assim como a Ruth queria muito participar do GLOW, então essa identificação pode ter ajudado a tornar tudo tão real.

A segunda da direita pra esquerda é a Kate Nash.

O elenco é em sua maioria desconhecido, mas eu já tinha visto a Betty Gilpin na finada Masters of Sex e a Kate Nash (que eu não reconheci na série inteira, só soube que era ela quando fui pesquisar as coisas para escrever o post) tem umas músicas que eu gosto. Por falar nisso, apesar de nunca tê-la visto atuar, ela estava tão boa mas tão boa nessa série que eu fiquei maravilhada. Brittanica foi sem dúvida uma das que mais gostei no grupo.

Não tenho visto muitos comentários sobre GLOW, a não ser da crítica especializada, o que me preocupa já que a Netflix agora decidiu cancelar as coisas sem pena. Acho que o público realmente não foi esperado porque agora eles começaram a divulgação pesada (inclusive tire um minutinho e veja essa com a Gretchen e a Rita Cadillac). Bom, mas ainda que a segunda temporada não aconteça o final foi satisfatório, apesar de algumas questões em aberto, e dá para aproveitar a série como um evento único. No entanto, preciso de uma segunda temporada na minha vida.