O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

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O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

Minha Classificação:
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada The Movie DB
de Peter Jackson
Título Original: The Hobbit: An Unexpected Journey
Estreia: 14 de dezembro de 2012
País: Estados Unidos
Gênero: Fantasia
Roteiro: Fran Walsh, Philippa Boyens
Elenco: Ian McKellen, Martin Freeman, Richard Armitage, Ken Stott, Graham McTavish, William Kircher
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O Hobbit foi dividido em uma trilogia porque o livro é muito denso – e também porque Peter Jackson (o mesmo diretor da trilogia do Anel) e o estúdio responsável pela distribuição dos filmes sabiam muito bem que iam ganhar dinheiro em cima dos fãs de O Senhor dos Anéis; portanto resolvi fazer post de um de cada vez, porque se não ia ser um post só do tamanho da Terra Média. O Hobbit: Uma Jornada Inesperada chegou aos cinemas exatamente nove anos depois da estréia de O Retorno do Rei, desfecho de O Senhor dos Anéis. Em O Hobbit: Uma Jornada Inesperada temos o começo da história da aventura de Bilbo Bolseiro junto a Gandalf e os anões para recobrarem Erebor, o reino dos anões que ficava na Montanha Solitária, agora tomada pelo dragão Smaug. Nesse primeiro filme, vemos apenas uma pequena parte das peripécias vividas por Bilbo e seus companheiros.

Em mais uma adaptação super fiel ao livro, O Hobbit: Uma Jornada Inesperada tem elementos adicionais à história principal que não mudam muito o enredo do filme, e também algumas mudanças que são necessárias ao passar um livro para o cinema. Vemos a história de Valle e Erebor (além de Moria), e como o reino anão foi perdido para um dragão e como começou a treta entre os anões e os elfos. A história propriamente dita começa a ser contada (ou escrita) antes da festa de Bilbo, que é o primeiro capítulo de A Sociedade do Anel – mas se passa sessenta anos antes -, e achei incrível que resolveram colocar o Frodo ali, mesmo que rapidinho. Essa aparição dá um quentinho no coração imenso e emociona antes mesmo de a aventura propriamente dita começar. Peter Jackson também faz esse jogo emocional com uma tomada da Companhia muitíssimo parecida com aquela canônica da Sociedade no primeiro filme da trilogia do Anel.

Como prequel e primeira parte de uma trilogia, O Hobbit: Uma Jornada Inesperada funciona perfeitamente bem. Penso que quem não leu o livro jamais ficará perdido assistindo esse filme, porque o conteúdo é bem mastigadinho: tanto que notei o uso de canções (que sempre estão presentes nos livros) como artifício de roteiro para dar aquela enrolada básica (sim, assisti a versão estendida, como fiz com O Senhor dos Anéis), também a inserção de novos personagens que não estão presentes nos livros e a presença de outros que são muito importantes e determinantes na trilogia do Anel; além de haver não só a jornada em si, mas ameaças frequentes e momentos de tensão durante todo o filme, que fazem o espectador ficar na ponta da cadeira. Claro que o tom de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada não é tão sério quanto o de O Senhor dos Anéis e, assim como no livro, a trama é pontuada de alguns alívios cômicos – principalmente por parte dos anões. Não sei se isso vai continuar nos próximos dois filmes, mas seria uma boa.

Meu amorzinho da vida ♥

Gostei muito que os elfos, os orcs e os anões falam em suas línguas próprias, e isso é uma homenagem linda ao trabalho que Tolkien teve de criar os idiomas da Terra Média (para quem não sabe Tolkien, além de autor, era um filólogo e, dentre outras coisas, o que está escrito no Um Anel foi desenvolvido por ele). As locações são lindas e as tomadas clássicas de plano aberto estão presentes nesse filme. O figurino é ótimo, a direção é incrível, a computação gráfica é muito boa, o roteiro (escrito por mulheres!!!!!!) é maravilhoso e as atuações são sensacionais. Martin Freeman é excepcional como Bilbo, Ian McKellen é Gandalf (amor eterno e verdadeiro) mais uma vez e, para variar, Andy Serkis dá um show como Gollum/Sméagol (outro amor da vida). Ah, assim como mencionei antes, esse filme tem homenagens à cenas que se tornaram icônicas nos filmes de O Senhor dos Anéis, e a parte em que Bilbo põe o Anel pela primeira vez é igual a de Frodo, o que torna a cena cheia de significado emocional. É lindo ver o carinho que eles tiveram tanto com o livro como com os filmes da trilogia do Anel, e dá vontade de assistir a todos os três, um atrás do outro! Se os outros filmes mantiverem a qualidade desse primeiro, ouso falar que não vão deixar nada a dever para os filmes de O Senhor dos Anéis.

#62: Neve e Cinzas – Neve e Cinzas 1, Sara Raasch

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Neve e Cinzas (Neve e Cinzas, #1)

Neve e Cinzas (Neve e Cinzas, #1) goodreads
de Sara Raasch
Série: Neve e Cinzas #1
ISBN: 9788569809852
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Primeira frase da página 100:
...seria importante para seu reino restabelecido?

Do que se trata o livro?
Meira faz parte dos refugiados de Inverno, seu reino foi atacado há 16 anos atrás e os que não morreram viraram escravos em Primavera, apenas vinte e cinco pessoas conseguiram fugir do julgo do Rei da Primavera, que não só dizimou o reino como quebrou a fonte de magia do reino. Agora Meira e os outros refugiados procuram restabelecer Inverno.

O que está achando até agora?
Está morno, apesar de envolver o leitor com o universo criado sobre magia e as diferenças entre reinos estação e ritmo, sendo os primeiros lugares com estação eterna, Primavera, Verão, Inverno e Outono e o segundo com os períodos sazonais comuns como o nosso e interligar tudo isso com magia, a história em si alterna muitos altos e baixos e não dá aquela vontade louca de ler o livro.

O que está achando da personagem principal?
Sem meias palavras, a Meira é chata. Típica adolescente que se acha subestimada e portanto se coloca em situações de risco para provar que está certa, tirando a ladainha eterna do "eu sei que posso fazer mais" que não termina nunca. Como passamos muito tempo na cabeça da Meira, esse é um problema real.

Melhor quote até agora:

Essas pessoas são Inverno, pedaços da vida que deveríamos ter, e elas merecem - todos merecemos - uma vida de verdade, um reino de verdade.

Vai continuar lendo?
Sim, inclusive comprei o primeiro e o segundo e-book da série, que estavam em promoção, numa tacada só. Logo a não ser que se torne completamente insuportável, irei desbravar, pelo menos, esses dois livros.

Última frase da página:
-Sim - sussurro - Eu acredito nisso.

OBS: Estou lendo esse livro em e-book então na verdade não tirei as informações da página 100 e sim da posição 33% do livro no meu Kindle.

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O Hobbit

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Para conferir a resenha da adaptação "O Hobbit: A Desolação de Smaug", clique aqui.

O Hobbit

Minha Classificação:
O Hobbit goodreads
de
Publicação: em 2013
Gênero:
ISBN: 9788578277109
Título Original: The Hobbit : or There and Back Again
Páginas: 297
Tradução: Almiro Pisetta
Compre em lojas confiáveis:
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Capa original

Como a pessoa normal que sou, acabei de ler O Hobbit agora, um mês depois de terminar O Senhor dos Anéis. Caso você não saiba, O Hobbit foi lançado em 1937, dando origem à trilogia do Anel – cujo primeiro livro foi lançado apenas em 1954. Nesse “prelúdio” temos a história de como Bilbo Bolseiro e o mago Gandalf se envolveram numa grande aventura junto com os anões, para que estes conseguissem recuperar seu tesouro há muito perdido para o dragão Smaug, que habita a Montanha Solitária.

De qualquer modo, eu não gostaria de estar no lugar do Sr. Bolseiro. Pág. 71

O primeiro fato a me chamar atenção em O Hobbit foi a narrativa. Parece que Tolkien está conversando com o leitor, e frequentemente faz piadas ou chama atenção para fatos que passariam despercebidos – e na maioria do texto ele faz paralelos com os tempos atuais (para o autor), além de fazer observações em primeira pessoa. A verdade é que a narrativa em O Hobbit é leve e desproprositada as vezes, e até em momentos de tensão o leitor consegue se divertir. Comparando com O Senhor dos Anéis, o tom dos livros é muito diferente e com uma razão incrível: O Hobbit é uma aventura em que Bilbo se meteu por acaso, enquanto a trilogia do Anel é uma jornada para destruir um fardo que pode destruir a Terra Média, portanto a narrativa é bem mais crua e pesada. Para mim, isso apenas demonstra mais ainda a genialidade e a importância que esses livros têm para a literatura mundial (afirmação de fangirl detectada).

Vocês teriam rido (a uma distância segura) se tivessem visto os anões empoleirados nas árvores com as barbas balançando, como cavalheiros malucos brincando de ser meninos. Pág. 99

O fator narrativo em nada diminui a grandiosidade que é O Hobbit. Bilbo se insere em apuros enormes, e nesses apuros temos a presença de vários personagens que aparecem também em O Senhor dos Anéis. É incrível a maneira que Tolkien consegue introduzir personagens e torná-los queridos logo de início, sem contar que alguns deles, infelizmente, não sobrevivem até o fim da aventura (ou até o fim da trilogia do Anel). Temos o primeiro encontro entre Gandalf e Bilbo, a casa de Elrond e claro, o fator mais determinante do livro: Bilbo encontrando o Anel – e também seu jogo de charadas com Gollum (Sméagol) ♥ . Ao fim de O Hobbit, entendi a razão pela qual Bilbo é tão apegado ao Anel em A Sociedade do Anel, e isso deu um sentido mais rico para a história toda.

Os remos afundavam na água, e eles partiram para o norte, subindo o lago na última etapa de sua longa jornada. A única pessoa completamente infeliz era Bilbo. Pág. 195

A minha edição desse livro tem capa e ilustrações feitas pelo próprio Tolkien, e que são sempre lindas, além de ajudar o leitor a se situar no contexto. Ah, é claro que as ilustrações são idênticas às locações dos filmes da trilogia do Anel. Também tem um mapa da jornada do hobbit, claro que não tão complexo quanto o da Terra Média, mas ainda assim importantíssimo para guiar o leitor. Ainda não assisti as três adaptações de O Hobbit, e achei melhor resenhar uma por uma, já que são três filmes que têm conteúdo tão grande quanto o do livro; porém estou empolgadíssima para acompanhar as aventuras do Sr. Bilbo Bolseiro e espero que esses sejam tão bons quanto os três de O Senhor dos Anéis. Esses livros ganharam um espaço importante e inesperado na minha vida, então queria deixar aqui um pedido: se você gosta de fantasia ou ficção, leia as obras de Tolkien, porque muito do que existe no mundo literário hoje em dia saiu daquela cabecinha maravilhosa. Aposto que você vai gostar!