Melhores e Piores Filmes de 2017

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Como em todos anos, esses são filmes que vimos em 2017, não necessariamente estreias do ano.

Melhores

CAMILA: Esse filme foi um hino. Há muito se esperava um filme protagonizado por uma heroína e ele finalmente aconteceu. Foi uma história de origem bem contada e que destaca os pontos fortes da personagem. Ver a Diana se importando e acreditando na humanidade em meio ao cenário caótico que é a Primeira Guerra foi impactante. A cena das trincheiras é de arrepiar, ali eu sabia que o filme iria mexer comigo e que seria um dos melhores do ano.

CIBELE: Eu tava com expectativas demais para esse filme!! Finalmente Diana de Temiscira ganhou o filme que merece. Gal Gadot estava perfeita no papel, além disso o roteiro e direção foram um show à parte. Eu normalmente não tenho paciência de rever filmes de super heróis, mas esse eu vejo toda hora. Amém Patty Jenkins.

MAYRA: Amém Diana! Não o filme que queríamos, mas o que precisávamos nesse ano. Feminista até não poder mais (pode sim), dirigido por mulher, protagonizado por uma Mulher Maravilha corajosa e que não deixa homem nenhum mandar nela. O que mais gostei nesse filme é que os homens sabem seu lugar, principalmente Steve, e em momento nenhum obliteram o protagonismo da maior super-heroína do mundo. O roteiro é bom, a fotografia é (amém) mais clara do que os outros filmes da DC dirigidos por Zack Snyder e complementa ultra bem o novo universo DC – aliás, o melhor filme da DC até hoje. Parabéns para todas as envolvidas.

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Melhores e Piores Séries de 2017

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Essas são as melhores e piores séries que vimos em 2017, não necessariamente lançamentos do ano.

Melhores

CAMILA: (Resenha) Esse ano foi de Doramas para mim. Assisti poucas séries e as que vi não foram tão boas quanto eu esperava (Hello, Stranger Things). Já falei tanto dessa série aqui que agora quase não tenho mais o que dizer. É sobre uma médica e um soldado que entram em conflito por causa do antagonismo de suas profissões e que quando são enviados para o mesmo lugar precisam repensar a forma como enxergam a vida. É clichê, é maniqueísta e é apaixonante. Esse foi um ano em que abusei de coisas doces e essa série está no topo das coisas doces do ano.

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Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi

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Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi

Minha Classificação:
Star Wars: Os Últimos Jedi The Movie DB
de Rian Johnson
Título Original: Star Wars: The Last Jedi
Roteiro: Rian Johnson
Elenco: Mark Hamill, Carrie Fisher, Adam Driver, Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac
Estreia: 13/12/2017
País: EUA
Gênero: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção científica

Este post NÃO CONTÉM SPOILERS do episódio VIII! Só do Episódio VII, então se você ainda não assistiu, pare de ler agora. Caso tenha visto, pode ler com tranquilidade. :)

Após o extermínio da República, a Primeira Ordem do Supremo Líder Snoke vem assombrando cada vez mais a galáxia, mesmo após a destruição da base Starkiller pelos rebeldes da Resistência. A única esperança está na volta do Mestre Jedi Luke Skywalker para ajudar sua irmã General Organa a fortalecer a Resistência e ensinar a religião Jedi para mais alunos, assim restaurando o equilíbrio na Força.

Uma palavra resume esse post: Porgs. Mentira. Quinta-feira passada Os Últimos Jedi estreou no cinema e no dia seguinte já havia uma guerra na internet entre as pessoas que amaram o filme e as que odiaram. Como você sabe através do meu último post, sou ultra fã da franquia e estava com um medo sincero de como seria esse oitavo episódio, já que o sétimo (que estreou em 2015) foi tão bom e conseguiu abrir a nova trilogia de forma incrível. Fui à estréia com Cibele e saí do cinema para brincar de lutar com sabres de luz dentro do supermercado com a sensação de que muita coisa havia ocorrido e que ainda precisava de tempo para assimilar tudo, porém com um coração de fangirl cheia de orgulho do trabalho épico feito por Rian Johnson. E sim, antes de escrever esse post fui ao cinema novamente para ter certeza de que o filme era realmente bom e posso falar que da segunda vez é melhor ainda!

Kylo Reeeen ♪ ♫ Kyyyylo Ren ♩ ♬

Alguns fãs estão reclamando (e pasmem, fizeram uma petição online para tirar esse filme do cânone de Star Wars) que Os Últimos Jedi estraga tudo que Star Wars representou na infância deles. Penso que essa galera não estava assistindo aos filmes direito e nem viram esse novo episódio com atenção. Tudo que mencionei no meu post está de volta no episódio VIII e algumas coisas foram até potencializadas (lamento informar, mas a mira dos Stormtroopers ainda continua a mesma). A produção do filme foi de um cuidado tão grande que é difícil de acreditar que ele foi feito em dois anos. As piadinhas estão de volta com tudo, desde o começo e muito bem colocadas: são vários os momentos que o espectador ri no cinema, e o melhor é que elas são feitas por todo mundo! Não só piadas, mas momentos cômicos permeiam todo o longa e mesmo assim o filme não deixa de ser sério e grave em muitos momentos. Agora sim posso dar certeza de que Os Últimos Jedi é tão bom quanto O Império Contra-Ataca (Mayra polêmica), mas sem ser, de forma alguma, um remake. E esse foi o principal motivo das reclamações desses fãs (que não sabem ver a evolução de nada): que era muito diferente dos Star Wars passados. Sim, ser um remake dá muito certo e vende muito bem, afinal, O Despertar da Força nada mais é que uma mistura de elementos de Uma Nova Esperança e uns poucos de O Império Contra-Ataca, mas aqui existem personagens diferentes com histórias diferentes e uma galáxia em um estado diferente, por quê haveria de ser tudo igual? Fica óbvio que a história teria que caminhar para um novo lugar, com novos elementos e novos acontecimentos. Esse filme é corajoso do começo ao fim.

Rian Johnson fez um trabalho maestral em Os Últimos Jedi. A fotografia do filme é linda, a direção então, nem se fala. São duas horas e meia de cenas visualmente lindas, filmadas de ângulos inusitados e muito memoráveis. Ao longo do filme todo existem cenas épicas, para rir, chorar, se divertir e se arrepiar (muito) – principalmente no terceiro ato é uma surra de cenas emblemáticas tanto em questão de roteiro como visual, é tudo muito muito muito lindo mesmo. Que filme lindo! Ele soube muito bem usar a trilha sonora e criar instantes de tensão ou de felicidade, e também soube usar o silêncio para causar impacto. Aliás, adorei como ele resolveu expandir o uso da Força, dando maior vazão aos atos dos personagens e assim, criando um roteiro minunciosamente bem feito e bem pensado, para que o resultado do destino de cada um ali presente fosse impactante e bem amarrado; e olha que deve ter dado bastante trabalho porque penso que esse seja o episódio de Star Wars com maior número de personagens. O mais importante é que o filme se resolve em si e ainda deixa muita história para o episódio IX (que estréia só em 2019).

Como eu vivi quase 24 anos da minha vida sem Porgs??????????????

Para variar as atuações foram sensacionais. Daisy Ridley volta como Rey – e preciso frisar que o desempenho dela está sensivelmente melhor do que no episódio VII, em que nem ela gostou de sua atuação -, que agora está tentando convencer um Luke fantasticamente fenomenalmente fabuloso de Mark Hamill a ajudar a Resistência da General Organa, da saudosa Carrie Fisher, que nos deixou ano passado (confesso que quando ela aparecia no telão a minha vontade era de apenas chorar em posição fetal). O Kylo Ren de delicia Adam Driver continua meio conflituoso sobre sua escolha de lado na Força, porém sofre grande influência do Supremo Líder Snoke de Andy Serkis (que só faz personagens de CGI, precioso? – você me perdoe mas não consigo não ser fangirl maluca de tudo nessa vida), que comanda a Primeira Ordem do ensaio de Hitler da galáxia distante General Hux de Domhnall Gleeson. Temos o esquentadinho piloto da Resistência Poe Dameron de casa comigo por favor Oscar Isaac que empresta seu droid BB-8 (amor eterno e verdadeiro) para a missão maluca do Finn de John Boyega e da mecânica sem traquejo social Rose Tico de Kelly Marie Tran – esta que chorou horrores de felicidade na première do filme porque foi a primeira mulher asiática da franquia e todos nós fãs ficamos emocionados porque Star Wars é diverso sim! Aliás melhor elenco porque se você for assistir aos vídeos deles de divulgação do filme é só amor infinito.

Querido Papai Noel, esse ano quero de presente: um droid e um piloto da Resistência por favor.

Recheado de mensagens lindas como “aprenda com suas falhas” e “você é dono do seu próprio destino”, Os Últimos Jedi tem fan service à beça e funciona super bem como filme do meio da trilogia, sendo que o principal objetivo é sim passar o bastão para essa nova geração de personagens, mas sem esquecer o legado do antigo, do canônico que cativa milhões de fãs há décadas: ele prega o respeito. Claro que tem crítica política também porque George Lucas o faz desde o Episódio IV, mas isso não muda em nada o âmago do filme. Enfim, indico esse episódio VIII para toda e qualquer pessoa, porque desde a estréia até aqui percebi que muita gente amou esse filme, sejam eles fãs, sejam eles pessoas que nunca tinham assistido Star Wars na vida e nem sabiam do que se tratava. É um filme ótimo, gostoso de ver e rever, e que anda inspirando muita gente a entrar nessa galáxia espetacular de Star Wars. E aí, de que lado da Força você está?