Death Note (Netflix)

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Death Note (Netflix)

Minha Classificação:
Death Note The Movie DB
de Adam Wingard
Título Original: Death Note
Roteiro: Jeremy Slater
Elenco: Nat Wolff, Willem Dafoe, Keith Stanfield, Margaret Qualley, Shea Whigham, Michael Shamus Wiles
Estreia: 25/08/2017
País: EUA
Gênero: Mistério, Fantasia, Terror, Thriller
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A sinopse vai ser bem sincera e limitada ao que o filme me apresentou ok? Então vamos lá: Light é um adolescente que um dia encontra o Death Note (“caderno da morte” em tradução literal) e decide… hum… matar pessoas? Porque… hum… a namorada dele pediu? O plano de matar pessoas que, na opinião de Light e da namorada, merecem morrer vai dando certo até que surge L, um detetive famoso que está disposto a descobrir a identidade da pessoa por trás dos assassinatos.

Death Note (o original por favor*) é uma das histórias mais geniais que eu já tive o prazer de conhecer. É inteligente, bem escrita, complexa e eu sempre desconfiei que não daria certo como filme, tanto que ainda não me atrevi a ver a versão japonesa de 2006, mas, por alguma razão que eu não vou saber explicar, decidi dar uma chance para o filme da Netflix. Eu me dei um tempo, não fui correndo ver assim que lançou e esperei estar pronta para ver o filme longe de preconceitos, expectativas e de amor pelo original. Já aviso que não adiantou muita coisa. Escrevo bastante abaixo mas não vou nem mencionar o whitewashing que é só mais um no mar de problemas que foi essa adaptação.

“Mas isso é uma cena do filme mesmo?” Infelizmente sim.

No começo o filme começa passando beeeeem longe da ideia original do mangá/anime tendo em comum apenas a existência de um “caderno da morte” então eu fui vendo bem tranquila sem fazer qualquer comparação, mas conforme a história foi avançando cada vez mais eles foram pegando elementos essenciais da história de Tsugumi Ohba e usando da forma errada. Fica claro que eles não souberam o que fazer com a história quando eles usam jumpscares e cenas nojentas que não mereciam lugar numa história aclamada por sua inteligência.

O roteiro em si é uma enxurrada de erros, os personagens são mal desenvolvidos então a maioria das atitudes não fazem sentido porque se você não me mostra quem eles são e eu não penso como eles, logo não consigo entender seus motivos. O Ryuk, no entanto, não foi de todo ruim. Como personagem ele foi o único que fez algum sentido, mas o meu problema com ele foi exclusivamente ao comparar com o da história original que é 2839403289 vezes melhor. Mas o que mais me incomodou foram as regras do caderno. Eles mencionam algumas e deixam as outras em aberto para que possam fazer o que for conveniente para o momento. O mangá e anime fazem isso também, não se engane, mas no filme da Netflix as novas regras não fazem sentido, perceba. O que eles mencionaram: se você escrever o nome da pessoa enquanto visualiza seu rosto ela vai morrer. Fora outros detalhes, você pode controlar essa pessoa ESCREVENDO o que vai acontecer com ela até antes da morte. Ok, ficou claro? Bem fácil de entender e lembrar né? Sim, exceto que o roteirista esqueceu porque em certo ponto o Light passou a controlar uma pessoa pelo telefone (sim) e depois ele também podia controlar o que acontecia com objetos (sim).

Você quer mais problemas? Não seja por isso, aqui vai: a trilha sonora que usou músicas ótimas e colocou todas elas na hora errada e por último mas não menos importante, a história é movida basicamente a burrice dos personagens. Se essa não é a coisa que mais me incomoda na ficção, está facilmente no top 3. Isso me irrita nem por ser Death Note, é um problema no geral mesmo. Qualquer filme (série etc) que eu veja e tenha gente burra eu perco a paciência. Se uma pessoa quer matar um monte de gente ela deveria ser minimamente inteligente né? Se alguém quer ser detetive e desvendar casos famosos ele não pode sair por aí fazendo idiotice né? Nesse filme pode sim. Pra fechar com chave de ouro, depois do que claramente teve a intenção de ser o ponto do alto do filme (rs), a história termina deixando gancho para uma sequência, isso mesmo, pode ser que tenha continuação. Não obrigada, eu passo.

*Eu vi o anime e li os mangás (nessa ordem) e os dois são bem parecidos, a única mudança mais significativa é o final e eu pessoalmente acho mais coerente o do mangá. Na história original Light é o melhor aluno do Japão e ao encontrar o “caderno da morte” ele vê nisso uma chance de limpar o planeta das “pessoas ruins” e se tornar o deus do novo mundo. Enquanto isso L, um detetive conhecido por solucionar casos insolucionáveis, é contratado para descobrir a identidade do assassino. Tanto L quando Light são inteligentíssimos e conseguem sempre prever o próximo passo um do outro. Os planos de ambos são mirabolantes porém coerentes e esse embate mental foi o que conquistou essa multidão de fãs fervorosos. Apesar de ter como foco principal o debate de se é certo ou errado matar “pessoas ruins” a história original nunca entra no mérito de qual opinião é certa ou errada. Já o filme entra nesse mérito cem vezes e deixa claro que nesse roteiro o Light é o certo. 


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