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The Bold Type

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The Bold Type

Minha Classificação:
The Bold Type - 2017 The Movie DB
de Sarah Watson
Status: 1 temporada
Episódios vistos: 2
Elenco: Katie Stevens, Aisha Dee, Meghann Fahy, Sam Page, Matt Ward, Melora Hardin
Gênero: Drama
Canal Original: Freeform
Canal no Brasil: Nenhum
Duração do Episódio: 45 minutos

Baseada na vida de Joanna Coles, editora da Cosmopolitan, The Bold Type conta a história de três amigas americanas de 20 e poucos anos que trabalham numa revista feminina. A protagonista, Jane, é vivida pela Katie Stevens que ficou famosa no American Idol e posteriormente com a série Faking It da MTV.

A série estreou do nada, eu não tinha nem ouvido falar, e de repente começaram a surgir diversas críticas recheadas de elogios. Obviamente fiquei curiosa e resolvi ver os dois únicos episódios lançados até então. A primeira coisa que me conquistou foi: amizade feminina. É tão simples porém tão raro ver na TV/cinema mulheres sendo amigas de verdade, se apoiando sem sentir inveja das conquistas da outra, etc. A primeira cena da série é essa aí da imagem acima e tudo o que aconteceu até chegar ali conseguiu mostrar muito bem quem é cada uma delas. O primeiro episódio soube usar os 45 minutos de duração para apresentar suas personagens.

Os episódios conseguem misturar bem o trabalho das moças na revista com suas vidas pessoais fazendo um paralelo entre as duas coisas. Pelo menos até o momento, todo os assuntos abordados são sérios e foram tratados com todo o respeito e argumentos que merecem, sem contar que o roteiro não optou por soluções mágicas e fáceis para os problemas apresentados e nem transformou os possíveis romances em coisa de conto de fadas. É tudo bem realista e de fácil identificação para quem assiste. Mesmo que eu seja mais velha que as personagens e tenha uma vida bem diferente, consegui me ver nas situações justamente por terem sido tratadas com tamanha delicadeza.

The Bold Type é uma série que chegou na hora certa, porque eu sinceramente não imagino ver esses assuntos sendo tratados por mulheres tão fortes e independentes há 10 anos. Sim, algumas tentaram (Sex and the city e Felicity, só para citar algumas), mas acabavam caindo em clichês, ou fazendo as moças tomarem decisões duvidosas “”””em nome do amor”””” e perdendo um pouco a força. No entanto, reconheço o problema de nos dois primeiros episódios, todos os assuntos surgiram e foram resolvidos ali mesmo. Isso é bom para quem assiste um ou outro capítulo, mas em outras séries que já vi serem canceladas antes da hora, acabou se tornando um problema pois o espectador perde a vontade de acompanhar e com isso a audiência cai. Espero no entanto que seja renovada e continue a existir enquanto tiver histórias para contar.

GLOW

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GLOW

Minha Classificação:
GLOW - 2017 The Movie DB
de Liz Flahive
Status: 1 temporada
Episódios vistos: 10
Elenco: Alison Brie, Britt Baron, Kimmy Gatewood, Rebekka Johnson, Rich Sommer, Kate Nash
Gênero: Comédia
Canal Original: Netflix
Canal no Brasil: Netflix
Duração do Episódio: 30 minutos
Assistir GLOW online: Netflix

Ruth é uma atriz em busca de emprego na Los Angeles dos anos 80. Nessa época, não tão diferente assim de hoje em dia, os papéis para mulheres se limitavam a poucas (e bobas) falas e mesmo assim ela nunca era escolhida. Até que surge a oportunidade de participar de GLOW (Gorgeous Ladies of Wrestling) e ela decide fazer todo o possível para não perder a chance de atuar num show onde as mulheres são as únicas estrelas.

Quando eu acabei de ver a quarta temporada de Orange is the New Black, surgiu o trailer de GLOW e ali mesmo eu já fiquei completamente apaixonada. É muito bom ver uma série que sai do ambiente comum, eu nunca achei que me interessaria por qualquer coisa com o tema “luta” e estava errada. É sempre ótimo também ver alguma coisa onde a maioria dos personagens são mulheres de todas as formas e cores.

Alison Brie interpreta a protagonista e está incrível no papel. Ela é muito boa em comédia (lembra dela em Community?) e aqui soube dosar muito bem o humor com os momentos mais sérios dessa anti-heroína. Li por aí que ela queria muito o papel, assim como a Ruth queria muito participar do GLOW, então essa identificação pode ter ajudado a tornar tudo tão real.

A segunda da direita pra esquerda é a Kate Nash.

O elenco é em sua maioria desconhecido, mas eu já tinha visto a Betty Gilpin na finada Masters of Sex e a Kate Nash (que eu não reconheci na série inteira, só soube que era ela quando fui pesquisar as coisas para escrever o post) tem umas músicas que eu gosto. Por falar nisso, apesar de nunca tê-la visto atuar, ela estava tão boa mas tão boa nessa série que eu fiquei maravilhada. Brittanica foi sem dúvida uma das que mais gostei no grupo.

Não tenho visto muitos comentários sobre GLOW, a não ser da crítica especializada, o que me preocupa já que a Netflix agora decidiu cancelar as coisas sem pena. Acho que o público realmente não foi esperado porque agora eles começaram a divulgação pesada (inclusive tire um minutinho e veja essa com a Gretchen e a Rita Cadillac). Bom, mas ainda que a segunda temporada não aconteça o final foi satisfatório, apesar de algumas questões em aberto, e dá para aproveitar a série como um evento único. No entanto, preciso de uma segunda temporada na minha vida. 

The Handmaid’s Tale – Parte 2

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The Handmaid’s Tale – Parte 2

Minha Classificação:
The Handmaid's Tale - 2017 The Movie DB
de Bruce Miller
Status: 1 temporada (renovada)
Episódios vistos: 10
Elenco: Elisabeth Moss, Alexis Bledel, Samira Wiley, Yvonne Strahovski, Joseph Fiennes, Max Minghella
Gênero: Drama, Sci-Fi & Fantasia
Canal Original: Hulu
Canal no Brasil: Nenhum
Duração do Episódio: 50 minutos

A parte 1 desse post, escrita pela Mayra, pode ser lida aqui.

The Handmaid’s Tale é uma série do serviço de streaming Hulu, concorrente da Netflix, que foi baseada no livro de 1985 de mesmo nome que no Brasil foi lançado pela Rocco como “O Conto da Aia”. Sempre ouvi falarem muito bem do livro (que não li) e desde a estreia da adaptação também só ouço elogios. Eu não tinha conseguido começar a ver até ontem. Terminei toda a primeira temporada há alguns minutos e aqui vai a minha opinião.

A série é uma distopia onde as mulheres não conseguem mais engravidar e mesmo quando conseguem os bebês tem pouca chance de sobrevivência. Os religiosos americanos então dão um golpe de estado nos EUA assumindo o governo e com isso escravizam mulheres férteis para serem engravidadas pelos homens do alto escalão. Assustador, né? Além disso, muito Black Mirror.

Eu não li a sinopse então fui ficando horrorizada aos poucos cada vez que a sociedade da história se revelava mais cruel. Apesar de trabalhar muito bem o suspense, a série consegue mostrar ainda no primeiro episódio tudo o que precisamos saber sobre o que está acontecendo. E mesmo sem guardar informações consegue entregar uma temporada completa e sem muita “encheção de linguiça”.

A fotografia da série é uma das mais bonitas atualmente competindo apenas com Better Call Saul no quesito “caraca olha esse quadro” e “que escolha maravilhosa de ângulo da câmera”. A trilha sonora é incrível sabendo dosar tensão e alegria usando, além da excepcional interpretação do elenco, as músicas e sons da cena. Já que mencionei o elenco, quero falar aqui de Elisabeth Moss que vive a protagonista June/Offred. Infelizmente ainda não vi Mad Men e The West Wing, que são as séries anteriores onde ela esteve, mas não é todo dia que a gente tem a chance de ver uma atriz dar um show de atuação como ela deu aqui. A direção usa muitas tomadas em primeiríssimo plano para expressar as emoções dos personagens, e é possível ver Elisabeth transitando entre uma gama de sentimentos em poucos segundos. Espero que ela ganhe todos os prêmios que merece no ano que vem.

Não queria ter que te dizer isso mas há chances de você morrer de medo do Shakespeare Apaixonado.

Dificilmente uma série vai ser impecável e, não vou mentir, The Handmaid’s Tale bem que tentou e quase conseguiu, mas teve um grande problema pra mim: a passividade da protagonista. Ela durante a maior parte dos episódios não age e fica basicamente esperando alguma coisa acontecer com ela. Somos tomados por uma série de flashbacks sobre ela e outros personagens importantes onde vemos uma June forte e que luta para conseguir o que quer e, apesar de mostrarem que ela passou por um monte de coisas ruins que obviamente a fizeram mudar, eu não consegui entender essa falta de ação. Se você quer fazer o seu personagem ir de encontro ao esperado, você precisa desenvolvê-lo melhor para que eu consiga entender as motivações dele.

Como não quero me estender muito nos detalhes da trama, me limito a dizer que ela tem muito porque lutar, mas prefere apenas, literalmente, torcer pelo melhor. Existem outras personagens fortes, mas são apenas coadjuvantes e agindo conseguem mais em um dia do que a June em três anos. Talvez tanta passividade seja só para conseguir mover a história a passos de tartaruga enquanto uma Handmaid diferente resolveria rápido. Fica a reflexão.

Apesar desse pequeno grande problema The Handmaid’s Tale é maravilhosa e merece todos os elogios que vem recebendo. Eu pretendo ler o livro, mas não tenho previsão de quando vou conseguir fazer isso, de toda forma fico aqui torcendo para que os eventos do final da temporada despertem June para ser a protagonista forte que eu sei que ela pode ser e leve a série para ainda mais perto da perfeição.

Enquanto a segunda temporada não chega, que tal passar o tempo com alguns livros e filmes? O CupomValido.com.br tem várioooos cupons de desconto para um monte de loja legal. Que tal dar uma olhada lá? http://www.cupomvalido.com.br/