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O Acordo – Amores Improváveis 1

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    Livros da série Amores Improváveis:

  1. O Acordo
  2. O Erro
  3. O Jogo
  4. The Goal
O Acordo – Amores Improváveis 1

Minha Classificação:
O Acordo goodreads
de
Publicação: em 2016
Gênero:
ISBN: 9788543805887
Título Original: The Deal
Páginas: 360
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Capa original

Após receber um e-mail da Cibele com o anúncio da editora avisando que o e-book do livro estava gratuito por um dia, resolvi baixar e deixar lá na biblioteca. Porém, após esquecer o livro que estava lendo em casa, acabei começando a leitura no celular e só consegui largar depois de chegar no fim da história. Hannah foi estuprada numa festa quando tinha quinze anos, após ter sido dopada, e agora na universidade, depois de anos de terapia e alguns relacionamentos razoavelmente bem sucedidos, ela está atraída por Justin, um jogador de futebol misterioso e pouco acessível para ela. Na outra ponta temos Garrett, capitão do time de hóquei da Universidade, o tipo que nunca se compromete e por quem as garotas se jogam, tento pelo sexo como pela fama que terão após sair com ele. Garrett precisa melhorar sua nota em Ética para não ser proibido de jogar e Hannah gabaritou sua prova, após a insistência do jogador, eles entram em acordo: Hannah dará aulas particulares para ele, enquanto fingem sair juntos para chamar atenção de Justin para Hannah.

Estou quebrada.

Tenho certeza absoluta que você já sabe como termina o livro e todos os clichês que serão usados nas construção dessa história, mesmo assim ela tem aquele fio condutor que vai te puxando para um capítulo atrás do outro. Narrativas que se passam em Universidades são sempre interessantes e com amplas possibilidades de desenvolvimento, principalmente em relação a amizades e responsabilidades, infelizmente ficou tudo no plano de fundo, servindo apenas para gatilho do romance e poderia ter sido mais explorado.  E ao mesmo tempo que não conseguimos largar a leitura porque quereremos saber os comos e porquês, as explicações e reviravoltas de enredo para colocar obstáculos no caminho do casal principal são de revirar os olhos várias vezes. Por exemplo, Garrett é meio babaca, na forma como ele fala das garotas, chamando elas de Marias-Patins, e usando expressões menos lisonjeiras em que ele se defende como  – “ei, sou homem e homens falam e pensam assim”- me pareceu a caricatura de um homem hétero babaca, que no fundo é sentimental . Também temos a Hannah que ao mesmo tempo que implica com isso nele, acha meio engraçado, e portanto deixa transparecer que não é nada demais. E é o tipo de história que vende que o cara é legal e só não achou a garota certa, porque quando achar ele vai ser o melhor cara do mundo *revirando os olhos aqui*

Como a maioria dos livros de new-adult, nesse também são levantados vários assuntos polêmicos/importantes e tratados de forma superficial, inclusive tem uma cena construída em volta de violência doméstica que basicamente se desenrola com os protagonista falando assim: -“olha, você merece mais do que isso. Então pega suas coisas e vai embora e não olha para trás. Agora temos que ir embora, mas se você precisar de alguma coisa me liga. -” É uma cena tão surreal para personagens que supostamente estariam verdadeiramente envolvidos com o caso, que teriam acesso a informação e que poderiam se dispor a ajudar a pessoa de fato e não algo feito como se fosse para  cumprir tabela.

Eu sei que talvez esteja sendo muito dura com o livro, principalmente pela proposta dele, mas queria que as (os) autoras (es) saíssem dessa fórmula de colocar um passado traumático, que quase nunca é bem explorado,  para fazer disso a fonte de problemas do casal e no fim tudo é superado ao encontrarem o ~amor~. Apesar de todos esses pontos o livro apresenta uma história com tiradas divertidas, referências pop e narrativa rápida. Para quem gosta do gênero vai se divertir, desde que passe por cima das incoerências. Não tenho pretensão de continuar a série, mas vai que os outros e-books entram em promoção, nunca se sabe. 

Você não vai deixar nada de ruim acontecer comigo, vai, Garrett?

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O Ceifador – Arc of a Scythe 1

por • 3645 Acessos

    Livros da série Arc of a Scythe:

  1. O Ceifador
  2. Thunderhead
O Ceifador – Arc of a Scythe 1

Minha Classificação:
O Ceifador (Arc of a Scythe, #1) goodreads
de
Publicação: em 2017
Gêneros: ,
ISBN: 9788555340352
Título Original: Scythe
Páginas: 448
Compre em lojas confiáveis:
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Capa original

Em um futuro distópico a humanidade venceu a morte, as doenças e os problemas sociais. Tutelados pela Nimbo-Cúmulo, uma evolução da nuvem, essa inteligência artificial media e pondera todas as relações e providencia todas as necessidades da sociedade. Persiste um único problema, espaço, mesmo com todo o conhecimento possível disponível na Nimbo-Cúmulo, a humanidade não foi capaz de colonizar outros planetas e por isso é criado a Ceifa uma “instituição” separada e independente da Nimbo-Cúmulo que tem como missão coletar vidas.

Somos instruídos a anotar não apenas nossos atos, mas também nossos sentimentos, porque deve-se saber que temos sentimentos. Remorso. Arrependimento. Sofrimentos grandes demais para suportarmos. Porque, se não sentíssemos nada, que espécie de monstro seríamos?

Os Ceifadores possuem total liberdade de coleta desde que se mantenham próximos das metas numéricas, sociais e raciais estipuladas pela Ceifa, quem e como será coletado depende unicamente da vontade do Ceifador. Nesse contexto conhecemos Citra e Rowan que se tornarão aprendizes de Ceifadores e serão treinados nas várias formas de matar/coletar.

 Uma ceifadora havia coletado pouquíssimas pessoas ricas. Ela foi repreendida e recebeu ordens de coletar apenas milionárias até o próximo conclave.

O ponto forte desse livro, na minha opinião, é o enredo e os dilemas apresentados por essa sociedade que estão teoricamente livres de problemas. Talvez o que mais me fez refletir foi sobre a percepção de imortalidade que eles possuem. Já que a única forma de morrer é sendo coletado e a coleta é aleatória, as pessoas vivem como se não fossem morrer e isso é deprimente aqui. Uma vez que todo conhecimento está guardado na Nimbo-Cúmulo e as pessoas não precisam mais fazer diferença em nenhuma área de conhecimento, elas ficam sem objetivos na vida, com vidas pessoais bagunçadas e sem laços muitos fortes, e isso reflete uma sociedade deturpada, preocupada apenas com coisas fúteis e vivendo sem razão. E é bizarro pensar assim, porque afinal não queremos erradicar a fome? a miséria? encontrar a cura de todas as doenças? sim, queremos -só para deixar claro- mas já que ninguém mais morre, essas coisas não fazem mais diferença para eles. Isso me deixou extremamente angustiada, inclusive em alguma parte do livro é insinuado que a Nimbo-Cúmulo ainda mantém uma certa dose de desigualdade social para que as pessoas não fiquem completamente em estupor, vivendo todas iguais, e sim aqui faz sentido.

Nesse mesma sociedade temos os ceifadores, que estão acima da lei e são ao mesmo tempo as pessoas mais importantes da pirâmide social e párias completos. Eles vivem com o peso de matar em um mundo que não há mortes e com o peso de se matar quando acharem que a hora chegou. E apesar de terem que cumprir os mandamentos da Ceifa, há brechas e distorções e isso ocasiona em um questionamento da causa deles e de como eles devem agir, no final de cada capítulo foi colocado a entrada de diário de um ceifador e é interessante entender o sentimento deles para com a morte, as diferentes formas de coletar vidas e principalmente como eles imaginam o futuro.

Nunca houve tantas maquinações e armadilhas na Ceifa.

Falei pouco dos personagens, porque acho que eles ficaram diminuídos em comparação com a história, porém cada um deles tem seu momento. Não gostei muito como certas atitudes e sentimentos ficaram sem desenvolvimento, por ter dois protagonistas o foco ficou muito em um só, e portanto apesar do outro falar da mudança que estava ocorrendo, eu não vi muito dessa mudança acontecer e o final pareceu levemente forçado. Não é um livro perfeito, ou mesmo redondinho nas explanações, mas é um livro que traz questionamentos e me fez pensar sobre porque vivemos e queremos alcançar. Estou com uma expectativa alta para o segundo livro, principalmente pelo rumo que o autor decidiu tomar para dar seguimento nessa história, espero, de verdade, não me decepcionar.

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Antes Que Eu Vá

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Antes Que Eu Vá

Minha Classificação:
Antes Que Eu Vá goodreads
de
Publicação: em 2011
Gêneros: ,
ISBN: 9788580570595
Título Original: Before I Fall
Páginas: 368
Tradução: Rita Sussekind
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Capa original

Sam é uma adolescente e faz parte do grupo das populares na escola. Um dia ela sofre um acidente grave e tem a chance de reviver o mesmo dia sete vezes e com isso rever o que podia ter feito diferente e, quem sabe, consertar as coisas.

“Se você repete bastante alguma coisa, quase consegue acreditar nela.”

Eu li essa história pela primeira vez em 2011, mas como o filme vai ser lançado no Brasil este mês resolvi reler porque já tinha esquecido praticamente tudo. Eu adorei o livro. Achei genial a forma como a Lauren Oliver deu vida a uma adolescente chata e a faz evoluir ao longo da história. É muito interessante acompanhar as idas e vindas de Sam enquanto ela vê o mesmo dia se repetir várias vezes.

“Tente não me julgar Lembre-se que somos iguais, eu e você. Também pensei que fosse viver para sempre.”

Apesar de essa coisa de “ficar preso num dia para consertar as coisas” não seja um conceito nada novo (que o digam Feitiço do tempo e Meia-Noite e Um) é inevitável torcer para que a protagonista consiga o que quer que seja que ela procure. O livro é narrado em primeira pessoa e algumas vezes a narradora se dirige diretamente ao leitor para questionar suas próprias atitudes. Será que o que ela faz é tão errado assim? Será que você nunca fez nada parecido? Ela mostra que é muito fácil julgar os outros, mas é difícil olhar para os próprios erros. Um dos temas centrais do livro é bullying, como é comum nesses casos, os populares costumam pegar no pé do resto da escola e aqui não é diferente. Vemos também a relação de Sam com a família, os amigos e os relacionamentos amorosos.

“(…) talvez você possa se dar o luxo de esperar. Talvez para você haja um amanhã. Talvez para você haja mil amanhãs, ou três mil, ou dez, tanto tempo que você pode se banhar nele, girar, deixar correr como moedas entre os seus dedos. Tanto tempo que você pode desperdiçar. Mas para alguns de nós só existe hoje. E a verdade é que nunca se sabe.”

Esse continua sendo um dos melhores livros que já li no gênero por se esforçar ao máximo para passar uma boa mensagem sem cair em clichês desnecessários. O final também foi uma agradável surpresa para mim justamente por ter feito uma coisa corajosa que nem todo autor consegue. Com a releitura fiquei ainda mais ansiosa pela adaptação e espero que não mudem muita coisa pois, para mim, Antes Que Eu Vá está perfeito assim. Vamos torcer.