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Sonata em Punk Rock – Cidade da Música 1

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    Livros da série Cidade da Música:

  1. Sonata em Punk Rock
Sonata em Punk Rock – Cidade da Música 1

Minha Classificação:
Sonata em Punk Rock goodreads
de
Publicação: em 2016
Gênero:
ISBN: 9788582353899
Páginas: 384
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Valentina Gontcharov ama música, especialmente rock, seu sonho é entrar na conceituada Academia Margareth Vilela e graças aos seu ouvido absoluto ela consegue, porém não tem dinheiro para custear seus estudos, sua mãe foi abandonada grávida pelo pai e desde então ela batalhou muito para criar a filha sozinha e dinheiro não é algo que sobre em casa. Alexandre Gontcharov, pai de Valentina, é um exímio violinista, além de ser famoso e rico, e se oferece para bancar os estudos de Valentina. Sem ter muitas opções e querendo mostrar ao pai que foi um erro abandoná-la ela decide aceitar a esmola e ruma para Cidade da Música.

Esse é o primeiro livro da Babi que leio, atraída pela capa lindíssima e pela sinopse cheia de música resolvi folhear na livraria, gostei do que li e decidi comprar. Há algum tempo que não leio jovem adulto contemporâneo, a verdade é que essa faixa etária de livros já não me chama tanto atenção, com exceção de fantasia, que é um dos meus gêneros preferidos, mas fui atraída para a história da Valentina e gostei do que encontrei.

Valentina, ou Tim como gosta de ser chamada, se depara com um mundo novo na Academia, um mundo envolto em sons e música o tempo todo e isso a encanta. Em sua primeira noite na Academia acaba encontrando Kim e o ajudando em uma situação constrangedora, apenas para descobrir no dia seguinte que ele é o príncipe da Margareth Vilela, um gênio no piano e um tremendo babaca com todo o resto. 

Tim é inteligente, irônica e muito madura para idade e não consigo entender porque ela começa a gostar do Kim, que parece ter saído direto de um dorama para as páginas do livro, intensamente rude e grosseiro com todo mundo, se esconde sob seus problemas psicológicos e emocionais para ser um grande babaca, e o fato da Valentina o criticar por isso e saber que não deveria gostar dele é o que mais me irrita. Ele demora muito para ser minimamente legal com a garota e quando isso acontece ela já está apaixonada por ele, o que acho totalmente fora da personalidade da Valentina. 

A última coisa que queria era ser medíocre.

Como é narrado por ambos os personagens, vamos acompanhando os pensamentos tanto da Tim quanto do Kim e apesar da autora estabelecer que o Kim também gosta da Tim desde o começo, devido a reações físicas e psicológicas que ele tem, não muda que é no mínimo um cenário improvável para o desenvolvimento de um relacionamento.

Já a atmosfera da Academia e da Cidade da Música foi muito bem construída, você se sente vivendo música enquanto lê o livro, as referências, os capítulos que são nomes de músicas e o envolvimento entre os diferentes estilos e instrumentos, torna a Academia um lugar palpável. Os amigos da Valentina são ótimos, não possuem muito aprofundamento na história, mas o que é mostrado deles é divertido e real. 

Então além do Kim, teve duas coisas me que me incomodaram um pouco na história, a primeira é quando o Kim está pensando que ainda não sabe o nome da garota esquisita e logo no capítulo seguinte ao compará-la com a sua ex-namorada, Bianca, ele usa o nome Valentina, então fiquei um pouco confusa se foi um artifício textual para diferenciar as duas garotas ou foi um erro de revisão mesmo.  E o outro ponto foi o didatismo de como é apresentado alguns assuntos, a autora defende algumas bandeiras, como sororidade e feminismo, o que não tem problema nenhum, mas quando esses assuntos eram levantados, eram sempre no pensamento da personagem, então basicamente ela fazia um discurso para ela mesma e isso ficou meio didático para mim. Um exemplo é quando ela recebe uma notícia por mensagem da amiga e automaticamente começa um discurso falando que não julga as pessoas e que não cabe ninguém julgar as decisões dos outros, só que já tinha ficado claro os posicionamentos da personagem e o discurso para si mesma meio que destoa do ritmo da narrativa, isso não acontece sempre, mas quando acontecia era um pouco chato.

A escrita da Babi é leve e divertida e as páginas passam muito rápido, gostei bastante da Valentina e da Cidade da Música, esse é o primeiro livro de uma série não sequencial, ou seja, os próximos livros não vão tratar da Valentina e do Kim, mas vão se passar na Cidade da Música. 

PS: No Spotify está disponível uma playlist de músicas, que são as mesmas que nomeiam os capítulos do livro, é só procurar pelo nome do livro. Dica: é uma excelente playlist.

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Top 3 – Lançamentos de Outubro

por • 6507 Acessos

O que é a vida de alguém que ama livros além de esperar os lançamentos, novas edições e edições especiais das histórias que amamos. Esses são os que estou aguardando e serão lançados em outubro. 

Corte de Asas e Ruínas – Corte de Espinhos e Rosas #3, Sarah J. Maas 

O terceiro volume da série best-seller Corte de Espinhos e Rosas, da mesma autora da saga Trono de Vidro em “Corte de Asas e Ruína” a guerra se aproxima, um conflito que promete devastar Prythian. Em meio à Corte Primaveril, num perigoso jogo de intrigas e mentiras, a Grã-Senhora da Corte Noturna esconde seu laço de parceria e sua verdadeira lealdade. Tamlin está fazendo acordos com o invasor, Jurian recuperou suas forças e as rainhas humanas prometem se alinhar aos desejos de Hybern em troca de imortalidade. Enquanto isso Feyre e seus amigos precisam aprender em quais Grãos-Senhores confiar, e procurar aliados nos mais improváveis lugares. Porém, a Quebradora da Maldição ainda tem uma ou duas cartas na manga antes que sua ilha queime.

Esse deve ser o lançamento mais aguardado, eu ainda tive sorte de começar a ler essa série só esse ano, quando os dois primeiros livros já estavam lançados, por isso “sofri” relativamente pouco na espera, mas ainda assim, mal posso esperar para colocar as mãos e ler mais sobre a Feyre. A Mayra já resenhou os dois primeiros volumes, aqui e aqui. Ela ainda me avisou para não começar o segundo livro antes do lançamento do terceiro, mas fui fraca. 

A Invasão de Tearling – A Rainha de Tearling #2, Erika Johansen

Kelsea Glynn é a rainha de Tearling. Apesar de ter apenas dezenove anos e nenhuma experiência no trono, Kelsea ficou rapidamente conhecida como uma monarca justa e corajosa. No entanto, o poder é uma faca de dois gumes. Ao interromper o comércio de escravos com o reino vizinho e tentar conseguir justiça para seu povo, ela enfurece a Rainha Vermelha, uma feiticeira poderosa com um exército imbatível. Agora, à beira de ver o Tearling invadido pelas tropas inimigas, Kelsea precisa recorrer ao passado, aos tempos de antes da Travessia, para encontrar respostas que podem dar ao seu povo uma chance de sobrevivência. Mas seu tempo está acabando… Nesta continuação de A rainha de Tearling, a incrível heroína construída por Erika Johansen volta para outra aventura cheia de magia e reviravoltas.

Mais uma continuação e mais uma série que comecei esse ano. Apesar de ter um ritmo lento a história é ótima e me deixou querendo mais. No blog já tem resenha do primeiro livro A Rainha de Tearling e ele possui uma das melhores e mais reais protagonistas que já encontrei em livro de fantasia. 

Origem, Dan Brown

Diante de uma ameaça iminente, Langdon tenta uma fuga desesperada de Bilbao ao lado de Ambra Vidal, a elegante diretora do museu que trabalhou na montagem do evento. Juntos seguem para Barcelona à procura de uma senha que ajudará a desvendar o segredo de Edmond Kirsch.
Em meio a fatos históricos ocultos e extremismo religioso, Robert e Ambra precisam escapar de um inimigo atormentado cujo poder de saber tudo parece emanar do Palácio Real da Espanha. Alguém que não hesitará diante de nada para silenciar o futurólogo.
Numa jornada marcada por obras de arte moderna e símbolos enigmáticos, os dois encontram pistas que vão deixá-los cara a cara com a chocante revelação de Kirsch… e com a verdade espantosa que ignoramos durante tanto tempo.

E aqui vamos para o meu maior caso de amor e ódio literário. Eu sei que Brown usa uma fórmula em todos os seus livros e isso me irrita, não necessariamente a fórmula em si, afinal muitos autores de livros policiais usam, mas o fato de como ele nunca foge uma linha dessa fórmula, não há variações no esquema. Por outro lado, eu realmente gosto de histórias policias e de mistérios e dos quebra cabeças, não consigo encontrar um autor contemporâneo para me instigar com histórias assim, quem chegou perto foi o Donato Carrisi mas infelizmente apenas dois livros dele foram publicados aqui e depois nem um pio. Logo toda vez que é publicado mais uma aventura de Langdon fico tentada a dar uma olhada, mesmo que tenha largado Inferno faltando pouco mais de cem páginas para terminar. 

Crooked Kingdom: Vingança e Redenção – Six of Crows 2

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    Livros da série Six of Crows (spin-off de Trilogia Grisha):

  1. Six of Crows: Sangue e Mentiras
  2. Crooked Kingdom: Vingança e Redenção
Crooked Kingdom: Vingança e Redenção – Six of Crows 2

Minha Classificação:
Crooked Kingdom - Vingança e Redenção (Six of Crows, #2) goodreads
de
Publicação: em 2017
Gêneros: ,
ISBN: 9788582354568
Título Original: Crooked Kingdom
Páginas: 448
Tradução: Eric Novello
Compre em lojas confiáveis:
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Capa original

Esse é segundo livro da série, portanto podem haver SPOILERS do primeiro. Se não se importar, siga adiante!

“Um bom ladrão é como um bom veneno, mercantezinho. Ele não deixa vestígios.” 

Depois de terem sido traídos e quase mortos, tudo o que o grupo de Kaz quer é recuperar o membro que foi sequestrado por Van Eck e se vingar do mercante que quase destruiu suas vidas. Os acontecimentos na corte de gelo ainda os perseguem e pegar o dinheiro que havia sido prometido pelo trabalho é mais do que necessário, é um questão de sobrevivência.

A dinâmica do grupo sempre foi precariamente equilibrada e mantida unida pela força de vontade do Kaz, que quase nunca é gentil e compreensivo, ou melhor, quase nunca demonstra isso, e apesar dele ser o elo que os mantém fortes e focados, quando algo sai do controle dele é quase como se o resto do grupo fosse se desmanchar. Agora eles estão em um momento crítico desse equilíbrio, afetando o desenvolvimentos das missões e colocando obstáculos que podem significar a derrocada completa do grupo.

Ele sempre se perguntava como as pessoas sobreviviam àquela cidade, mas era possível que Ketterdam não sobrevivesse a Kaz Brekker.

Continuamos com os múltiplos pontos de vista o que funciona muito bem para a narrativa, não só conseguimos entender melhor os personagens, como a história é melhor contada. A autora consegue dosar bem os momentos de ação com o romance, e quando digo romance quero dizer os diálogos de flerte entre os personagens e os pensamentos sobre possibilidades que vão se intercalando com a missão. 

Outro ponto positivo é que a autora manteve o conflito localizado, mesmo sendo em torno de uma questão que afetaria o “mundo”, a história sempre foi sobre esses seis personagens e continuo assim. O conflito, o resultado e a vingança é pessoal, há bônus e danos colaterais para o resto do mundo, mas o que poderíamos esperar de um bando de ladrões. É difícil falar dos personagens sem cair em alguma armadilha e dar spoilers, mas tanto o conjunto quanto individualmente funcionam bem, apesar de trabalharem em pares que fica estabelecido desde Six of Crows a dinâmica entre todos eles é inteligente e sempre consegue trazer a tona algo novo, que não funcionaria com a dupla. Kaz ainda é um dos melhores personagens que já vi construído, ele é amoral, perverso e deliciosamente astuto, ele não se justifica, ele simplesmente faz o que tem que ser feito e quando enxergamos, nós e os outros personagens, um traço de gentileza, bondade ou compaixão, parece um lapso da sua personalidade, algo que se deixou escapar sem querer e que nunca mais voltará existir. 

Ainda defendo que essa duologia demonstra um amadurecimento de escrita da Leigh Bardugo em relação a Trilogia Grisha sem comparações. Após o livro sair na gringa vi muitas resenhas falando que a história teve um final honesto, eu não diria necessariamente honesto, é um final real, que deixou algumas portas abertas caso a autora queira retomar o projeto, mas foi anticlimático. Esperei dois livros pelo embate entre dois personagens e do jeito que ele aconteceu e a disposição dos capítulos finais me deu a impressão de expectativa não alcançada. Não me entendam mal, o livro é incrível, 4,5 estrelas sem titubear, a questão é que eu esperava um grande evento para determinado acontecimento e ele me pareceu aquém do que havia sido construído de tensão e desejo de vingança. Paciência, não podemos ter tudo na vida.

Sem mortes. Sem funerais.