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À Procura Do Par Perfeito – Searching For 2

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    Livros da série Searching For:

  1. À Procura de Alguém
  2. À Procura do Par Perfeito
  3. Searching for Beautiful
  4. Searching for Always
À Procura Do Par Perfeito – Searching For 2

Minha Classificação:
À Procura do Par Perfeito (Searching For, #2) goodreads
de
Publicação: em 2017
Gênero:
ISBN: 9788584390601
Título Original: Searching for Perfect
Páginas: 272
Tradução: Camila Pohlmann e Juliana Romeiro
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Capa original

Kennedy Ashe é uma das três sócias da Kinnections. Ela lida com a parte de interações sociais e mudança de looks dos clientes, e um dos seus maiores desafios será conseguir que o engenheiro espacial Nathaniel Ellison Raymond Dunkle (NERD nas iniciais e na vida também) fique pelo menos apresentável antes de ser apresentado para possíveis candidatas. Mas o que Ken não esperava é que esse homem super inteligente saberia a equação certa para conquistá-la.

Kennedy se esforçou para não lamber os beiços e pedir uma porção de chantili. Um cientista espacial nerd e rico que quer se casar e encontrar a parceira ideal. Aquilo era seu canto do cisne, sua Eliza Doolittle, um feito que a consagraria, o desafio de uma vida. Pág. 22

Kennedy é minha personagem favorita desde o livro de Kate. Divertida, sem papas na língua e determinada, esperava que seu livro fosse muito bom e realmente o é. O carisma de Ken está sempre presente, adoro o jeito dela e é bom saber que ela tem uma profundidade como personagem, por mais que seja explorada bem de leve no livro: esse para mim foi o grande defeito. Sei que é um livro de romance erótico e não drama, mas não ligaria se Jennifer Probst houvesse deixado umas páginas a mais para desenvolver mais os traumas psicológicos de Ken, que são graves e precisam ser discutidos com mais afinco até em obras que não carregam nenhuma crítica social que nem essa. A mensagem moral que o livro passa é parcialmente aceitável, porque sim, nós mulheres (cis ou não) precisamos nos amar mais e nos aceitar mais, mas não necessariamente precisamos de aprovação masculina por isso. Claro que ter um par para te apoiar é legal, porém não é obrigatório, sabe?! Isso me incomodou um pouquinho, só que não anula a validez da “moral da história”.

– Um Darth Maultini, por favor. […]
Kate riu. – Não, vou lembrar, não se preocupe. Fã de Star Wars, né?!
– Um pouco. Pág. 107

O livro é tão espirituoso quanto Ken, e Nate é o par perfeito para ela! Senti muito mais química entre eles dois do que entre Kate e Slade, e eles tinham diálogos sensacionais, discussões mais ainda. As partes da sessão de Nate com Ming e da coleira me fizeram rir alto. É claro que a história é super previsível, mas em momento nenhum me vi querendo que acabasse ou rolando os olhos por ser chata ou coisa parecida. Em diversas passagens temos a autora atentando para o fato de que a relação de Ken e Nate se parece demais com a de Slade e Kate, como se para assumir que sabe que os livros são parecidos: querida, relaxa. Todo livro de romance erótico é praticamente igual, só mudam nomes e algumas coisinhas no contexto. Recomendo bem mais a leitura desse segundo volume do que do primeiro dessa série! Ah, uma outra coisa chata é que somos “re” apresentados à personagens da série prévia da autora, Marriage to a Billionaire (Searching For é como uma série originada dessa, só que independente), mas não dá para reconhecê-los todos porque somente o primeiro livro dessa série foi publicado aqui no Brasil pela LeYa então quem não leu os outros três em inglês, não vai saber quem são as moças e seus maridos. Enfim, esse livro é super gostosinho de ler, ainda mais se depois você ficar sonhando com um Nate para si…

Outros Jeitos de Usar a Boca

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Outros Jeitos de Usar a Boca

Minha Classificação:
Outros Jeitos de Usar a Boca goodreads
de
Publicação: em 2017
Gênero:
ISBN: 9788542209303
Título Original: Milk and Honey
Páginas: 204
Tradução: Ana Guadalupe
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Capa original

Você tinha tanto medo da minha voz que eu decidi ter medo também

Não leio muita poesia, na verdade sendo extremamente sincera esse gênero literário nunca me atraiu muito. Me lembro uma vez na aula de Português, na faculdade de Jornalismo, uma professora, que ama Cecília Meireles, declamou uma poesia e fez a interpretação, me lembro que pensei, ah então é assim que se lê poesia. Para fazer a interpretação ela levou em conta o contexto social e histórico, além da biografia da poeta para dar sentido aqueles versos. Nunca consegui fazer igual, nunca consegui me deter por muito tempo em poesia, nem ultrapassar a barreira superficial que aquelas palavras significavam para mim. 

Você estava tão distante que eu esqueci que você estava lá

Dito isso sobre a poesia tradicional, com a licença poética colocada nessa tradicional, ano passado me deparei com outros tipos de poesia, que falavam mais diretamente comigo e portanto me chamaram muito mais atenção. Para o meu TCC eu vi todos os vídeos do Super Libris, uma série com 52 episódios sobre Literatura, e quando assisti o episódio: Uma ideia na cabeça e um mimeógrafo na mão  com o Chacal, em que ele vai falar da poesia marginal, que fugia dos padrões estabelecidos de métrica, tamanho e rima, me apaixonei ali pela forma simples de expressar as coisas.

E aí veio 2017 e com ele esse soco no estômago que foi a Rupi Kaur e seu Outros Jeitos de Usar a Boca, divido em quatro partes ele entrega a alma da sua autora e escancara a nossa, pois não se engane a Rupi pode estar falando dela, mas também está falando de todas nós. As partes são: a dor, o amor, a ruptura e a cura.

eu sou um museu cheio de quadros mas você estava de olhos fechados

A forma direta com que ela diz e disseca seus sentimentos é absurdamente cru, visceral, poderia ter sido eu dizendo aquilo, eu sei que eu já senti aquilo, poderia ser você. Essa identificação acontece porque a Rupi vai falar não só da sua dor, mas da dor de ser mulher, do sexo, do abuso, da diminuição feminina, da necessidade de nos amarmos como somos, do processo de cicatrização e cura. Segue com os poemas algumas ilustrações que tornam a experiência de ler o livro mais enriquecedora e detalhista. As ilustrações são feitas pela própria autora. 

você fala demais ele sussurra no meu ouvido conheço jeitos melhores de usar essa boca

Poesia ainda é assunto espinhoso para mim, tenho muito o que ler e estudar para conseguir dar opiniões sólidas sobre o assunto, mas acredito que esse livro tenha ultrapassado algumas barreiras e que pode abrir caminho para outros livros do gênero. Torcendo para que essa mulher escreva cada vez mais, que já estou esperando o próximo soco. 

PS: Aconselho loucamente a série Super Libris! 

Top 3 – Livros que Acabei de Descobrir Mas Preciso Pra Ontem

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Acho que todo mundo que gosta de livros passa por isso né, apesar de já ter um montão deles na fila de leitura, às vezes aparecem novos que te deixam em desespero. Da última vez que aconteceu comigo, esses foram os culpados:

How to Stop Time de Matt Haig

Eu sou velho. Essa é a primeira coisa a te dizer. A coisa da qual provavelmente você vai duvidar. Se você me visse, provavelmente pensaria que eu tenho uns quarenta anos, mas estaria muito errado.

Tom Hazard tem um segredo perigoso.

Ele pode parecer um homem comum de 41 anos, mas devido a uma condição rara, ele está vivo há séculos. Da Inglaterra Elisabetana à era do Jazz em Paris, Tom viu muito, e agora anseia por uma vida comum. Sempre mudando de identidade para permanecer vivo, Tom tem o disfarce perfeito – trabalha como professor de história em Londres. Dessa forma ele pode ensinar às crianças sobre guerras e caça às bruxas como se não tivesse testemunhado em primeira mão. Ele pode tentar domar o passado que o está alcançando rápido demais.

A única coisa que Tom não deve fazer é se apaixonar.

How to Stop Time é uma história selvagem e agridoce sobre perder e encontrar a si mesmo, sobre as vidas inteiras que pode levar até realmente se aprender a viver.

Eu parei para ler essa sinopse porque amei muito a capa e não fui decepcionada. A história parece ótima apesar de recorrer ao clichê do “amor da minha vida apareceu na hora errada”, mas, apesar de nunca ter lido nada do autor, tenho esperanças de que a história vai se desenvolver de um jeito legal.

 

Greatest Hits de Laura Barnett

Um dia. Dezesseis canções. A trilha sonora de uma vida…

Sozinha em seu estúdio, Cass Wheeler está fazendo uma viagem de volta ao seu passado. Depois de um silêncio de dez anos, a cantora-compositora está escolhendo as dezesseis faixas que a definiram – dezesseis momentos-chave de sua vida – para um álbum exclusivamente pessoal de maiores sucessos.

No decorrer deste dia, tanto ordinário como extraordinário, surge a história da vida de Cass – uma história de altos e baixos, de música, amizade e ambição, de grande amor e grande perda. Mas o que a levou a recuar há todos aqueles anos, e há uma maneira para ela fazer a paz com seu passado?

Filha. Mãe. Cantora. Amante. Quais são as memórias que mais importam?

Já falei várias vezes que adoro o combo livro + música, mas tenho que admitir que nesse caso o que mais me chamou a atenção foram as resenhas do Goodreads. As pessoas estão falando apenas coisas boas e depois de ler umas cinco opiniões, eu já tô planejando aqui como tirar um tempo para ler essa história.

 

City of Saints & Thieves de Natalie C. Anderson

Os Homens que não Amavam as Mulheres encontra Garota Exemplar neste livro jovem adulto do mistério fascinante de um assassinato no Quênia.

Nas sombras da cidade de Sangui, vive uma menina que não existe. Depois de fugir do Congo como refugiadas, Tina e sua mãe chegaram ao Quênia procurando a oportunidade de construir uma nova vida e lar. Sua mãe rapidamente encontrou trabalho como empregada para uma família proeminente, liderada por Roland Greyhill, um dos mais respeitados líderes empresariais da cidade. Mas Tina logo descobre que a fortuna de Greyhill foi feita de uma vida de corrupção e crime. Assim, quando sua mãe é encontrada morta a tiros no estudo pessoal do Sr. Greyhill, ela sabe exatamente quem está por trás disso.

Com a vingança sempre em mente, Tina passa os próximos quatro anos sobrevivendo nas ruas sozinha, trabalhando como uma mestre ladra para os Goondas, gangue local da cidade de Sangui. É um trabalho para os Goondas que finalmente traz Tina de volta para a propriedade de Greyhill, dando-lhe a chance de vingança que ela estava esperando. Mas assim que entra no lar pródigo, ela é atingida pela dor de velhas feridas e a atração de amizades passadas, pondo em movimento uma cascata de eventos perigosos que poderiam, a qualquer momento, custar a vida de Tina.

Eu não sou exatamente fã de livro que é lançado se comparando a outro livro, já parei de acreditar nessas comparações a muitos A Garota no Trem atrás, mas, apesar disso, a história parece maravilhosa e diferente do que estou acostumada a ler. Eu pelo menos não me lembro de ter lido um YA que se passa em qualquer lugar que não sejam os EUA e tem esse tanto de emoção que a sinopse promete. Se for metade do que estou esperando já vai valer a pena.