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Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi

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Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi

Minha Classificação:
Star Wars: Os Últimos Jedi The Movie DB
de Rian Johnson
Título Original: Star Wars: The Last Jedi
Roteiro: Rian Johnson
Elenco: Mark Hamill, Carrie Fisher, Adam Driver, Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac
Estreia: 13/12/2017
País: EUA
Gênero: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção científica

Este post NÃO CONTÉM SPOILERS do episódio VIII! Só do Episódio VII, então se você ainda não assistiu, pare de ler agora. Caso tenha visto, pode ler com tranquilidade. :)

Após o extermínio da República, a Primeira Ordem do Supremo Líder Snoke vem assombrando cada vez mais a galáxia, mesmo após a destruição da base Starkiller pelos rebeldes da Resistência. A única esperança está na volta do Mestre Jedi Luke Skywalker para ajudar sua irmã General Organa a fortalecer a Resistência e ensinar a religião Jedi para mais alunos, assim restaurando o equilíbrio na Força.

Uma palavra resume esse post: Porgs. Mentira. Quinta-feira passada Os Últimos Jedi estreou no cinema e no dia seguinte já havia uma guerra na internet entre as pessoas que amaram o filme e as que odiaram. Como você sabe através do meu último post, sou ultra fã da franquia e estava com um medo sincero de como seria esse oitavo episódio, já que o sétimo (que estreou em 2015) foi tão bom e conseguiu abrir a nova trilogia de forma incrível. Fui à estréia com Cibele e saí do cinema para brincar de lutar com sabres de luz dentro do supermercado com a sensação de que muita coisa havia ocorrido e que ainda precisava de tempo para assimilar tudo, porém com um coração de fangirl cheia de orgulho do trabalho épico feito por Rian Johnson. E sim, antes de escrever esse post fui ao cinema novamente para ter certeza de que o filme era realmente bom e posso falar que da segunda vez é melhor ainda!

Kylo Reeeen ♪ ♫ Kyyyylo Ren ♩ ♬

Alguns fãs estão reclamando (e pasmem, fizeram uma petição online para tirar esse filme do cânone de Star Wars) que Os Últimos Jedi estraga tudo que Star Wars representou na infância deles. Penso que essa galera não estava assistindo aos filmes direito e nem viram esse novo episódio com atenção. Tudo que mencionei no meu post está de volta no episódio VIII e algumas coisas foram até potencializadas (lamento informar, mas a mira dos Stormtroopers ainda continua a mesma). A produção do filme foi de um cuidado tão grande que é difícil de acreditar que ele foi feito em dois anos. As piadinhas estão de volta com tudo, desde o começo e muito bem colocadas: são vários os momentos que o espectador ri no cinema, e o melhor é que elas são feitas por todo mundo! Não só piadas, mas momentos cômicos permeiam todo o longa e mesmo assim o filme não deixa de ser sério e grave em muitos momentos. Agora sim posso dar certeza de que Os Últimos Jedi é tão bom quanto O Império Contra-Ataca (Mayra polêmica), mas sem ser, de forma alguma, um remake. E esse foi o principal motivo das reclamações desses fãs (que não sabem ver a evolução de nada): que era muito diferente dos Star Wars passados. Sim, ser um remake dá muito certo e vende muito bem, afinal, O Despertar da Força nada mais é que uma mistura de elementos de Uma Nova Esperança e uns poucos de O Império Contra-Ataca, mas aqui existem personagens diferentes com histórias diferentes e uma galáxia em um estado diferente, por quê haveria de ser tudo igual? Fica óbvio que a história teria que caminhar para um novo lugar, com novos elementos e novos acontecimentos. Esse filme é corajoso do começo ao fim.

Rian Johnson fez um trabalho maestral em Os Últimos Jedi. A fotografia do filme é linda, a direção então, nem se fala. São duas horas e meia de cenas visualmente lindas, filmadas de ângulos inusitados e muito memoráveis. Ao longo do filme todo existem cenas épicas, para rir, chorar, se divertir e se arrepiar (muito) – principalmente no terceiro ato é uma surra de cenas emblemáticas tanto em questão de roteiro como visual, é tudo muito muito muito lindo mesmo. Que filme lindo! Ele soube muito bem usar a trilha sonora e criar instantes de tensão ou de felicidade, e também soube usar o silêncio para causar impacto. Aliás, adorei como ele resolveu expandir o uso da Força, dando maior vazão aos atos dos personagens e assim, criando um roteiro minunciosamente bem feito e bem pensado, para que o resultado do destino de cada um ali presente fosse impactante e bem amarrado; e olha que deve ter dado bastante trabalho porque penso que esse seja o episódio de Star Wars com maior número de personagens. O mais importante é que o filme se resolve em si e ainda deixa muita história para o episódio IX (que estréia só em 2019).

Como eu vivi quase 24 anos da minha vida sem Porgs??????????????

Para variar as atuações foram sensacionais. Daisy Ridley volta como Rey – e preciso frisar que o desempenho dela está sensivelmente melhor do que no episódio VII, em que nem ela gostou de sua atuação -, que agora está tentando convencer um Luke fantasticamente fenomenalmente fabuloso de Mark Hamill a ajudar a Resistência da General Organa, da saudosa Carrie Fisher, que nos deixou ano passado (confesso que quando ela aparecia no telão a minha vontade era de apenas chorar em posição fetal). O Kylo Ren de delicia Adam Driver continua meio conflituoso sobre sua escolha de lado na Força, porém sofre grande influência do Supremo Líder Snoke de Andy Serkis (que só faz personagens de CGI, precioso? – você me perdoe mas não consigo não ser fangirl maluca de tudo nessa vida), que comanda a Primeira Ordem do ensaio de Hitler da galáxia distante General Hux de Domhnall Gleeson. Temos o esquentadinho piloto da Resistência Poe Dameron de casa comigo por favor Oscar Isaac que empresta seu droid BB-8 (amor eterno e verdadeiro) para a missão maluca do Finn de John Boyega e da mecânica sem traquejo social Rose Tico de Kelly Marie Tran – esta que chorou horrores de felicidade na première do filme porque foi a primeira mulher asiática da franquia e todos nós fãs ficamos emocionados porque Star Wars é diverso sim! Aliás melhor elenco porque se você for assistir aos vídeos deles de divulgação do filme é só amor infinito.

Querido Papai Noel, esse ano quero de presente: um droid e um piloto da Resistência por favor.

Recheado de mensagens lindas como “aprenda com suas falhas” e “você é dono do seu próprio destino”, Os Últimos Jedi tem fan service à beça e funciona super bem como filme do meio da trilogia, sendo que o principal objetivo é sim passar o bastão para essa nova geração de personagens, mas sem esquecer o legado do antigo, do canônico que cativa milhões de fãs há décadas: ele prega o respeito. Claro que tem crítica política também porque George Lucas o faz desde o Episódio IV, mas isso não muda em nada o âmago do filme. Enfim, indico esse episódio VIII para toda e qualquer pessoa, porque desde a estréia até aqui percebi que muita gente amou esse filme, sejam eles fãs, sejam eles pessoas que nunca tinham assistido Star Wars na vida e nem sabiam do que se tratava. É um filme ótimo, gostoso de ver e rever, e que anda inspirando muita gente a entrar nessa galáxia espetacular de Star Wars. E aí, de que lado da Força você está?

Your Name. (Kimi no Na wa.)

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Your Name. (Kimi no Na wa.)

Minha Classificação:
Your Name. The Movie DB
de Makoto Shinkai
Título Original: 君の名は。
Roteiro: Makoto Shinkai
Elenco: Ryunosuke Kamiki, Mone Kamishiraishi, Masami Nagasawa, Etsuko Ichihara, Ryou Narita, Aoi Yuki
Estreia: 26/08/2016
País: Japão
Gênero: Romance, Animação, Drama

Mitsuha é uma adolescente que vive numa cidade pequena do Japão. Ela é infeliz por morar no interior e queria poder viver em Tóquio. Taki está no último ano do ensino médio e está acostumado com a vida que vive como filho único na cidade grande. Por algum motivo que ninguém sabe explicar, Mitsuha e Taki trocam de corpo e vivem a vida um do outro por um período de tempo. Apesar de não se conhecerem e viverem vidas bem distintas, eles sentem uma ligação muito forte e começam a procurar um pelo outro.

Essa sinopse é bem superficial porque eu realmente não quero estragar nada da história para você. Não vou mentir que essa coisa de “troca de corpo” eu vejo desde criança em filmes como Se Eu Fosse a Minha Mãe (e seu remake Sexta-Feira Muito Louca) passando por Coisas de Meninos e Meninas até o nacional Se eu Fosse Você, então não é algo que hoje em dia atraia minha atenção. Mas Your Name. é o anime de maior bilheteria de todos os tempos então já dava pra saber que tinha algo de diferente. E tem mesmo.

A primeira coisa que dá pra reparar já nos primeiros segundos de exibição é a qualidade visual. A fotografia do anime é LINDA, é sem dúvida uma das animações mais visualmente bonitas que já vi. Isso é sem dúvida um grande mérito mas nem de longe é o único. O roteiro é também muito bom. Eu fiquei completamente envolvida pela história e fui pega de surpresa diversas vezes por acontecimentos que mudaram completamente o rumo do que eu estava assistindo. Apesar de ter uma premissa batida, o desenvolvimento é totalmente diferente de qualquer outro do gênero. 

Eu não cheguei exatamente a ler críticas mais detalhadas antes de assistir e somando isso à minha falta de interesse com essa ideia batida, fui esperando ver um filme apenas mediano. Lindo e bem executado, sem dúvida, mas com uma história não muito surpreendente. Obviamente eu estava enganada já que o filme é bom em todos os sentidos. O roteiro brinca com suas expectativas e emoções o tempo inteiro e o jeito de contar a história me incomodou um pouco no começo, acho que deve ter sido particularmente confuso para quem viu sem ler a sinopse, mas isso foi totalmente justificável no desenrolar da narrativa.

Como sempre, Hollywood não pode ver que outro país fez um filme bom e já quer fazer remake, então J.J. Abrams está envolvido no projeto do live action americano. Apesar de confiar muito no trabalho do J.J. acho que não tem como refazer algo que já está tão bom. Eu acabei o anime seriamente impressionada e apaixonada então tenho zero esperanças de que essa nova versão vá trazer algo de bom. Espero estar errada mais uma vez.

Kong: A Ilha da Caveira

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Kong: A Ilha da Caveira

Minha Classificação:
Kong: A Ilha da Caveira The Movie DB
de Jordan Vogt-Roberts
Título Original: Kong: Skull Island
Roteiro: Dan Gilroy, Max Borenstein
Elenco: Tom Hiddleston, Samuel L. Jackson, Brie Larson, John Goodman, John C. Reilly, Jing Tian
Estreia: 08/03/2017
País: EUA
Gênero: Ação, Aventura, Fantasia
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Kong: A Ilha da Caveira é a milionésima refilmagem do clássico King Kong de 1933. Em 1973 um grupo de cientistas e militares viajam para a mítica Ilha da Caveira para desbravar os mistérios desse lugar, e lá encontram criaturas que ainda estão na Era dos Gigantes da Terra, entre elas, Kong. 

Como toda boa esposa, preciso assistir aos filmes que meu marido (Tom Hiddleston) faz, portanto resolvi assistir Kong: A Ilha da Caveira para prestigiá-lo. Achei que fosse ser bem ruim, mas não é que é bom?! Gostei muito da proposta desse novo King Kong, e também gostei que o diretor teve um ótimo timing dos acontecimentos: não parece enrolação em momento nenhum. Todos os personagens são bem justificados e o tempo que as coisas levam para acontecer foi ótimo, Jordan Vogt-Roberts teve uma ótima noção de que a história tinha de se desenrolar na Ilha da Caveira mesmo. A primeira aparição do Kong é sensacional, realmente bonita de se ver e entretém muito bem o espectador – na verdade ele prende do início ao fim. O elenco é muito diverso, tem europeu, americano, asiático, negro e mulheres, o que é positivo, e o melhor é que essas mulheres não são donzelas em perigo (mais positivo ainda)! Achei esse filme um pouco  sanguinolento, o que pra mim, trouxe maior veracidade à história porque, afinal de contas, são animais gigantes massacrando pessoas que estão invadindo a casa deles. Ah, esses outros animais gigantes da Ilha também ajudam a criar essa sensação de verdade porque seria super estranho se só tivesse o Kong de enorme e o resto dos bichinhos (muito criativos, diga-se de passagem) serem tamanho padrão.

Penso que o ritmo do filme é muito bem estabelecido, ainda mais por causa desses animais que citei acima, que criam momentos de tensão o tempo todo, fazendo com que Kong não seja a única ameaça. Tom Hiddleston (mais conhecido como meu marido) convence muito bem no papel do Capitão James Conrad, Brie Larsson sempre incrível é uma mocinha bem corajosa e feminista para 1973 e John Goodman é excepcional como Randa. Samuel L. Jackson não sai da sua zona de conforto e banca o comandante militar Packard meio vilanesco, o que me incomoda por ser mais do mesmo, mas não tira o mérito do filme. Os personagens secundários têm seus papéis bem estabelecidos e não são simplesmente jogados para fazer número na história, embora o lance do Chapman (Toby Kebbell) não tenha nem me convencido nem me comovido (realmente não vi muita razão para aquilo no filme, mas entendo o diretor e roteiristas).

O filme é visualmente lindo, e o diretor Jordan Vogt-Roberts teve bastante cuidado para filmar e editar o longa. Os cortes de cena são muito bem feitos, ele usa e abusa de iluminação colorida nas cenas – o que torna certos momentos até triviais em cenas esteticamente lindas ou dita o tom de tensão de certos momentos do filme – além da fotografia sensacional. Vogt-Roberts também usa planos detalhe, fechados e câmera lenta com muita sabedoria, pensando em carregar o filme de significado; o que pode ser visto em cenas muito emblemáticas e extremamente bem dirigidas. Os planos abertos da Ilha da Caveira são lindíssimos e fazem com que o espectador queira visitar o lugar paradisíaco. O roteiro é muito bom, com pontos de humor bem colocados e cenas bem objetivas. Uma das coisas que mais gostei foi que as cenas de ação são muito claras no sentido visual, não existe isso de câmera tremida ou cena escura demais, então dá para acompanhar tudo que está acontecendo na tela sem ficar quebrando a cabeça: pontos positivos para a direção e a montagem das cenas. A computação gráfica é um pouco medíocre, mas em momento nenhum (pelo menos para mim) corta a suspensão da crença ali proposta. O filme aceita muito bem seu papel de remake e dá linha para continuação, e penso que iria assistir sim porque é um longa bem gostoso de se ver, portanto, recomendo caso você esteja procurando um bom filme de ação com elementos clássicos.