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Your Name. (Kimi no Na wa.)

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Your Name. (Kimi no Na wa.)

Minha Classificação:
Your Name. The Movie DB
de Makoto Shinkai
Título Original: 君の名は。
Roteiro: Makoto Shinkai
Elenco: Ryunosuke Kamiki, Mone Kamishiraishi, Masami Nagasawa, Etsuko Ichihara, Ryou Narita, Aoi Yuki
Estreia: 26/08/2016
País: Japão
Gênero: Romance, Animação, Drama

Mitsuha é uma adolescente que vive numa cidade pequena do Japão. Ela é infeliz por morar no interior e queria poder viver em Tóquio. Taki está no último ano do ensino médio e está acostumado com a vida que vive como filho único na cidade grande. Por algum motivo que ninguém sabe explicar, Mitsuha e Taki trocam de corpo e vivem a vida um do outro por um período de tempo. Apesar de não se conhecerem e viverem vidas bem distintas, eles sentem uma ligação muito forte e começam a procurar um pelo outro.

Essa sinopse é bem superficial porque eu realmente não quero estragar nada da história para você. Não vou mentir que essa coisa de “troca de corpo” eu vejo desde criança em filmes como Se Eu Fosse a Minha Mãe (e seu remake Sexta-Feira Muito Louca) passando por Coisas de Meninos e Meninas até o nacional Se eu Fosse Você, então não é algo que hoje em dia atraia minha atenção. Mas Your Name. é o anime de maior bilheteria de todos os tempos então já dava pra saber que tinha algo de diferente. E tem mesmo.

A primeira coisa que dá pra reparar já nos primeiros segundos de exibição é a qualidade visual. A fotografia do anime é LINDA, é sem dúvida uma das animações mais visualmente bonitas que já vi. Isso é sem dúvida um grande mérito mas nem de longe é o único. O roteiro é também muito bom. Eu fiquei completamente envolvida pela história e fui pega de surpresa diversas vezes por acontecimentos que mudaram completamente o rumo do que eu estava assistindo. Apesar de ter uma premissa batida, o desenvolvimento é totalmente diferente de qualquer outro do gênero. 

Eu não cheguei exatamente a ler críticas mais detalhadas antes de assistir e somando isso à minha falta de interesse com essa ideia batida, fui esperando ver um filme apenas mediano. Lindo e bem executado, sem dúvida, mas com uma história não muito surpreendente. Obviamente eu estava enganada já que o filme é bom em todos os sentidos. O roteiro brinca com suas expectativas e emoções o tempo inteiro e o jeito de contar a história me incomodou um pouco no começo, acho que deve ter sido particularmente confuso para quem viu sem ler a sinopse, mas isso foi totalmente justificável no desenrolar da narrativa.

Como sempre, Hollywood não pode ver que outro país fez um filme bom e já quer fazer remake, então J.J. Abrams está envolvido no projeto do live action americano. Apesar de confiar muito no trabalho do J.J. acho que não tem como refazer algo que já está tão bom. Eu acabei o anime seriamente impressionada e apaixonada então tenho zero esperanças de que essa nova versão vá trazer algo de bom. Espero estar errada mais uma vez.

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

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Para conferir a resenha do livro "O Hobbit", clique aqui.

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

Minha Classificação:
O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos The Movie DB
de Peter Jackson
Título Original: The Hobbit: The Battle of the Five Armies
Roteiro: Peter Jackson, Fran Walsh, Philippa Boyens, Guillermo del Toro
Elenco: Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage, Ken Stott, Graham McTavish, William Kircher
Estreia: 10/12/2014
País: New Zealand, EUA
Gênero: Ação, Aventura, Fantasia
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Como disse nos dois posts anteriores, O Hobbit foi dividido em três filmes, e nesse capítulo final temos a destruição da Cidade do Lago por Smaug e a defesa de Erebor que culmina na batalha entre homens, elfos, orcs e anões. Ah, e um hobbit também.

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos começa exatamente no final de A Desolação de Smaug, dando uma ótima continuidade ao segundo longa. A destruição da Cidade do Lago tem cenas fortes com a cidade toda queimada e as pessoas tentando fugir e tal, aliás, muitas cenas do filme são fortes, porém minha maior consideração aqui é de que parece que o CGI (computação gráfica) não foi muito bem desenvolvido de um filme pra outro – não que seja ruim, mas não é muito muito bom. O longa é todo ação, e quase em momento nenhum há cenas que não sejam de luta, e isso é extremamente plausível com os ritmos de roteiro e direção, porque afinal, é o final de uma jornada que culmina numa guerra, então o que tinha que ser resolvido calmamente e diplomaticamente foi nos filmes anteriores. 

Peter Jackson optou por se ater bastante aos acontecimentos do livro mais adicionando do que mudando a trama, e concordo que para a adaptação, isso foi necessário, porque adicionou muitas coisas que seriam necessárias cinematograficamente para dar continuidade à história, seguindo para O Senhor dos Anéis. A treta de Dol Guldur tem uma cena de luta apenas in-crí-vel (assim como todas do filme) que tem reflexo direto na trilogia do Anel e a parte de Gundabad foi rápida, porém necessária. Óbvio que mais uma vez, o trabalho de adaptação de Peter Jackson é inigualável e qualquer fã de Tolkien fica satisfeito e empolgado com esse filme, mas a parte linda é que ele entrete qualquer público, de tão bom que é. Confesso que o filme todo fiquei na beira do assento com os acontecimentos rápidos e o destino dos personagens. O roteiro tem pouquíssimos e bem colocados alívios cômicos, o que atenua um pouco a tensão presente do primeiro ao quase último momento do longa. 

O destaque de O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos com certeza é a batalha final, que na verdade são várias batalhas numa só. É um caos de guerra muito bem dirigido e as cenas de luta são muito bem coreografadas – tem uma sequência super boa com uma carroça de guerra que parece, em muito, com uma cena dos barris em A Desolação de Smaug. Tudo é tão sensacional quanto foi em O Retorno do Rei: um final épico para uma jornada épica. O figurino é excepcional, a direção de arte é linda e as locações são magníficas, como sempre. Mais uma vez, o elenco dá um show: Martin Freeman (meu amorzinho) como Bilbo é fantástico, Ian McKellen como Gandalf sempre excepcional, Richard Armitage dá um show como Thorin com a Doença do Dragão; os anões Fili (Dean O’ Gorman), Kili (Aidan Turner), Bifur (William Kircher), Bofur (James Nesbitt), Glóin (Peter Hambleton), Óin (John Callen), Bombur (Stephen Hunter), Balin (Ken Stott), Dwalin (Graham McTavish), Nori (Jed Brophy), Dori (Mark Hadlow) e Ori (Adam Brown) têm seus momentos, mesmo que poucos, no filme, com destaque para Kili (um fofo) por conta de seu interesse amoroso em Tauriel (Evangeline Lilly). Lee Pace é Thranduil, pai arrogante de um elfo da floresta que muita gente ama… Também há a participação de personagens importantíssimos da trilogia do Anel: Saruman (Christopher Lee), Galadriel (Cate Blanchett) e Elrond (Hugo Weaving). Adorei que o filme é tão fiel ao livro que até as mortes são iguais às da obra, e assim como os momentos de batlha são fortes, as cenas emocionantes também o são. Sinceramente, A Batalha dos Cinco Exércitos fecha com chave de ouro essa trilogia tão cânonica, bem feita e magnífica como a trilogia original. Aproveito para finalizar esse post deixando aqui minha indignação por estarem produzindo uma série de O Senhor dos Anéis: pra quê gente? Tudo bem, sei que é por dinheiro, mas pra quê estragar o trabalho colossalmente bem feito de Peter Jackson? Parem com isso por favor!

Thor: Ragnarok

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Thor: Ragnarok

Minha Classificação:
Thor: Ragnarok The Movie DB
de Taika Waititi
Título Original: Thor: Ragnarok
Roteiro: Craig Kyle, Christopher Yost, Eric Pearson
Elenco: Chris Hemsworth, Tom Hiddleston, Cate Blanchett, Idris Elba, Mark Ruffalo, Anthony Hopkins
Estreia: 25/10/2017
País: Australia
Gênero: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção científica

Thor: Ragnarok é o terceiro filme do Deus do Trovão, em que após procurar as jóias do infinito pelo universo afora e não obter sucesso, Thor volta para Asgard para se consultar com seu pai, Odin, já que os nove mundos que Odin cuida estão em estado de calamidade. Thor então fica sabendo do Ragnarok, uma profecia que indica o fim de seu mundo e que já está sendo cumprida por ninguém menos que Hela, a Deusa da Morte. Ele então vai parar em Sakaar, vira um gladiador e encontra Hulk, juntando assim um grupo para reaver Asgard das cinzas de Hela.

Como boa fã da Marvel, fui ao cinema assistir Thor: Ragnarok e antes de qualquer coisa, preciso destacar que esse filme é, de longe, um dos melhores desse universo. Deixar o filme na mão de Taika Waititi talvez tenha sido uma das decisões mais acertadas que a Marvel já tomou, porque os filmes de Thor eram conhecidos por serem mais sérios e obscuros, e esse terceiro longa ri de sua desgraça do começo ao fim. Desde os primeiros cartazes e o teaser (com essa trilha sonora incrível) dava pra ver que os ares de Ragnarok iam mudar completamente a franquia Thor, e amém que mudou para melhor! A direção é absurdamente incrível em todos os momentos: das cenas mais sérias e tensas às de comédia e luta, é tudo impecável.

O roteiro segue uma linha de ação e aventura, com toques de humor pontuais, mas não cansativos. Penso que o filme não foi “engraçado demais” como muitas pessoas reclamaram, mas faz um bom contraponto com a obscuridade dos anteriores sem menosprezar o grande problema que é a queda de Asgard. Particularmente, achei muitos momentos super divertidos e tanto direção, como montagem e trilha sonora contribuem muito para a experiência incrível que é Thor: Ragnarok – na metade do filme, já queria assistir outra vez. A direção de arte e o figurino são extremamente bem feitos, coloridos na medida certa e condizentes com os personagens (a coroa de Hela é exatamente como nas HQs, que coisa linda!) e locações. A fotografia é escura nos momentos certos, mas o filme em si é bem definido: Sakaar é um pouco mais colorida, extravagante, enquanto Asgard é mais fria (e segue-se essa linha até na presença ou não de Hela, achei muito bom, como se ela deixasse o lugar por onde passa doente). A computação gráfica é sensacional e realmente suspende a crença do espectador, e as cenas de luta são extremamente bem coreografadas e dirigidas, acreditei muito que a galera tava se socando…

Chris Hemsworth dá mais uma vez vida a Thor e prova nesse filme que o Deus do Trovão é sério mas também descontraído, desastrado e pode fazer escolhas infelizes. (O amor da minha vida) Tom Hiddleston está de volta (a internet pira!!!!!) – depois de quatro anos fora do universo Marvel – como Loki, o Deus das Trapaças com seu humor negro e obviamente, pilantragem. Mark Ruffalo é um Hulk (com um CGI fantástico) convencido, cômico e campeão gladiador do Grão-Mestre sensacional de Jeff Goldblum. Cate Blanchett é uma rainha da atuação como a vilã Hela que samba na cara de todo mundo e é poderosíssima. Destaque também para a badass Catadora 142 de Tessa Thompson e para, claro, Heimdall guardião do Bifrost de Asgard de Idris Elba. Ah, tem a participação de um personagem super importante no universo Marvel e um outro que ganhou meu coração, super fofo e protagonizado pelo diretor do filme! Uma das coisas que mais me chamou atenção nesse longa foi que cada personagem teve seu espaço sem tirar em momento nenhum o protagonismo de Thor, sem afetar o ritmo do filme e enriquecendo mais ainda a história.

Tão lindo…

Thor: Ragnarok tem duas cenas pós-créditos, mas apenas a primeira é de suma importância para os próximos longas do universo Marvel, a segunda é só engraçada, mas vale a pena assistir. Recomendo fortemente esse filme para quem gosta de super-heróis, comédia e aventura, mas também para quem está apenas procurando um bom entretenimento. Enfim, aguardo ansiosamente Pantera Negra para saber qual vai ser a deixa para Vingadores: Guerra Infinita, porque estou sentindo que vai dar muito muito ruim e quero ver como essa galera poderosa aí vai se virar numa Terra com Thanos, o ser mais poderoso das galáxias.