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O Hobbit: A Desolação de Smaug

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Para conferir a resenha do livro "O Hobbit", clique aqui.

O Hobbit: A Desolação de Smaug

Minha Classificação:
O Hobbit: A Desolação de Smaug The Movie DB
de Peter Jackson
Título Original: The Hobbit: The Desolation of Smaug
Estreia: 11/12/2013
País: New Zealand, EUA
Gênero: Aventura, Fantasia
Roteiro: Peter Jackson, Fran Walsh, Philippa Boyens, Guillermo del Toro
Elenco: Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage, Ken Stott, Graham McTavish, William Kircher
Compre em lojas confiáveis:
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Como disse no post anterior, O Hobbit foi divido em três filmes, e chegamos à segunda parte da aventura de Bilbo Bolseiro em O Hobbit: A Desolação de Smaug, onde os anões e o hobbit finalmente chegam à Montanha Solitária para recuperarem o tesouro de suas famílias, só que tem um pequeno problema: Smaug, um dragão terrível que guarda o ouro. Enquanto isso, Gandalf está tentando expulsar o mal que se instalou em Dol Guldur.

De cara, esse foi o filme que mais fugiu do que aconteceu no livro, mas não mudou muito o que aconteceu na obra literária. Mesmo assim, já adianto que continuo achando o trabalho de adaptação de Peter Jackson primoroso, porque essas pequenas modificações deixaram o contexto do filme super interessante porque o espectador fica querendo saber qual será o destino daqueles personagens que tomaram rumos diferentes dos do livro. O Hobbit: A Desolação de Smaug não começa exatamente onde O Hobbit: Uma Jornada Inesperada terminou, mas sim com a primeira conversa entre Thorin e Gandalf, em que eles mencionam os anéis (para quem não lembra, “Sete para os Senhores-Anões em seus rochosos corredores”) e o último que está perdido com Thrain (que sumiu após a batalha em Moria) – e nesse filme, vemos os primeiros efeitos do Um Anel em Bilbo, já que ele o usa bastante. Não posso deixar de destacar o claríssimo fan service com a participação ativa de um personagem da trilogia do Anel e com a passiva de outro, ambos muito queridos pelos fãs. Fiquei super hiper mega feliz, até porque eles foram usados de maneira sábia pelo roteiro.

Esse CGI lindo do Smaug!

Gostei muito da abordagem que o diretor usou como solução para algumas cenas, principalmente para a fuga de Bilbo e os anões do castelo do Rei Elfo da Floresta – é uma sequência de ação incrível, que entrete qualquer espectador. Gostei muito da inclusão de um pouquinho de nada de romance (justamente porque esse pouquinho de nada não foi cansativo) e também da diferenciação do rolê do Gandalf com o dos anões, onde o primeiro vai averiguar um problemão e acaba no túmulo dos Nove (também para quem não lembra, “Nove para os Homens Mortais fadados a morrer”). O Hobbit: A Desolação de Smaug aceita seu papel como prelúdio e aborda bastante os Anéis, preparando o terreno para quem quiser assistir os filmes na ordem cronológica (lembrando que o primeiro filme de O Hobbit foi lançado exatamente nove anos depois de O Retorno do Rei).

Os figurinos mais uma vez são incríveis (as armaduras dos orcs que são cravadas na pele deles!!!) e a caracterização de todos os personagens é impecável (o Beorn!!!!), além de a computação gráfica ser sensacional. Já estou emocionalmente envolvida com todos os atores como os personagens e preciso destacar o papel de Benedict Cumberbatch como Smaug, que está excepcional – além disso, é muito engraçado ver o Martin Freeman zuando ele nos bastidores do filme (os dois fazem a série Sherlock juntos).  Peter Jackson soube comedir os momentos de alívio cômico com momentos de tensão, e penso que Bilbo ser muito mais descuidado com o dragão do que no livro foi muito necessário numa obra cinematográfica, porque o espectador fica nervoso demais pelo protagonista. Houve um rumo em específico que não gostei com relação à Companhia (Bilbo e os anões) e outro com relação ao Necromante, que entendo que foram necessários para a adaptação, mas mesmo assim não gostei. E, para variar, Peter Jackson deixou os pontos culminantes para o terceiro filme, assim como o fez em As Duas Torres, só que mesmo assim o final é muito muito tenso, e preciso que tudo dê certo em A Batalha dos Cinco Exércitos!

Death Note (Netflix)

por • 4988 Acessos

Death Note (Netflix)

Minha Classificação:
Death Note The Movie DB
de Adam Wingard
Título Original: Death Note
Estreia: 25/08/2017
País: EUA
Gênero: Mistério, Fantasia, Terror, Thriller
Roteiro: Jeremy Slater
Elenco: Nat Wolff, Willem Dafoe, Keith Stanfield, Margaret Qualley, Shea Whigham, Michael Shamus Wiles
Compre em lojas confiáveis:
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A sinopse vai ser bem sincera e limitada ao que o filme me apresentou ok? Então vamos lá: Light é um adolescente que um dia encontra o Death Note (“caderno da morte” em tradução literal) e decide… hum… matar pessoas? Porque… hum… a namorada dele pediu? O plano de matar pessoas que, na opinião de Light e da namorada, merecem morrer vai dando certo até que surge L, um detetive famoso que está disposto a descobrir a identidade da pessoa por trás dos assassinatos.

Death Note (o original por favor*) é uma das histórias mais geniais que eu já tive o prazer de conhecer. É inteligente, bem escrita, complexa e eu sempre desconfiei que não daria certo como filme, tanto que ainda não me atrevi a ver a versão japonesa de 2006, mas, por alguma razão que eu não vou saber explicar, decidi dar uma chance para o filme da Netflix. Eu me dei um tempo, não fui correndo ver assim que lançou e esperei estar pronta para ver o filme longe de preconceitos, expectativas e de amor pelo original. Já aviso que não adiantou muita coisa. Escrevo bastante abaixo mas não vou nem mencionar o whitewashing que é só mais um no mar de problemas que foi essa adaptação.

“Mas isso é uma cena do filme mesmo?” Infelizmente sim.

No começo o filme começa passando beeeeem longe da ideia original do mangá/anime tendo em comum apenas a existência de um “caderno da morte” então eu fui vendo bem tranquila sem fazer qualquer comparação, mas conforme a história foi avançando cada vez mais eles foram pegando elementos essenciais da história de Tsugumi Ohba e usando da forma errada. Fica claro que eles não souberam o que fazer com a história quando eles usam jumpscares e cenas nojentas que não mereciam lugar numa história aclamada por sua inteligência.

O roteiro em si é uma enxurrada de erros, os personagens são mal desenvolvidos então a maioria das atitudes não fazem sentido porque se você não me mostra quem eles são e eu não penso como eles, logo não consigo entender seus motivos. O Ryuk, no entanto, não foi de todo ruim. Como personagem ele foi o único que fez algum sentido, mas o meu problema com ele foi exclusivamente ao comparar com o da história original que é 2839403289 vezes melhor. Mas o que mais me incomodou foram as regras do caderno. Eles mencionam algumas e deixam as outras em aberto para que possam fazer o que for conveniente para o momento. O mangá e anime fazem isso também, não se engane, mas no filme da Netflix as novas regras não fazem sentido, perceba. O que eles mencionaram: se você escrever o nome da pessoa enquanto visualiza seu rosto ela vai morrer. Fora outros detalhes, você pode controlar essa pessoa ESCREVENDO o que vai acontecer com ela até antes da morte. Ok, ficou claro? Bem fácil de entender e lembrar né? Sim, exceto que o roteirista esqueceu porque em certo ponto o Light passou a controlar uma pessoa pelo telefone (sim) e depois ele também podia controlar o que acontecia com objetos (sim).

Você quer mais problemas? Não seja por isso, aqui vai: a trilha sonora que usou músicas ótimas e colocou todas elas na hora errada e por último mas não menos importante, a história é movida basicamente a burrice dos personagens. Se essa não é a coisa que mais me incomoda na ficção, está facilmente no top 3. Isso me irrita nem por ser Death Note, é um problema no geral mesmo. Qualquer filme (série etc) que eu veja e tenha gente burra eu perco a paciência. Se uma pessoa quer matar um monte de gente ela deveria ser minimamente inteligente né? Se alguém quer ser detetive e desvendar casos famosos ele não pode sair por aí fazendo idiotice né? Nesse filme pode sim. Pra fechar com chave de ouro, depois do que claramente teve a intenção de ser o ponto do alto do filme (rs), a história termina deixando gancho para uma sequência, isso mesmo, pode ser que tenha continuação. Não obrigada, eu passo.

*Eu vi o anime e li os mangás (nessa ordem) e os dois são bem parecidos, a única mudança mais significativa é o final e eu pessoalmente acho mais coerente o do mangá. Na história original Light é o melhor aluno do Japão e ao encontrar o “caderno da morte” ele vê nisso uma chance de limpar o planeta das “pessoas ruins” e se tornar o deus do novo mundo. Enquanto isso L, um detetive conhecido por solucionar casos insolucionáveis, é contratado para descobrir a identidade do assassino. Tanto L quando Light são inteligentíssimos e conseguem sempre prever o próximo passo um do outro. Os planos de ambos são mirabolantes porém coerentes e esse embate mental foi o que conquistou essa multidão de fãs fervorosos. Apesar de ter como foco principal o debate de se é certo ou errado matar “pessoas ruins” a história original nunca entra no mérito de qual opinião é certa ou errada. Já o filme entra nesse mérito cem vezes e deixa claro que nesse roteiro o Light é o certo. 

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

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Para conferir a resenha do livro "O Hobbit", clique aqui.

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

Minha Classificação:
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada The Movie DB
de Peter Jackson
Título Original: The Hobbit: An Unexpected Journey
Estreia: 14 de dezembro de 2012
País: Estados Unidos
Gênero: Fantasia
Roteiro: Fran Walsh, Philippa Boyens
Elenco: Ian McKellen, Martin Freeman, Richard Armitage, Ken Stott, Graham McTavish, William Kircher
Compre em lojas confiáveis:
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O Hobbit foi dividido em uma trilogia porque o livro é muito denso – e também porque Peter Jackson (o mesmo diretor da trilogia do Anel) e o estúdio responsável pela distribuição dos filmes sabiam muito bem que iam ganhar dinheiro em cima dos fãs de O Senhor dos Anéis; portanto resolvi fazer post de um de cada vez, porque se não ia ser um post só do tamanho da Terra Média. O Hobbit: Uma Jornada Inesperada chegou aos cinemas exatamente nove anos depois da estréia de O Retorno do Rei, desfecho de O Senhor dos Anéis. Em O Hobbit: Uma Jornada Inesperada temos o começo da história da aventura de Bilbo Bolseiro junto a Gandalf e os anões para recobrarem Erebor, o reino dos anões que ficava na Montanha Solitária, agora tomada pelo dragão Smaug. Nesse primeiro filme, vemos apenas uma pequena parte das peripécias vividas por Bilbo e seus companheiros.

Em mais uma adaptação super fiel ao livro, O Hobbit: Uma Jornada Inesperada tem elementos adicionais à história principal que não mudam muito o enredo do filme, e também algumas mudanças que são necessárias ao passar um livro para o cinema. Vemos a história de Valle e Erebor (além de Moria), e como o reino anão foi perdido para um dragão e como começou a treta entre os anões e os elfos. A história propriamente dita começa a ser contada (ou escrita) antes da festa de Bilbo, que é o primeiro capítulo de A Sociedade do Anel – mas se passa sessenta anos antes -, e achei incrível que resolveram colocar o Frodo ali, mesmo que rapidinho. Essa aparição dá um quentinho no coração imenso e emociona antes mesmo de a aventura propriamente dita começar. Peter Jackson também faz esse jogo emocional com uma tomada da Companhia muitíssimo parecida com aquela canônica da Sociedade no primeiro filme da trilogia do Anel.

Como prequel e primeira parte de uma trilogia, O Hobbit: Uma Jornada Inesperada funciona perfeitamente bem. Penso que quem não leu o livro jamais ficará perdido assistindo esse filme, porque o conteúdo é bem mastigadinho: tanto que notei o uso de canções (que sempre estão presentes nos livros) como artifício de roteiro para dar aquela enrolada básica (sim, assisti a versão estendida, como fiz com O Senhor dos Anéis), também a inserção de novos personagens que não estão presentes nos livros e a presença de outros que são muito importantes e determinantes na trilogia do Anel; além de haver não só a jornada em si, mas ameaças frequentes e momentos de tensão durante todo o filme, que fazem o espectador ficar na ponta da cadeira. Claro que o tom de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada não é tão sério quanto o de O Senhor dos Anéis e, assim como no livro, a trama é pontuada de alguns alívios cômicos – principalmente por parte dos anões. Não sei se isso vai continuar nos próximos dois filmes, mas seria uma boa.

Meu amorzinho da vida ♥

Gostei muito que os elfos, os orcs e os anões falam em suas línguas próprias, e isso é uma homenagem linda ao trabalho que Tolkien teve de criar os idiomas da Terra Média (para quem não sabe Tolkien, além de autor, era um filólogo e, dentre outras coisas, o que está escrito no Um Anel foi desenvolvido por ele). As locações são lindas e as tomadas clássicas de plano aberto estão presentes nesse filme. O figurino é ótimo, a direção é incrível, a computação gráfica é muito boa, o roteiro (escrito por mulheres!!!!!!) é maravilhoso e as atuações são sensacionais. Martin Freeman é excepcional como Bilbo, Ian McKellen é Gandalf (amor eterno e verdadeiro) mais uma vez e, para variar, Andy Serkis dá um show como Gollum/Sméagol (outro amor da vida). Ah, assim como mencionei antes, esse filme tem homenagens à cenas que se tornaram icônicas nos filmes de O Senhor dos Anéis, e a parte em que Bilbo põe o Anel pela primeira vez é igual a de Frodo, o que torna a cena cheia de significado emocional. É lindo ver o carinho que eles tiveram tanto com o livro como com os filmes da trilogia do Anel, e dá vontade de assistir a todos os três, um atrás do outro! Se os outros filmes mantiverem a qualidade desse primeiro, ouso falar que não vão deixar nada a dever para os filmes de O Senhor dos Anéis.