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Mayra

Mayra
    

Livros, nerdices, Disney, zumbis, dinossauros, sorvete, filmes, séries e uma mania muito feia de começar mas não terminar coisa nenhuma.

Strike: The Cuckoo’s Calling

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Para conferir a resenha do livro "O Chamado do Cuco – Cormoran Strike 1", clique aqui.

Strike: The Cuckoo’s Calling

Minha Classificação:
Strike: The Cuckoo's Calling - 2017 The Movie DB
Status: 2 temporadas (renovada)
Episódios vistos: 3
Elenco: Tom Burke, Holliday Grainger, Dorothy Atkinson, Monica Dolan, Kerr Logan, Dominic Mafham
Gênero: Crime, Drama, Mistério
Canal Original: BBC One, HBO
Duração do Episódio: 60 minutos

Strike: The Cuckoo’s Calling é a adaptação da BBC One do primeiro livro da série Cormoran Strike, entitulado O Chamado do Cuco, escrito por J. K. Rowling sob pseudônimo de Robert Galbraith. Cormoran Strike é um investigador particular que foi contratado por John Bristow para descobrir quem matou sua irmã, a famosa modelo Lula Landry, que caiu de um prédio de luxo em Londres sob circunstâncias suspeitas. Com a ajuda de sua secretária temporária Robin Ellacott, Cormoran tenta resolver esse mistério.

Como toda boa fã de J. K. Rowling e de Harry Potter, quando soube que Cormoran Strike ia virar série, fiquei nervosa (como comentei aqui) com medo de tudo dar muito errado. Conforme foram saindo as notícias, fui acompanhando a escolha do elenco e a quantidade de episódios, fotos de divulgação, e confesso que estava tensa porque pensei que a escolha do ator para fazer o Cormoran foi um pouco equivocada, já que ele não batia muito com a descrição do Cormoran do cânone: enquanto nos livros ele tem mais de um e noventa (tanto que vive batendo com a cabeça nos batentes de portas), cabelo crespo, olhos castanhos e pele um pouco escura e sobrepeso, Tom Burke tem 1,83m, cabelo liso, olhos azuis e pele branca. De tão nervosa que estava, fui procurar trabalhos desse moço e acabei assistindo boa parte de The Musketeers, uma série também da BBC, em que ele era o Athos e fiquei parcialmente menos nervosa. Já assisti e reassisti Strike: The Cuckoo’s Calling e agora posso afirmar que essa escolha foi muito sábia.

Charmosíssimo esse menino Cormoran.

Acho que por J. K. (sou íntima) ser uma das produtoras executivas – ela está envolvida na produção dos 7 episódios, cinco dos quais já foram ao ar – o elenco foi escolhido a dedo. O único personagem que destoa um pouco da descrição dos livros é o Cormoran de Tom Burke, mas fora ele, todos os outros personagens são exatamente como descritos nos livros. Holliday Grainger é exatamente a Robin e Kerr Logan cumpre muito bem seu papel como Matthew. Todo o elenco trabalha incrivelmente bem e a química entre Holliday e Tom é apenas sensacional, e ela sendo fofíssima e inteligentíssima mais ele sendo inteligentíssimo e charmosíssimo resultam no ship do milênio (sério, leio os livros e shippo muito os dois, mas eles conseguiram elevar esse casal a obsessão maluca na série porque esses dois se comunicam tão bem só com o olhar que não há como derreter o cérebro de quem é fã, vocês me perdoem, mas tô apaixonada). Na verdade, todos os atores se expressam muito bem e nada deixam a desejar para quem leu O Chamado do Cuco.

Me sinto como um mamute lanoso que foi parar no cerco da gazela.

O roteiro da série é praticamente o livro, com pouquíssimos cortes na história. São três episódios que retratam uma trama complexa, e penso que esses poucos episódios são o suficiente para contar bem o que aconteceu e também para se envolver com os personagens. A fotografia é lindíssima, a trilha sonora é extraordinariamente oportuna (a música de entrada é sensacional) e a direção colabora para o aprofundamento dos personagens naquele curto espaço de tempo, além de claro, corroborar para que o espectador se envolva com tudo que está ocorrendo ali. Penso que poucas adaptações televisivas sejam tão fiéis às obras de origem como essa, e o bom é que tanto quem leu como não leu consegue assistir a série e compreender tudo que está ali; porém sempre têm aquelas sacadas que só quem leu os livros entende, como por exemplo o passado de Leda Strike e de Robin também. O roteiro conta com poucos e suaves – porém bem colocados – alívios cômicos, como o Cormoran falando com a perna, o que aumenta a tensão do espectador. Também há uma imensa atenção aos detalhes, e gostei demais do fato de Strike: The Cuckoo’s Calling contar como Cormoran perdeu um pedaço da perna esquerda. Além disso, em três episódios temos uma evolução ótima dos personagens, assim como no livro, e amei o fato de o protagonismo ser dividido entre Robin e Cormoran. O resultado de Strike: The Cuckoo’s Calling saiu até melhor que a encomenda.

O Hobbit: A Desolação de Smaug

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Para conferir a resenha do livro "O Hobbit", clique aqui.

O Hobbit: A Desolação de Smaug

Minha Classificação:
O Hobbit: A Desolação de Smaug The Movie DB
de Peter Jackson
Título Original: The Hobbit: The Desolation of Smaug
Estreia: 11/12/2013
País: New Zealand, EUA
Gênero: Aventura, Fantasia
Roteiro: Peter Jackson, Fran Walsh, Philippa Boyens, Guillermo del Toro
Elenco: Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage, Ken Stott, Graham McTavish, William Kircher
Compre em lojas confiáveis:
saraivasubmarinoamericanas
A compra pode render comissão ao blog.

Como disse no post anterior, O Hobbit foi divido em três filmes, e chegamos à segunda parte da aventura de Bilbo Bolseiro em O Hobbit: A Desolação de Smaug, onde os anões e o hobbit finalmente chegam à Montanha Solitária para recuperarem o tesouro de suas famílias, só que tem um pequeno problema: Smaug, um dragão terrível que guarda o ouro. Enquanto isso, Gandalf está tentando expulsar o mal que se instalou em Dol Guldur.

De cara, esse foi o filme que mais fugiu do que aconteceu no livro, mas não mudou muito o que aconteceu na obra literária. Mesmo assim, já adianto que continuo achando o trabalho de adaptação de Peter Jackson primoroso, porque essas pequenas modificações deixaram o contexto do filme super interessante porque o espectador fica querendo saber qual será o destino daqueles personagens que tomaram rumos diferentes dos do livro. O Hobbit: A Desolação de Smaug não começa exatamente onde O Hobbit: Uma Jornada Inesperada terminou, mas sim com a primeira conversa entre Thorin e Gandalf, em que eles mencionam os anéis (para quem não lembra, “Sete para os Senhores-Anões em seus rochosos corredores”) e o último que está perdido com Thrain (que sumiu após a batalha em Moria) – e nesse filme, vemos os primeiros efeitos do Um Anel em Bilbo, já que ele o usa bastante. Não posso deixar de destacar o claríssimo fan service com a participação ativa de um personagem da trilogia do Anel e com a passiva de outro, ambos muito queridos pelos fãs. Fiquei super hiper mega feliz, até porque eles foram usados de maneira sábia pelo roteiro.

Esse CGI lindo do Smaug!

Gostei muito da abordagem que o diretor usou como solução para algumas cenas, principalmente para a fuga de Bilbo e os anões do castelo do Rei Elfo da Floresta – é uma sequência de ação incrível, que entrete qualquer espectador. Gostei muito da inclusão de um pouquinho de nada de romance (justamente porque esse pouquinho de nada não foi cansativo) e também da diferenciação do rolê do Gandalf com o dos anões, onde o primeiro vai averiguar um problemão e acaba no túmulo dos Nove (também para quem não lembra, “Nove para os Homens Mortais fadados a morrer”). O Hobbit: A Desolação de Smaug aceita seu papel como prelúdio e aborda bastante os Anéis, preparando o terreno para quem quiser assistir os filmes na ordem cronológica (lembrando que o primeiro filme de O Hobbit foi lançado exatamente nove anos depois de O Retorno do Rei).

Os figurinos mais uma vez são incríveis (as armaduras dos orcs que são cravadas na pele deles!!!) e a caracterização de todos os personagens é impecável (o Beorn!!!!), além de a computação gráfica ser sensacional. Já estou emocionalmente envolvida com todos os atores como os personagens e preciso destacar o papel de Benedict Cumberbatch como Smaug, que está excepcional – além disso, é muito engraçado ver o Martin Freeman zuando ele nos bastidores do filme (os dois fazem a série Sherlock juntos).  Peter Jackson soube comedir os momentos de alívio cômico com momentos de tensão, e penso que Bilbo ser muito mais descuidado com o dragão do que no livro foi muito necessário numa obra cinematográfica, porque o espectador fica nervoso demais pelo protagonista. Houve um rumo em específico que não gostei com relação à Companhia (Bilbo e os anões) e outro com relação ao Necromante, que entendo que foram necessários para a adaptação, mas mesmo assim não gostei. E, para variar, Peter Jackson deixou os pontos culminantes para o terceiro filme, assim como o fez em As Duas Torres, só que mesmo assim o final é muito muito tenso, e preciso que tudo dê certo em A Batalha dos Cinco Exércitos!

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

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Para conferir a resenha do livro "O Hobbit", clique aqui.

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

Minha Classificação:
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada The Movie DB
de Peter Jackson
Título Original: The Hobbit: An Unexpected Journey
Estreia: 14 de dezembro de 2012
País: Estados Unidos
Gênero: Fantasia
Roteiro: Fran Walsh, Philippa Boyens
Elenco: Ian McKellen, Martin Freeman, Richard Armitage, Ken Stott, Graham McTavish, William Kircher
Compre em lojas confiáveis:
saraivasubmarinoamericanas
A compra pode render comissão ao blog.

O Hobbit foi dividido em uma trilogia porque o livro é muito denso – e também porque Peter Jackson (o mesmo diretor da trilogia do Anel) e o estúdio responsável pela distribuição dos filmes sabiam muito bem que iam ganhar dinheiro em cima dos fãs de O Senhor dos Anéis; portanto resolvi fazer post de um de cada vez, porque se não ia ser um post só do tamanho da Terra Média. O Hobbit: Uma Jornada Inesperada chegou aos cinemas exatamente nove anos depois da estréia de O Retorno do Rei, desfecho de O Senhor dos Anéis. Em O Hobbit: Uma Jornada Inesperada temos o começo da história da aventura de Bilbo Bolseiro junto a Gandalf e os anões para recobrarem Erebor, o reino dos anões que ficava na Montanha Solitária, agora tomada pelo dragão Smaug. Nesse primeiro filme, vemos apenas uma pequena parte das peripécias vividas por Bilbo e seus companheiros.

Em mais uma adaptação super fiel ao livro, O Hobbit: Uma Jornada Inesperada tem elementos adicionais à história principal que não mudam muito o enredo do filme, e também algumas mudanças que são necessárias ao passar um livro para o cinema. Vemos a história de Valle e Erebor (além de Moria), e como o reino anão foi perdido para um dragão e como começou a treta entre os anões e os elfos. A história propriamente dita começa a ser contada (ou escrita) antes da festa de Bilbo, que é o primeiro capítulo de A Sociedade do Anel – mas se passa sessenta anos antes -, e achei incrível que resolveram colocar o Frodo ali, mesmo que rapidinho. Essa aparição dá um quentinho no coração imenso e emociona antes mesmo de a aventura propriamente dita começar. Peter Jackson também faz esse jogo emocional com uma tomada da Companhia muitíssimo parecida com aquela canônica da Sociedade no primeiro filme da trilogia do Anel.

Como prequel e primeira parte de uma trilogia, O Hobbit: Uma Jornada Inesperada funciona perfeitamente bem. Penso que quem não leu o livro jamais ficará perdido assistindo esse filme, porque o conteúdo é bem mastigadinho: tanto que notei o uso de canções (que sempre estão presentes nos livros) como artifício de roteiro para dar aquela enrolada básica (sim, assisti a versão estendida, como fiz com O Senhor dos Anéis), também a inserção de novos personagens que não estão presentes nos livros e a presença de outros que são muito importantes e determinantes na trilogia do Anel; além de haver não só a jornada em si, mas ameaças frequentes e momentos de tensão durante todo o filme, que fazem o espectador ficar na ponta da cadeira. Claro que o tom de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada não é tão sério quanto o de O Senhor dos Anéis e, assim como no livro, a trama é pontuada de alguns alívios cômicos – principalmente por parte dos anões. Não sei se isso vai continuar nos próximos dois filmes, mas seria uma boa.

Meu amorzinho da vida ♥

Gostei muito que os elfos, os orcs e os anões falam em suas línguas próprias, e isso é uma homenagem linda ao trabalho que Tolkien teve de criar os idiomas da Terra Média (para quem não sabe Tolkien, além de autor, era um filólogo e, dentre outras coisas, o que está escrito no Um Anel foi desenvolvido por ele). As locações são lindas e as tomadas clássicas de plano aberto estão presentes nesse filme. O figurino é ótimo, a direção é incrível, a computação gráfica é muito boa, o roteiro (escrito por mulheres!!!!!!) é maravilhoso e as atuações são sensacionais. Martin Freeman é excepcional como Bilbo, Ian McKellen é Gandalf (amor eterno e verdadeiro) mais uma vez e, para variar, Andy Serkis dá um show como Gollum/Sméagol (outro amor da vida). Ah, assim como mencionei antes, esse filme tem homenagens à cenas que se tornaram icônicas nos filmes de O Senhor dos Anéis, e a parte em que Bilbo põe o Anel pela primeira vez é igual a de Frodo, o que torna a cena cheia de significado emocional. É lindo ver o carinho que eles tiveram tanto com o livro como com os filmes da trilogia do Anel, e dá vontade de assistir a todos os três, um atrás do outro! Se os outros filmes mantiverem a qualidade desse primeiro, ouso falar que não vão deixar nada a dever para os filmes de O Senhor dos Anéis.