Você está em: Início / Author / Mayra Olivetti
Mayra

Mayra
    

Livros, nerdices, Disney, zumbis, dinossauros, sorvete, filmes, séries e uma mania muito feia de começar mas não terminar coisa nenhuma.

A Prisão do Rei – A Rainha Vermelha 3

Por 1060 Acessos

    Livros da série A Rainha Vermelha:

  1. A Rainha Vermelha
  2. Espada de Vidro
  3. A Prisão do Rei
  4. War Storm
A Prisão do Rei – A Rainha Vermelha 3

Minha Classificação:
A Prisão do Rei
de
Publicação: em 2017
Gêneros: ,
ISBN: 9788555340277
Título Original: King's Cage
Páginas: 538
Tradução: Alessandra Esteche, Guilherme Miranda, Zé Oliboni
Compre em lojas confiáveis:
saraivafnacculturasubmarinoamericanasshoptimeamazonkobokindle
A compra pode render comissão ao blog.

Capa original

Este post contém muitos SPOILERS dos dois livros anteriores da série. Caso queira ler as resenhas de A Rainha Vermelha e a de Espada de Vidro, é só clicar em cima dos nomes.

Mare está aprisionada no palácio de Whitefire sob o olhar do rei Maven e sob o peso de Pedras Silenciosas e guardas Arven que suprimem todo o seu poder elétrico. O rei a usa para alcançar seus objetivos de fortalecimento do reinado, enquanto a sanguenova pensa apenas em fugir, mas precisa manter seu papel pelo bem de sua família e amigos. Enquanto isso, a Guarda Escarlate se organiza para tentar subverter o controle de Maven e incitar a rebelião vermelha tão esperada e necessária no reino de Norta, porém os artifícios do rei podem levar tudo a perder.

É engraçado, mas antes eu achava que meu maior medo era ficar sozinha. Agora nunca fico só e nunca estive tão aterrorizada. Pág. 22

Depois de nove meses você vê o resultado do Li Até A Página 100 E… de A Prisão do Rei, cá estou com a resenha (que pode estar um pouquinho grande). Este terceiro volume de A Rainha Vermelha consolidou minha relação incerta de amor e ódio pela série de uma tal maneira que espero conseguir entendê-la pelo menos no quarto livro, porque olha… Complicado. Tão complicado que, mesmo ansiosa e tendo lido mais da metade do livro em inglês uns três dias após o lançamento, o larguei e fui seguir a minha vida. O porquê não sei, mas fiz isso talvez pelo medo de que a autora pudesse estragar o que já estava estragado até a metade do livro – meu desgosto com Mare. Obviamente, vou reclamar bastante da personagem ao longo desse post porque sinceramente, ela pulou de uma badass meio chata do segundo livro para uma garota incrivelmente insuportável nesse terceiro. Entendo que ficar aprisionada por seis meses sofrendo abuso psicológico e físico pode tornar uma pessoa meio ranzinza, mas não é isso que me deixa pistola com a personagem. Ela se mantém fiel a si durante o seu tempo de prisão, porém fica o tempo todo remoendo como Maven é um monstro e faz coisas horríveis, mas como ela o amou e como ele tem traumas (que não justificam nada que ele fez ou faz) e como ele é só um menino e etc etc etc: é insuportável, sério. Tudo bem que Mare não tinha muito em que pensar durante o cárcere, mas que é chato e poderia ter sido poupado no livro, poderia. Me irrita demais como ela e Cal parecem ser suscetíveis demais a Maven mesmo depois de ele ter traído e tentado matar os dois e fazer Mare prisioneira!!!!!!! Quer maior rompimento familiar/afetivo que esse? É tenso sim não saber como Maven vai usar Mare em seguida e o que ele planeja tanto para ela quanto para o reino de Norta e o combate à Guarda Escarlate – o garoto aprendeu bem com a mãe -, mas com esses pecados narrativos da personagem, apenas não consigo gostar dela, por mais que me esforce loucamente – três livros depois e ainda estou na mesma – e ela seja uma manipuladora, leitora de pessoas talentosíssima e engraçadinha de vez em quando.

A garota elétrica nos salvou, e por isso sou grata. Ainda que seja uma hipócrita egoísta, não merece o que deve estar passando. Pág. 49

Para mim, um grande ponto positivo de A Prisão do Rei foi a sacada de Victoria Aveyard de colocar múltiplos narradores. Ao passo que acompanhamos Mare em sua prisão, temos a visão da Guarda Escarlate pelos olhos de Cameron. Gostei muito da personagem como narradora, principalmente pelo fato de ela pensar tudo que penso com relação a Mare e a Cal. Ela não aceita migalhas de ninguém, tem personalidade forte e consegue aumentar seu espaço como personagem, e não foi uma escolha óbvia como ponto de vista. Além delas duas, há ainda um terceiro narrador que só aparece depois da grande reviravolta do livro – que diga-se de passagem, é apenas imprevisível. Assim como nos dois volumes anteriores, a autora consegue tirar ótimos plot twists das mangas e alimentar 2/3 do livro de tramas e tretas que explodem no fim desse terceiro volume, ainda deixando bastante pano para a manga do quarto livro.

Por um segundo, isso me deixa feliz. Então me lembro: os monstros são mais perigosos quando estão assustados. Pág. 155

A Prisão do Rei é bom por diversos fatores que não a garota elétrica, e entre eles estão os ardis de Maven. O garoto é um diabo maquiavélico e pensa de uma maneira tão vilanesca que às vezes é difícil acreditar que aquelas ideias saem de um jovem de 18 anos. Aliás, os ardis não são apenas de Maven, mas também da Corte e da Guarda Escarlate, esses dois sendo responsáveis pelo grande revés do meio do livro e este segundo, pelo final literalmente arrepiante desse terceiro volume. O título do livro é dúbio e, mesmo que você não entenda de primeira, a autora faz questão de explicar durante a história. Junto com as tramas políticas e rebeldes de todos os lados, o que me faz dar cinco estrelas para A Prisão do Rei também é seu retrato de mulheres fortes. Mare é uma delas (por mais que eu pense que ela ainda se ancora muito em Cal – mas parece que isso vai mudar no quarto livro), seguida de Cameron, Farley, Iris e umas outras que não posso mencionar porque é spoiler. Todas elas são inteligentes, espirituosas e intensas às suas maneiras, e isso enriquece muito o enredo da história e penso que é determinante em livros que atingem público jovem adulto.

A escuridão me acompanha. Pág. 315

Nesse terceiro livro, outros fatos que me conquistaram foram: a presença de um casal gay (!!!!) e a exploração de vulnerabilidades que não a de Mare (principalmente a do Terceiro Narrador), que são dolorosas ao mesmo tempo que boas de ler. Enfim, A Prisão do Rei é uma leitura tortuosa e imensamente satisfatória, portanto recomendo para quem começou ou quer começar a série: Victoria Aveyard tem uma escrita que faz qualquer um grudar nos seus livros e só soltar quando acabar, e mesmo assim, para apenas se perguntar quando sai o próximo! A capa do quarto e último volume da série, War Storm (ainda sem título em português) saiu e está lindíssima (clique aqui para vê-la), assim como a capa de todos da série! A Editora Seguinte disse no twitter que tentará lançar simultaneamente com os Estados Unidos, e assim espero, porque estou ansiosíssima para ler o fim dessa história que me deixa dividida entre o amor e o ódio até hoje.

The Sinner

Por 2682 Acessos

The Sinner

Minha Classificação:
The Sinner - 2017 The Movie DB
de Derek Simonds
Status: 1 temporada (finalizada)
Episódios vistos: 8
Elenco: Jessica Biel, Bill Pullman, Christopher Abbott, Abby Miller, Dohn Norwood, Patti D'Arbanville
Gênero: Drama, Mistério
Canal Original: USA Network
Canal no Brasil: Netflix
Duração do Episódio: 45 minutos
Assistir The Sinner online: Netflix

Cora Tannetti é uma jovem mãe que comete um assassinato, sem nem saber porquê. Como as razões do crime estão cercadas de mistério e a assassina parece não ter noção do motivo, o Detetive Harry Ambrose resolve investigar a história a fundo e assim percebe que há muito mais nessa trama do que se imagina a princípio. 

BANHO DE SANGUE NA PRAIA: Dona de casa enlouquece

Assim que entrou na Netflix, fiquei curiosa para assistir The Sinner porque era com a Jessica Biel e também uma minissérie de suspense com um nome bem apelativo. Assisti um episódio e o mistério envolvendo o assassinato de Frankie e o passado de Cora já me pegou de tal forma que só fiquei satisfeita quando terminei a série inteira. Infelizmente esse post vai se ater aos quesitos mais técnicos e etc porque não posso dar spoilers, mas vou tentar descrever o quanto essa série é única e incrível. Ah, The Sinner é a adaptação do livro de mesmo nome da autora Petra Hammesfahr – apenas fiquei sabendo disso ao terminar a série, caso contrário, poderia ter lido o livro antes. 

Eu não sei. Apenas o fiz. E não sei porquê.

O roteiro de The Sinner é apenas sensacional. Tirando a grande revelação que está, claro, na Parte VIII, todos os episódios são interessantes e o espectador se vê ali tentando entender, junto com Cora e com o Detetive Ambrose, o que aconteceu no passado da moça para que ela matasse Frankie Belmont (Eric Todd). Aliás, a cena do assassinato é tão nada a ver que até levei um susto, porque é num momento totalmente inesperado! Cada pedaço de memória reconquistado por Cora é destrinchado, e o suspense da série só vai crescendo com o passar dos episódios – o fim da Parte III é o ponto de virada, o momento em que você que tava vendo a série por puro entretenimento passa a não sossegar enquanto não termina. Esse roteiro incrível também acompanha a vida do Detetive Ambrose e o quanto a família do marido de Cora está sofrendo com a sua prisão, tudo isso em paralelo com a investigação do crime, mas sem perder dramaticidade em momento algum. A complexidade dos personagens secundários é muito bem explorada, mas o que chama atenção realmente é o passado de Cora, que podemos ver através de flashbacks que vão montando o quebra-cabeças do que realmente aconteceu em julho de 2012.

Ainda sobre a memória de Cora, temos momentos que mostram o passado dela como um todo e o que aconteceu em 2012. No fim isso se junta, mas é muito interessante testemunhar a criação de Cora e como as pessoas de sua vida influenciaram seu eu do passado, que reflete no seu eu do presente. A relação conturbada com a mãe e com o pai, a irmã doente… Tudo influi para que o suspense dos acontecimentos da série se tornem psicológicos também, o que enriquece ainda mais o enredo. Os recursos de câmera e fotografia são usados com maestria para pontuar o passado e o presente de Cora: quando temos um flashback, a fotografia se torna mais quente; já no presente, a fotografia é mais fria. Penso que dois fatores fazem The Sinner ser tão excepcional: o roteiro e as performances. Jessica Biel dá tudo de si como Cora, cativando o espectador no seu sofrimento e angústia. Bill Pullman é o problemático e curioso Detetive Ambrose, Christopher Abbott é o marido de Cora, Mason, Enid Graham é a mãe extremamente religiosa de Cora e Jacob Pitts é J. D., traficante de drogas. Recomendo essa série para qualquer amante de suspense ou de uma história muito bem contada, porque The Sinner é realmente muito muito incrível e mostra que somos todos frutos do nosso ambiente. E que final, senhoras e senhores!!!!!!!!!

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

Por 3711 Acessos

Para conferir a resenha do livro "O Hobbit", clique aqui.

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

Minha Classificação:
O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos The Movie DB
de Peter Jackson
Título Original: The Hobbit: The Battle of the Five Armies
Roteiro: Peter Jackson, Fran Walsh, Philippa Boyens, Guillermo del Toro
Elenco: Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage, Ken Stott, Graham McTavish, William Kircher
Estreia: 10/12/2014
País: New Zealand, EUA
Gênero: Ação, Aventura, Fantasia
Compre em lojas confiáveis:
saraivafnacculturasubmarinoamericanasshoptime
A compra pode render comissão ao blog.

Como disse nos dois posts anteriores, O Hobbit foi dividido em três filmes, e nesse capítulo final temos a destruição da Cidade do Lago por Smaug e a defesa de Erebor que culmina na batalha entre homens, elfos, orcs e anões. Ah, e um hobbit também.

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos começa exatamente no final de A Desolação de Smaug, dando uma ótima continuidade ao segundo longa. A destruição da Cidade do Lago tem cenas fortes com a cidade toda queimada e as pessoas tentando fugir e tal, aliás, muitas cenas do filme são fortes, porém minha maior consideração aqui é de que parece que o CGI (computação gráfica) não foi muito bem desenvolvido de um filme pra outro – não que seja ruim, mas não é muito muito bom. O longa é todo ação, e quase em momento nenhum há cenas que não sejam de luta, e isso é extremamente plausível com os ritmos de roteiro e direção, porque afinal, é o final de uma jornada que culmina numa guerra, então o que tinha que ser resolvido calmamente e diplomaticamente foi nos filmes anteriores. 

Peter Jackson optou por se ater bastante aos acontecimentos do livro mais adicionando do que mudando a trama, e concordo que para a adaptação, isso foi necessário, porque adicionou muitas coisas que seriam necessárias cinematograficamente para dar continuidade à história, seguindo para O Senhor dos Anéis. A treta de Dol Guldur tem uma cena de luta apenas in-crí-vel (assim como todas do filme) que tem reflexo direto na trilogia do Anel e a parte de Gundabad foi rápida, porém necessária. Óbvio que mais uma vez, o trabalho de adaptação de Peter Jackson é inigualável e qualquer fã de Tolkien fica satisfeito e empolgado com esse filme, mas a parte linda é que ele entrete qualquer público, de tão bom que é. Confesso que o filme todo fiquei na beira do assento com os acontecimentos rápidos e o destino dos personagens. O roteiro tem pouquíssimos e bem colocados alívios cômicos, o que atenua um pouco a tensão presente do primeiro ao quase último momento do longa. 

O destaque de O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos com certeza é a batalha final, que na verdade são várias batalhas numa só. É um caos de guerra muito bem dirigido e as cenas de luta são muito bem coreografadas – tem uma sequência super boa com uma carroça de guerra que parece, em muito, com uma cena dos barris em A Desolação de Smaug. Tudo é tão sensacional quanto foi em O Retorno do Rei: um final épico para uma jornada épica. O figurino é excepcional, a direção de arte é linda e as locações são magníficas, como sempre. Mais uma vez, o elenco dá um show: Martin Freeman (meu amorzinho) como Bilbo é fantástico, Ian McKellen como Gandalf sempre excepcional, Richard Armitage dá um show como Thorin com a Doença do Dragão; os anões Fili (Dean O’ Gorman), Kili (Aidan Turner), Bifur (William Kircher), Bofur (James Nesbitt), Glóin (Peter Hambleton), Óin (John Callen), Bombur (Stephen Hunter), Balin (Ken Stott), Dwalin (Graham McTavish), Nori (Jed Brophy), Dori (Mark Hadlow) e Ori (Adam Brown) têm seus momentos, mesmo que poucos, no filme, com destaque para Kili (um fofo) por conta de seu interesse amoroso em Tauriel (Evangeline Lilly). Lee Pace é Thranduil, pai arrogante de um elfo da floresta que muita gente ama… Também há a participação de personagens importantíssimos da trilogia do Anel: Saruman (Christopher Lee), Galadriel (Cate Blanchett) e Elrond (Hugo Weaving). Adorei que o filme é tão fiel ao livro que até as mortes são iguais às da obra, e assim como os momentos de batlha são fortes, as cenas emocionantes também o são. Sinceramente, A Batalha dos Cinco Exércitos fecha com chave de ouro essa trilogia tão cânonica, bem feita e magnífica como a trilogia original. Aproveito para finalizar esse post deixando aqui minha indignação por estarem produzindo uma série de O Senhor dos Anéis: pra quê gente? Tudo bem, sei que é por dinheiro, mas pra quê estragar o trabalho colossalmente bem feito de Peter Jackson? Parem com isso por favor!