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Mayra

Mayra
    

Livros, nerdices, Disney, zumbis, dinossauros, sorvete, filmes, séries e uma mania muito feia de começar mas não terminar coisa nenhuma.

Império de Tempestades – Trono de Vidro 5 (Tomo 1)

Por 10661 Acessos

    Livros da série Trono de Vidro:

  1. Trono de Vidro
    1. A Lâmina da Assassina
  2. Coroa da Meia-noite
  3. Herdeira do Fogo
  4. Rainha das Sombras
  5. Império de Tempestades (Tomo 1) | Império de Tempestades (Tomo 2)
  6. Tower of Dawn
Império de Tempestades – Trono de Vidro 5 (Tomo 1)

Minha Classificação:
Império de Tempestades - Tomo 1 (Trono de Vidro, #5A) goodreads
de
Publicação: em 2017
Gênero:
ISBN: 9788501109996
Título Original: Empire of Storms
Páginas: 364
Tradução: Mariana Kohnert
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Capa original

Este é o primeiro tomo do quinto livro da série Trono de Vidro, portanto CONTÉM SPOILERS dos primeiros quatro volumes: Trono de Vidro, Coroa da Meia-Noite, Herdeira do Fogo e Rainha das Sombras. Se quiser ler o que achei da série (o que aconselho muito), só clicar no nome dos livros acima.

Após a morte do Rei de Adarlan, Aelin Galathynius segue em busca de reaver seu trono de Terrasen e acabar com a ameaça do Rei Valg Erawan, que quer soltar seu exército de demônios por toda Erilea como forma de conquistar esse mundo. Porém encontrar aliados é difícil e mais difícil ainda é disputar contra o poder da escuridão. Será que seu Coração de Fogo será o suficiente para salvar o mundo?

– Vamos – disse ela para Lysandra e Aedion, seguindo para a porta. – Melhor comermos antes de abrirmos as portas do inferno. Pág. 131

Não existe melhor forma de começar 2018 do que com Trono de Vidro. Enrolei e enrolei desde agosto para não terminar o livro, e resolvi relê-lo antes de fazer o post tanto para me lembrar de tudo que acontece como para a leitura durar mais um pouquinho. Sim, comprei o segundo tomo junto com o primeiro, mas o sexto livro ainda não saiu aqui no Brasil e por isso ler tudo rápido é um forma de tortura. Antes de prosseguir com a resenha, quero deixar claro que meu amor por Sarah J. Maas só faz crescer com cada obra dela que leio, portanto este post pode ser tanto grande quanto fangirlmente tendencioso.

Um lembrete de que Aelin podia ser a herdeira do fogo… mas Erawan era o Rei da Escuridão. Pág. 159

Mais uma vez me sinto surpresa (se não um pouco besta) com o aperfeiçoamento da história pela autora: tínhamos uma assassina competindo em nome de um príncipe numa competição ridícula no primeiro livro, e cá estamos nesse quinto volume com uma rainha singular lutando pelo destino de todo um continente. A narrativa continua em terceira pessoa e o foco continua em Aelin, porém é sensacional a capacidade que Sarah J. Maas tem de entrelaçar destinos e nesse livro; o ponto de vista troca de personagem toda hora, o que só faz com que nos envolvamos mais ainda com os personagens e também fiquemos informados do que acontece com cada um em cada lugar. O melhor aqui é que é tudo de uma sutileza enorme, e quando acontece determinada coisa que teve uma pista há mil capítulos atrás, o leitor se pega pensando “eu vi o que você fez aqui…”. 

Não havia tal coisa de um mundo melhor; não existia final feliz.
Porque não havia final. Pág. 191

Além de claro, a trama ser o grande destaque, o meu segundo fator favorito nesse livro são as mulheres. Os homens têm seu espaço, sua grande importância e seu papel definitivo para tudo o que ocorre; mas as mulheres são as que dão o pulo do gato, as que ganham com astúcia e inteligência infinitas, elas são ardilosas, espertas e com certeza ganham o coração de quem quer que leia esse livro. Aelin continua com a sua língua afiada, sua arrogância e jeito divertido que a marcam como única (muito embora, com o crescimento tanto da personagem como da tensão na história, ela tenha ficado mais contida, porém é plausível no universo da série), Lysandra é carismática e sabe ler as pessoas muito bem, Elide é inteligentíssima e uma sobrevivente (tanto Elide quanto Lysandra têm uma história de vida muito triste, mas a autora em momento nenhum se utiliza disso para ganhar pena do leitor, ela constrói o caráter fortíssimo das duas com base nisso) e Manon é forte e questionadora. Se elas quatro se juntarem, sem os poderes feéricos ou bruxos, serão uma força da natureza por si só, e isso é apenas incrível! E ademais, o desenvolvimento de todos os personagens é completamente condizente com os livros anteriores e ninguém está ali de enfeite, os papéis são bem delineados e bem cumpridos ao longo do livro; os arcos de cada um deles é muito diferente um do outro e se complementam de forma fantasticamente bem escrita.

Não havia tempo bastante, não havia tempo bastante para fazer o que ela precisava fazer, para consertar as coisas.
Mas… um passo de cada vez. Pág. 251

Como sempre, existem muitos acontecimentos no livro – acho até que esse foi o que mais teve episódios decisivos de todos da série – que não são difíceis de acompanhar, e que são compreensíveis e necessários a esse ponto da história, já que as coisas estão no pé em que estão. As sequências de ação são super bem escritas, de forma que conseguimos imaginar tudo que está acontecendo com perfeição mesmo sendo um tanto frenéticas, e bem distribuídas para criar picos de tensão ao longo do livro. Aliás, os diálogos e a pouca tranquilidade no decorrer da história conseguem fazer um ótimo contraponto a essas cenas de ação, com momentos de reflexão dos personagens que são necessários para seu crescimento e para o curso de ação que a trama vai tomar. As passagens com um tempero de humor negro (característico de toda a série, afinal, a protagonista é a rainha das tiradas infames) também estão presentes, em menor quantidade para acompanhar a apreensão do momento do livro, mas que dão aquele quentinho no coração do leitor ao ver que a essência de Trono de Vidro está ali, mesmo com o universo da série chafurdando na bosta. Falando nisso, quero deixar aqui minha indignação mais uma vez por conta de o livro ter sido dividido em dois tomos sem necessidade nenhuma, só para a editora ganhar mais dinheiro. Que feio! (Mesmo assim já estou ansiosa para ler a segunda parte e ver no que essa confusão toda vai dar).

Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi

Por 3652 Acessos

Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi

Minha Classificação:
Star Wars: Os Últimos Jedi The Movie DB
de Rian Johnson
Título Original: Star Wars: The Last Jedi
Roteiro: Rian Johnson
Elenco: Mark Hamill, Carrie Fisher, Adam Driver, Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac
Estreia: 13/12/2017
País: EUA
Gênero: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção científica

Este post NÃO CONTÉM SPOILERS do episódio VIII! Só do Episódio VII, então se você ainda não assistiu, pare de ler agora. Caso tenha visto, pode ler com tranquilidade. :)

Após o extermínio da República, a Primeira Ordem do Supremo Líder Snoke vem assombrando cada vez mais a galáxia, mesmo após a destruição da base Starkiller pelos rebeldes da Resistência. A única esperança está na volta do Mestre Jedi Luke Skywalker para ajudar sua irmã General Organa a fortalecer a Resistência e ensinar a religião Jedi para mais alunos, assim restaurando o equilíbrio na Força.

Uma palavra resume esse post: Porgs. Mentira. Quinta-feira passada Os Últimos Jedi estreou no cinema e no dia seguinte já havia uma guerra na internet entre as pessoas que amaram o filme e as que odiaram. Como você sabe através do meu último post, sou ultra fã da franquia e estava com um medo sincero de como seria esse oitavo episódio, já que o sétimo (que estreou em 2015) foi tão bom e conseguiu abrir a nova trilogia de forma incrível. Fui à estréia com Cibele e saí do cinema para brincar de lutar com sabres de luz dentro do supermercado com a sensação de que muita coisa havia ocorrido e que ainda precisava de tempo para assimilar tudo, porém com um coração de fangirl cheia de orgulho do trabalho épico feito por Rian Johnson. E sim, antes de escrever esse post fui ao cinema novamente para ter certeza de que o filme era realmente bom e posso falar que da segunda vez é melhor ainda!

Kylo Reeeen ♪ ♫ Kyyyylo Ren ♩ ♬

Alguns fãs estão reclamando (e pasmem, fizeram uma petição online para tirar esse filme do cânone de Star Wars) que Os Últimos Jedi estraga tudo que Star Wars representou na infância deles. Penso que essa galera não estava assistindo aos filmes direito e nem viram esse novo episódio com atenção. Tudo que mencionei no meu post está de volta no episódio VIII e algumas coisas foram até potencializadas (lamento informar, mas a mira dos Stormtroopers ainda continua a mesma). A produção do filme foi de um cuidado tão grande que é difícil de acreditar que ele foi feito em dois anos. As piadinhas estão de volta com tudo, desde o começo e muito bem colocadas: são vários os momentos que o espectador ri no cinema, e o melhor é que elas são feitas por todo mundo! Não só piadas, mas momentos cômicos permeiam todo o longa e mesmo assim o filme não deixa de ser sério e grave em muitos momentos. Agora sim posso dar certeza de que Os Últimos Jedi é tão bom quanto O Império Contra-Ataca (Mayra polêmica), mas sem ser, de forma alguma, um remake. E esse foi o principal motivo das reclamações desses fãs (que não sabem ver a evolução de nada): que era muito diferente dos Star Wars passados. Sim, ser um remake dá muito certo e vende muito bem, afinal, O Despertar da Força nada mais é que uma mistura de elementos de Uma Nova Esperança e uns poucos de O Império Contra-Ataca, mas aqui existem personagens diferentes com histórias diferentes e uma galáxia em um estado diferente, por quê haveria de ser tudo igual? Fica óbvio que a história teria que caminhar para um novo lugar, com novos elementos e novos acontecimentos. Esse filme é corajoso do começo ao fim.

Rian Johnson fez um trabalho maestral em Os Últimos Jedi. A fotografia do filme é linda, a direção então, nem se fala. São duas horas e meia de cenas visualmente lindas, filmadas de ângulos inusitados e muito memoráveis. Ao longo do filme todo existem cenas épicas, para rir, chorar, se divertir e se arrepiar (muito) – principalmente no terceiro ato é uma surra de cenas emblemáticas tanto em questão de roteiro como visual, é tudo muito muito muito lindo mesmo. Que filme lindo! Ele soube muito bem usar a trilha sonora e criar instantes de tensão ou de felicidade, e também soube usar o silêncio para causar impacto. Aliás, adorei como ele resolveu expandir o uso da Força, dando maior vazão aos atos dos personagens e assim, criando um roteiro minunciosamente bem feito e bem pensado, para que o resultado do destino de cada um ali presente fosse impactante e bem amarrado; e olha que deve ter dado bastante trabalho porque penso que esse seja o episódio de Star Wars com maior número de personagens. O mais importante é que o filme se resolve em si e ainda deixa muita história para o episódio IX (que estréia só em 2019).

Como eu vivi quase 24 anos da minha vida sem Porgs??????????????

Para variar as atuações foram sensacionais. Daisy Ridley volta como Rey – e preciso frisar que o desempenho dela está sensivelmente melhor do que no episódio VII, em que nem ela gostou de sua atuação -, que agora está tentando convencer um Luke fantasticamente fenomenalmente fabuloso de Mark Hamill a ajudar a Resistência da General Organa, da saudosa Carrie Fisher, que nos deixou ano passado (confesso que quando ela aparecia no telão a minha vontade era de apenas chorar em posição fetal). O Kylo Ren de delicia Adam Driver continua meio conflituoso sobre sua escolha de lado na Força, porém sofre grande influência do Supremo Líder Snoke de Andy Serkis (que só faz personagens de CGI, precioso? – você me perdoe mas não consigo não ser fangirl maluca de tudo nessa vida), que comanda a Primeira Ordem do ensaio de Hitler da galáxia distante General Hux de Domhnall Gleeson. Temos o esquentadinho piloto da Resistência Poe Dameron de casa comigo por favor Oscar Isaac que empresta seu droid BB-8 (amor eterno e verdadeiro) para a missão maluca do Finn de John Boyega e da mecânica sem traquejo social Rose Tico de Kelly Marie Tran – esta que chorou horrores de felicidade na première do filme porque foi a primeira mulher asiática da franquia e todos nós fãs ficamos emocionados porque Star Wars é diverso sim! Aliás melhor elenco porque se você for assistir aos vídeos deles de divulgação do filme é só amor infinito.

Querido Papai Noel, esse ano quero de presente: um droid e um piloto da Resistência por favor.

Recheado de mensagens lindas como “aprenda com suas falhas” e “você é dono do seu próprio destino”, Os Últimos Jedi tem fan service à beça e funciona super bem como filme do meio da trilogia, sendo que o principal objetivo é sim passar o bastão para essa nova geração de personagens, mas sem esquecer o legado do antigo, do canônico que cativa milhões de fãs há décadas: ele prega o respeito. Claro que tem crítica política também porque George Lucas o faz desde o Episódio IV, mas isso não muda em nada o âmago do filme. Enfim, indico esse episódio VIII para toda e qualquer pessoa, porque desde a estréia até aqui percebi que muita gente amou esse filme, sejam eles fãs, sejam eles pessoas que nunca tinham assistido Star Wars na vida e nem sabiam do que se tratava. É um filme ótimo, gostoso de ver e rever, e que anda inspirando muita gente a entrar nessa galáxia espetacular de Star Wars. E aí, de que lado da Força você está?

Top 6 – Motivos Para Assistir Star Wars

Por 6434 Acessos

Em 2017 a saga Star Wars completa 40 anos de história, com fãs ao redor do mundo inteiro e de todas as gerações. Como amanhã estréia o oitavo episódio da franquia, chamado de “Os Últimos Jedi” no Brasil (alô spoiler já no título nacional), resolvi listar aqui alguns dos motivos que me fazem amar esses filmes e que talvez sejam os mesmos pelos quais a magia de Star Wars é fortemente presente mesmo depois de quatro décadas de existência (me deixa ser fangirl um pouquinho por favor). Vai que lendo esse top você não fica com vontade de assistir também?
(Que fique claro aqui que o amor é pelos episódios IV, V, VI, VII e Rogue One; da trilogia I, II e III que é prequel, não gosto muito, mas tem seu papel e é canônica, então por mais que não seja mencionada com afeto aqui no post, aconselho que seja assistida junto dos outros filmes, tá bem? Então tá bem.)

 

Mulheres Fortes

Jyn Erso, Princesa Leia, General Leia e Rey

Star Wars é conhecido por muitas coisas, dentre elas, suas mulheres. O primeiro filme, que foi ao ar em maio de 1977, já começa com uma mulher sendo super fodona: Leia (interpretada pela querida Carrie Fisher, que infelizmente faleceu no ano passado. Que a Força esteja com ela). Ela se salva, ela salva a rebelião, ela salva os amigos, ela tem personalidade forte, ela luta e ainda é uma princesa! Quem disse que princesas não podem ser fortes? Daí que no episódio VII ela se torna General da Resistência, lutando contra os ditadores da Primeira Ordem, sucessores do Império Intergalático! E temos também Jyn Erso (Felicity Jones), que teve um papel mega importante para a rebelião em Rogue One e que também marca pela personalidade incrível, pela força e pela atitude. E, claro, Rey (Daisy Ridley). A protagonista da nova trilogia de Star Wars é apenas uma piloto, mecânica, lutadora… Nossa senhora como isso é importante! Ela é uma sobrevivente, é inteligentíssima, é carismática, é apenas sensacional. Mas o mais importante disso tudo tudo: nenhuma delas é sexualizada! Elas usam roupas plausíveis, elas são tratadas com o respeito como os seres humanos que são, e elas têm voz, profundidade e protagonismo. Menção honrosa para Padmé Amidala (Natalie Portman) e  também para as figuras de liderança política interpretadas por mulheres – que são muitas dentro da saga.

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