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Larissa Reeden

Larissa Reeden  

Estudante de jornalismo. Viciada em chick-lit, mas lê os mais diversos gêneros. Autora/tradutora de fanfics Twilight/Crepúsculo. Livro favorito: a auto-biografia de Ayaan Hirsi Ali: INFIEL - A história de uma mulher que desafiou o islã.


Dizem por Aí

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Dizem por aí

Minha Classificação:
Dizem por aí goodreads
de
Publicação: em 2012
Gêneros: ,
ISBN: 9788581630137
Título Original: Rumor Has it
Páginas: 430
Tradução: Sayuri Arakawa
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Capa original

Num belo dia Tilly Cole chega no apartamento que divide com o namorado Gavin após o trabalho e descobre que ele foi embora levando consigo tudo que era “dele”, deixando apenas um bilhete sob a lareira. Tilly, não tão arrasada quanto deveria, mas ainda assim chateada, vai para a pequena cidade de Roxborough visitar sua melhor amiga Erin. Lá ela vê um anúncio de emprego para “faz tudo” e a vaga é descrita como divertida.  Sem nada que a prensa em Londres, ela impulsivamente se candidata para a vaga e consegue o emprego. Lá ela trabalha para Max e sua filha Lou. Max trabalha com Jack Lucas, o cara lindo e sexy que segundo dizem por aí é um mulherengo convicto. Mas há mais em Jack do que os olhos podem ver e os rumores que abundam Roxborough… 

Apesar da sinopse focar apenas na Tilly, o livro aborda em paralelo a vida dos outros personagens de uma maneira mais aprofundada, coisa que acontece bastante nos livros da Jill Mansell, e que acabam sendo melhores que o casal principal…

Confesso que fiquei receosa quando comecei a ler, por 2 motivos: um a capa HORRENDA (poderiam ter usado a capa LINDA original) e minhas amigas não haviam gostado… mas me arrisquei e adorei.

“(… ) Garota faz-tudo, emprego divertido em casa de campo, 200€/semana. Era só isso, curto e direto. Tilly imaginava o que eles queriam dizer com a expressão “emprego divertido”. Afinal, algumas pessoas podem classificar Ministro da Fazenda como um emprego divertido. (…)”

No melhor estilo romance de sessão da tarde, cheio das coisinhas de cidade pequena, os personagens são peculiares o que é ainda melhor se você ler imaginando aquele sotaque britânico. Max é engraçado e encantador, e o chefe que todo mundo gostaria de ter. Assim também é sua ex-esposa Kaye, a atriz de uma série americana famosa, que tem que voltar para a Inglaterra, após um pequeno acidente…  Erin é quem rouba a cena toda, seu romance com um recém-divorciado e as brigas com a ex-esposa dele rendem muitas risadas e por fim uma amizade comovente. Mansell também explora o impacto da sexualidade de Max e da morte de outro personagem. Ambos os cenários são tratados com franqueza e humor.

“O problema de estar a fim de um mulherengo é que isso faz você se preocupar mais com a sua aparência. Assim, se o encontrar por acaso, você pode ao menos relaxar sabendo que está maravilhosa.”

O diálogo é rápido, inteligente e sempre divertido. E a Tilly é a típica mulher moderna que é romântica, mas precisa e quer sua independência, e no fim embanana tudo.

É uma história com fim previsível. Mas eu adoro um finalzinho clichê, quando a semana está carregada, parece que deixa tudo mais leve.

OBS da Cibele: esse livro não relação com o filme de mesmo nome.

    
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Irresistível

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Irresistível

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Irresistível goodreads
de
Publicação: em 2013
Gêneros: ,
ISBN: 9788581861227
Título Original: Seven Years to Sin
Páginas: 232
Tradução: J. Alexandre
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Capa original

Na noite anterior a de seu casamento com o Lord Benedict Tarley, Jessica vê um casal fazendo sexo em um gazebo, mas o que a perturba não é o ato em si, mas o fato de que Alistair Caufield a viu e olhou em seus olhos enquanto se exibia, dando a entender que ele gostaria que fosse ela ali. Com toda a sinceridade ela conta o acontecido ao noivo, e eles acabam “adiantando a lua de mel”, após isso eles tem um casamento feliz, mas sem filhos que durou sete anos até que Tarley faleceu precocemente. No entanto, aquela noite anos atrás nunca saiu da mente de Jessica e Aistair, e a pedido do falecido marido ela toma uma navio rumo à Jamaica para comandar a fazenda de cana de açúcar da família. O que ela não sabe é que o navio pertence a Alistair Caufield, que descobre que ela está indo viajar e resolve ir junto para poder enfim conquistá-la. Ela só descobre isso mais tarde, juntamente com o fato de que ele também nunca esqueceu aquela tarde. Juntos eles se abrem e expulsam os demônios que guardam dentro do peito.

Enquanto isso a irmã mais nova de Jessica, Hester se casou com o abusivo Lorde Regmont, um homem que ela aprendeu a amar no começo, mas odiar por seu comportamento. Enquanto Jessica não encontra forças para exigir que os homens a tratassem com respeito, Hester acaba por repetir os comportamentos que aprendeu quando criança. Sete anos depois Michael, o mais novo dos Tarley, perdidamente apaixonado por ela há anos, percebe o abuso e resolve agir, mesmo estando de mãos atadas.

“Por anos a fio, havia desejado aquela mulher, só não percebera que, desde o início, a queria para sempre.”

A história é mais um desses romances históricos típico de banca. Para aqueles que já estão familiarizados com o estilo, talvez seja mais do mesmo. Para quem não está habituado é um ótimo começo.  Sylvia Day é capaz de criar personagens independentes, mesmo dentro das circunstâncias mais estereotipadas da aristocracia britânica do século XVII.

É claro que há muita fofoca, passados conturbados, dramas familiares e romance, muito romance e erotismo. Aliás as cenas são bem detalhadas, dá para imaginar perfeitamente onde eles estão ou o que estão fazendo como as cenas de um filme, é sexy e descritivo sem ser vulgar, apesar de ser cheio daqueles termos que eu bem acho ridículos como “sua seiva” e “seu botão rosado”.

No fim das contas, eu gostei bastante, é um livro pequeno, para se ler em casa em um final de semana que você queira apenas relaxar. O final é meio corrido, acho que poderia ter sido melhor trabalhado, fica muito em aberto o que acontece com a Hester e o Michael que para mim deveriam ter ganhado um livro só deles, pois roubam a cena nos últimos capítulos (mesmo que a Sylvia Day já tenha dito em seu site que muitos leitores do livro pediram a mesma coisa e que ela vai escrever um conto somente deles).

Ah e  já aviso que se você estiver em busca de mais um pouco de Crossfire pode tirar o cavalinho da chuva, o livro é erótico, mas absurdamente diferente, mesmo a autora alegando que se inspirou nele para escrever Toda Sua, não achei nenhuma semelhança.

Irresistível mostra que nunca é tarde para amar verdadeiramente e ser amado de volta, mesmo através das circunstâncias mais adversas. 

    
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Um Lugar Para Ficar

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Um lugar para ficar

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de
Publicação: em 2012
Gêneros: ,
ISBN: 9788581630199
Título Original: Stay
Páginas: 272
Tradução: Maria Angela Amorim De Paschoal
Lojas confiáveis para comprar livros:
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Capa original

Clara foge com seu pai de sua cidade natal após se dar conta de que seu relacionamento não é tão bom e saudável como ela pensou. Christian a sufoca e persegue, não admitindo o fim do relacionamento. Na cidade litorânea para onde ela vai, Clara conhece pessoas do passado dos seus pais, segredos que rodeiam a família, a redescoberta de um amor verdadeiro e bom com um marinheiro sexy. E aprende a confiar novamente nas pessoas.

Garanto que essa não é a melhor sinopse que já fiz, mas isso pode ser um reflexo do que achei do livro. MORNO, FRACO, SEM SAL NEM AÇÚCAR. Se eu tivesse que comparar a sei lá uma comida, eu pensaria em um refogado de chuchu sem sal, pelo menos é o que vem a mente quando penso nele. Para um parâmetro melhor, lá embaixo tem o book trailer que eu também achei péssimo. 

Quando me interessei pelo livro, imaginei que ele fosse ser um thriller psicológico desses que fazem o coração da gente disparar esperando a próxima cena. Mas ele fica ali entre a vida dela em Bishop Rock e seu recente passado em Seattle. É claro que o livro tem um ou outro lado positivo, a forma como a protagonista parece ser a autora. As notas do livro são notas da mente da personagem. E o pai dela (Clara) é um escritor do tipo Stephen King.

Tem uma gaivota que quase ganha vida própria. E um marinheiro bonitão. Lendas litorâneas, envolvendo navios naufragados e  suicídios, mas o enredo é automático, tudo retinho, sem ápices. Única experiência, não pretendo ler mais nada de Deb Caletti.

Finalizando escolhi uma quote do livro, que fala exatamente meu sentimento ao lê-lo e porque não o abandonei. Usando as palavras de Clara contra ela mesma.

“Eu costumava tentar ler um livro que não estava me interessando, e, às vezes quando me dava conta, já o tinha lido por inteiro, sempre esperando que algo diferente acontecesse no final. Talvez eu não entendesse por que me sentia assim em relação a leitura de um livro. Parece que eu tinha obrigação com o livro, com as pessoas, não importa se eram reais ou de ficção.”

    
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