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Cibele

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Apaixonada por livros, Rock e tecnologia. Fez das duas primeiras paixões seus hobbies e da última sua profissão.

The Marvelous Mrs. Maisel

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The Marvelous Mrs. Maisel

Minha Classificação:
The Marvelous Mrs. Maisel - 2017 The Movie DB
de Amy Sherman-Palladino
Status: 1 temporada (renovada)
Episódios vistos: 1
Elenco: Rachel Brosnahan, Alex Borstein, Tony Shalhoub, Marin Hinkle
Gênero: Drama, Comédia
Canal Original: Amazon
Canal no Brasil: Amazon
Duração do Episódio: 57 minutos

Essa sinopse tem leves SPOILERS apenas do primeiro episódio, mas se não quiser saber, pode pular esse parágrafo.
No final dos anos 50, Midge Maisel é a esposa e mãe perfeita: sempre com cabelo, roupa e maquiagens impecáveis e sempre disposta a cozinhar o que for preciso para que o marido consiga uma vaga para sua apresentação de stand up num clube de Nova Iorque. O marido sonha em ser um comediante de sucesso, mas ele não tem a menor graça, enquanto Maise é engraçada mesmo quando não está tentando ser. Claro que isso se torna um problema no casamento deles, mas também desperta em Maise a descoberta de um sonho que ela nem sabia que tinha.

Desde o revival de Gilmore Girls em novembro do ano passado eu estou profundamente decepcionada com a Amy Sherman-Palladino, tanto que o Piloto de The Marvelous Mrs. Maisel estava disponível na Terra desde março e só agora me convenci de que valia a pena dar uma chance. A série se passa nos anos 50, então na primeira metade do episódio eu fiquei muito nervosa com a forma como a Midge estava sendo retratada, mas tudo o que me incomodou acabou tendo um propósito para a segunda parte do episódio e – acredito – para o restante da série. Gostei tanto de tudo que estou quase esquecendo as quatro últimas palavras de Gilmore Girls. Quase.

A protagonista, assim como as de Gilmore Girls e Bunheads (e como a própria Amy Sherman, diga-se de passagem), é extremamente engraçada e fala super rápido. Com essas características não sei porque levou tanto tempo para que uma dessas personagens fosse comediante stand up. Quando eu li a sinopse e vi que a série era sobre isso, fez tanto sentido na minha cabeça que eu sabia que ia dar certo. A escolha de fazer dessa uma série de época também foi muito acertada porque a caracterização da década está perfeita, tanto no ambiente quanto no figurino. Além disso é muito legal ver como as coisas que acontecem a Midge, que hoje são comuns, eram um problema enorme para a sociedade há tão pouco tempo. Dá para ver como algumas coisas evoluíram, mas sem deixar de notar que muitas outras continuam iguais.

O piloto, apesar de ter quase uma hora de duração, passa bem rápido e consegue apresentar bem os personagens e a vida deles, além de deixar tudo acertado para que a série continue durante as próximas duas temporadas. Isso mesmo, a série nem estreou oficialmente ainda e já foi renovada para duas temporadas. É a primeira vez que a Amazon renova uma série por duas temporadas de uma vez só. YOU GO GIRL. A estreia oficial está marcada para 29 de novembro na Amazon Prime (não sei se vai estrear também no Brasil).

The Last Mrs. Parrish

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The Last Mrs. Parrish

Minha Classificação:
The Last Mrs. Parrish goodreads
de
Publicação: em 2017
Gêneros: ,
ISBN: 9780062688163
Páginas: 560
Nível no Idioma Original: Intermediário
Lançamento no Brasil: Sem Previsão
Compre em lojas confiáveis:
amazon
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Amber cresceu numa família pobre em uma cidade pequena dos Estados Unidos. Hoje já adulta, ela carrega o sonho de viver uma vida de luxo e decide então “roubar” a de Daphne, uma socialite casada com um homem lindo, apaixonado e rico. Óbvio que conseguir roubar o marido e a vida de outra mulher não vai ser tarefa fácil, mas Amber está disposta a fazer o que for para nunca mais passar dificuldades financeiras na vida.

“Amber lembra de ter lido que atores pensam na coisa mais triste possível para conseguir chorar quando preciso. Ela estava tentando pensar em uma lembrança para chorar, mas a coisa mais triste que conseguiu imaginar é que não era ela a pessoa sentada na cadeira de Daphne, a dona dessa casa incrível.”

Sabe por que eu fiquei interessada por esse livro? Nos comentários de quem tinha lido, a maioria comparava com outro livro que eu amo com força (se eu falar qual pode ser spoiler dele, mas vou deixar o link da resenha aqui se você quiser clicar por sua conta e risco). Perceba que a editora não tentou vender o livro falando ser parecido com esse outro, foram os próprios leitores, e o pior é que realmente me lembrou demais em certos aspectos. Só pela frase acima já dá para notar como a Amber é sociopata e não sei como não amar uma protagonista tão problemática assim.

“Amber Patterson estava cansada de ser invisível.”

O livro é dividido em três partes: a primeira é a versão da Amber, a segunda é da Daphne e a terceira é a resolução da história mostrando como as coisas vão acontecer agora que você leitor – mas ainda não as personagens – sabe a verdade sobre tudo. A segunda parte traz um belo plot twist, mas que eu já esperava já que a primeira parte é cheia de sinais que apontam para isso. Mayra tava lendo também e logo no começo eu mandei uma mensagem para ela falando o que acabou sendo a reviravolta do livro. A versão da Daphne não é nada feliz e eu fiquei muito nervosa em diversas partes. Acredito que se você não estiver esperando as revelações que essa parte traz, fique tudo melhor ainda.

“Só o que ela precisava de Amber era tudo.”

O suspense é bem construído e sei que “uma mulher querendo roubar o homem da outra” não é a coisa mais legal da Terra, mas acredita em mim, a história é boa. Meu maior problema com o livro, no entanto, foi o final que não tem nada de errado, minhas expectativas que me fizeram querer outra coisa mesmo. A culpa da decepção é toda minha já que o desfecho foi justo e coerente com a história apresentada. O livro foi lançado mês passado então ainda não li notícias a respeito de adaptação, mas acho que seria um ótimo filme (principalmente se colocarem o final que eu queria rs) e na minha cabeça a Rachel McAdams como Daphne e até como a Amber – já pensou? – seria perfeito.

Trigger Warning com SPOILER: o livro contém cenas de abuso físico e emocional.

Alias Grace

Por 3943 Acessos

Alias Grace

Minha Classificação:
Alias Grace - 2017 The Movie DB
de Sarah Polley
Status: 1 temporada (finalizada)
Episódios vistos: 6
Elenco: Sarah Gadon, Edward Holcroft, Anna Paquin, Rebecca Liddiard, Kerr Logan, Zachary Levi
Gênero: Crime, Drama
Canal Original: Canadian Broadcasting Corporation
Canal no Brasil: Netflix
Duração do Episódio: 45 minutos
Assistir Alias Grace online: Netflix

A série é baseada no livro de mesmo nome (lançado no Brasil como “Vulgo Grace”) de Margaret Atwood, mesma autora de O Conto de Aia (The Handmaid’s Tale). Livro e sua adaptação são baseados na história real de Grace Marks que foi acusada de assassinato no século XIX. A série começa quando o Dr. Simon Jordan é contratado por um grupo que acredita na inocência de Grace e pede ao psicólogo para ajudá-los a provar. A série foi criada pela Sarah Polley que eu conheço dos trabalhos como atriz em Minha Vida Sem Mim e Madrugada dos Mortos.

Eu assisti o primeiro episódio e, apesar de saber que ao todo são apenas seis episódios, fiquei com vontade de desistir. A ideia da série é ótima, eu não conhecia a da vida real e fiquei muito curiosa, mas o maior problema que eu tive no início foi a atuação da protagonista. Grace é uma personagem misteriosa e o espectador não sabe se pode ou não confiar no que ela fala, mas a atriz não demonstra nenhuma expressão no olhar ou de nenhuma outra maneira. Não conheço muito bem o trabalho da Sarah Gadon então não sei se essa foi uma escolha (estranha) para a protagonista ou se ela não foi realmente capaz de demonstrar o que precisava. Independente de ter sido proposital ou não, isso me incomodou muito e não consegui simpatizar ou torcer pela Grace, pelo menos não num primeiro momento.

Apesar de não ter sido conquistada logo de cara, insisti e no terceiro episódio acho que a série começou a fluir melhor e a partir daí eu comecei a aproveitar mais a história e acabei sendo recompensada por uma narradora em quem eu não podia confiar e um final bonito de se ver com todos os elementos que me fazem feliz. O desfecho inclusive traz umas revelações interessantes que eu ainda não sei dizer se aconteceram também na história real, assim que acabar de escrever aqui vou pesquisar mais sobre a Grace Marks real porque é tudo interessante demais para eu deixar passar.

Alias Grace, diferente de The Handmaid’s Tale não dá um show na fotografia e direção (nem na atuação da protagonista) e se garante apenas na história que conta. Os seis episódios foram suficientes para tudo o que precisava ser contado e não notei nenhuma cena que existisse só para passar o tempo e achei todos os acontecimentos importantes para a trama. O final ficou bem resolvido, mas acho que algumas pessoas vão terminar querendo mais respostas do que a série está disposta a oferecer. Eu particularmente gostei muito de como terminou e essa é uma parte que eu não mudaria. Apesar de não ser uma série 5 estrelas, na minha opinião, merece uma chance e acho que vale a pena já que é super curtinha e tem uma história que se torna ainda mais surpreendente se você mantiver em mente que é real.