Você está em: Início / Author / Cibele Ramos
Cibele

Cibele
    

Apaixonada por livros, Rock e tecnologia. Fez das duas primeiras paixões seus hobbies e da última sua profissão.

The Bold Type

por • 1372 Acessos

The Bold Type

Minha Classificação:
The Bold Type - 2017 The Movie DB
de Sarah Watson
Status: 1 temporada
Episódios vistos: 2
Elenco: Katie Stevens, Aisha Dee, Meghann Fahy, Sam Page, Matt Ward, Melora Hardin
Gênero: Drama
Canal Original: Freeform
Canal no Brasil: Nenhum
Duração do Episódio: 45 minutos

Baseada na vida de Joanna Coles, editora da Cosmopolitan, The Bold Type conta a história de três amigas americanas de 20 e poucos anos que trabalham numa revista feminina. A protagonista, Jane, é vivida pela Katie Stevens que ficou famosa no American Idol e posteriormente com a série Faking It da MTV.

A série estreou do nada, eu não tinha nem ouvido falar, e de repente começaram a surgir diversas críticas recheadas de elogios. Obviamente fiquei curiosa e resolvi ver os dois únicos episódios lançados até então. A primeira coisa que me conquistou foi: amizade feminina. É tão simples porém tão raro ver na TV/cinema mulheres sendo amigas de verdade, se apoiando sem sentir inveja das conquistas da outra, etc. A primeira cena da série é essa aí da imagem acima e tudo o que aconteceu até chegar ali conseguiu mostrar muito bem quem é cada uma delas. O primeiro episódio soube usar os 45 minutos de duração para apresentar suas personagens.

Os episódios conseguem misturar bem o trabalho das moças na revista com suas vidas pessoais fazendo um paralelo entre as duas coisas. Pelo menos até o momento, todo os assuntos abordados são sérios e foram tratados com todo o respeito e argumentos que merecem, sem contar que o roteiro não optou por soluções mágicas e fáceis para os problemas apresentados e nem transformou os possíveis romances em coisa de conto de fadas. É tudo bem realista e de fácil identificação para quem assiste. Mesmo que eu seja mais velha que as personagens e tenha uma vida bem diferente, consegui me ver nas situações justamente por terem sido tratadas com tamanha delicadeza.

The Bold Type é uma série que chegou na hora certa, porque eu sinceramente não imagino ver esses assuntos sendo tratados por mulheres tão fortes e independentes há 10 anos. Sim, algumas tentaram (Sex and the city e Felicity, só para citar algumas), mas acabavam caindo em clichês, ou fazendo as moças tomarem decisões duvidosas “”””em nome do amor”””” e perdendo um pouco a força. No entanto, reconheço o problema de nos dois primeiros episódios, todos os assuntos surgiram e foram resolvidos ali mesmo. Isso é bom para quem assiste um ou outro capítulo, mas em outras séries que já vi serem canceladas antes da hora, acabou se tornando um problema pois o espectador perde a vontade de acompanhar e com isso a audiência cai. Espero no entanto que seja renovada e continue a existir enquanto tiver histórias para contar.

Experimento Belko

por • 2834 Acessos

Experimento Belko

Minha Classificação:
The Belko Experiment The Movie DB
de Greg McLean
Título Original: The Belko Experiment
Estreia: 17/03/2017
País: EUA
Gênero: Ação, Terror, Thriller
Roteiro: James Gunn
Elenco: John Gallagher Jr., Tony Goldwyn, Adria Arjona, John C. McGinley, Melonie Diaz, Josh Brener

A empresa Belko fica no meio do nada e no que parece ser um dia comum de trabalho, os funcionários ouvem uma mensagem pelo alto-falante que diz que eles devem escolher dois deles para morrer nos próximos 30 minutos. Todos pensam ser apenas uma brincadeira até que placas de ferro cobrem as portas e janelas e pessoas começam a morrer.

Não acontece nada com o cachorro, pode se acalmar.

Eu não quis colocar nenhum spoiler, mas só para explicar melhor, o filme não tem nada de sobrenatural; são apenas pessoas matando pessoas. Dito isso, eu não posso deixar de comparar Experimento Belko a Circle, onde um grupo de pessoas também está presa num tipo de “experimento social” onde tem que decidir quem merece morrer e ainda bolar uma estratégia que poupe a própria vida. Os dois tem um final bem louco, mas enquanto a resolução dos personagens foi melhor em Circle, o motivo do experimento foi melhor em Belko.

O roteiro foi escrito pelo James Gunn (que escreveu e dirigiu os dois “Guardiões da Galáxia“) então não vou negar que esse foi um dos motivos que me deixou curiosa pelo filme. Mas enquanto em Guardiões James tem todo um cuidado na hora de desenvolver seus personagens e nos fazer gostar deles, aqui ele trata todos apenas como números a serem mortos então foi difícil me importar com qualquer um. Tratar pessoas como números é mais ou menos o que empresas fazem com funcionários? Sim. Pode ter sido intencional e parte da crítica social? Sinceramente acho que não porque ficou muito difícil entender a motivação de qualquer um sem conhecê-los. Por que essa pessoa em particular não vê problema em sair matando todo mundo e o outro se recusa a fazer isso? Antes que o experimento comece o filme se preocupa mais em estabelecer relações entre eles do que em mostrar quem são.

Apesar da ideia boa, depois de explicado para os personagens e público o que está acontecendo, o filme vira um daqueles de terror que não tem medo de ser nojento. Tem muita morte horrível, muita gritaria, muito personagem fazendo burrice e muito sangue. Eu sinceramente não ligo de ver essas coisas e adoro filme de terror, mas não ter para quem torcer faz uma GRANDE diferença nessas horas. Independente do que acontecesse minha reação era dizer apenas “ok”. Não acontece nenhuma reviravolta e o final se preocupa mais em deixar o caminho aberto para possíveis sequências do que em resolver a história que criou.

O final deu a entender que uma possível continuação vai ser mais interessante que o filme inicial, mas ainda assim eu tenho medo de que eles caiam novamente nos clichês do terror em vez de desenvolver melhor a situação, portanto eu não pretendo rever esse e nem ver os próximos. Se você tem curiosidade de saber o que vai acontecer, veja, mas não vá com grandes expectativas.

GLOW

por • 4308 Acessos

GLOW

Minha Classificação:
GLOW - 2017 The Movie DB
de Liz Flahive
Status: 1 temporada
Episódios vistos: 10
Elenco: Alison Brie, Britt Baron, Kimmy Gatewood, Rebekka Johnson, Rich Sommer, Kate Nash
Gênero: Comédia
Canal Original: Netflix
Canal no Brasil: Netflix
Duração do Episódio: 30 minutos
Assistir GLOW online: Netflix

Ruth é uma atriz em busca de emprego na Los Angeles dos anos 80. Nessa época, não tão diferente assim de hoje em dia, os papéis para mulheres se limitavam a poucas (e bobas) falas e mesmo assim ela nunca era escolhida. Até que surge a oportunidade de participar de GLOW (Gorgeous Ladies of Wrestling) e ela decide fazer todo o possível para não perder a chance de atuar num show onde as mulheres são as únicas estrelas.

Quando eu acabei de ver a quarta temporada de Orange is the New Black, surgiu o trailer de GLOW e ali mesmo eu já fiquei completamente apaixonada. É muito bom ver uma série que sai do ambiente comum, eu nunca achei que me interessaria por qualquer coisa com o tema “luta” e estava errada. É sempre ótimo também ver alguma coisa onde a maioria dos personagens são mulheres de todas as formas e cores.

Alison Brie interpreta a protagonista e está incrível no papel. Ela é muito boa em comédia (lembra dela em Community?) e aqui soube dosar muito bem o humor com os momentos mais sérios dessa anti-heroína. Li por aí que ela queria muito o papel, assim como a Ruth queria muito participar do GLOW, então essa identificação pode ter ajudado a tornar tudo tão real.

A segunda da direita pra esquerda é a Kate Nash.

O elenco é em sua maioria desconhecido, mas eu já tinha visto a Betty Gilpin na finada Masters of Sex e a Kate Nash (que eu não reconheci na série inteira, só soube que era ela quando fui pesquisar as coisas para escrever o post) tem umas músicas que eu gosto. Por falar nisso, apesar de nunca tê-la visto atuar, ela estava tão boa mas tão boa nessa série que eu fiquei maravilhada. Brittanica foi sem dúvida uma das que mais gostei no grupo.

Não tenho visto muitos comentários sobre GLOW, a não ser da crítica especializada, o que me preocupa já que a Netflix agora decidiu cancelar as coisas sem pena. Acho que o público realmente não foi esperado porque agora eles começaram a divulgação pesada (inclusive tire um minutinho e veja essa com a Gretchen e a Rita Cadillac). Bom, mas ainda que a segunda temporada não aconteça o final foi satisfatório, apesar de algumas questões em aberto, e dá para aproveitar a série como um evento único. No entanto, preciso de uma segunda temporada na minha vida.