The Handmaid’s Tale – Parte 1

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The Handmaid’s Tale – Parte 1

Minha Classificação:
The Handmaid's Tale - 2017 The Movie DB
de Bruce Miller
Status: 1 temporada (renovada)
Episódios vistos: 9
Elenco: Elisabeth Moss, Alexis Bledel, Samira Wiley, Yvonne Strahovski, Joseph Fiennes, Max Minghella
Gênero: Drama, Sci-Fi & Fantasia
Canal Original: Hulu
Canal no Brasil: Nenhum
Duração do Episódio: 50 minutos

Desde quando estreou, The Handmaid’s Tale vem causando burburinhos na internet. A adaptação do famoso livro de Margaret Atwood “O Conto da Aia” pelo canal online Hulu foi muito esperada, e como os comentários eram muito positivos e todas as críticas citavam as palavras “feminismo radical” resolvi assistir e estou amando cada semana mais. Esse post não tem spoilers!

Eles fazem isso muito bem. Nos fazem desconfiar umas das outras.

Gilead é o que foi um dia os Estados Unidos da América. Estamos num futuro onde a natalidade é baixíssima, os natimortos altos e a fertilidade quase nula são uma realidade comum, portanto a humanidade se torna rarefeita. Através de um golpe de Estado, os Líderes dos Fiéis tomam o controle e instalam um regime ditatorial cujo objetivo é seguir estritamente as ordens de Deus e tornar o mundo fértil novamente, através das Handmaids (ou Aias).

Agora estou acordada para o mundo. Estava dormindo antes.

Nessa sociedade do futuro distópico temos a divisão de mulheres em três categorias (sem brincadeira): Handmaids, Esposas e Marthas. As Handmaids andam de vermelho e só podem sair na rua em pares, elas são as mulheres férteis que devem “cumprir seu dever biológico” dando a luz à crianças para o mundo. As Esposas vestem verde petróleo e são mulheres dos Coronéis dos Líderes dos Fiéis e são na maioria não férteis, por isso elas ficam com os filhos das Handmaids. As Marthas vestem cinza e bege e são cozinheiras comuns e também trabalham na limpeza da casa. Por incrível que pareça, sim, as mulheres são distinguidas por cores. As Esposas não podem ler nem contrariar seus maridos, as Handmaids podem ser mutiladas (mas sem estragar o aparelho reprodutor, claro) caso leiam ou se revoltem de alguma maneira. Estas últimas foram sequestradas, treinadas e sofreram uma “educação especial” (mais conhecida como lavagem cerebral) para que sejam dóceis e submissas e cumpram com seu dever de engravidar e dar à luz sem muitos problemas. Em Gilead, todo mundo é vigiado o tempo todo e as ruas e casas são patrulhadas por homens armados 24 horas por dia, 7 dias por semana. Gays e lésbicas são traidores de gênero e por isso eliminados. Que mundo maravilhoso para se viver, não é?!

A série é protagonizada por Offred – que era June -, uma Handmaid de um Coronel muito importante, e acompanhamos a história prévia de Gilead através de flashbacks que também nos ajudam a ter noção de como o mundo era antes desse absurdo todo. Ela narra a série em primeira pessoa, mas em alguns episódios temos um destaque maior para outros personagens da trama, o que não faz o espectador sofrer menos por tudo que está acontecendo. A maneira como as Esposas tratam as Handmaids, a perseguição aos opositores nas ruas, tudo é muito sofrido. The Handmaid’s Tale é brutal. A série é construída de forma a deixar toda e qualquer pessoa incomodada, desconfortável e revoltada – ainda mais se for mulher: as cenas, o roteiro, a fotografia e a direção são lindos, marcantes e poderosos para que quem estiver vendo se impressione com a possibilidade (hoje em dia nem tão remota assim) de aquilo vir a ser uma verdade concreta. 

Na verdade, The Handmaid’s Tale é uma ampliação exagerada (ou nem?) de tudo que vivemos hoje: extremismo religioso, caça à comunidade LGBT em alguns países e mulher sendo posta como biologicamente predisposta apenas a ter filhos e cuidar de casa. Portanto, penso que é uma série que não deveria ser mas é necessária em pleno 2017. Se falar mais sobre a série, darei spoilers, então apenas deixo um apelo: assistam essa série por favor!

A parte 2 desse post, escrita pela Cibele, pode ser lida aqui.

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