Coroa da Meia-Noite – Trono de Vidro 2

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    Livros da série Trono de Vidro:

  1. Trono de Vidro
    1. A Lâmina da Assassina
  2. Coroa da Meia-noite
  3. Herdeira do Fogo
  4. Rainha das Sombras
  5. Império de Tempestades (Tomo 1) | Império de Tempestades (Tomo 2)
  6. Ainda sem título
Coroa da Meia-Noite – Trono de Vidro 2

Minha Classificação:
Coroa da Meia-Noite goodreads
de
Publicação: em 2014
Gênero:
ISBN: 9788501401397
Título Original: Crown of Midnight
Páginas: 406
Tradução: Mariana Kohnert
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Capa original

Esse livro é o segundo volume da série Trono de Vidro, portanto essa resenha CONTÉM SPOILERS do primeiro livro. Caso queira ler o que achei dele, Trono de Vidro, clique aqui.

Após vencer a competição que lhe garantiu ser a Campeã do Rei de Adarlan, Celaena Sardothien é enviada em missões para eliminar os inimigos do rei, assim garantindo seu salário e também teto, comida e criados dentro do castelo de vidro. Nehemia, sua amiga e princesa de Eyllwe (um reino subjugado por Adarlan), continua no castelo e é uma das maiores razões para Celaena ficar, junto com Chaol Westfall, o capitão da Guarda Real, o príncipe herdeiro Dorian Havilliard e Ligeirinha, sua cadela. Quando o rei entrega o nome de um velho amigo para que a assassina o elimine, ela se vê frente a um desafio muito maior do que simplesmente acabar com uma vida, ela descobre um levante contra a Coroa.

Celaena rosnou – rosnou mesmo – para ele. Pág. 72

Continuando o absolutamente incrível trabalho de Trono de Vidro, Sarah J. Maas se supera mais uma vez nesse livro. Nele, vemos uma Celaena tão divertida quanto antes, porém mais madura depois dos desafios e das descobertas feitas na competição. A essência da personagem é a mesma, mas nesse segundo volume, conhecemos o lado mais obscuro e assassino de Celaena; por isso conseguimos compreender porque ela detém o título de Assassina de Adarlan e é temida por todos os cantos – mas isso não abole de jeito nenhum a tensão romântica presente desde as primeiras páginas. Temos, finalmente, a assassina se rendendo ao amor, se abrindo mais e rejeitando seu destino para poder desfrutar dele, porém tudo a seu preço. O príncipe Dorian e o capitão Chaol ganham mais pontos de vista (mesmo que o livro seja narrado em terceira pessoa, o descritor também os acompanha ao invés de mostrar apenas Celaena), afinal, são personagens que conhecemos e esse não é mais o livro introdutório da série, e achei isso sensacional. Agora já estamos mais ambientados dentro do castelo, portanto é importante que acompanhemos também os personagens secundários importantes. E também somos apresentados a um novo personagem (não sei muito bem se é isso), que é Mort, a aldrava do mausoléu da Rainha Elena que é absolutamente sensacional: haviam momentos que eu gostava mais dele que do Dorian, por exemplo. Acho que ainda gosto.

Mas a morte era a maldição e o dom de Celaena; a morte fora sua grande amiga naqueles longos, longos anos. Pág. 239

Confesso que não sabia como a autora ia trabalhar o (ensaio de) triângulo amoroso formado no primeiro livro, embora para mim já tenha ficado claro quem a Celaena ia escolher, porém fui mais uma vez, surpreendida positivamente. No decorrer do livro, achei que certo personagem ia se tornar um estorvo, o vilão ou coisa assim, porque a narrativa dava meio que a entender isso, mas Sarah J. Maas soube usar muito bem a história que ela tinha em mãos e acabou que esse personagem se tornou mais imprescindível na narrativa e caiu nas minhas graças (eu tinha terminado o primeiro livro meio de mal com ele). Em nenhum aspecto consegui prever o que ia ocorrer dentro da história, e isso para mim só conta pontos positivos demais tanto para a série quanto para  autora!

[…] A assassina sorriu para ele mais uma vez, felicidade sombria estampada no rosto. De que buraco do inferno ela tinha saído para encontrar prazer em tais coisas? Pág. 387

Coroa da Meia-Noite, para mim, foi um pouco mais contemplativo do que o livro anterior porque nele não há tanta ação, mas sim, um desenvolvimento do universo que a autora propõe e ela o fez muito bem. Passeamos por tramas políticas, conflitos internos dos personagens e guerra, além desse volume ter muito mais explicações do que o anterior. Nele temos revelações enormes, tanto sobre nossa anti-heroína como sobre o rei de Adarlan, que é cercado em mistérios. Finalmente descobrimos um pouco sobre como a magia foi extinta e também sobre os planos macabros do rei, e seus meios para atingi-los. Existem várias reviravoltas ao longo do livro e confesso que houveram momentos que eu admirei muito a coragem que a autora teve para tirar o leitor da zona de conforto – eu sinceramente não achei que ela fosse capaz de armar um circo desses, mas depois do final de Corte de Névoa e Fúria eu não tinha que duvidar era de nada. Não vou contar nada muito detalhadamente porque se não acaba a graça de ler o livro, mas ao longo da história, a autora vai deixando vários ganchos gigantescos para os próximos volumes e o final, meus amigos, não há nada igual. Quando terminei a leitura, fiquei toda arrepiada e virei fangirl de Sarah J. Maas, e penso que esse caminho seja sem volta.

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