Deadpool: Dog Park

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Deadpool: Dog Park

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Deadpool: Dog Park goodreads
de
Publicação: em 2016
Gênero:
ISBN: 9788542807721
Páginas: 286
Tradução: Caio Pereira
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Capa original

Como você já bem deve saber depois desse post aqui, eu sou fangirl de Deadpool. Muito. E, por incrível que pareça, ainda demorei bastante para comprar Deadpool: Dog Park porque estava com medo de ser ruim, e venho por meio desta resenha dizer que perdi meu tempo a toa.

Deadpool (ou Wade Wilson/Mercenário Tagarela) foi contratado pela S.H.I.E.L.D. para realizar uma tarefa árdua: aniquilar filhotinhos de cachorro que se transformariam em monstros intergaláticos. Pode parecer cruel, mas é a dolorosa verdade, e ninguém melhor que o personagem mais descompensado do universo Marvel para cumprir essa missão.

Ah, calma lá. Entendi. Livro. Isto é um livro. Ainda tem gente que faz livros? Porra. Pág. 14

Confesso que eu tive medo desse livro ser ruim, ou quiçá péssimo, pois meu personagem favorito da Marvel pode parecer fácil pra quem vê de fora, mas na verdade os problemas e o humor negro de Wade Wilson podem ser catastróficos se tratados de uma maneira fácil ou desrespeitosa. Ou seja, o autor tem que ser muito bom – e muito doido, diga-se de passagem – para conseguir dar credibilidade ao personagem e não estragá-lo. Stefan Petrucha (nome engraçado rs) tirou isso de letra! Foi muito corajoso e muito feliz onde facilmente ele poderia ter escorregado, porque afinal, é um livro, uma narrativa, e não uma história em quadrinhos, como estamos acostumados. O Deadpool até faz piada com isso em várias partes do livro, falando que nas HQs é muito mais fácil e rápido contar uma história – tanto que em várias páginas vemos balões de quadrinhos com onomatopeias – e que “imagens valem mais do que uma verborréia”. Ah, as múltiplas personalidades dele estão bem presentes no livro, e se manifestam em formas de negrito, itálico e até fontes diferentes, recurso muito bom para ilustrar a doideira que é a cabeça do Mercenário Tagarela.

A multidão aplaude e vibra. De lágrimas nos olhos, todos nos abraçamos. Ricos abraçam pobres, idosos abraçam jovens e, o melhor: ninguém presta queixa.
Então saco minhas armas e dou alguns tiros para o alto. Todos saem correndo. Pág. 158

O livro em si é lindo, parabéns para a Novo Século. A capa não tem nada a ver com a história, mas ok. Os capítulos são demarcados em páginas pretas com os números e sombras de cachorros! Falando em capítulos, como se trata de um livro narrado por Deadpool, é óbvio que tem umas zueiras no meio do livro, inclusive nos capítulos e na divisão do livro em três livros (sim). Petrucha transferiu muito bem Deadpool para as páginas de um livro, o personagem está maravilhosamente engraçado e não perdeu nem um pouco da irreverência dos quadrinhos – ai como eu amo as referências a filmes e séries que ele faz!

Se eu sou a voz da razão, temos um problema. Pág. 63

Como o Deadpool é importantíssimo no universo Marvel, temos a participação especial de dois super-heróis mega famosos no livro, e essas partes são muito cômicas, mas de forma alguma obscurecem o protagonista em si. Ter o prazer de ler Deadpool narrando um livro foi uma das melhores coisas que a humanidade já me proporcionou, e realmente, eu não sabia que precisava disso até ler o livro. Juntaram duas coisas que eu amo muito na vida, Deadpool e cachorros e olha, deu muito além de certo (se tivesse a opção de seis estrelas, eu daria seis para esse livro)!

 


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